Tattoo
2 Capítulo 2
Cuddy levantou os olhos com a testa franzida.
– Hepatite C? Por causa de febre, enjoo e dor de cabeça? Pode ser meningite não?
– Você está fadigada. Está cansada.
– Não estou.
– Onde mamãe foi ontem e hoje, Rachel?
– Quarto... – A pequena respondeu.
– Então Cuddy, isso significa que você ficou na cama ontem e hoje porque está sim cansada por nada, ou então agora está cansada por que ficou fazendo outra coisa na cama ontem e hoje... Ambas apontam para Hepatite C.
– Eu não tenho hepatite.
– Comece o tratamento. – House diz para o jovem médico. – Ignore tudo que a paciente falar.
– Eu não vou ser tratada por hepatite! Eu não tenho!
– Tens. – Ele já caminhava para a porta.
– Então prove!
– Lisa, — Ele forjou uma voz doce, olhando-a por cima do ombro – você não é mais a responsável por este hospital.
House saiu da sala e o estudante de medicina foi atrás dele.
– Dr. House! – Deu alguns passos até alcançá-lo – O que eu faço?
– Faça uma biópsia.
– Não quer que eu chame a sua equipe?
– Não, o caso já está solucionado.
***
Não sabia onde House tinha ido ou se ao menos tinha descoberto que Cuddy estava ali. É claro que tinham ligado para ele, em uma mínima possibilidade, ele seria o único a evitar que House fosse à clínica. Agora que o amigo estava ausento por mais de quinze minutos, compreendia que se ninguém tivesse o avisado, House nunca notaria algo de diferente.
Abriu a porta do seu escritório e, voyalá, lá estava ele.
– Cuddy está com Hepatite C.
– Como? – Wilson parou no vão da porta. – Hepatite? E você descobriu isso em 15 minutos?
– Nem cinco, na verdade.
– Como pode ter tanta certeza?
– Dores de cabeça, febre, fatiga, dores abdominais...
– E a parte em que afeta a urina? As fezes? E o principal, o fígado?
– Se preferir vamos esperar os olhos dela ficarem amarelos, diagnosticamos e vamos ao seu velório.
– Então como você tem tanta certeza?
– É como qualquer outro paciente, eu sei a resposta, vocês não acreditam a pessoa quase morre, então vocês finalmente acreditam e todos ficam felizes para sempre.
– A não ser você, que vai para casa atrás de prostitutas.
– Acha que eu passei isso para ela? – House pareceu realmente ofendido – Faz quase dois anos desde a última vez que transamos e eu teria apresentados os sintomas antes. Não corro todos os dias, mas não é por causa da fatiga.
– Que seja! Estamos falando de algo sério!
– Estamos falando da Cuddy!
– Então! Você está a acusando de ter Hepatite!
– Ela tem Hepatite!
– E se não tiver?
– Faça a porcaria da biopsia!!!! – House gritou. Wilson fitou ele por alguns segundos, apesar de ser House, gritos não faziam parte do seu comportamento. – Eu não estou brincando com ela, não estou tentando fazer ela sofrer porque a gente não de certo.
– Até porque você já enfiou um carro na casa dela.
Vez de House fitar Wilson. Respirou fundo desviando o olhar pro chão.
– Sim.
Disse apenas, antes de sair do escritório.
Em algumas horas a biopsia já tinha resultado, era praticamente prioridade máxima. Cuddy estava em um quarto já. Rachel estava deitava na cama junto com a mãe, quase dormindo. House abre a porta e entra sem falar nada. Pega um banquinho e senta ao lado da cama dela.
– Positivo.
– Isso não é possível. Refaça.
Ele apertou os olhos para ela, era óbvio que já tinha refeito. House entregou para ela os papéis do exame.
– Eu não... Eu não acredito.
– Se começar o tratamento agora, talvez haja cura.
– Então comece.
– Sim. – Ele assentiu uma vez. Respirou fundo. – Como você contraiu Hepatite?
– Não sei... eu...
– Ninguém pega Hepatite como se pega gripe. O que você fez?
– House, isso não é da sua conta.
– Pode ajudar.
– Pode não, você já tem seu diagnóstico.
– Eu quero saber.
– Por que você não... – Ela ia começar a brigar com ele, mas parou abruptamente. – Ah.
– “Ah”. O quê?
– Nada.
– Nada, o quê?
– Por alguns minutos pensei que estivesse preocupado comigo. – Ela passa a mão pelos cabelos de Rachel. – Mas é só mais um quebra-cabeça. Você precisa saber como eu peguei Hepatite C. Pois bem, você vai ganhar seu brinquedo, por que eu não vou falar.
– Então você sabe?
Os dois se encaram. Não diriam mais nenhuma palavra para o outro pelo resto do dia.
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