Tarde De Sol - One-short
1 Tarde de sol.
Notas iniciais
Era uma tarde de sol, estava sem nada para fazer em casa, resolvi dar uma volta pelo parque, estava precisando me distrair, ver e conhecer pessoas novas. Coloquei um short surrado e uma camisa preta, básica.
Era muito bom ver o mundo daquele jeito, pessoas se divertindo, pessoas felizes! Mas acabei me deparando com um sorriso que não me era estranho, era um sorriso lindo, radiante, brilhava mais que o sol. Mas... de onde eu o conhecia?! E de repente, lembranças de minha adolescência vieram em minha cabeça.
Realmente... Eu o conhecia! Ele muitas vezes tinha sido o motivo do meu sorriso e até choros. Na verdade, ele tinha sido a razão da minha vida.
Ele estava brincando com uma pequena garotinha, ela aparentava ser sua filha, parecia na verdade uma princesa que ele tinha herdado, o mesmo sorriso encatador que o do pai.
Meu coração estava muito acelerado, a muito tempo não ficava assim, felicidade me definia.
Estava muito feliz em vê-lo novamente, depois de tanto tempo, mas infelizmente, não tinha coragem de falar com ele, me jogar naqueles braços. De repente senti uma lágrima escorrendo de meus olhos, não era de trizteza e sim de felicidade.
Ele estava tão lindo, parecia tão bobo diante daquela pequena princesinha que estava com ele. Eu estava louca para falar com ele, quantas saudades. Continuei andando e passei ao seu lado, mais uma lagrima caiu dos meus olhos e eu sorri, logo parei em sua frente e sorri novamente. Minha vontade era de sair correndo e abraça-lo. Mas sei que não podia. Tantos anos se passaram, como as coisas mudaram, logo vi uma aliança em seu dedo e me veio tantas lembranças a cabeça, de quando eu era adolescente e chorava só de pensar em ve-lo com outra mulher.
Ele ficou olhando pra mim e eu fiquei sem reação, só admirando seu sorriso e vendo sua filha brincar. Dei mais alguns passos e me sentei em um banquinho, e dali mesmo, de longe eu fiquei o observando, ele estava mais lindo do que nunca, seus olhos brilhavam ao ver sua pequena menina brincando. Eu queria tanto poder me jogar em seus braços, e poder me sentir segura novamente, queria sentir o cheiro do seu perfume, sua voz calma... Mas eu estava insegura com tudo aquilo. E se eu fosse falar com ele? O que meu maior ídolo pensaria de mim?
Ok, acho que o melhor seria eu ficar aqui mesmo, o observando de longe, sem que ele preceba. Abaixei o rosto e chorei, como nunca havia chorado antes, senti alguém se aproximar, olhei desconfiada e senti um arrepio. Era ele, que sentou-se ao meu lado.
-Olá, percebi que você estava chorando e decidi vir aqui. — Ele falou, com aquela voz calma e linda.
Logo em seguida, olhei para o lado e sorri, mas rapidamente respondi.
-Não precisa se preocupar comigo, eu estou bem. — Eu falei sorrindo, querendo apenas um abrço, mas era uma pena que não tinha coragem de pedir.
-Como você pode estar bem? Você está chorando! -Ele falou um pouco curioso.
-Lembranças, momentos bons que não vão voltar nunca mais. — Eu o olhei e mais algumas lágrimas insistiram em descer de meus olhos.
Ele pediu licença, e com suas mãos suaves, limpou minhas lágrimas que escorriam naquele momento.
-Se foi bom é porque realmente valeu a pena. Mais que tipo de lembrança veio a sua cabeça? — Ele perguntou com uma expressão curiosa.
-Quando eu passava horas em filas de shows, noites em claro esperando um programa de TV, passando o dia inteiro votando em uma premiação, quando eu ficava brigando em casa para ir naquele show, quando eu chorava simplismente pela saudade, quando eu ficava mal quando um daqueles garotos estavam tristes e eu não poderia fazer nada para vê-los sorrindo. Bom, é lembranças de uma banda que eu era fã, e você fazia parte daquela banda. — Falei chorando, e podia ver que ele estava muito supreso com tudo isso.
Ele me abraçou e eu me senti nas nuvens, como era bom senti-lo novamente. Ele me agradeceu por tudo, com aquele sorriso lindo, mas logo se despediu.
nem tive tempo de dizer que eu o amava. Ele saiu de mãos dadas com sua filha, e eu ali observando sua partida sem poder impedi-lo de ir, em meio a muitas lagrimas sussurei: “Eu te amo... Pedro Gabriel”
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