Tanabata Matsuri

1 Tanabata Matsuri


Notas iniciais
Pessoas que ja leram essa fic em algum lugar, não é mera conhecidencia XD!! Eu fiz esse login novo de feliz mesmo, e porque eu perdi o outro o_o~~ Quem conhece essa fic sabe quem sou hahaha ;D~~...

Para aqueles que não conhecem... boa leitura :3~~

Uruha\' POV

Não lembro se naquele dia chovia ou se fazia sol. Posso não lembrar se estava frio ou se estava calor. Isso se tornou tão sem importância quanto qual a roupa que ele vestia.

Eu apenas me recordo da sua inocente demonstração de afeto que ficou gravada em meus lábios até hoje. E que pra ele, aquilo talvez não tenha significado algum, como que para mim teve.

Não posso e nem devo culpá-lo, afinal, naquela época não passávamos de inocentes crianças. E que aquilo não era mais do que uma fantasia idiota criada, talvez, por culpa de uma novela que provavelmente eram vistas por nossas mães.

Típico.

Disse ‘Adeus’, mas estou certo de que nem eu e nem mesmo ele entendia o que aquilo realmente era.

Estou errado?

Esperei que Yuu voltasse para me dizer que estava tudo bem, como sempre dizia. Esperei voltasse para me proteger, ou me abraçar... como sempre fazia.

Mas Yuu não voltou.

Eu nunca havia entendido o verdadeiro significado do adeus. Não, até que o tempo me explicasse da forma mais dolorosa possível.

Existe um costume antigo, um festival de anos, que antes dele me deixar, ele não passava de um cenário cheio de cores e de pessoas.

O Tanabata Matsui.

Que tem origem de uma lenda muito antiga.

Onde Orihime, que era a filha de um poderoso deus do reino celestial viu passar um rapaz conduzindo um boi, e por ele se apaixonou.

O pai consentiu o casamento dos dois jovens. Porém, casados e totalmente dominados pela paixão, ambos descuidaram-se de seus afazeres normais.

Foi então que, o pai indignado, ordenou que eles vivessem separados, um de cada lado da Via Láctea.

A princesa Orihime foi logo dominada pela tristeza e decidiu que a sua vida não fazia mais sentido.

Seu pai, por medo de perder sua preciosa filha, permitiu que o casal se reencontrasse apenas uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, se ela cumprisse à ordem de seu pai, que era atender aos pedidos vindos da Terra.

Passei a invejar esse casal. Afinal, eles podem pelo menos se ver uma vez.

Eu já nem sei se Yuu lembra-se de mim.

E quanto aos pedidos a Tanabata, na data dita, eu apenas desejava que ele voltasse para mim...

Mas nem mesmo isso o fez voltar.

As minhas esperanças foram queimadas e reduzidas a cinzas, tal como no final do dia, os papeis pendurados em galhos de bambu eram entregues as estrelas.

Comecei a pensar que isso fosse impossível e meus desejos passaram a serem apenas que pudesse se lembrar de mim.

Será que se lembra?

Será que se recorda do que foi para mim?

Talvez... mas acredito que para Yuu isso não passe de lembranças de uma grande amizade.

Estou errado?

Queria vê-lo para saber que estou mesmo errado e poder rir do idiota que me tornei, sofrendo por um amor infantil que nem mesmo começou, que nem mesmo aconteceu.

Um idiota que acha que os melhores anos de sua vida foram com aquela pessoa tão especial ao seu lado.

Ridículo.

\"De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos\"

Mas o pior de tudo isso não são os desejos, não são as ilusões e nem mesmo a vida que deixei por esperar que Yuu um dia possa voltar.

Foi que o tempo acabou me ensinando também que esquecer é preciso. Só que isso eu não quis ouvir.

Eu nunca quis ouvir.

É porque ele não entende o que ele foi pra mim... o que ele é pra mim e como talvez poderia ser.

Poderia ser...

