Tandem Felix
14 Tempus inter familiae
Notas iniciais
– Até que enfim, voltamos! – Exclamou Félix ao voltar com Jonathan pra casa.
Desceram do carro com algumas caixas pequenas e antes de entrarem viram Jayme na varanda, distraído, com o pensamento distante, olhando para o mar ao longe.
– Oi, Jayme! Olha, nós compramos de tudo! Seis câmeras ótimas, e tem duas que captam movimento e sons em boa qualidade! Eu queria trazer mais, mas o Jonathan disse que já era o bastante...
– Mas, já era o bastante, pai! – Interrompeu Jonathan. – Além do mais você comprou também portas novas reforçadas...
– Eu sei, mas como eu te disse, faço tudo para a segurança da minha família! E não acho muito e... – Ele percebeu que Jayme parecia nem estar ouvindo o que eles falavam. – E... Jayme?!
– Hã?!
– Garoto, você estava ouvindo o que estávamos falando ou o seu irmão e eu falávamos sozinhos?
– É... Não, pai, eu ouvi sim! Vocês... Vocês compraram umas câmeras de segurança, não foi?!
– Foi... Enfim, eu vou deixar tudo lá dentro porque amanhã o técnico vai instalar no restaurante! E seu pai?
– Hein?!
– Garoto, parece que tá no mundo da lua! Seu pai Niko, cadê ele?
– Ah... Acho que tá lá em cima com o Fabrício...
– Ok... Vem, vamos entrar que daqui a pouco é hora do jantar!
Os três entraram juntos, mas Jayme parecia estar flutuando. Foi direto para a sala, deitando no sofá, sem dizer uma só palavra. Ficou olhando para o teto, perdido nos seus pensamentos.
Subindo as escadas, Jonathan e Félix o observaram por um instante e comentavam:
– E agora... O que será que deu nesse menino?
– Sei lá, pai... Ele deve estar pensando em alguma coisa... Ou em alguém...
– Em quem, criatura? Pra estar com essa cara de bobo... Ah... Está falando daquela menina, a Angélica?
– É, pode ser...
– Ah... Pode ser sim, lembrei que ela e as mães vão viajar...
– Então! Se ele gosta dela, deve estar pensando nela!
– É, deve ser... Ai, eu tendo agora que lidar com paixões de adolescente, era só o que me faltava! Não sei ainda como o Niko pretende conversar com ele, mas já estou vendo que essa conversinha vai ser o apocalipse! Bom, Jonathan guarda essas coisas que eu vou ver se carneirinho pai está no quarto de carneirinho filho, tá?!
– Tá bom, pai! Vai lá!
Félix foi para o quarto de Fabrício, mas ao entrar não tinha ninguém. Estranhou.
– Ué... Jayme não disse que eles estavam aqui? – Saiu do quarto quando Adriana ia passando no corredor. – Adriana, onde os carneirinhos se meteram?
– Os carneirinhos? Ah! Seu Niko e o Fabrício... – Riu. – Eles ficaram a tarde toda brincando lá no quarto de vocês!
– No nosso quarto? Ah, tá... – Félix foi até lá. Ao entrar, porém, também não viu nenhum dos dois. Viu apenas um quarto bagunçado, com travesseiros jogados, gibis espalhados no chão, peças de um quebra-cabeça que Félix havia dado a Jayme e a bola de futebol de Fabrício num canto.
– Pelas contas do rosário, passou um vendaval aqui?! E cadê esses dois? – Logo ouviu o barulho da água que vinha do banheiro. – Ah, o carneirinho deve estar dando banho no Fabrício... – Pensou. Tirou os sapatos e o cinto antes de entrar para não molhá-los, mas quando ia abrir a porta, sentiu o chão úmido embaixo de seus pés.
– Que é isso?! A banheira transbordou?! – Abriu a porta de uma vez.
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Jonathan, após guardar o equipamento que o pai havia comprado, desceu para falar com o irmão. Sentou-se no sofá ao seu lado e com ar despreocupado perguntou:
– E aí, o que foi?
– Hã?!
– Jayme, você tá meio... Desligado... O que foi que houve?
– Ah... Não, nada...
– Maninho você não me engana... Me conta, vai...
– Ah Jonathan... – Jayme suspirou de leve.
Jonathan começou a entender o que estava acontecendo.
– Oh Jayme... Você se encontrou com a Angélica hoje?
– E-eu?!
– Você...
– A-ah... Sim... Eu a vi na praia...
– Na praia é? E o que vocês fizeram?
– C-como assim o que a gente fez?
– Quê? Ué, quero dizer, pra que se encontraram?
– Ah... É... Ah! Eu ia devolver o pen-drive dela!
– Devolver o pen-drive... Sei...
– É sério, Jonathan!
