Notas iniciais
Só avisando, não quero que essa fic passe nenhuma influência para drogas, álcool ou qualquer coisa desse tipo. Espero que vocês gostem! *-*



Acordei com o barulhinho dos empregados arrumando a mesa para o desjejum. Fiquei olhando vidrado para o teto no intuito de receber coragem para levantar da cama. Mexi a mim mesmo várias vezes, mas não voltei a dormir. Fingi que estava com vontade de comer, então levantei. O cheiro de tangerina fresquinha invadia todos os cantos da mansão, provavelmente algum dos empregados tinha saído para colher mais uma remessa disso. Ninguém se cansa. Abri meu guarda-roupa e peguei meu fardamento. Coloquei-os em cima da cama e fui para o banheiro. Retirei a calça do pijama, e minha cueca. Liguei o chuveiro, e deixei a água gelada passar pelo meu corpo. Foi revigorante. Senti um pequeno arrepio ao passar o sabonete pelo meu tronco, então o deixei na porta-sabonetes e continuei a espalhar a espuma pelo mesmo. Senti meu corpo ficar quente, então segurei meu membro com a mão direita e comecei fazendo movimentos lentos para frente e para trás. Nunca mais tinha feito essas coisas no banho. Aumentei os movimentos, deixando meus lábios vermelhos de tanto mordiscá-los. De repente escuto uma voz:

- Akira?! Você está aí no banheiro? – Minha mãe batia bruscamente na porta.

- M-m-mãe?! É você? – Gritei, logo parando o que eu estava fazendo.

- Sim, Akira, sou eu. Você está bem? Ande logo, você vai se atrasar! – A voz foi ficando fraquinha até que ouvi a porta se fechando.

Suspirei forte e pensei se deveria continuar. Retomei ao banho e outra vez, senti vontade de continuar. Segurei meu membro com mais força, e minhas mãos foram para trás e para frente, dessa vez bem rapidamente. Encostei-me a parede negra do Box, e minha cabeça se inclinou para trás. Tentei abafar meus gemidos, então gemi bem baixinho para ninguém escutar. Logo senti um arrepio no meu corpo inteiro e o sêmen saiu. Liguei o chuveiro outra vez e entrei debaixo dele. Terminei meu banho e saí. Procurei minha toalha e a peguei no balcão da pia, logo a amarrando na cintura.

Abri a porta do banheiro e saí, colocando os pés no chão frio como gelo. Sequei meu corpo e procurei uma cueca para vestir.

- Esses dias de frio... – Suspirei, colocando um par de meias pretas. Fui logo buscar minha calça jeans e a camiseta na cama. Coloquei no corpo sem muita pressa, me olhei no espelho em busca de alguma mancha ou marca de sujeira. Não as encontrei e fui colocar minha faixa.

Peguei a faixa dentre muitas dentro da terceira gaveta, e pus no rosto. Sorri e fiz várias caretas, garantindo que estava bonito o bastante para descer e ir ao colégio. Rindo, peguei minha mochila e desci as escadas rapidamente, passando pela cozinha para pegar um copo de suco.

- Akira... E o beijinho da mamãe? – Minha mãe estendeu o rosto na minha direção, e eu dei um longo beijo em sua bochecha rosada.

Saí correndo da casa, em busca de vento. Não aguento ficar em casa pela manhã ou noite. Dias frios. Desci a escadaria correndo em busca de ar fresco. Parei no último degrau, e diminui os passos. Andei com passos curtos, mas rápidos, até a escola. Cheguei e o portão ainda estava fechado, então sentei na escada de uma casa em frente e joguei minha mochila um degrau abaixo. 08h10. Faltam dez minutos para a o portão abrir, não sei por que sempre sou o primeiro a chegar aqui.

Como eu poderia descrever? A escola é o paraíso. Dúzias, dezenas, centenas de garotas muito mais que bonitas andando a todo vapor e deixando seu rastro de perfume e marcas de sensualidade pelos corredores. Os garotos cortando aulas para pular o portão da escola e ir enrolar um pouco de fumo ou maconha em papel de caderno. Eu adoro ir para a escola de manhã e aproveitar tudo que a escola tem para oferecer. Mas apesar de tudo que eu faço nunca deixei de estudar. Sou muito aplicado, apesar de não ficar transparente na minha feição de bandido.

