Talvez um dia..
12 Capítulo 12 A Festa parte. 3
Notas iniciais
Pov. Draco
Ela me beijou! Espera, é isso mesmo? É ISSO MESMO????????!!!!!! Aaaaaaaaah meu subconsciente dava seu melhor ar de vitória. Em quantos seculos tenho certeza que mal podia sequer cogitar isso um dia acontecer!!!!?????? Óh mas aconteceu. E ela consegue ser seriamente a melhor mulher que beijei em anos. Em séculos. Na minha VIDA!!!! Não!!! Não é a bebida não, ela é fantástica!!! Seus labios mesmo com o gosto adocicado do álcool do vinho me fez querer beija-la de novo. E de novo. E de novo. E quantas vezes pudessem ser necessárias. Estava hipnotizado. A prenssei contra a parede e não gostaria por Merlin de a largar tão cedo. Céus eu queria ainda mais e mais. Beijei com todos os sentimentos que tinham dentro de mim. De todo arrependimento por tudo que a fiz passar durante anos atras e toda a devoção que sentia nesse momento. Mas infelizmente, pra minha inteira tristeza, o ar nos faltou. E ela simplesmente correu. Certo. PORQUE MERLIN? Ela correu. Não. Tentei a procura-la de volta e não a encontrei. Havia milhares de pessoas naquela festa. Nem havia notado nada, porque enquanto dançava só olhava ela, só desejava ela, e a fiz sentir isso a cada segundo daquela noite. Estou simplesmente exasperado. Passando as mãos pela minha cabeleira concluo o que simplesmente não deveria concluir até ter pelo menos 30 anos. Estava louco por ela. Céus. Apaixonado! Por isso ela não sai da minha cabeça. Oh meu Merlin. Decido procurar Zabini e falar algo porque simplesmente parecia que ia explodir com tanta informacao.
Pov. Hermione
Ceus!!! Onde estava com a cabeça quando decidi beija-lo?? E agora?? O subtendido agora definitivamente não é mais subtendido. Eu o havia mostrado que o queria também. Mas raios, eu simplesmente não posso. Precisava correr. Precisava chorar. Eu não posso. O larguei e corri. Corri pra extensão do patio da faculdade em segundos. Corri de verdade. Me aproximei de um banco no meio do patio silencioso e sentei. Eu não podia sentir isso. Eu estava fria. Vazia.
Desde Ron minha vida pessoal não era a mesma. Me tornei um problema ambulante. Uma confusão interna cheia de pensamentos e problemas em mim. Minha vida que parecia ser perfeita naquela época foi destruída. Eu era sonhadora, e acreditei com tanta força e devoção naquele sentimento que tínhamos que custou a cair minha ficha tudo o que aconteceu. A traição, a falta de caráter, a cara de pau e principalmente a falta de respeito não me saiam da mente. Céus, como se não bastasse toda traição ele ainda engravidara a menina. E como se não fosse o suficiente pra todo o meu choque emocional ele ainda pedira pra voltar pouco tempo atras. Céus, por Merlin, queria surtar. E chorar tanto até parar de doer. Mais eu sabia que não ia parar. Porque não havia parado em anos. E depois de tanta dor escolhi ser fria como capa. Porque no meu interior eu sabia que continuava ser a mesma sonhadora de sempre. Mas dentro de mim eu não queria nunca mais sentir aquilo. Eu não podia amar de novo. Minha vida se resumia aos estudos e a minha família. Nem amigos mais eu encontrava. E quando encontrava de forma nenhuma abria o que sentia. Estava sempre muito bem, obrigada. E relacionamentos? Eu simplesmente abominava essa palavra. E os sentimentos eu sempre escondia. Estava em ponto de ebulição. E não suportava mais.
Enquanto eu simplesmente soltava toda a dor e angústia que havia dentro de mim, mal pude reparar a presença de alguém em meu lado. Só sei que não me contive, e com a cara de pau que a bebida tinha me emprestado momentaneamente eu abracei e chorei mais ainda. Pude reparar que era homem mas não era Draco. Eu não queria saber quem era. Raios!!! Precisava chorar até meus ossos doerem e não saírem mais lágrimas. Dane-se essa dança. Dane-se.
Eu abracei maia forte ainda a pessoa e desabei sem folego algum. Soltei tudo que havia guardado dentro de mim. E a pessoa não falou nada. Simplesmente afagava meus cabelos em puro silêncio amigável e agradável. Chorei como não chorava a anos. Chorei muito. Ao que se passaram, sem muita certeza, meia hora fui me acalmando e me recompondo da dor. Parecia tão patético tudo aquilo, mas insuportavelmente necessário a mim. Durante mais uns 10 minutos ou 15 fui me recompondo. Quando finalmente doía minha cabeça de chorar, quando já tinha estragado meu cabelo, borrado como um panda minha maquiagem, e as lágrimas cessaram pude, com uma puta falta de coragem levantar a cabeça e olhar quem era. E pra meu profundo espanto era..... mas o que? Zabini. Sim! Zabini. Me olhou divertido e me ajeitei rapidamente. Aquele sonserino que provavelmente me odiava em tempos de escola, estava por livre e espontânea vontade sendo o melhor apoio em anos. Quando ia dizer algo, ele me cortou e falou antes:
_Não se preocupe Granger. Segredo nosso! — e piscou -.
Não havia palavras para agradece-lo. Então através de um olhar, talvez o mais terno possível o agradeci mentalmente, e sei que ele entendeu. Mas não pude deixar de perguntar:
_ Porque? — perguntei ainda confusa — Porque me ajudou? — o fitei interrogativa. A resposta veio como um raio. E era tudo o que precisava escutar. De verdade.
_ Ora Granger, ao que parece não sou uma pedra me passando por ser humano. — e riu baixo — sou normal como você. Faço psicologia como você. E respeito as pessoas igualmente como você. Escolhi fazer psicologia por querer ajudar, e sem falsa modéstia, levo jeito pra isso — se gabou convencido, e ai foi minha vez de rir -. Ora, vamos lá. Todos tempos tantos problemas. Mas eu simplesmente não consigo e nem quero me prender a eles, e sim soluciona-los. Merlin sabe as dores que esses sentimentos trazem, e até as doenças que podem causar. Eu quero poder ser a salvação de pessoas como você e ter as palavras certas, na hora certa. Veja bem, eu não faço ideia do que houve com você, mas por hora, tenho certeza que o melhor que você pode fazer era soltar tudo que havia te angustiado. Posso imaginar muitas coisas, mas queria realmente te ajudar, e vendo você chorar pensei em umas coisas pra e dizer. Mas a verdade é que o que realmente sinto vontade de te dizer é que o que você sente é passageiro. E nenhuma dor dura para sempre. E voce precisa falar sobre elas. Você precisa chorar. E principalmente, você não pode ter medo. Mesmo que doa, enfrente o novo, e céus, por Merlin, não se prenda a lembrança ou as lembranças que te doem. — e secou minha ultima lagrima.
Sim. Era tudo o que precisava ouvir. Precisava de coragem pra enfrentar a mim mesma. E olhe como é a vida, Zabini quem me disse.
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