Tan Solo Soy

37 Tomando deciones


Notas iniciais
DOIS CAPS EM UM DIAAAAA kkkkk
vlh, eu falei, to na etapa final da fic, então to praticamente engolindo tudo hahaha.
enfim, não vou ficar tagarelando aqui agora haha

As lágrimas automaticamente voltaram aos meus olhos quando eu me dei conta de que León realmente havia partido. Normalmente eu poderia tentar correr, chamar algum táxi e então seguir León até o aeroporto e tudo, mas eu simplesmente não teria o que falar para ele quando chegasse lá. Para eu realmente esclarecer as coisas eu deveria falar a verdade, mas esta já não era cabível no momento.

Sentei na calçada para me lamentar e então enterrei meu rosto entre as mãos. O olhar que León fizera nas ultimas horas não saía da minha cabeça.Eu não acreditava que havia feito aquilo com ele de novo, e que na cabeça dele, fora pelos mesmos motivos... Justo agora que eu definitivamente nunca o trocaria pelo Tomás ou por pessoa alguma.

Como sempre, bem no auge do meu choro, alguém apareceu e se sentou do meu lado. E esse mesmo alguém era a única pessoa cuja realmente compreendia e sabia o que eu estava passando. Quando me virei para Francesca, enterrei meu rosto em seu ombro e comecei a chorar com mais intensidade.

- Ei, Vilu... calma. – Ela afagava meu cabelo na tentativa de me confortar.

- Como calma, Fran? Eu perdi o León de novo... E definitivamente dessa vez!

- Vilu, nem tudo está perdido e...

- Só me promete uma coisa, Francesca. – A interrompi.

- Diga.

- Você cuida bem dele pra mim? Por favor!

- Mas Vilu, não tem como imaginar uma vida lá sem você e...

- Por favor. – Insisti.

Francesca só assentiu com a cabeça e então lágrimas começaram a rolar de seus olhos também. Ela me tomou em um abraço apertado e eu podia sentir minha blusa ficando molhada devido as lagrimas dela.

- Amiga, eu vim só me despedir de você. – Ela disse com a voz chorosa. – O resto do pessoal não veio porque eles não sabem...

- Tudo bem, Fran. Algum dia a verdade vai vir à tona. – Eu tentava formular um sorriso no rosto. – Agora vá, senão você vai perder o avião. – Eu disse já me levantando do meio-fio.

Francesca limpou as lágrimas de seus olhos e então se levantou também.

- Vou sentir sua falta, amiga. Vou te ligar todos os dias para manter contato, eu prometo. –Ela finalmente se reformulou e me deu um abraço forte, como despedida mesmo.

- Eu também. Prometo que quando me livrar disso eu vou lá te visitar, tá?

- Você sempre será bem-vinda, com certeza.

Depois disso outro táxi chegou. Francesca soltou um sorrisinho quase imperceptível nos lábios e então logo atravessou a rua, colocou suas malas no porta-malas do táxi e se foi. Agora sim eu definitivamente estava sozinha.

Tentei continuar ali em pé e tentar não voltar a pensar na situação que eu estava vivendo. Respirei fundo, arrumei o cabelo e limpei todo o indício que poderia haver em mim quanto ao choro.

Adentrei a minha casa e fui caminhando até a cozinha. Lá já pude encontrar papai e Angie, sentados à mesa para tomar café. Tentei colocar o meu melhor sorriso no rosto e me juntei à mesa com eles. Esse definitivamente devia ser o momento em que eu devia avisar o papai que nós teríamos que ficar na Espanha, arranjando a desculpa de que eu pensei bem e tirei a conclusão de que ficar seria melhor.

- Bom dia, gente. – Eu disse enquanto me sentava.

- Bom dia. – Os dois responderam em uníssono.

- Cadê o León? Ele sempre toma café conosco. – Papai perguntou.

Me surpreendia o fato de ninguém ter visto León saindo de casa. Ele realmente sabia ser discreto.

- E-ele foi para o aeroporto, papai. As passagens estavam agendadas para hoje, lembra?

- E ele não se despediu? Ué, eu pensei que León iria querer ficar aqui por mais um dia conosco, já que a gente volta amanhã mesmo, eu não ligaria de pagar as passagens dele.

