Tan Solo Soy
6 Mirame bien
Notas iniciais
Geeente, mto obrigada MESMO por terem aparecido na ask, eu fico feliz em saber que vocês se interessam UAHSIAUHSAIUHS
e relaxem, eu VOU postar, gente. Mesmo que eu não fale .-.
enfim, le aí.
– Violetta, você está maluca? Se seu pai te pega aqui ele te mata – Dizia Angie com um certo desespero na voz.
– Angie? Mas como você nos achou aqui? E que hora você chegou?
– Isso não importa, Vilu. A gente tem que sair daqui o mais depressa possível antes que o seu pai chegue em casa – ela já me puxava do chão.
– Papai não está em casa? Mas, Angie... León – eu relutava pra poder ficar mais tempo com ele.
– E você, senhor León, nós teremos uma conversinha mais tarde – ela o olhava com repreensão.
– Tudo bem, Angie. Mas primeiro tem como você me ensinar a sair daqui? – León ria sem graça.
Angie bufou, mas não com muita raiva e nos levou até um carro que estava estacionado em uma rua visivelmente perto. Não me pergunte como nós não achamos aquele caminho antes, acho que foi pelo fato de estar escuro ou mais pela vontade e ansiedade que nós tínhamos de ficar um com o outro, mas isso já não importava mais.
Adentramos o carro e Angie fez questão de eu sentar na frente só pra eu não ficar ao lado de León. Ficamos em silencio no carro até que ela finalmente o deixou entregue na faculdade, e logo que ele saiu, ela quebrou o silencio e falou comigo:
– Mas você não estava com o Tomás, Vilu?
– Teoricamente eu ainda estou – disse envergonhada.
– Violetta, toma cuidado. Nós sabemos muito bem que a mentira nunca é o melhor caminho – ela dizia em um tom de preocupação.
– Dessa vez é diferente, Angie – cortei a conversa ali.
Eu sei que a Angie é minha tia e tudo mais, mas esses assuntos eu não gostava muito de tratar com ela, com pessoa nenhuma na verdade. Era algo meio constrangedor você contar pra uma pessoa adulta como estão suas paixões adolescentes, sei la.
– E você e papai hein? O que estavam fazendo?
Ela super corou a hora que eu perguntei isso.
– Nada, Vilu. – agora parecia um pimentão, eu ri com isso.
Chegamos em casa e pra minha sorte, papai ainda não estava lá. Logo que eu adentrei a porta principal já pude avistar Tomás do outro lado da sala me fitando com uma cara de preocupação. Mas esse rosto mudara de uma hora pra outra, virou uma expressão de desprezo. Eu não tinha entendido nada, até que olhei para o que estava vestindo – ainda estava com a blusa de León.
Tomás saiu da sala em um passo. E eu sequer me importava com isso.
Fui para o meu quarto e deitei na cama. Ah, como eu suspirava naquela manhã. Pensei e repensei na noite anterior, e vestindo a blusa de León só deixava as lembranças cada vez mais vivas, cada vez mais fortes. Eu parecia uma garotinha, sequer consegui pegar no meu diário pra escrever, pois a minha mente fazia questão de me lembrar de cada imagem, cada momento, de como tudo fora perfeito.
–----
Porém, eu fiquei tanto tempo daquele jeito que nem percebi que as horas tinham se passado, e que já era hora de ir pra faculdade. Sonhar acordada é fogo.
Levantei-me da cama sem ânimo nenhum, não tinha a mínima vontade de estudar, muito menos de fazer faculdade. Suspirei com frustração até que me dei conta de que o León estaria lá. Mesmo nós não podendo fazer nada, nós teríamos ensaios juntos hoje, o que já parecia bem empolgante pra mim.
Guardei a blusa de León com todo carinho no armário e então fui tomar um banho. Passei perfume, escolhi uma boa roupa e fiquei o mais linda possível. Desci as escadas e então avistei Tomás sentado no sofá, provavelmente me esperando. Resolvi ignorá-lo por um tempo e então fui até a cozinha pra comer algo, já que eu ficara em estado vegetativo a manhã inteira.
Logo que adentrei a cozinha, ouvi papai e Angie sussurrando uma conversa estranha:
– Mas isso não vai dar rolo com a justiça, Germán. Fique calmo – Angie falava provavelmente tentando acalmá-lo.
