Notas iniciais
"Revisado dia 11/02/2019"

Capítulo 2 – Os Heróis

“Ooooh, uau...”

Eu escuto o som de pessoas se admirando com algo e recobro minha consciência. Meus olhos estão doloridos e eu não consigo focar em nada direito, me esforçando e esfregando meu rosto, eu movo minha cabeça pra cima e percebo que estou cercado de homens vestidos com robes vermelhos me encarando. Aparentemente admirados com o meu rosto.

“Qual o significado disso?” (Voz Misteriosa)

Eu viro meu rosto da direção da voz e encontro três outras pessoas caídas no chão. Parece que assim como eu, elas não tem muita noção do que está acontecendo.

Eu coço minha cabeça e tento pensar com clareza.

Apenas alguns minutos atrás eu estava na biblioteca lendo aquele livro, mas agora... Por quê? Onde é que eu estou?

Eu olho em volta tentando analisar o lugar onde eu me encontro e percebo que as paredes são feitas de tijolos negros, olhando pro chão, algo parecido com um altar cheio de padrões geométricos que lembram um pentagrama está em baixo de mim. Ele parecia feito de algum material luminescente, algo mágico... Algo que não existia na vida real.

Eu definitivamente nunca estive em um lugar como esse.

A sala inteira lembrava algo parecido com um círculo mágico, o tipo de coisa que teria em um mangá de fantasia. E em cima do altar, tinha eu e outras três pessoas.

“Espera um pouco... Por que eu tô segurando um escudo?” (Naofumi)

Tinha um escudo preso no meu pulso; ele era estranhamente leve e cobria minha mão direita perfeitamente. Eu não conseguia entender porque ele estava preso no meu braço, mas não importa o quanto eu tentasse ele não se movia um centímetro quando eu tentava remove-lo. Era como se estivesse preso em mim.

“Onde nós estamos?” (Pessoa Desconhecida)

No momento exato em que eu ia fazer a mesma pergunta, a pessoa que estava do meu lado perguntou pros caras que vestiam robes vermelhos. Ele segurava uma espada.

“Oh, Heróis! Por favor, salvem o nosso mundo!” (Cara do Robe Vermelho)

“O QUE?” (Heróis?)

Nós quatro gritamos em uníssono.

“O que isso significa?” (Naofumi)

Qual é a dessa fala clichê de anime Isekai? Parece algo que eu já ouvi várias vezes assistindo desenho. A pessoa que estava na nossa frente, se ajoelhou e começou a falar:

“Existem várias complicações e esse é um assunto que deve ser tratado com calma. Mas para explicar de maneira simples, nós realizamos um ritual antigo e tivemos sucesso em invocar vocês, os Quatro Heróis.” (Cara do Robe Vermelho)

“Invocar?” (Naofumi)

Sim, foi essa a palavra que ele usou. Tem sempre a possibilidade de tudo ser uma pegadinha de televisão e a gente estar sendo filmado nesse exato momento, mas aquele cara parecia estar falando super sério.

“Nosso mundo está à beira da destruição... Heróis, por favor, nos empreste sua força!” (Cara do Robe Vermelho)

Enquanto eu tentava assimilar aquelas palavras, que desafiavam completamente toda a lógica e o bom senso, as pessoas que estavam do meu lado começaram a falar:

“Que saco...” (Cara da Espada)

“Eu realmente não quero fazer isso...” (Pessoa Desconhecida)

“Nós não podemos voltar pro nosso mundo? Isso não é problema meu...” (Pessoa Desconhecida)

Espera? É sério que nenhum dos três questionou o fato da gente ter sido invocado pra outro mundo? Porque caralhos eles aceitaram isso tão facilmente?

E, além disso, eles não tem educação? Tá certo que o cara do robe vermelho é um desconhecido, mas qual a necessidade de ser tão ignorante assim?... Aparentemente o mundo dele ia ser destruído, e ele tava ajoelhado implorando por ajuda...

A sala mergulhou no silêncio depois dos três falarem isso, e eu percebi que enquanto pensava, involuntariamente comecei a encarar as pessoas do meu lado com um olhar de reprovação. Agora eles estavam me encarando de volta, como que esperando por algum tipo de resposta.

Eu dei um meio sorriso e encarei meus pés. A tensão naquela sala estava subindo para um nível alarmante.