– Tá, acredito em você! E... Só isso?
– Só...
– Você só chegou lá, devolveu o pen-drive dela e foi embora?
– Não...
– Não?!
– Ah Jonathan, o que você quer saber hein?!
– Eu?! Maninho, como diz o papai, é o apocalipse! Você acha que eu quero saber mais?! Não... A não ser...
– A não ser... O quê?
– A não ser que você tenha mais pra me contar...
Jayme suspirou e sorriu. – Tá bom, eu conto! Mas, não sai espalhando logo... Depois eu falo pra os meus pais!
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Ao abrir de vez a porta do banheiro, Félix se deparou com uma feliz surpresa. Mesmo assim, após sorrir, reclamou:
– Pelas ruínas de Jerusalém, que bagunça é essa?! O que vocês estão fazendo?!
Niko e Fabrício viraram pra ele ao mesmo tempo. Os dois estavam brincando dentro da banheira que já transbordava de água e espuma, molhando todo o chão, além dos barquinhos de brinquedo de Fabrício que flutuavam na água.
– Oi Félix! Oi, papi! – Responderam pai e filho ao mesmo tempo.
Félix sorriu de novo. – Oi... Mas, o que houve aqui?!
Niko e Fabrício riram e ficaram de pé na banheira. – Olha, Félix, como estamos iguaizinhos! – Exclamou Niko.
– Realmente... – Disse Félix ao reparar em ambos que estavam de regata e sunga branca e chapéu de marinheiro.
– Papi Félix, a gente tava brincando de batalha naval!
– Ah... Que legal, filho... – Viu o quanto os dois estavam felizes brincando juntos. – Quer dizer que resolveram brincar de batalha naval assim, com água de verdade, na banheira... E vestidos de marinheiros ainda mais?!
– Ah Félix, nós não ficamos bonitinhos assim?! – Perguntou se abaixando para ficar da altura de Fabrício.
Félix não parava de sorrir. – Bonitinhos carneirinhos?! Estão lindos! Eu não sei se estou vendo meus dois carneirinhos, ou um só e sua miniatura!
– Ai Félix... – Niko riu.
– Quem é miniatura?! – Indagou Fabrício fazendo bico.
Félix não parava de sorrir vendo como seus dois carneirinhos estavam contentes.
– Você é miniatura! Seu papi é o carneirinho e você é o mini-carneirinho!
– Não, meu papi é você, que é papi Félix! E papai Niko, é meu papai carneirinho!
– Ah tá... – Félix olhou pra Niko. – Quer dizer que está definido assim agora?!
– É, Félix... – Niko riu. – Foi ele mesmo que chegou a essa conclusão!
– Ok... Vem cá, o que vocês tanto fizeram nesse quarto pra estar parecendo que passou a caravana do povo escolhido pelo deserto?!
Niko sorria feliz. – Ah, a gente ficou jogando bola no jardim, depois o Fabrício se cansou e nós subimos, lemos uns gibis...
– É, papi, o papai me ensinou a montar o quebra-cabeça do Jayme! Depois a gente fez guerra de travesseiro!
– Ah, e depois resolveram se fantasiar de marinheirinhos, mergulhar na banheira e inundar o banheiro?!
– Não, papi, a gente veio brincar de batalha naval na água! Eu gosto da banheira, né papai?
– É Félix, ele gosta!
– Tá bom... Eu estou ficando confuso...
– Com o quê? – Perguntou Niko.
– Com essa história agora de ele nos chamar de papi e papai, eu não vou saber quando ele está chamando um ou outro, mas, deixa pra lá...
Niko riu. – Você se acostuma... Agora, Félix, por favor, pega a toalha dele, porque a gente já ficou muito tempo aqui, está ficando tarde...
– Não papai... Brinca mais! – Pediu Fabrício fazendo biquinho.
– Oh meu bebê, amanhã a gente brinca mais, mas agora já está ficando tarde e frio pra o senhor estar nessa banheira! Papi Félix vai vir tirar você e você vai vestir uma roupa bem bonita pra a gente jantar!
Félix concordou. – É mesmo, Fabrício, está ficando frio, eu vou pegar sua toalha e... A sua também, né carneirinho?! – Piscou para Niko.
– Sim, sim Félix... Depois que você levar o nosso filho, vem me buscar... – Piscou de volta.
Félix foi com um sorriso largo que não conseguia tirar do rosto.
Voltou com a toalha de Fabrício. – Vem, mini-carneirinho... Você primeiro! – Enrolou-o.
– Pronto, assim, senão você fica com frio quando sair no corredor! – Disse Niko.
Félix saiu com ele, dizendo para Niko. – Vou levar o carneirinho filho e já venho te pegar, viu carneirão?! – Niko só sorriu pra ele.