– Só espero que eu não tenha que reorganizar a papelada, senão nós teremos que voltar para Buenos Aires.
– O que tem Buenos Aires? – cortei a conversa.
– Buenos Aires? Nada, Vilu – papai pensou que me enganava.
Simplesmente fingi que acreditei e não disse mais nenhuma palavra. O que eles estariam escondendo de mim agora? Esperava que não fosse nada importante... mas conhecendo o papai, eu sabia que era.
Comi depressa e então sai de casa. Tomás foi logo atrás de mim, me olhando com uma cara de cachorro morto (sua cara natural) durante todo o caminho. Teve uma hora, quando nós já estávamos diante da entrada da faculdade que eu não aguentei todo aquele clima e perguntei, já furiosa:
– O que foi, Tomás? – falava com um olhar exterminador.
– Você estava com ele, não estava?
Eu ia falar toda a verdade naquele momento. Talvez por fúria, por cansaço, por frustração. Mas logo que Tomás iria ouvir a resposta que ele não queria (ou seja, a verdade), Ludmila apareceu com aquela mesma cara de antes, super preocupada.
– Tomás, a gente precisa MUITO conversar. – ouvia uma leve vontade de chorar em sua voz.
– Mas Ludmila, não vê que eu estou com a Violetta e...
– Não por isso, fiquem à vontade – aproveitei a oportunidade para sair dali.
Adentrei a faculdade e não achei o León ou qualquer aluno do Studio durante o período das aulas. Tudo foi um saco, muito blábláblá... ou então era só eu e minha grande impaciência com tudo aquilo.
Tempos depois fomos para os ensaios, e o reencontro foi praticamente uma festa, os alunos do Studio estavam super empolgados e pareciam mais felizes ainda com essa ideia de apresentar um espetáculo que seria fora do país deles. Eu também estava muito animada, mas confesso que não consegui prestar atenção em praticamente nada do que fora feito ou dito, eu e León ficamos o tempo inteiro nos olhando... minha vontade de acabar com os olhares e partir para a ação era imensa.
–----
O ensaio finalmente tinha acabado e, logo que eu saí da sala de ensaios, pude avistar León recostado em um dos armários. Não aguentei tudo aquilo e fui de imediato falar com ele, qualquer assunto seria viável naquele momento:
– Errr, sua blusa ficou comigo – disse coçando a cabeça, envergonhada.
– Sem chance de eu ir até a sua casa busca-la – ele ria, também envergonhado.
– Talvez ela deva ficar comigo – eu olhava pro chão de tanta vergonha.
– Okay, sem problemas. Mas fala a verdade, por que você veio até aqui só pra falar da blusa? – era incrível como León sabia me decifrar.
– León... eu não aguento ficar nem mais um segundo longe de você e...
– Vilu, nós já conversamos sobre isso – ele me cortou.
– Eu sei, mas eu não aguento mais essa distancia – só faltava eu me ajoelhar ali – e o que nós tivemos ontem foi...
– Foi errado, Vilu. Pessoas estão sendo traídas desse jeito e...
– Cala a boca, eu sei que você quer isso tanto quanto eu.
De repente tudo o que León estava falando pra mim perdera a importância naquele momento. Peguei na gola de sua camisa e com toda a minha força o puxei para um beijo muito rápido. Nós nos separamos e então León me fitou por alguns segundos, e na hora que eu pensei que ele iria ficar irritado por eu ter feito aquilo, ele me empurrou até o canto que tinha entre os armários e a parede, me deixando presa. Com pressa ele me puxou pela cintura e juntou nossos lábios com um desejo que parecia insaciável. Nos beijávamos de uma maneira até insana, com mordidas e agarramentos, León tirara todo o folego que podia existir em mim naquele minuto. Mas como tudo que é bom dura pouco, o ar fizera questão de acabar depois de tanta afobação, e nossos olhos se reencontraram. E como sempre, logo que nos separamos, conseguimos avistar uma pessoa logo do outro lado do corredor, assistindo tudo.
– Mas que saco, hein? TEM SEMPRE ALGUÉM NO CAMINHO! – León reclamava.
Notas finais
o que será que há com a Ludmi? e com Germán?
enfim, preciso saber se vocês gostaram, se estão gostando ou não, não deixem de postar seus reviews e.e
e não fiquem tão afobados pra eu postar, como eu já disse, eu não irei desistir da história AIHASIHASIHASIHA
beijinho
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