Não que eu seja a melhor pessoa do mundo, mas esses caras são uns completos idiotas... Quer dizer, quem não ficaria feliz de ser transportado pra outro mundo e virar um herói? É como se um sonho se tornasse realidade. Tá certo que é um clichê, mas essas pessoas estão implorando por ajuda... Eles não poderiam pelo menos escutar antes de sair rejeitando qualquer tipo de apoio?

O cara segurando uma espada, parecia um aluno do ensino médio. Depois de alguns segundos com a sala em absoluto silêncio, ele apontou a espada para o cara do robe vermelho e gritou?

“Você não se sente nem um pouco culpado por ter nos invocado sem a nossa permissão?” (Cara da Espada)

“Além disso, mesmo se a gente salvasse o seu mundo e conseguíssemos trazer a paz mundial, depois disso você só mandaria a gente de volta pra casa, certo? O que eu ganharia em troca?” (Cara do Arco)

Depois da pessoa segurando uma espada falar aquilo, o garoto segurando um arco completou o questionamento.

“Eu me pergunto, o quanto você quer que esse mundo seja salvo... Será que você vale o nosso tempo? Dependendo do quanto você possa me dar em troca, eu até posso considerar derrotar os inimigos desse mundo.” (Pessoa Desconhecida)

Então eles só estavam pensando no quanto poderiam ganhar com essa situação? Até que faz sentido considerando que nós somos os “Heróis”. É bem inteligente exigir uma recompensa. De alguma forma eu sinto que estou perdendo pra essas pessoas...

“Bom... Primeiro eu gostaria que vocês tivessem uma audiência com o Rei. Eu tenho certeza que ele os recompensará de alguma maneira.” (Cara do Robe Vermelho)

“Tanto faz...” (Cara da Espada)

“Por mim tudo bem.” (Cara do Arco)

“Eu não acho que importa com quem a gente fale, mas tudo bem” (Pessoa Desconhecida)

Meus companheiros nada amigáveis reclamaram enquanto seguiam pela direção indicada pelo cara do robe vermelho. Como eu não queria ficar sozinho na sala, eu segui eles para fora do quarto.

Nós andamos por um corredor escuro feito de pedra e subimos uma escada para o que parecia ser uma espécie de salão, o ambiente era muito bonito e tinha várias esculturas feitas em mármore. Duas janelas cobriam as laterais do salão e a vista de fora era inacreditável, o céu azul e as nuvens brancas cobrindo o que parecia ser uma cidade capital; as casas eram simétricas e a arquitetura era parecida com a do meu mundo. Era, realmente, um lugar muito bonito. Eu gostaria de ficar ali por mais tempo, mas eu segui os outros até a sala do trono que ficava do outro lado do salão.

“Huh, então esses nobres cavaleiros são os Quatro Heróis Sagrados?” (Rei)

Um velho que parecia uma pessoa bem importante estava sentado no trono, assim que a gente chegou, ele se apressou em mudar o rosto mal humorado e dar um sorriso bem grande. Parece que ele começou a nos analisar de cima a baixo.

Por algum motivo eu não tive uma boa primeira impressão dele... Eu odeio pessoas que puxam o saco das outras.

“Meu nome é Aultcray Melromarcc, e eu sou o trigésimo segundo governante dessas terras. Heróis! Mostrem-me seus rostos!” (Rei)

Mas eu nem estava olhando pra baixo! Eu suprimi o impulso de mandar ele calar a boca, e tentei me controlar. Parece que ele é uma pessoa bem importante e não é uma boa ideia mandar o rei de outra nação ficar quieto.

“Agora, então, eu devo começar com as explicações... Esse país, não, esse mundo, está a um passo da destruição.” (Rei)

Depois de ouvir isso as outras pessoas que foram invocadas junto comigo falaram:

“É... eu acho que isso faz sentido considerando que você invocou a gente de outro mundo.”

“Sim... é exatamente isso, Heróis!” (Rei)

Eu vou tentar resumir a história do Rei:

Tinha uma profecia que decretava o apocalipse.

Várias ondas de calamidade apareceriam, e destruíram tudo em seu caminho, de novo, e de novo, até que não restasse mais nada nesse mundo.

