Notas iniciais
OLHA ELAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Saudades? Eu soube que sim :v LEIAM AS NOTAS FINAIS ♥

Seu nome era Sesshoumaru, isto significava “Perfeição que mata”, foi escolhido por seu progenitor.

O fruto que era, unia duas nações, duas aldeias distintas, unia ideologias num propósito único.

O sinal de seu nascimento deveria ter sido o de paz para o povo que seu pai governava, e de laços inquebráveis para a prosperidade e segurança, na visão do povo do qual vinha sua mãe.

Mas ele tornou-se a predição de uma guerra.

E talvez por isso ele foi consagrado à Bishamonten, o deus da guerra, em seu templo, e não a um deus que oferecia curas, ou um deus que oferecia sabedoria.

A bola caiu de sua mão e rolou pela grama até chegar à beira do riacho que sua mãe adorava, ele caminhou até lá e antes de toma-la novamente, encarou seu reflexo.

Ouviu os brados em torno, que diziam que se preparavam para a batalha, sentia o cheiro de sangue vindo pelo vento, a noite escura parecia que nunca findaria, a lua iluminava tudo, como um ser superior, acima das tolices humanas, suas desgraças. Apenas os assistindo, talvez lamentando, talvez deleitando-se.

Sua avó gritava seu nome, desesperada, mesmo que ele não houvesse ido além do terreno combinado.

O pânico tomava os que estavam ao seu redor como um bote de serpente. Impossível de prever, covarde, traiçoeiro, e eficaz.

Pegou a bola e deu as costas para a água, o vento açoitava seu cabelo, e uma nova resolução se formou em sua mente desenvolvida além de sua idade.

Ele era Sesshoumaru, a Perfeição que mata.

E agora entendia o por que.

Este era seu dever, seu destino, e seu caminho.

E cedo ou tarde ele o seguiria.

Como um dia seu progenitor previu, e sua mãe lamentou.

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O primeiro ponto de defesa ainda se mantinha em pé, as tendas distribuídas ao redor recebiam feridos, suprimentos, e davam algumas horas de descanso.

Yasuhiko decidiu esconder sua presença totalmente, visto que não precisavam de qualquer minuto de pânico agora.

Naruto entrou na tenda principal indo de encontro ao telefone onde começou a falar com Shikamaru.

Sasuke foi em outro posto, onde pode ligar para o hospital e falar com Ino, ela estava tão nervosa que gaguejava, queria notícias de Touka e essas ele obteve assim que chegou, a jovem estava retornando com um grupo de chunnins e jounnins de mais uma investida contra esquadrões da Aogiri.

Itachi estava, no momento com a avó, visitando-a, ele havia adquirido bastante cuidado para com ela.

Ele ainda lembrava que o menino ficara um pouco magoado, pela falta de notícias da avó, ou se aparente desinteresse. E nutriu reservas e até mesmo desgosto em lidar com ela nas primeiras vezes.

Agora nutria bastante apego, apreciava os dias em que ia visita-la, e Ino já não o estipulava, o deixando ir quando quisesse. Considerando que seu comportamento para com os pais não mudara. Sasuke presumiu que sua mudança para com a avó não se devia saber algo que o pusesse contra ele e a mãe, e talvez, apenas não gostasse de saber que avó morava sozinha, tendo idade avançada.

Ele desligou, e saiu da tenda, foi avisado que Touka estava a poucos quilômetros junto ao grupo, e seguiu até a entrada.

Naruto o encontrou lá, enquanto Sasuke sabia que de algum ponto mais distante, o Yumi observava o acampamento como uma ave de rapina.

— Eu vou ter que voltar para a aldeia — Naruto o avisou. — E você também deveria.

— Você sabe muito bem, ou você ou eu, e foi você que decidiu não me deixar ser Hokage.

Naruto o encarou longamente, seus olhos afiaram-se como raramente fazia, afinal, não era um tipo muito atencioso.

— Bom... Me mande notícias.

Sasuke sentiu perfeitamente que ele parecia afim de dizer algo mais. Embora não estivesse realmente interessado nisso no momento, sabia quando estavam tentando espiar além de sua capa.

E estava acostumado com Naruto, Kakashi, e Sakura tentando tira-lo dela.

Naruto estava começando a fareja-lo, e ele até se preocuparia com isso se fosse em outro momento. Mas não se importava se o Uzumaki o farejou no rastro de Sakura.

Nada o tiraria do caminho mais.

Naruto seguiu caminho e Sasuke avistou o grupo se aproximar aos poucos, vinham devagar porque traziam feridos e até mesmo mortos.

Aos poucos foi divisando rostos e a face ovalada e alva de seu “presente surpresa” finalmente apareceu entre tantos.

