Notas iniciais
Gente, bom primeiro gostaria de avisar que não sou profissional e muitos menos criativa, mas minhas amigas dizem que sim, então vamos ver no que vai dar

“Você pode não saber, mas o mundo contém criaturas mágicas em todo lugar, elas podem estar nas árvores, no raio, na água ou entre nós, esse é o meu caso.

Meu nome é Eileen Caollaidhe, tenho 16 anos de idade e vivo com minha mãe em Ennis, na Irlanda. Nosso país é a capital celta, ou seja, todo o conselho celta, a igreja e os templos ficam em Galway.

Minha família anda passando por sérias dificuldades financeiras desde que meu pai nos abandonou, ele não queria ir para a guerra, porém damos conta de ter uma vida simples.

Minha mãe trabalha como chefe em um restaurante no centro do resto da cidade, digo isso por que a quinta guerra mundial tinha começado e ela devastou quase tudo o que nos restava.

Meu mundo era simples, nele só havia minha mãe, a escola, meu melhor amigo Eames, minhas pinturas e meus livros. Para falar a verdade eu tinha muita sorte, naquela época as mulheres não estudavam e muitas não sabiam nem ler, mas minha mãe implorou anos para o diretor até ele ceder uma vaga para mim.

Hoje eu sou a melhor de minha turma e fico feliz com isso não só pela fama e tal, mas porque minha mãe tinha se esforçado tanto para me colocar na escola que eu só queria dar orgulho para ela.

Vamos falar de meu amigo Eames, bom, ele era filho de um japonês e de uma irlandesa. Então ele tinha os olhos e feições do pai e o cabelo castanho da mãe.

Eames e sua família eram simpáticos e generosos, sempre querendo o melhor para todos que conheciam ou não. O único problema era que nem ele nem o pai eram célticos, ou seja, não seguiam nossas tradições e nossa religião, isso era uma pena, porque meu velho amigo sempre sofreu preconceito por seus costumes diferentes.

Minha cidade havia ficado menor durante o século XXII até os dias de hoje. As guerras não paravam de ocorrer, o mundo tinha sempre um novo motivo para lutar. Pelo menos as bombas pararam de cair nos últimos meses, isso ia detonar com os planos da minha mãe de nos mudarmos para o continente Americano das Europas.

Ela queria ir para lá por um motivo: ela não tinha esquecido meu pai. Eu não o conheci e não pretendo faze-lo, jamais gostaria de alguém que abandonou sua família só por medo da morte. Eu preferia morrer a ter que conhece-lo.”

Naquele momento minha mãe quebrou o silêncio devastador que estava meu quarto, eu gostava dele assim, sem ninguém para me distrair ou me irritar.

Acho que não comentei, mas eu sou do tipo antissocial. Agora estava olhando para minha mãe, ela tinha os cabelos ruivos e os olhos azuis gelo, igual a mim, a diferença é que ela era tagarela e estava com um aspecto de cansada.

- Mo aingeal beag, você vai se atrasar para a escola. –Disse minha mãe com um tom desanimado, não sabia que o trabalho havia deixado ela tão indisposta, mas parece que sim.- Tudo bem, Mam! –Disse com alegria- Por que não descansa um pouquinho hoje? Pode deixar que eu faço o almoço!- Obrigada filha!- Disse minha mãe agora um pouco mais animada, ela se virou e saiu do meu quarto em direção à porta.

Notas finais
Glossário

Mo aingeal beag: Meu anjinho
Mam: Mamãe
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.