Tasting Life
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Mais um capítulo para quem está acompanhando!
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Tasting Life
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Olhou para o lado. Ele tinha os olhos fechados, parecia adormecido. O acariciou os cabelos enquanto prestava atenção na estrada. Desse modo, não viu que sorria. Parecia mais calmo, e Kushina não mais se fazia presente, não em palavras, mas sabia, ele estava tentando bloqueá-la de sua mente mesmo que no fim, fosse impossível. Admirava a força de vontade do filho... Quando ele queria lutar por algo, o fazia do melhor modo.
Já havia amanhecido. Não havia nuvens no céu, não mais. Tudo parecia conspirar para um perfeito dia de sol. Até o mar que "ainda os seguia" estava azul, promissor. Minato abriu a janela. Sentiu a brisa em seu rosto e deixou-se acalmar, colocar os pensamentos no lugar. Por mais que parecesse forte, bem, não estava. Ser abandonado até que não o afetava tanto, mas ver o que toda aquela situação fora capaz de fazer com o filho... aí sim, podia dizer-se sentindo uma das maiores dores do mundo. Repreendeu-se. Não era hora pra pensar nisso. Tinha que ficar bem para que Naruto também ficasse.
E então, o tempo passou. Minato se sentia sendo observado, mas pensara ser paranoia. Naruto dormia, então não havia nada ali para causar realmente esta sensação. Logo uma cidade se fez presente ao longe. Sorriu. Era lá mesmo que pararia com o filho para um sorvete, alguns passos, fotos e quem sabe um banho de mar.
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— Naruto?
Ouviu a voz baixa. Deixou-se acordar. Por suposto havia adormecido sem perceber, porque ainda se lembrava de observar a face triste do pai enquanto dirigia, marcada vez ou outra por um sorriso melancólico. Abriu seus olhos, logo encontrando os dele.
— Bom dia, otou-san... — disse, um sorriso de canto enquanto se espreguiçava — Onde estamos?
— Eu não sei... Em alguma cidade pequena que não reparei o nome. Sei que temos uma linda praia, acho que vai gostar. Você quer ver?
— Claro.
Desceu do carro, ajeitando os cabelos enquanto se olhava no reflexo da janela. As roupas pretas decerto esquentariam demais, mas não se importou. O mais velho ainda mantinha seu casaco também, então não tinha problema.
Enquanto andavam, foram parando, conhecendo, comprando algumas coisas... E no fim, estavam de roupas leves, de volta ao carro. Naruto se assustara um pouco com o mar e preferira não arriscar. Tivera medo, pois as ondas eram grandes até mesmo para Minato, e não o deixara entrar também.
— Esta cor não deu muito comigo...
Disse o garoto, observando a própria camisa.
— Está lindo. Branco te deixa com um olhar mais vivo.
— Mesmo?
— Sim. Não acho que deva usar só preto como sempre.
— Por quê? Você também usa bastante.
— Tá, certo, podemos usar, mas não todo dia. Fica mais bonito se às vezes tivermos outra cor.
Naruto sorriu, observando-se enquanto o pai dava partida.
— Temos que parar para abastecer antes de sair da cidade. Quer comer mais alguma coisa?
— Não, não... — sorriu — Acho que já comi bastante.
Sorriu ao ver o sorriso no rosto do filho. Logo estavam às beiras da estrada, o carro já abastecido, tanque cheio. Sem rumo certo, seguiram. Naruto folheou o mapa algumas vezes antes de ameaçar adormecer.
— Quer dirigir?
Minato perguntou, surpreendendo-o. Viu os olhinhos brilharem sem restrição alguma.
— M-mas... da última vez okaa-san não deixou.
— Ainda se lembra do dia que comprei? Quando você dirigiu pra casa?
— Sim.
— É a mesma coisa. Quer?
Naruto hesitou. Com um sorriso despontando pouco a pouco, e então, aceitou. Minato parou o carro no acostamento, aproveitando para sentir o cheiro de floresta da parte da estrada em que haviam se metido. Talvez Naruto quisesse visitar as cidades montanhosas depois...