A menos que as ondas fossem repelidas e as calamidades resultantes fossem impedidas, o mundo estava condenado. A profecia era de muito tempo atrás e foi carregada por muitas gerações até esse momento, que é o ano em que ela se realizaria.

Também tinha uma ampulheta gigante que tem a habilidade de prever quando as ondas vão aparecer, e há um mês, sem aviso nenhum, ela começou a funcionar. De acordo com a lenda as ondas viriam em um intervalo de um mês entre elas.

No começo, os cidadãos desse mundo não davam importância nenhuma pra essa lenda e os únicos que ainda acreditavam nela eram os anciões e os religiosos, porém, quando a ampulheta começou a funcionar, uma grande calamidade visitou essas terras. Uma fissura no céu apareceu e um número gigantesco de criaturas horríveis saiu de dentro dela.

Naquele momento, apesar de um número considerável de baixas, o exército real e os aventureiros do reino foram capazes de repelir o avanço dessas criaturas. Mas a próxima onda está prevista para ser ainda mais terrível. Nesse ritmo, o país estava condenado.

Era impossível continuar repelindo essas “coisas” e o desastre iminente não podia ser evitado. Considerando essa situação desesperadora, o reino decidiu invocar heróis de outro mundo.

E isso sumariza bem o que ele nos disse.

Ah, e a propósito, eles falavam em uma língua completamente diferente do japonês, mas o escudo no meu braço conseguia traduzir o que eles diziam.

“Okay...” – Um dos meus companheiros disse depois do Rei terminar o seu discurso – “Acho que eu entendi onde você quer chegar... Mas isso não significa que você só tá invocando a gente sem o nosso consentimento, e mandando a gente a te ajudar de graça?”

“Realmente... Parece muito cômodo pra você.”

“Eu concordo, não que eu esteja sendo egoísta, mas... Se o seu mundo vai ser destruído, só deixe-o queimar. Eu não vejo o que isso tem a ver comigo.”

Apesar do esforço gritante para parecerem indiferentes e superiores, eu conseguia dizer pelos risinhos de empolgação, que na verdade aqueles três estavam achando isso tudo incrível.

Bom, acho que agora é minha vez de falar...

“É como eles disseram, nós não temos responsabilidade nenhuma de te ajudar. Se a gente dedicar nosso tempo e nossas vidas para salvar o seu mundo, o que a gente ganha em troca além de um “obrigado” e um “nos vemos por aí”? – depois disso o rei parecia desconcertado, mas eu continuei – “Acho que o que eu realmente quero saber, é se tem alguma forma de voltar pro nosso mundo... Você poderia me explicar como isso funciona?”

“Hmmm” – o Rei encarou os Vassalos que estavam em fileiras em baixo do trono – “É claro que nós planejamos recompensa-los pelos seus esforços, Heróis.”

Os heróis, comigo incluso, fecharam os punhos e deram risinhos de felicidade. “Isso! A primeira fase das negociações foi concluída”

“Naturalmente” – continuou o Rei – “Já fiz preparações para o caso de vocês pedirem por uma recompensa monetária. Eu também me comprometo a providenciar tudo o que vocês precisarem enquanto estiverem nesse mundo, como agradecimento pelos seus esforços.”

“Contanto que você cumpra essas promessas, está tudo bem para mim.” (Naofumi)

“Não pense que você pode me domesticar apenas com isso... Mas contanto que você não se torne meu inimigo, e fique fora do meu caminho, eu te ajudo sem problema nenhum...” (Cara da Espada)

“Eu concordo com o meu amigo.” (Cara do Arco)

“Eu também.” (Cara Desconhecido)

Por que esses caras tem que agir com esse ar de superioridade o tempo todo? Sempre esnobando os outros, sem consciência nenhuma das palavras que eles falam. Eles realmente querem que o Rei seja inimigo deles?

“Muito bem então, Heróis. Diga-me os seus nomes” (Rei)

Espera aí, eu só reparei isso agora, mas isso tudo que tá acontecendo não é ridiculamente parecido com o livro que eu estava lendo na biblioteca? “O Manual das Quatro Armas Celestiais”?

Uma espada, um arco, uma lança e sim... um escudo.

Nós até fomos chamados de Heróis e tudo mais. Será que nós fomos sugados pra dentro daquele livro?