- Papai, eu preciso falar com você sobre isso... – Eu respirei fundo. – Eu decidi ficar aqui mesmo.

Ele evidentemente estranhou a minha atitude, já que anteriormente eu tinha praticamente implorado para voltar pra Buenos Aires.

- Por que essa decisão repentina, Violetta? – Pude perceber que ele ficou um pouco decepcionado, pois isso talvez adiaria o casamento dele.

- É que eu não posso perder essa bolsa de estudos e...

- NÃO. – Angie me cortou friamente, me surpreendendo muito. – Violetta, vá arrumar as suas malas que nós embarcaremos amanhã.

- Mas Angie, eu quero ficar aqui.

- Eu não vou falar de novo, Violetta. – Permanecera dura comigo. – Termine de tomar seu café e vá arrumar suas malas. Nem todo mundo nessa casa precisa ser prejudicado por causa das suas indecisões constantes. Nós já arrumamos as papeladas todas e agora não vamos jogar fora todo o trabalho que tivemos.

Ok, esse momento me deixou muito confusa, mal sabia Angie o risco que ela estava correndo. Eu sabia que Jade era perigosa e tudo, mas eu não podia contrariar Angie enquanto ela estava nesse estado, ainda mais porque eu queria voltar também.

Decidi então me calar. Fiquei quieta e logo depois que terminei o café eu subi para arrumar as minhas malas, sem saber no que ia dar toda essa história. Mas eu não conseguia deixar de ficar com medo.

POV ANGIE

Eu já estava cansada de toda essa palhaçada. Mais uma vez Violetta estava sendo ameaçada e não tinha coragem de contar isso para ninguém, decidiu carregar o fardo sozinha. Mas dessa vez eu não ia deixar as coisas baratas para aqueles que queriam fazer mal às pessoas que eu mais amo, Jade e Ludmila iam pagar o preço necessário de uma maneira ou de outra, e eu quem iria provocar isso.

Infelizmente eu tive que ser fria com Violetta durante o café da manhã, senão ela poderia desconfiar de alguma coisa e eu sabia que qualquer palavra errada naquele momento poderia ser fatal.

Assim que Violetta se retirou da cozinha eu terminei de tomar café, então tratei de pegar as minhas coisas com pressa pois tinha MUITOS assuntos para resolver naquele dia.

- Onde vai? – Germán me perguntou enquanto me fitava com curiosidade.

- Tenho umas coisinhas para comprar antes de voltarmos para Buenos Aires, lembranças. – Menti.

- Tudo bem. – Germán sorriu pra mim e então me deu um selinho. (N/A BLARGH)

Eu saí correndo da casa e então logo chamei o táxi. Conferi se eu tinha tudo o que era necessário para finalmente fazer justiça, e para a minha sorte eu estava em vantagem.

Adentrei o táxi e então o motorista falou:

- Qual o destino?

- Para a delegacia, por favor. – Respondi.

O motorista assentiu com a cabeça e então deu partida no carro. O caminho seria um pouco longo, e durante esse caminho eu não pude me conter em pensar no que havia acontecido nos ultimos dias, eu ficava cada vez mais inconformada ao lembrar daquelas cenas.

FLASHBACK ON

- Violetta! Violetta! – Eu gritava enquanto procurava Violetta atrás do palco, a fim de parabenizá-la por um show tão lindo, e de bônus conferir se ela ia querer carona de volta para casa.

A procurava por todos os lados mas simplesmente não encontrava, quando me dei conta de que todo o pessoal do Studio estava fazendo muita bagunça na porta do Teatro. Caminhei até lá e por incrível que pareça, León e todas as outras pessoas se encontravam ali, menos a Vilu, o que me deixou muito preocupada, e aparentemente eu não era a única.

Pude perceber que Francesca estava inquieta, ela balançava a cabeça como se estivesse realmente procurando por alguém, e esse alguém com certeza seria a Violetta. Assim que ela se retirou de lá eu fui atrás dela, quem sabe conhecendo melhor o teatro e onde estavam as pessoas, ela não daria mais sorte e a encontraria.

Depois de um curto período de caminhada, pude avistar a minha querida sobrinha praticamente jogada no chão chorando, foi de partir o coração. Naturalmente eu correria até lá para socorrê-la, mas algo me dizia que dessa vez eu deveria ficar quieta e tentar colher alguma informação que ela desse pra Francesca, mas esta não disse uma palavra.