Entrei na sala de aula e aproveitei a aula de história para escrever a redação de português, que eu acabei esquecendo. Fiz uma coisa improvisada, e passei as páginas até a matéria “História” e escrevi as coisas que estavam anotadas na lousa para estudarmos até o dia da prova. Bateram nas minhas costas e eu recebi um pequeno bilhete escrito:

Assim que acabar a aula de português: Akira, Ruki, Uruha, Kai, Aoi, Miyavi e Bou no lugar de sempre!

Ri baixo e passei pro Kai logo na minha frente. Quase ninguém sabia desses nossos encontros secretos na terceira aula. E quem sabia guardava segredo, pois se alguém da secretaria ou do conselho soubesse, estávamos perdidos. Bateu o sinal e saímos correndo para o banheiro masculino. Abrimos a porta e todos que estavam lá dentro saíram mais que depressa. Sentei no balcão das pias e começamos a bolar mais um plano para sair da sala.

- Esperar bater o sinal, claro! – Bou falava claramente enquanto retocava o típico lápis de olho branco.

- Não, vai atrasar muito... Por que não cortamos logo a aula de ciências? – Uruha se juntou a Aoi que pareceu gostar da ideia só por sair da boca de Uruha.

- Desse jeito vamos ter uma overdose! – Ri, enquanto amarrava o cadarço do meu tênis.

- Então... Vamos? – Miyavi pegou suas coisas e todos fizeram o mesmo. Peguei minha mochila e segui os seis até as escadas para o térreo.

Descemos os três pisos de escadas e fomos direto para o portão, vazio, já que era hora do café dos seguranças. Subimos nas cadeiras e pulamos o portão, deixamos as mochilas atrás de um monte de pedras e fomos para um beco em frente a uma padaria em reforma. Sentamos no chão em círculo e pegamos os baseados na mão do Miyavi. Cada um pôs o seu nos lábios e começaram a soltar a fumaça. Meus olhos já estavam vermelhos de tanta força que eu fazia para sugar e jogar a fumaça para o ar. E então as ideias loucas para peças, filmes e desenhos vinham, os músculos relaxavam e as bocas ficavam invadidas pelas palavras ridículas.

- Tá na hora, “vamo” embora, gente. – Ruki dizia, olhando para o relógio. – Já passamos tempo demais aqui, perdemos duas aulas e meio do intervalo. E agora?

- Vamos voltar pra escola, claro. – Disse, me levantando e guardando os restos de rolinhos de papel dentro da lixeira. – Como estão meus olhos?

- Vermelhos e minúsculos. – Kai era o único que não fumava. Tinha que manter a pose, afinal era muito consciente pra isso. Ele que era nossa salvação, sempre com as melhores desculpas para nossas brincadeiras infantis. – Vamos embora, pessoal. Temos muito que fazer e explicar.

Fomos direto a escola, procurando por algum sinal de desconfiança... Zero. Ninguém suspeitava que saímos por duas aulas, mas todos já sabiam o que tinha acontecido.

A última aula passou bem rápido, foram vídeos e explicações sobre os desenhos que deveríamos fazer. Artes. Libera muita coisa boa pra pensar e fazer. Eu gosto daquela professora, as palavras dela são verdadeiras e deixam a gente com uma boa dose de atitude, que não cura até você conseguir terminar o que pensou. Não é como um professor de matemática explicando que você tem que passar de ano sabe? É mais que uma coisa superficial.

Todo mundo sabe muita coisa de mim. Que eu sou duro na queda, que eu já participei de muita besteira, que meu pai é muito relaxado e que minha mãe era viciada em colecionar selos e assistir novelas mexicanas. Mas ninguém sabe de uma coisa... Do passado. Ninguém sabe por que até hoje eu não namorei nenhuma menina, nunca dei mole mesmo para a garota mais bonita do colégio. Mas eu não ligo, eu sei da verdade. O Ruki é bem interessado nessas coisas do meu passado. Ele é interessante, muito fofo, na verdade. Simpático. Como eu poderia expressa-lo?

