Eis o primeiro sinal de vida da fic! Prólogo feito às pressas porque tenho prova e nem fiz a cola ainda! Me desejem sorte! E aproveitem a história! Beijinhos.

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Tasting Life

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Prólogo

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Ele nascera no dia dez de outubro. Seus olhos azuis se abriram, pôde ver o mundo, seu pai, sua mãe... Claro que não se lembrava de todo, mesmo que agora observasse tanto as fotos. Pareciam tão felizes... Claramente o oposto do que acontecia agora. No andar de baixo, mais uma discussão. A voz exaltada dela se sobrepunha às tentativas dele de conter seus desatinos.

Aquele álbum fez caminho para longe de suas mãos enquanto observava a porta. Caminhou até ela. Por que sua mãe parecia tão infeliz? O que fizera de errado para isso? O que seu pai fizera de errado?

Não se via capaz de um entendimento. Não conseguia se sentir culpado, porque ela sempre dizia que o amava, mesmo que fosse rígida demais, mesmo que o impedisse de ter amigos e de fazer as coisas que realmente queria. Mas tudo bem, pensava, talvez ela estivesse certa, talvez isso o ajudasse, como ela dizia, a não ser um homem tão displicente quanto seu pai, a ser mais centrado, menos incapaz de decidir as coisas...

Era complexo demais para sua cabeça adolescente entender, e isso era extremamente irritante. Porque diabos ele ficava a chateando desse modo? Por que tinha sempre que deixa-la exaltada? Ficou raivoso, deixando-se atingir a parede com um soco. Maldição. Não suportava mais isso! Queria descer até lá e colocar um fim em tudo aquilo, talvez se matando, talvez gritando, não sabia. Só sentia que precisava de alguma solução.

— Eu vou embora! Você não se importa, nunca se importou!

— Não é verdade, Kushina.

Ele tentava, calmo, voz baixa, o oposto dela.

— Estou presa a essa droga desde os quinze anos, Minato! Eu tenho direito de viver, e você simplesmente não deixa!

— O que eu faço?

Questionou pela primeira vez.

—Eu não sei! Você me prende, você e seu filho! Eu perdi toda a minha adolescência criando ele do melhor modo pra você ter orgulho de mim, e tudo o que faz é me tratar como se eu fosse um zero à esquerda! Trabalha o tempo todo, fica longe, finge que não tem família!

— Você me obriga a isso! Todo o tempo me diz que estou estragando o garoto, tornando-o um segundo eu!

— Mas está! Você o mima demais! Quer que ele seja tão inútil quanto você? Você não vê o quanto eu me sacrifiquei?

— Kushina, não seja injusta! E.. eu não te trato como um zero à esquerda, e não foi sacrifício algum criar Naruto! Ele é fruto de nosso amor!

— Amor, Minato? Amor? Então você justifica minhas perdas com um sentimento! Acha que ele foi fruto do amor, e não de uma droga de erro? Acho que você sempre se aproveitou de minha inocência, Minato! Não me dê as costas!

Naruto ouvia. Estava um tanto quanto chocado. Por que diabos aquelas palavras? Por que ela dizia que... era um erro? Tremia, sentia-se tonto. Queria chorar.

— Quer saber? Eu vou embora! E dessa vez vai ser pra sempre!

— Eu não vou te impedir.

— Você sequer se importa!

— Não Kushina! Eu estou cansado de suas loucuras! Estou cansado de ver você obrigando Naruto a agir como se fosse um mero objeto! Então que vá! Talvez ele precise de um tempo para se ver como ser humano, longe de sua obsessão por ter um servo!

— Vai se arrepender, Minato, vai se arrepender!

Ela gritou, e a porta bateu. Naruto se deixou escorrer pela parede, caindo no chão, assustado. Para ele, sua vida havia acabado de desmoronar. O que faria sem sua mãe?

Não conseguia saber, criar em sua mente uma solução. Estava se sentindo perdido. E.. porque seu pai não havia a impedido? Por que ela dissera todas aquelas coisas ruins? Sentia seu peito doer, sentia sua mente à mil.

— Mãe, volte...

Lamuriou baixinho. Mesmo que soubesse que não surtiria efeito. Havia então, em seu peito, a certeza de ter perdido uma parte de seu ser. Permaneceu ali, olhando em volta, chorando até adormecer. Seus dias seriam sombrios, tinha certeza. Só rezava, então, para que ela resolvesse voltar, para que fosse como das outras vezes. E aquelas palavras ruins proferidas pela mesma, significariam então, nada.

...