Fiquei esperando mais algum tempo até que as duas se retiraram de lá depois de muito choro da parte da Vilu. A primeira coisa que eu pensei foi que ela teve algum problema com o León, ou até mesmo com o Tomás, quando fui surpreendida por um papel que estava jogado no chão bem à minha frente, e eu logo reconheci que fora o papel que Vilu entregou para Francesca minutos mais cedo.

Quando eu li as palavras que ali estavam escritas, uma raiva imensa me veio. Dessa vez Jade não escaparia, ela seria presa por um BOM período de tempo, e os pais de Ludmila COM CERTEZA ficariam sabendo da arte que a filhinha deles estava fazendo. Mas eu tinha que ser inteligente e não agir por impulso, um simples bilhete não serviria como prova, eu tinha que ir atrás de Jade e procurar onde estavam as gravações das escutas que ela colocou na roupa de Violetta, assim eu poderia captar uma possível ameaça.

Por sorte, bem na hora que eu estava saindo do teatro, a dita cuja também estava. Fiz questão de segui-la para ver onde aquilo daria, e para a minha surpresa ela não foi muito distante dali. Depois de uns 5 minutos de caminhada, ela adentrou uma espécie de casa que havia em um beco, bem próximo ao teatro. Eu estava me sentindo uma das panteras naquele momento, mas eu não podia perder o meu foco, tinha que fazer o que devia ser feito.

Adentrei o lugar com agilidade logo depois de Jade. A mesma sequer percebeu a minha presença ali, ou seja, apesar de “esperta” ela continuava burra. O que me surpreendeu naquele lugar era que este só tinha dois cômodos, o que realmente não era uma vida de luxo para Jade.

Logo que ela adentrou o local, pude perceber que ela foi para o outro cômodo que aparentemente era uma espécie de cozinha. Ali mesmo onde eu havia adentrado, tinha uma bagunça de coisas jogadas no chão e, pra minha sorte, várias fitas de gravação. Eu com certeza associei que aquelas seriam as fitas das escutas de Violetta, e que esse seria um esconderijo de passagem para Jade. Com muita pressa e agilidade eu comecei a mexer naquelas fitas, mas todas estavam entituladas por números.

Quando para a minha surpresa, Jade começou a voltar do cômodo de onde estava. Rapidamente eu pulei para trás do sofá velho que se encontrava ali, mas fiquei observando todos os seus passos. Jade cantarolava enquanto começou a mexer em um aparelho gravador profissional e retirou uma fita do mesmo. Aquela com certeza era a fita da qual eu estava precisando. Logo que retirou a fita, ela jogou com a maior indiferença a mesma no sofá e então voltou para a cozinha. Aquele com certeza era o meu dia de sorte. Em um só movimento eu peguei a fita e saí correndo dali.

Tudo ocorrera bem durante o caminho de volta para casa, a única coisa que me restava era confirmar se a fita havia algum conteúdo comprometedor para Jade ou não.

Logo que cheguei eu já subi ao quarto – Ignorando as milhares de perguntas feitas por Germán — e coloquei a fita para tocar enquanto usava o fone de ouvido para ouvir a mesma. E claro, ali tinha exatamente o que eu precisava... Eu com certeza não perderia tempo e iria no dia seguinte já fazer a denúncia com essas provas, e de bônus ligar para os pais de Ludmila e anunciar a gravidez de sua filha. Eu não estava só me vingando, mas estava vingando a minha família também.

FLASHBACK OFF

- O que deseja, moça? – O delegado me perguntou assim que eu cheguei com euforia na delegacia.

- Quero fazer uma denúncia. – O respondi.

- E quem é que a senhora deseja denunciar?

Eu abri um meio sorriso ao ouvir aquela pergunta.

- A senhorita Jade La’Fontaine, senhor. – Finalmente o respondi.

Notas finais
Pois é gente, o León foi mesmo embora :/
EU NÃO ACREDITO COMO NINGUÉM CHUTOU QUE A ANGIE TINHA ACHADO O BILHETE kkkkkkk
enfim, me deixem reviews, falem a opinião de vocês e nunca me abandonem kkkkk ♥
até mais
bjs