Será que se Yuu não houvesse partido, as coisas seriam melhores?

Como poderia ser?

Poderia tê-lo nos meus braços e eu entre os seus. Poderia vê-lo todos os dias e me sentir quente... protegido novamente. Poderia exigir seus sorrisos para assim expor os meus.

Ou então, nada disso.

Não sei.

Me responda Yuu...

Eu me pego inúmeras vezes, sonhando em possibilidades irreais e, inúmeras vezes, voltando para a realidade, que me atinge como uma punhalada.

Mas... se Yuu tiver outra pessoa?

Será que tenho direito de ser mesquinho e chorar por mim e não ser feliz por ele? Será que serei egoísta em querer que ele seja feliz, mas apenas do meu lado?

Yuu nunca soube do que sinto e provavelmente nunca saberá...

E infelizmente eu não consigo mudar nada dos meus sentimentos em relação a ele.

E por mais que minhas esperanças estejam se dissolvendo... ainda desejo sua volta, mesmo podendo ter a decepção de não poder tê-lo.

Ou ainda que possa um dia esquecê-lo...

Hoje é dia de Tanabata Matsuri... e nem mesmo sei o que pedir. Nem sei se consigo ainda acreditar nessa superstição vazia.

Por um impulso idiota, ou por conta do costume que adquiri em todos esses anos, meus dedos correm para o bloquinho que se encontram os pequenos papeis verdes...

Esperança.

Me vejo lembrando da primeira vez que vim aqui, desde que o significado do Tanabata passou a fazer sentido. Por uma decisão tola eu escrevo em linhas corridas:

“Desejo que a pessoa que amo volte”.

Desta vez, dou os ombros às preces que sempre fazia, penduro o pequeno papel no galho mais próximo. E perco um tempo encarando aquele pedaço de um desejo sem fé.

-Kou-chan?

Uma voz me faz voltar de meus pensamentos alheios. Voltando a realidade num susto, meus olhos se viram rapidamente para quem me chamou.

E mais ninguém me chamava assim a não ser...

Pela primeira vez eu me esqueço de como se respira.

E contos de fadas? Talvez existissem... ou os desejos para Tanabata Matsuri tenham um efeito retardado...

Não importa...

Não sabia que a sensação de ter o coração acelerado e quente era tão boa.

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Nota: Para quem não conhece o Tanabata Matsuri, é um evento muito famoso lá no Nihon, que agora também celebrado aqui.

Ele acontece todo ano no dia 07/07.

A historia de Tanabata é contada na fic, mas posso recapitular para vocês:

O Tanabata Matsui. Que tem origem de uma lenda muito antiga.

Onde Orihime, que era a filha de um poderoso deus do reino celestial. Viu passar um rapaz conduzindo um boi, e por ele se apaixonou.

O pai consentiu o casamento dos dois jovens. Porém, casados e totalmente dominados pela paixão, ambos descuidaram-se de seus afazeres normais.

Foi então que, o pai indignado, ordenou que eles vivessem separados, um de cada lado da Via Láctea.

A princesa Orihime foi logo dominada pela tristeza e decidiu que a sua vida não fazia mais sentido.

Seu pai, por medo de perder sua preciosa filha, permitiu que o casal se reencontrasse apenas uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, se ela cumprisse à ordem de seu pai, que era atender aos pedidos vindos da Terra.

Segundo a mitologia japonesa, Orihime é representada pela estrela Vega, e o rapaz, a estrela Altair, do lado oposto da galáxia, que realmente só se encontram uma vez por ano.

É tradição escolher uma cor para representar seu pedido à Tanabata.

As core são : vermelho(Paixão); rosa(amor); verde(esperança); Azul(proteção dos céus); branco(paz) e amarelo(dinheiro).

No fim do dia, os pedidos, que são pendurados em galhos de bambu, são queimados e assim mandados para as estrelas.

Notas finais
Review são bem vindos ;D
eu juro que não doi u_u!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!