Talvez elas não sejam tão inocentes assim...
11 Mentiras e AmeaçAs.
POV Aria Montgomery:
Nervosa, eu estava nervosa, quebrando tudo o que eu via pela frente, chorando horrores, eu não queria aceitar a morte de Ali. Já fazia duas semanas.
A mensagem de — A, mesmo sendo ameaçadora me fez criar esperanças, me fez ficar com medo, mas feliz por ter a chance de Ali estar viva, mas não, ela não estava e também... Nada de mensagem de — A depois do enterro.
Ninguém me veria chorar, por isso eu joguei um feitiço silenciador na porta e a tranquei com magia, eu não queria que ninguém soubesse que eu voltei a ser fraca, e sim, era exatamente isso que eu estava sendo agora: Fraca.
Ali era minha melhor amiga, um pouco maléfica, um pouco maldosa, um pouco imperfeita, mas ao mesmo tempo ela era legal, gentil e perfeita, ela era tudo o que eu queria ser e que agora eu sou, mas eu não me conformava com sua morte, não gostava de pensar em um assassinato, odiava relembrar a imagem dela, lá, deitada no caixão, morta, aliás, assassinada, e o pior, ela nem se despediu, nem disse um "Até breve", quem diria um "Adeus", na verdade, ela agiu como sempre.
Torturada, eu estava me sentindo horrível, eu queria achar uma saída, eu precisava achar uma saída, se não, eu iria enlouquecer, eu iria me matar se não achasse... E eu vi, uma gilete em cima da pia.
Não estou enlouquecendo, na verdade.. Sim, eu estou sim, eu tenho pesadelos terríveis e eu tenho que achar uma saída para isso, então eu me levantei, sequei as lágrimas teimosas de cheias de nostalgia de Ali e peguei a Gilete preta, olhei-a com todo cuidado possível e fiquei ali, parada, por uns dez ou onze segundo decidindo se iria ou não fazer isso, eu decidi que iria.
Peguei a gilete e passei pelos meus braços e pernas, na hora senti um alivio, como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo, como se eu nunca tivesse visto Ali no caixão, ou melhor, como se quando eu saísse daquele banheiro eu estaria na casa dela com ela na sala rindo com minhas amigas e tomando achocolatado, era essa a sensação. E quê sensação.
Mas não, logo meu corpo começou a dar sinais de que ele estava machucado.
Começou a doer, e eu voltei a chorar baixinho, mas não pela dor dos cortes, mas pela melhor sensação que eu poderia ter tido, e que agora, tinha ido embora, e eu tinha certeza, nunca mais voltaria, eu nunca mais seria a mesma. Nunca.
Levantei do chão do banheiro e sequei as lágrimas, joguei água no meu rosto e fingi que nada tinha acontecido, e ninguém notaria ou eu achava até chegar uma mensagem:
Nem sempre o que fazemos entre quatro paredes com uma gilete fica em segredo.
Aliás, nunca fica, então, durma com olhos abertos pois eu posso ir até ai te ajudar com isso de madrugada.
Mantenha a porta fechada Mennie, pois seu dom é mentir, não se defender.
XoXo Vadia, — A.
POV Rose Weasley:
Ali estava morta.
Eu não queria acreditar, passou semanas e eu ainda me sentia perseguida pelos meus próprios pensamentos, eu queria parar, eu queria joga-los em um lago e fingir que nada nunca acontecera, mas eu continuava a me pegar pensando e me perguntando sobre isso.
Quem foi?
Por quê?
O que aconteceu a mais naquela noite?
Quem é — A?
Meu querido — A era meu pensamento favorito no momento, eu não acreditava que Ali poderia ter contado todos os nossos segredos, eu não podia acreditar, na verdade, eu não queria.
Seja lá quem for, — A sabia de tudo, e estava disposto a atacar, mas ele parou então eu não devia me preocupar, devia? Acho que não.
Eu me sentia culpada, muito mesmo, eu sabia que naquela noite eu poderia ter evitado, eu devia, mas aquela pessoa, aquele vulto, ele conseguiu me desacordar, e eu fui fraca a ponto de não fazer nada. Nada.
Eu deixei Alison morrer.
Eu devia ter morrido.
Eu queria morrer.