Levou Fabrício para o quarto e logo chamou: — Adriana... – Assim que ela foi, pediu: — Troca a roupa do Fabrício e leva ele lá pra baixo, depois o Niko e eu descemos pra jantar, tá!
– Tá bom, seu Félix... Vem, Fabrício... – Adriana o levou e Félix voltou para seu quarto. Lá pegou uma toalha e entrou no banheiro. Niko ainda o esperava na banheira.
– Carneirinho... Agora é sua vez... Quer que eu te enxugue? – Se aproximou sorrindo, segurando a toalha.
Niko sorriu com ar malicioso e respondeu tirando a sunga debaixo d’água:
– Quero sim... Mas não estou com muita vontade de sair daqui agora, Félix...
– Hum... E o quer que eu faça? Será possível que eu vou ter que te tirar daí, carneirinho?
Niko jogou a sunga molhada nele. – Vem me tirar!
– Carneirinho, não me provoque... Sabe que eu adoro quando você tira a roupa assim... – Félix se aproximou mais se apoiando na banheira enquanto Niko tirava também a regata. – Você quer que eu entre aí pra você sair? – Perguntou ajeitando a sobrancelha com o sorriso safado que Niko adora.
O loiro retribuiu o sorriso no mesmo tom e respondeu: — Amor... Se você entrar aqui, eu não saio enquanto você não sair! – Niko o puxou fazendo-o cair dentro da banheira ainda vestido.
– Carneirinho! – Respirou. – Que ideia foi essa?! Me puxar com roupa e tudo?!
Niko ria olhando pra ele. – Não gostou de eu ter molhado sua roupa, amor? Pelo menos não foi com suco de laranja né?! – Piscou.
Félix logo lembrou e riu. O loiro continuou:
– Mas, se você não gostou, então tira... Ou melhor, deixa que eu tire pra você!
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Um tempo depois, os dois permaneciam na banheira. Agora Félix estava no lugar de Niko e o loiro encostado nele.
– Carneirinho, meu amor, você estava tão pra baixo mais cedo e agora... O que deu em você?!
Niko sorriu. – Ah meu amor, passar esta tarde com o Fabrício me deu novas energias...
– Eu sei... Percebi que você está com uma energia! – Sorriram e Niko virou para beijá-lo.
– Amor, eu fiquei tão feliz... Sabe, no começo quando a gente começou a brincar eu achei que o Fabrício não estava gostando muito de ficar comigo, achei que ele podia estar sentindo sua falta...
– Minha falta, carneirinho?!
– É, Félix, seria normal, afinal, ele passa a maior parte do dia com você e ainda mais nesses últimos dias né?!
– Ah carneirinho...
– É sério, Félix! Mas, sabe que depois a gente começou a se divertir mais... Eu fiquei tão orgulhoso do quanto ele já aprendeu a ler... Depois, ele pediu pra montar aquele quebra-cabeça que você deu pra o Jayme e que ele nem brinca mais... Foi tão engraçadinho o Fabrício procurando peça por peça qual que encaixa em qual lugar... – Niko sorria enquanto contava.
– Esses meus carneirinhos... – Félix lhe deu um beijo na cabeça. – Olha, Niko, eu estranhei você falar que o Fabrício podia estar sentindo minha falta, porque afinal eu já fico mesmo todo dia com ele, a maior parte do dia... De quem ele estava sentindo falta mesmo era de você! Eu... Eu não quis te dizer antes, mas, lembra quando o mini-carneirinho disse que queria ser igualzinho a você?!
– Sim...
– Então... Ele... Ah, sabe como é criança né carneirinho?! Ele disse que... Que não queria mais ser igual a você porque você não ficava em casa para brincar com ele e... Bom, como eu fico, ele...
– Já sei... Ele disse que queria ser administador... Igual ao papi Félix! – Imitou o jeito de Fabrício falar.
– Ah... Você já sabe?
– O próprio Fabrício me falou isso!
– Eu não queria te contar pra você não ficar mal, carneirinho!
– Oh amor... – Virou de novo dando-lhe outro beijo. – Eu não fiquei mal... Claro que senti um pouquinho de ciúme da relação de vocês dois, mas eu sei que o Fabrício está numa idade em que fala o que vem à cabeça! Eu entendo que talvez ele pense que às vezes eu não quero ficar com ele, mas eu já expliquei que não é verdade... A gente conversou e ele entendeu que eu adoro ficar com ele...
... ...
Niko e Fabrício brincavam com os barquinhos na banheira.
– E o porta-aviões está avançando em direção aos submarinos e vai...
– Não papai! Esse é o navio grandão, não é avião não!
Niko riu. – Não meu filho, eu não disse avião, eu disse porta-aviões! É o nome desse navio!
