Tanzaku

11 A Décima Noite


Notas iniciais
Esse veio rapidinho, vaaai.

Allen, diante da ânsia que enfrentou, só conseguiu envolver-se ainda mais nesse calor lascivo. Soltou-se a força, levando as mãos loucas para o cabelo do espadachim, afundando os dedos no cabelo longo. Puxando para si, bagunçando. Envolveu-o, lamurioso, com vontade e pressão.

Como resposta, Kanda apertou os dedos nas suas nádegas fofas, fazendo com que gemesse levemente no meio do beijo. Sentiu-se mais pressionado, mais... Desejado.


E só queria se entregar a isso.

Tanto que, num ato impensado, rodeou a cintura dele com suas pernas.


Exposto e provocador,

Amado e amante.



Kanda o apertou na cintura, provocando-lhe outro gemido tímido. Pequeno, mas marcante pela voz arrastada. O espadachim só pode sorrir, partindo o beijo molhado para descer o rosto na direção do pescoço.

Por um momento, pensou no quão seria bom apertar os seios de Allen... Mas se conformou sabendo que se ele os tivesse, seria terrivelmente estranho.


Enfim.


Mordiscou-o, com leveza. Apenas para concluir que era gostoso fazer isso, voltando a morder com mais força. A pele ficou logo vermelha, Allen se remexeu. Já tinha tombado a cabeça para trás, na árvore, mas Kanda não saberia dizer se gostara da mordida.


Digamos que fora forte.

Digamos até que força é o princípio básico do espadachim.


– K-kanda...


O encarou, esperando. Com rosto sóbrio e misterioso, enquanto sentia as pernas de Allen escorregar pela sua cintura em direção ao chão. Algo lhe dizia que aquele infeliz havia tido a brilhante ideia de parar, mesmo sentindo o princípio de ereção o contradizendo.


– Ve-veja bem, acho melhor pararmos porq-


Vermelhinho. Tão vermelhinho que resolveu ignorá-lo, agarrando-lhe novamente. Dessa vez para não soltar.

Interrompeu com outro beijo exigente, percebendo o susto de Allen tentando acompanhá-lo. As mãos do albino tentaram voltar a posição de defesa para empurrar o corpo de Kanda, mas foi um esforço em vão. Ainda mais depois de sentir o puxão do mesmo no seu cabelo, com os dedos enterrados nos fios brancos.


Dominador...

Deliciosamente dominador...


Suspirou, sentindo o coração acelerar e um calor estranho se apossar de si. Acabou por arranhar os músculos de Kanda, passando as mãos com desespero. Querendo se segurar em algo, cravou as mãos no bíceps, trazendo-o mais para si. Bateram de novo na árvore.


E, claro, sempre há uma mão perigosa.

Perigosa o suficiente para descer pelas costas do albino, arrepiando-o um pouco.


Anotação mental: Allen sente nervoso nas costas. Seria fácil domá-lo caso o deixasse de quatro, então.


Mediante tal pensamento, Kanda só pode sorrir. Demoníaco. A mão chegava a bunda, intrometendo-se entre a carne, enquanto descia pela orelha em direção ao pescoço. Divertia-se muito percebendo os sinais de súplica do baixinho, uma espécie de “pare” com “não vou admitir que quero isso”. A prova disso era os lábios mordidos, na vã tentativa de prender manifestações de desejo.


Besta.


Não era possível que Allen não soubesse que existiam outras maneiras de convencê-lo a admitir derrota.

Foi, então, que a mão de Kanda chegou a um ponto específico, apertando-o com vontade. Com a vontade de quem tem muita experiência para saber que causa dor.


E Allen gemeu.

De prazer.


Quando percebera a entrega, era tarde de mais. Abriu os olhos dilatados, deparando com o rosto indecifrável do espadachim. Lábios separados, cabeça encostada no tronco, levemente ofegante e pedinte. Pupilas traidoras.


Bingo.


Kanda se afastou, puxando-o. Empurrou Allen, jogando-o nas folhas secas sem parcimônia. No fundo, o por do sol pintava a cena de um laranja aconchegante com raios de calor.

Abaixou-se, felino. Engatinhando sobre o corpo do albino, sentiu as mãos dele pousarem no seu cabelo. Olhou para cima, com os lábios próximos ao botão da blusa branca. Os longos fios azuis deslizavam pela cena, trazendo consigo um apelo sensual a visão que só Allen podia ver.


Céus...

Maldito.


Kanda baixou o olhar, voltando para os botões. E, vagaroso, foi tirando um a um, numa tortura sem fim. Com a língua afastava o tecido, lambendo a região por consequência. De cima, parecia um meigo gato preguiçoso.

Exceto se fosse você sentindo aquela língua quente subindo e descendo pelo dorso, demorando-se nos mamilos. Foi nesse momento que Kanda soltou seu típico “tsc”, sentindo Allen querer trazê-lo para seus lábios secos.


Subiu, mal humorado, para beijá-lo.


Para fingir beijá-lo. Se aproximou do rosto albino, vendo-o cerrar os olhos e entreabrir a boca, na esperança de um trocar de fluídos rude, mas não fora isso que tivera. Kanda mordeu-lhe o lábio, negando o que queria. Voltou-se para o pescoço que descobriu adorar, surpreendendo Allen.