Nesses momentos ele poderia dizer que odiava ser pai, porque tudo o que não precisavam agora era de sentimentalismo, uma guerra exigia mente forte, fria e focada. Touka não estava ali como sua filhinha precisando de amparo, e sim como uma ninja que deveria seguir instruções.

Mas quando ele a encontrou no meio do caminho, e passou os braços em torno dela, ele sabia que era pra isso que ele era pai.

Não pra ter um clã revivido, uma herança poderosa continuada ou seu nome citado em livros de historia, limpando a sujeira que manchara a honra do clã quando ainda era uma criança.

Touka não fora mais que um presente vindo do lugar mais inviável, e em momento inoportuno. Mas um presente era um presente, não deixava de ser por você não querer se recebê-lo.

Ela era sua princesa, e ele desejou ter uma fortaleza, mil homens apenas para assegura-la.

Assegurar cada pequeno bem que conseguiu reunir na vida, porque perdera muito, e ganhou de volta poucos, desperdiçou muitos, e queria poder resgatar todos.

E iria.

Ele afagou seu cabelo escuro, e podia sentir exaustão porejar nela.

— Não use demais estes olhos – suspirou.

— Não usei, só não podia fechar mesmo – ela fungou.

— Hn.

— Conseguiu falar com a mamãe? – ele assentiu, soltando-a. Seu rosto estava sujo e arranhando.

— Ela estava histérica, um nível ou dois a mais.

— Eu apostaria uns cinco – Touka suspirou.

— Naruto está voltando para a aldeia, isso deve acalmais os ânimos. – ela franziu a testa um pouco.

— Também não deveria voltar, você é o capitão da ANBU.

Sasuke se limitou a afagar sua cabeça e puxa-la na direção das tendas.

— Uma coisa sobre o Time Sete, se perdemos um, vamos atrás até conseguir de volta.

Touka refletiu as palavras longamente, e não pode deixar de sorrir um pouco, dando uma leve cotovelada no pai.

— Aposto que sabe disso mais que ninguém. – Sasuke a encarou de volta, e devolveu o mesmo sorriso contido.

— Definitivamente.

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Eles partiriam em meia hora.

O sol devia estar a algumas horas de nascer, Touka observou o pai conversar baixo com o Shinjukage enquanto tomava um gole de café.

Ouviu um suspiro atrás de si e viu Hiiro se sentar sobre o mesmo caixote que ela estava.

— Cansada? – indagou.

Ela suspirou, encarando o céu.

— Preocupada.

— Entendo...

— Ele deve estar em algum lugar por aí.

Touka piscou, um pouco aturdida, não sabendo como interpretar o que ela dizia. Talvez se referisse ao pai traidor?

Talvez ela tivesse medo de encontra-lo, afinal, ela estava com ele, do outro lado desta guerra, contribuindo, direta ou indiretamente.

Touka suspirou assoprou o vapor do café enquanto também formava desenhos ligando as estrelas.

— Não devia se preocupar, não é como se Yato fosse deixar te levarem de novo.

Hiiro a fitou curiosa, e um pouco corada, então sorriu daquele jeito Yumi, todo gatuno. E a cutucou.

— Oh, você parece ter taaanta fé nele – Touka engoliu o gole fumegante quase entalado e a encarou irritada.

— Ne-nem perto disso! Só disse que ele é um teimoso, ora.

— Claro, claro.

— Mas veja...- resmungou — Teimosia chega a ser um talento, vindo dele, afinal, não usa muito o cérebro.

Hiiro assentiu, concordando e as duas viram Yato se aproximar segurando uma pequena garrafa térmica.

— Alguém quer mais café? Tive que roubar porque acharam que eu já estava “ligado” demais...

As duas se entreolharam e acabaram caindo numa gargalhada cúmplice, enquanto ele as observava confuso.

— O quê?

— Você está mesmo ligado... – Touka começou

— Fisicamente, porque continua com um cérebro meio porta – Hiiro provocou, e ele suspirou em desistência.

Um alarme soou, fazendo os três saltarem nos lugares. Já sabiam o que ele significava.

Yato largou a garrafa no chão, sua estrutura se tornando densa e seu olhar primitivo.

— Hiiro – chamou.

— Yato, não vá, não pra lá, você ainda precisam se recuperar – Touka avisou, mas Hiiro mandou-lhe um olhar de conformidade.

Teimosia era tanto uma qualidade quanto uma maldição, dependendo do humor de Yaboku.

Ele não era mais que um amaldiçoado naquele momento.

Ela os seguiu até a saída do campo delimitado pelas tendas e não foi difícil a grande tropa de capas vermelhas que se aproximava em alta velocidade.

Touka se preocupou mais com aqueles que vinham por cima, em forma de shinkis animais, eles poderiam lançar ataques realmente efetivos ainda mais nas tendas de atendimento e suprimentos.