E quando eu notei, lá estava eu Rose Weasley, uma garota linda, ruiva e perfeita, chorando por não ter morrido no lugar da melhor amiga, e por mais incrível que te pareça isso, eu me sentia horrível por estar chorando, foi uma das coisas que eu aprendi com Ali: Chorar é para os fracos.
Ela era perfeita, eu sei.
Me levantei da cama e sequei as lágrimas, eu não poderia estar desequilibrada três dias antes de voltar para Hogwarts e colocar meu plano em prática.
Sim, um plano, eu vou me vingar de Scorpius Malfoy por tudo o que ele fez com Lunny, Aria, Emily e por fim... Comigo.
Com Hugo, eu não vou deixar somente nas mãos de Lunny, até porquê eu quero muito fazer algo que o machuque, mas diferente da minha ruiva, eu quero que seja fisicamente, como sempre.
Fui caminhando pela Toca, com minha varinha em mãos quando eu vi Molly II se agarrando com Zabini lá fora, e eu precisava desesperadamente me aliviar...
Então, como uma cobra, os esperei pacientemente terminar de se agarrar, e claro, fiquei tentando escolher quem seria meu alvo, afinal, os dois foram muito maldosos comigo, mas principalmente com Emily, por conta de sua opção sexual. Eu iria vinga-la agora.
Quando terminaram de se atracar como duas aranhas eu apareci, com uma câmera que eu conjurei alguns minutos depois de decidir quem seria minha vítima: Molly II, prima vadia.
– Olha só o que temos aqui! — Falei sorrindo sarcástica. — Mollyzinha, a filha santa do titio Percy, dando para o Zabini, melhor amigo do seu priminho... Tsc, tsc, o que eles iriam achar de você se isso caísse em mãos... Erradas...?
Ela me olhou com seus olhos arregalados e engoliu seco, então eu sorri, vitoriosa.
– O que pensa que vai fazer, Weasley?– Zabini pronunciou meu nome com nojo falso, então eu dei uma risada, mais parecida com um trovão, que o fez se encolher.
– Eu? Ah, querido, eu só estou vendo o quando as santinhas são fogosas... Não é Mollyzinha II?
Molly voltou a si e me olhou com ódio.
– Não sei como todos dessa família acham que você é perfeita, Rose! — Ela disse, exasperada. — Você é um monstro! Pare com isso e me dê a câmera aqui agora!
Eu fiz um gesto como se fosse dar a ela e logo recuei de dei uma risada que a fez tremer, e logo acrescentei:
– Eu também nunca entendi como achavam você meiguinha, sabe? Afinal, seu pai nunca ia imaginar que tipo de sacanagem você faz em qualquer corredor escuro com o júnior dos amigos dos seus primos... — Falei, irônica e ao mesmo tempo, provocante e séria. Ela tremia, com uma mistura de medo e ódio.
– Você acha que só pelo fato de estar bonita agora você.... — Ela ia terminar, mas eu logo acrescentei.
– Querida, acho que você ainda não entendeu a sua situação aqui, então eu vou lhe explicar: Eu posso ser sua prima, mas isso não muda muita coisa, eu continuo te odiando, e eu continuo querendo vingança por mim e por minhas amigas, e acredite, quando eu quero eu consigo.
– O que quer dizer com isso? — O idiota ao lado da minha prima-vadia perguntou.
– Quer dizer que vocês foram para um baile e que agora, dançaram e quem comanda a música da banda nesse caralho sou eu. Até mais tardar... Idiotas. — Eu cuspi as palavras e sai andando, antes de receber uma mensagem.
O anjo da família? Quem diria que esse anjo mais parecesse demônio, mas calma, não foi mutação genética, não se esqueça que um dia, satanás foi Lúcifer, assim como agora você, ave maria, virou a Sammie.
XoXo Vadia, -A.
E — A ataca novamente.
E eu? Fui correndo para o banheiro com a câmera, para chorar desesperadamente e me perguntar o que eu me tornei.

" — Não devíamos ter feito isso! — Falou Mennie.
– Fizemos e é bom a gente não se arrepender junto agora, pois não volta atrás, estão comigo ou não? — Falou Lunny.
– Claro que estamos! — Falaram uníssono.
– Estamos parecidas com Ali. — Falou Seddy — E eu sinto falta.
– Não fizemos isso porque queríamos, fizemos isso por obrigação. — Falou Sammie.
E era verdade, era por obrigação. "
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