Quando as mãos do garoto tocaram o volante, quando acelerou apenas o necessário para mover o carro, seu coração falhou uma batida. Aquilo estava sendo incrível! Sorriu, claro, sem demonstrar muito. Sentia-se seguro, porque ter seu pai ali, ao seu lado, o fazia ter certeza de que qualquer erro seria facilmente corrigido pelo mesmo.
Os olhos azuis do mais velho estudavam as feições do filho, estudavam até mesmo o modo com que dirigia, estranhando a perfeição, sabendo que ele havia feito tão poucas vezes. Sentia que podia confiar nele, porque o garoto sabia o que estava fazendo. Ao menos não precisaria dirigir sozinho, podia descansar por alguns instantes.
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Sentiu o carro parar e abriu seus olhos. Já eram quatro da tarde, constatou. Estavam no meio de uma cidade, industrial, bonita. Podia ver o mar ao longe. Olhou para o lado, tocando a face de Naruto.
— Como chegou até aqui?
— Eu não sei. Ouvi na rádio que teria uma festa, daí segui as placas.
Respondeu, sorrindo e corando. Aquele toque em seu rosto fizera com que sentisse vontade de se deitar contra ele como um gato, de pedir por mais. Conteve-se.
— Você quer ir à festa?
O mais velho perguntou, afastando a mão e se ajeitando no banco.
— Quero sim. Você quer?
— Acho que será interessante, quero sim. Quer que eu dirija agora?
— Acho melhor. Pode ter polícia.
Trocaram de lugar. Naruto contou sobre a festa, sobre as atrações que a rádio local havia anunciado, sobre a localização, e acabaram chegando até lá. Perto demais da praia. Só precisavam de um lugar pra ficar, descansar um pouco e então, estariam prontos para o que desse e viesse. Seria a primeira festa à noite que Naruto iria.
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— Otou-san! Este hotel é muito caro!
Sussurrava discretamente observando tudo à sua volta.
— Não morreremos por isso, acalme-se. Além do que, é o mais próximo.
Disse, enquanto o elevador subia com apenas eles dois. As malas estavam sendo levadas pelo funcionário, através do elevador de serviço.
Quando chegaram ao décimo andar, quando Minato abriu a porta, Naruto deixou-se demonstrar claramente que estava maravilhado. Tinham uma varanda imensa, vista para o mar, uma banheira na mesma... Tudo perfeito demais. Cada detalhe ficou gravado na mente do garoto. Pouco se lembrava das coisas que enfrentara dias atrás, e Minato podia ver. Agradecia ao que quer que fosse por isso. Ao menos distraído, Naruto não sofria tanto. E aquele sorriso enquanto explorava as coisas, ainda meio quieto pelo fato do funcionário estar depositando as malas na sala daquele apartamento, era a garantia para Minato de que o filho estava realmente empolgado. Seu plano estava dando certo, estava conseguindo, finalmente, começar a apresentar as coisas boas da vida ao garoto. Faria de tudo para que a primeira festa do mesmo fosse especial. O deixaria beber, claro, mas o ensinaria a ter limites, para que sempre se lembrasse e soubesse se divertir de um modo agradável.
Fechou a porta depois de dar uma gorjeta generosa ao jovem rapaz. Naruto estava observando, lá em baixo, o local da festa. Parecia um clube, era imenso! E já testavam o som, claro sinal de que não demoraria muito para começar. Estava ansioso, e não sabia se sorria por isso, por estar maravilhado com o apartamento, por ver o pai tão calmo ou pelo que quer que fosse. A adrenalina tomava conta de seu ser.
— Vamos beber algo?
Minato aproximou-se, oferecendo.
— Vamos sim. — sorriu — Eu quero um refrigerante.
— Mesmo?
A expressão incrédula no rosto do mais velho fez com que o garoto entendesse.
— Tá me oferecendo bebida, bebida mesmo?
— Acho que sim. Só tem que prometer que não vai se empolgar.
O sorriso na face de ambos era o mesmo, daqueles sorrisos que precedem qualquer tipo de aprontação ou traquinagem.
— Eu prometo!
Naruto exclamou, firmando ainda mais com seu costumeiro gesto de polegar. Aquilo seria muito, mas muito divertido mesmo!
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Continua!
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