Eu estava pensando nisso quando o garoto que segurava uma espada, o Herói da Espada, deu um passo a frente e se apresentou diante do rei.

“Meu nome é Ren Amaki, eu tenho 16 anos, e sou um estudante do ensino médio.”

O Herói da Espada, Ren Amaki. Ele era um garoto jovem e bonito. O rosto dele era parecido com o de um ator famoso, e apesar de ser meio baixinho, talvez, 1,60 de altura, ele passava um ar de pessoa confiável. O cabelo dele era preto e curto, seus olhos eram astutos e sua pele era tão branca quanto papel. Se ele se vestisse de garota, dava pra confundir com uma de verdade facilmente. No geral ele passava a impressão de um espadachim magro e ágil.

“Okay então, eu sou o próximo. Meu nome é Motoyasu Kitamura, eu tenho 21 anos e sou um universitário.”

O Herói da Lança, Motoyasu Kitamura. Ele parece uma pessoa de bom coração e de alguma forma, passa o ar de um irmão mais velho. O rosto dele não é tão bonito quanto o do Ren, mas ele definitivamente deve ter uma namorada ou duas... Ele tem em torno de 1,70 de altura e o cabelo dele é preso em um rabo de cavalo, que combina muito com a aparência dele.

“Minha vez... Meu nome é Itsuki Kawasumi. Eu tenho 17 anos e sou um estudante do ensino médio”

O Herói do Arco, Itsuki Kawasumi. Ele parece uma pessoa extremamente calma e centrada. Ele é o mais baixo entre nós, medindo cerca de 1,55 de altura. O cabelo dele é ondulado e ele passa a impressão de alguém frio que faria tudo para alcançar os seus objetivos.

Eu demorei tanto tempo montando uma primeira impressão dos outros heróis, que nem percebi que já era minha vez de me apresentar.

“Ah, parece que é minha vez... Meu nome é Naofumi Iwatani, eu tenho 20 anos e também sou um universitário.”

O Rei olhou pra mim de cima a baixo com uma expressão vazia no rosto. Eu senti calafrios subindo pelas minhas costas.

“Muito bem então, Ren, Motoyasu e Itsuki, correto?” (Rei)

“Vossa Majestade, você se esqueceu de mim.” (Naofumi)

“Ah, sim, me perdoe Naofumi-dono” (Rei)

Qual é a desse velho? Ele tem perca de memória recente ou algo assim?

Não acho que seja possível ter esquecido meu nome em uma lista tão pequena de pessoas... Mas, de alguma forma, eu sinto como se estivesse deslocado entre os quatro...

“Muito bem então, Heróis! Por favor, confirmem seus status e concluam a avaliação de sua força.” (Rei)

“Huh!?” (Naofumi)

O que ele quis dizer com status...?

“Desculpe... Mas, como exatamente a gente deveria avaliar nossa força?” (Itsuki)

Depois de escutar isso, Ren suspirou alto e revirou os olhos. Como se estivesse incomodado com a pergunta de Itsuki.

“Desde que a gente chegou... É sério que vocês não perceberam?” – ele continuou – “Vocês não notaram um ícone estranho bem embaixo da sua visão periférica?” (Ren)

Eu não tinha percebido nada até ele mencionar, mas se eu prestasse bastante atenção, eu conseguia enxergar umas marcas estranhas no canto inferior da minha visão.

“É só focar a sua mente nessa marcação e expandi-la” (Ren)

Depois de fazer exatamente como Ren disse, eu escutei um “beep” e uma tela gigantesca abriu na minha frente. É como se eu estivesse olhando pro monitor de um computador.

Naofumi Iwatani

Classe: Herói do Escudo (LV 1)

Equipamento:

Escudo Leve (Arma Lendária)

Roupas do Outro Mundo

Habilidades:

Nenhuma

Magia:

Nenhuma

Ainda tem um monte de outras informações, mas eu decido ignorar elas por enquanto. Então é isso que o Rei quis dizer com “status”? É exatamente igual a um jogo de RPG.

