Talvez não haja o amanhã

2 Capítulo 1 - Imaginação de Alice



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Imaginação de Alice

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Era uma vez um velho bruxo muito bondoso que usava a magia com generosidade e sabedoria para beneficiar seus vizinhos e o castelo do rei (onde vivera a maior parte de sua vida). Em vez de revelar a verdadeira fonte do seu poder, ele fingia que suas poções, amuletos e antídotos saíam prontos de um pequeno caldeirão a que ele chamava de paladina da sorte. De muitos quilômetros ao redor, as pessoas vinham lhe trazer seus problemas, e o bruxo, prazerosamente, dava uma mexida na paladina e resolvia tudo.
Esse bruxo muito querido viveu até uma idade avançada e, dedicou sua vida inteira a magia não dando espaço a ter esposas e filhos; conforme a idade ia avançando deu-se conta que o o povo devera usufruir do seu conhecimento por mais longos anos e ao morrer, deixou todos os seus bens para a única pessoa que o bruxo sentia um afeto parecido com amor de pai e filha, deixou seus bens para a filha caçula do Rei, a Princesa Alice Van D'llaer.
Depois de sua morte, Alice viu-se chorando noites, após noites, com saudades do bruxo, levou tempo até que a Princesa tomasse coragem para adentrar aos aposentos do antigo amigo. Enquanto o luto se esvaíra, Alice via-se com uma luz de bravura em sua alma. Levantou-se em uma madrugada acinzentada de inverno e caminhou até os aposentos do bruxos, talvez relembrar as velhas memória e até mesmo pensou que ele poderia estar lá esperando ela e contar-lhe que tudo isso não passara de um pesadelo de Alice. Ao ranger das portas se abrindo dolorosamente devagar, suas emoções foram mortas quando apertou os olhos e avistou um quarto vazio. Vasculhou com sua vela, frascos de mais variadas cores, pedras, ordenadas por tamanho, e muitos dos mais variados tipos de ervas que alguém vira. Clareou o velho Caldeirão Paladina e encontrou escondido no fundo um embrulhinho. Pousou a vela na escrivaninha e apressou se para pega-lo. Abriu-o na expectativa de que fosse palavras confortantes do bruxo à ela, mas, em lugar disso o embrulho estava escrito somente ALICE. Um pouco angustiada, Alice jogou o embrulho de volta ao caldeirão; Quando o material tocou o fundo, o nome de Alice transmitiu uma luz arroxeada e seus olhos se arregalaram parecendo duas azeitonas verdes na escuridão da noite. Alice tomou o embrulho em suas pequenas mãos tremulas. Um pensamento acertou Alice de surpresa; já vira o bruxo escrever um ''nome iluminado'' , e quando fizera, ele apontara para os seus frascos e a poção iluminava da mesma cor do nome, então sabia que a pessoa teria que tomar tal frasco.
Alice tomou o embrulho de volta em suas rosadas mãos e guiou-se para junto das poções. Apontara para os primeiros frascos da prateleira, passando dolorosamente devagar por cada um; nenhum acendera por agora; continuava de fileira em fileira. Chegara na última prateleira, ao passar do nome luminoso no ultimo frasco da fila, ele não acendera, nada aconteceu. Alice viu-se frustrada, e não percebera que suas mãos chegara perto demais, derrubando o frasco de vidro em cima de seus pés. Fez-se um linha vermelha por cima da pele delicada e o sangue surgia preguiçosamente, não fazia doer tanto, a dor era suportável, segundo a menina. Soltou um suspiro leve e voltou ao que estava fazendo. Sabia que o embrulho significava alguma coisa, não poderia ser apenas uma mera luz em seu nome. Saiu de perto dos frascos mancando um pouco e vagou para as ervas, insistindo em passar o embrulho em cada item. Mas, mais uma vez sem sucesso. Alice pensou para si: '' Talvez haja algo em meu quarto que faça essa coisa funcionar, tem varias poções feitas por mim lá e raros presente do velho à mim também''. Virou-se abruptamente para sair dos aposentos do bruxos, porém foi surpreendida. Algo ao lado da porta, uma pedra da parede, brilhou em tom roxo. Foi ao encontro e tocou na pedra, não era surpresa que a mesma estava mola e saiu assim que Alice a tocou. Havia algo dentro brilhando em púrpura, uma varinha, uma linda varinha com uma pedra de ametista na ponta. A boca de Alice formou um 'o', em suas mãos estava algo que sentira ser poderoso, precioso e quem sabe perigoso. Afastou-se da porta e sentou-se na cama amadeirada. Não sabia como funcionara e nem o que faria. Fechou os olhos por um momento e voltou a abri-los, fazendo a primeira coisa óbvia que lhe parecia: Falou seu nome em voz alta. — ALICE.
A varinha brilhou fortemente fluindo vibrações pelo corpo de Alice; sentira a energia no topo da cabeça e escorrendo para os pés, e quando chegou aos pés, o corte que havia feito pelo frasco começou a sarar, sua carne fora de encontro uma com a outra, fechando o rasgo, livrando completamente da dor, apesar de pequena. A varinha que recebera era a gloriosa varinha da cura, seria talvez a fonte de poderes do poderes do bruxo? Talvez exista outras varinhas com outros tipos de poderes, mas essa era sem duvidas a mais generosa e gloriosa, e foi dada a pessoa que possui as mesma característica da varinha.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.