Bateu o ultimo sinal e eu fui falar com o meu melhor amigo, Kai.

- Vai fazer o que amanhã? – Continuei andando com ele.

- Nada... Vou só estudar. – Ele suspirou.

- Quer passar lá em casa?

- Tá zoando? Você nunca me convidou assim! – Ele se assustou.

- Ei, relaxa! Só vou te mostrar um DVD...

- Tá. Chego lá as 21h00, certo? – Ele olhava pra mim.

- Beleza, até amanhã! – Bati na mão dele e saí correndo até minha casa.

- Mãe, amanhã o Kai vem aqui, certo? – Depois de tomar banho e fazer as tarefas, desci para contar as boas novas para minha mãe.

- Certo... Faço almoço? – Ela sorria.

- Não precisa, ele só vem à noite. Não precisa fazer nada... Eu só quero que você não o envergonhe.

- Pode ficar calminho, Senhor Exigência! – Ela começou a dar uma gargalhada gostosa, me fazendo rir também. Foi um dos melhores momentos com a minha mãe, um de muitos, mas mais significativo.

Cheguei ao quarto e deixei as coisas preparadas. Coloquei as almofadas no chão, e deixei o narguilé embaixo do criado-mudo. Deitei na cama, e pensei: Isso é tão ridículo, Akira... Tão estranho. Esse Takanori. – Ri, e levantei para ir à varanda. Sentei e fiquei pensando no passado com o Kai. Sempre fomos muito unidos. Quando tínhamos onze, doze anos, ele deitava no meu colo e contava o seu dia por completo, e eu fazia carinhos e cachinhos no seu cabelo negro, completamente liso. Ele, quando me via, corria e me abraçava, e sempre dizia: “Me sinto melhor quando fico com você” e eu só sorria e dava um beijo na testa dele. Era como uma fantasia. Sabe, o passado está em nós. É por isso que não podemos deixa-lo para trás. Tipo, fechar a porta e seguir em frente.

Fiquei na varanda até o anoitecer e logo depois fui dormir.

Quando acordei já era hora de almoçar. Eu entrei no banheiro, e fiquei olhando para meu reflexo no espelho. Minha boca estava seca e eu joguei um pouco de água no meu rosto. Sorri e desci as escadas correndo, logo sentando à mesa.

-Bom dia mãe, bom dia Rita, bom dia Karin, bom dia Louis! – Peguei um pão com geleia e um copo de suco.

- Bom dia! – As vozes juntas soaram como um coro. Sorri outra vez e comi o pão.

- Mãe, hoje você vai ficar em casa? – Falei, ainda com o pão na boca.

- Vou passar na casa dos McMillion depois do jantar, quer vir?

- Não! Quer dizer, não, o Kai vem aqui.

- Ah é mesmo! – Ela riu.

Depois do jantar, já eram 21h15 e o Kai não tinha chegado. Fiquei quieto no meu quarto vigiando a porta pela varanda, quando o vi dando pequenos, mas rápidos passos até a frente da minha casa. Desci e abri a porta antes que ele chegasse, arrancando risos dele.

Subimos e quando chegamos ao meu quarto, ele fechou a porta e eu sentei em uma das almofadas que estavam no chão, pegando o narguilé.

- Você vai fumar agora? – Ele fez uma cara de desentendido e sentou na cama.

- Senta aqui. – Ele sentou numa almofada em frente a minha, e pegou o narguilé das minhas mãos, colocando o tubo na boca e sugando.

Cruzei minhas pernas e fiquei observando ele levantar a cabeça, saboreando a essência e a fumaça saindo pelo tubo.

- Kai...

- Que? – Ele não parou de sugar.

- Quer namorar comigo?

- Que? Namorar? ... SIM! Sim, sim, sim!

Ele largou o tubo, correu e se jogou no meu colo, segurando meu rosto e me dando vários beijinhos demorados nos lábios. Sorri, segurei em sua cintura e aproveitei para dar um grande beijo, mas devagar, nos seus pequeninos e macios lábios.

- Eu amo você! – Ele disse, ainda sorrindo.

Notas finais
Bom, não sei se ficou boa... Mas eu gostei do final xD. Espero que vocês tenham gostado da minha segunda fanfic!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!