“Level um... Isso me deixa um pouco preocupado.” (Motoyasu)

“Sim... Eu nem sei se da pra derrotar alguma coisa com um nível tão baixo.” (Ren)

“O que é tudo isso?” (Itsuki)

“É uma habilidade básica que todos nesse mundo podem ver e utilizar, se chama Status Mágico” – ele tossiu e continuou – “Tal recurso não existe no mundo de vocês? Oh, bravos Heróis!” (Rei)

Eu ainda estava impressionado com a facilidade que todos estavam aceitando tudo isso. Os outros três Heróis pareciam familiarizados com o “Status Mágico” e tinham expressões indiferentes nos rostos.

Quer dizer, é uma representação numérica das suas capacidades físicas! Isso não é incrível?

“Então... O que nós devemos fazer agora? Nossos status parecem extremamente baixos.” (Ren)

“De agora em diante, vocês, Heróis, vão sair em uma jornada para se aprimorarem e desenvolverem suas habilidades” – ele coçou o queixo e continuou – “As armas lendárias que vocês possuem, precisam subir de nível.” (Rei)

“Subir de nível? Então isso quer dizer que nosso equipamento inicial não é forte o suficiente?” (Naofumi)

“Sim, você está correto. Os Heróis devem fortalecer suar armas sozinhos, e é assim que eles se tornarão fortes. Cada arma tem seu próprio método de aprimoramento.” (Rei)

Depois de ouvir isso, Motoyasu balançou sua lança no ar e comentou:

“A gente não pode só trocar de arma e usar uma que já seja forte o bastante?” (Motoyasu)

Aquilo parecia inteligente pra mim.

Pra começar, a minha “arma” era um escudo... Como exatamente eu vou subir de nível usando um escudo? Eu certamente precisaria usar outro equipamento.

“Nós podemos pensar nisso depois... Agora, a gente deveria focar em aprimorar nossas habilidades, assim como o Rei pediu que fizéssemos.” (Ren)

Okay... Eu não vou mentir...

ISSO É MUITO MANEIRO! Eu fui invocado pra outro mundo e eles querem que eu vire um herói! Meu coração tá acelerado e eu não consigo me acalmar, e apesar do ar de superioridade, eu tenho certeza que os outros heróis também se sentem assim.

“Então nós quatro vamos formar um grupo?” (Naofumi)

“Espere um pouco, bravos Heróis!” (Rei)

“Huh...?” (Naofumi)

Eu tinha começado a me aproximar dos outros três, quando o Rei falou de novo:

“Vocês quatro devem treinar separadamente, e recrutar seus próprios companheiros.” (Rei)

“Por que...?” (Naofumi)

“De acordo com a lenda” – o rei começou – “Tanto vocês, quanto as suas armas, só podem crescer se vocês estiverem separados.” (Rei)

“Eu não entendi muito bem, mas... Se a gente ficar junto nosso nível não vai subir?” (Naofumi)

Isso me parece bem estranho, considerando que em todas as histórias que eu li desse gênero, os Heróis eram mais fortes juntos...

Eu troquei um olhar com as pessoas que estavam do meu lado, e eles pareciam se sentir da mesma forma.

“Se vocês prestarem atenção nas instruções das suas armas, vão perceber que existem instruções ocultas.” (Rei)

Assim que o Rei falou isso, eu abri o “Status Mágico” de novo e percebi que tinha um texto escrito em vermelho que não estava lá antes. Os outros heróis fizeram o mesmo.

“Atenção: As Armas Lendárias e os seus donos, vão experienciar situações adversas caso trabalhem juntos. É preferível que os Heróis treinem separadamente.”

“Eu acho que é verdade então...” (Ren)

Isso tudo parecia muito estranho pra mim... Eu tenho quase certeza de que esse aviso não estava lá quando eu abri o Status Mágico pela primeira vez. Mas decido não falar nada a respeito.

“Então, agora a gente deve sair e formar nossos grupos?” (Motoyasu)

“Não se preocupe com isso Heróis... O sol já está se pondo. Peço que vocês vão e descansem nos alojamentos que eu preparei.” – o rei levantou do trono e continuou – “Eu já comecei as preparações para localizar pessoas talentosas que sejam dignas de acompanha-los durante a sua aventura. Amanhã vocês podem formar o grupo de vocês da maneira que preferirem.” (Rei)

“Por mim tudo bem... Obrigado.” (Ren)

“Valeu aí.” (Motoyasu)

Depois de agradecer, nós fomos para os quartos preparados pelo Rei e descansamos pelo resto do dia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.