– Ah... Por quê?
– Por que ele transporta aviões, meu filho!
– Por quê?
– Por que é pra isso que ele é feito!
– Ah tá!
Niko sorria com a curiosidade do filho e por estar se divertindo com ele.
– Ei, Fabrício, papai gosta muito de brincar com você, viu?!
O pequeno balançou a cabeça sorrindo. – Eu também, papai!
– Oh meu filho, vem cá, dá um abraço no papai!
O pequeno quase pulou nele. Deram um abraço forte.
– Olha, papai estava muito ocupado esses dias, por isso que não estava encontrando muito tempo pra brincar com você, porque não tinha nenhum dia de folga... Você entende, né Fabrício?!
– Sim, papai!
– Só que agora papai vai ficar mais tempo com você! Vou ficar amanhã o dia todo igual a hoje e depois vou ver um dia de folga pra ficar em casa, tá bom?!
– Tá!
– Esse é meu bebê! Dá outro abraço no papai!
Fabrício pulou de novo em cima dele dando-lhe outro abraço. Então, o pequeno perguntou:
– Papai Niko, porque você é meu papai e papai Félix diz que é meu papi?
Niko não entendeu no mesmo instante, mas logo que se tocou riu.
– Ah, filho, entendi... É o seguinte, é que seu pai Félix gosta que chame ele de papi, é por isso! E eu você pode chamar de papi também se quiser, ou de papai, tanto faz!
O pequeno pensou um pouco e respondeu: — Então, papai Félix vai ser papi e você vai ser papai, papai Niko!
Niko sorriu. – Gostei!
– Papai, quando o papi chegar ele pode brincar com a gente na banheira?
– Ah filho, se ele chegar logo pode... Se não ele brinca com a gente amanhã, tá?!
– Tá!
– Filho... Você ainda quer ser administrador igual o papai Félix?
– Não é papai, papai é você, ele é o papi!
– Ah sim... É verdade... – Niko riu. – Mas... Fabrício, você ainda quer ser igual o seu papi ou gostaria de ser como eu?
O pequeno olhou para ele e ficou pensativo. – Não sei, papai... Eu posso ser arquiteto igual o Jonathan?
Niko se surpreendeu e sorriu achando graça no seu bebê. Realmente, Fabrício ainda era muito novinho para saber o que queria. Passou a mão na cabeça do filho, respondendo com carinho:
– Meu bebê, você pode ser o que quiser, viu?! Você vai ser o que te fizer feliz!
O pequeno sorriu como se tivesse compreendido e continuaram a brincadeira.
... ...
– O nosso bebê é muito esperto, Félix...
– Hum... Você fica chamando ele de bebê, ele vai ficar dengoso até ficar grande, você vai ver...
– Ah deixa... Além do mais, eu ficaria extremamente orgulhoso se nosso bebê ficasse como você quando crescer!
– Ah! Eu devo ter tomado banho de espuma no rio Jordão pra ouvir uma coisa dessas! Carneirinho pensa bem, você gostaria mesmo que o Fabrício ficasse parecido comigo? Como, criatura?!
– Ora, Félix, claro que gostaria! Não digo fisicamente, porque não tem jeito, mas no resto... Eu ficaria muito orgulhoso sim! Eu tenho o maior orgulho de você, de ter você! Você é um homem bom, extremamente inteligente, esperto, charmoso, dedicado... Você tem inúmeras qualidades! Não sei por que eu não poderia querer que o Fabrício se parecesse com você!
– Inúmeras qualidades eu tenho, carneirinho... Eu sei disso, mas... Ah, também tenho inúmeros defeitos, você sabe...
– Amor, e daí?! Suas qualidades são maiores que seus defeitos! Além disso, ninguém é perfeito! – Niko falava olhando para ele.
Félix respirou fundo e o olhou no fundo de seus olhos verdes.
– Quer dizer que não há nesse mundo ser que seja nem quase perfeito, carneirinho?
– Creio que não...
– Então... Me explica... Como você existe?!
Niko se surpreendeu com aquelas palavras. Sempre se surpreendia com essas declarações de amor que Félix fazia tão repentinamente que tudo que conseguia fazer era sorrir, se emocionar e amá-lo cada vez mais.
Aproximou seu rosto ao dele. Encostaram os narizes. Os olhos miravam a boca um do outro.
– Seu bobo... – Sussurrou o loiro.
– Não sou bobo... – Sussurrou o moreno de volta. – Sou apaixonado...
– Se fosse a mesma coisa, eu seria completamente bobo por você, Félix!
– Eu sou completamente bobo por você, carneirinho!
Beijaram-se apaixonadamente. Um beijo caloroso que os fez retomar as carícias e ficarem mais um pouquinho naquela banheira.
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