Ele ia reclamar, mas agarrou os dedos na blusa de Kanda ao sentir a mão dele abrir sua calça. Descer o zíper, intrometer-se onde nem havia espaço. E então, tirar o membro duro da Box, expondo-o.


Allen corou. E gemeu, também. Corou mais ainda, sentindo o toque inflexível.

Diabos.


Abriu os lábios, não controlando mais os gemidos discretos. Existentes por culpa do espadachim responsável pelo vai e vem tranquilo que aumentava de ritmo pouco a pouco. Se isso continuasse, estaria Kanda masturbando-o violentamente em plena floresta, com ele sendo capaz de somente berrar.

Pôs mais força no aperto da camisa, percebendo o quanto a língua dele em seu pescoço tinha sincronia com a mão. Mais, mais... Mais rápido, mais forte. Mais... Kanda!

E, num momento de frenesi intenso, Allen berrou alto, rouco, puxando com toda vontade que conseguia reunir o tecido que cobria os músculos do espadachim.


Rasgou. Em pedaços.


Kanda o chupou, odioso. Allen só pode arranhar-lhe as costas definidas, sem defesa.

Era um bom termo esse. Indefeso.

Foi dando-se conta do que estavam fazendo, que o exorcista despertou. Em uma reunião de toda sua força restante, empurrara Kanda para longe de si. No caso, o seu lado.


O moreno não gostou, olhando-o com fúria.


Segundos depois, Allen corria em direção à Ordem.



– A-allen-kun? – Ora. Lenalee estava no campo descoberto da floresta, junto com nada mais, nada menos que Anny. Brincando, treinando talvez, com as espadas de madeira. De Kanda.


Surradas por completo.


Ambas o olharam perdidas, procurando discretamente o outro que deveria estar com ele. Nada.

Para a chinesa, tristeza. Não se encontraram, afinal... Teria que dizer ao Lavi para que pudessem pensar em outro plano.


Conforme Allen ignorava a armação delas e ia em direção à parte interna da Ordem, Anny sorria maliciosa.

Mesmo que Lenalee dissesse que aquela expressão confusa era por estar perdido na floresta densa com folhas no cabelo, a menina bem podia notar o imperceptível que a cena tinha. Allen o encontrara-se, sem dúvidas.


E vendo-o surgir dos galhos irritadiço, só pode confirmar.

Kanda estava sem blusa.



Komui sempre se impressionava com a capacidade do espadachim de arranjar problemas para a estrutura física da organização.


No decorrer dos anos, era o que ele mais sabia fazer.


Talvez justificasse a razão pela qual Komui, junto de Reever reclamando-o ao pé do ouvido, tinha de ir à cozinha. Na sua cabeça, Kanda resolvera brigar com algum infeliz ajudante insatisfeito com seu comportamento e destruiu mais uma vez uma parede de lá. Ouviu um boato de que aconteceu uma briga na cozinha e, mesmo que não tinham dito quem ou o que acontecera, já imaginava uma destruição a lá Dragon Ball.

Pensava seriamente em mandar a Divisão de Ciências desenvolver um material mais rígido que a Mugen para usarem na construção dos lugares que ele detona.

Surpresa foi ver que o responsável pela suposta destruição era o mesmo exorcista que procurava para uma nova missão. Allen.


– ALLEN-KUN?!


Até Reever arregalou os olhos, parando de falar.

Allen só quebrava lugares na presença de Kanda. E no entanto, o espadachim não estava lá.

Logo, não havia uma cratera no ambiente, só umas cadeiras no chão.


Ao fundo, Lavi levantava com um lado do rosto inchado. Não tinha nada quebrado, só um círculo entre eles. O boato que recebera foi aumentado, sem dúvidas, mas não deixava de ser surreal o que presenciava.


– Continue se esquivando da realidade, Allen. Quem sabe assim você não termine consumido pelas lembranças, como tanto quer. – O Coelho disse sério, enquanto saia elegante cozinha a fora.


Teria sido uma saída triunfal, se não tivesse dado de cara com Kanda. Sorte dele que o mesmo não o vira e saiu apressado, antes que fosse tarde.


Allen virou o rosto, desgostoso. Kanda encostou-se à pilastra, apedrejando-o com os olhos e a sombra de um sorriso sacana nos lábios. O albino, ao cruzar de relance enquanto ouvia Komui dizer sobre a missão que partia “nesse exato momento”, jurou ouvir um “tsc”.


Deixou-se, então, ouvir o Supervisor.


"Allen, não é nada perigoso. Quero que vá a uma floresta particular da família Devik a pedido deles, para investigar o desaparecimento de água. Acreditamos que seja uma innocence que esteja sugando como forma de encontrar seu exorcista."


Assim fora o albino com sua mala, cansado de florestas.


Mal sabia ele que, no seu retorno, encontraria um pequeno problema explosivo.



Notas finais
Mas e ae? 8D
Não está tão pequeno e nem tão longo, tão pervertido e nem tão santo haha.
Gostaram? Querem mais? ~