Aquela era uma barreira que não poderia se dar ao luxo de cair, ela impedia uma invasão direta rumo aos portões do Diamante.

— Volte para dentro, e ajude os feridos, você não tem chakra para essa batalha – Sasuke ordenou, pousando a sua frente tal como Kakashi.

— Um ataque direto? – Kakashi indagou — Eles estão confiantes.

— São apenas cães com fome – Yato cuspiu, e encarou os céus. — Mas esses, sabem o que estão fazendo – apontou. — Podem mudar as formas. Eles são Aogiris de verdade.

— E podem nos levar até Sakura-dono – Touka concluiu.

— Você ainda está aqui? – Seu pai indagou, e ela recuou um passo, ciente de sua ordem mais que paternal.

— Em guarda! – o Shinjukage gritou de algum ponto, e uma enxurrada de cristais afiados foi na direção deles.

Touka se abaixou desviando, enquanto ouvia o som das lâminas das armas próximas rebaterem os cristais, o som agudo doía-lhe os ouvidos. E seus sentindo estavam fraquejando. Ela realmente consumira chakra, boa parte em batalha, mas boa parte ajudando a cuidar dos feridos com o pouco de medicina nin que dominava.

Podia ouvir os rosnados e também os urros bestiais.

Mas foi quando o ar pareceu adensar tanto a sua volta que ele mal lhe entrava nas narinas, que ela sentiu que poderia estar realmente próxima de morrer.

Os sons foram cessando.

E virando a cabeça para o lado, com dificuldade, como se alguém prendesse seu corpo contra o chão, ela viu Yato. Ele estava próximo a ela e simplesmente caiu sentado sobre os joelhos.

Ele segurava orgulhosamente duas espadas, uma era Hiiro, a outra, era a arma de puro cristal que ele se orgulhava de ter herdado.

Hiiro voltou a sua forma e parou a frente dele, o encarando nervosa e espantada com sua expressão, e sua falta de reação estando num meio tão perigoso agora.

— Yato?! Yato?!

— Esse... Chakra...?

Hiiro o encarou perplexa, e confusa, mas provavelmente sentido que o ar parecia rarefeito, sua expressão mudou para uma pálida e assombrada, seus braços caíram ao redor do corpo e ela parecia com medo demais até de olhar para os lados.

Havia uma grande pedra atrás dele, algo comum naquele terreno. Mas não o que havia pousado nela.

Sentado, com os braços apoiados nos joelhos abertos, aquela aparição os observava de forma estoica.

Encarava as costas de Yato. Seus cabelos prateados brilhavam sob o luar tanto quando os do jovem Yumi, os olhos cinzentos dentro de escleróticas negras.

Sasuke encarou o homem de soslaio, mas no fim deu pouca importância, observou se Touka estava bem, e ela parecia apenas atordoada com a presença massiva do Yumi.

Talvez nem Yato o reconhecesse mais, ou fosse isso que o estava paralisando.

Yasuhiko parecia apreciar agir como se tivesse todo o tempo do mundo, mas pelo menos naquele momento, estivesse apenas genuinamente interessado em encarar o filho que havia deixado com seis anos de idade, e hoje, era um pedaço do reflexo dele, enquanto Sesshoumaru era a maior parte.

— Você cresceu muito, Yaboku. – ele concluiu, por fim e se levantou, caminhou até parar do lado dele e se abaixou, pegando a espada de cristal, seu olhar relanceou para Hiiro mostrando certa curiosidade ao se levantar.

— Sempre soube que um dia voltaria, pequena sangue de regalia, seu pai não poderia mudar a natureza que herdou da sua mãe, a de uma verdadeira Yumi.

Ele seguiu em frente, portando a espada nomeada de IXA, que se alongou tornando-se uma longa lança de cristal negro, suavemente ondulada no centro, o cabo abrindo-se para proteger o punho como se também fosse o cabo de uma arma, e a ponta, afilando-se.

Yasuhiko empunhou a espada apontando-a na direção da Aogiri, seu chakra reverberou pela arma e raios dourados estalaram pelo cabo até a ponta.

— Não ouse fechar os olhos, criança, se quer realmente aprender a proteger quem importa.

E Yato não os fechou, embora tampouco parecesse que realmente via.

— Para proteger seu sangue, sangue deve ser derramado, é assim que é, é assim que sempre será, até que você estabeleça a paz de uma vez por todas.

Os raios tilintaram como cristais, a arma cuspiu uma rajada poderosa, que de fato não era apenas eletricidade ou algo parecido, mas cristais sendo atirados numa velocidade assombrosa, implodindo-se em agulhas ainda mais finas e afiadas que tiveram ainda mais êxito em acertar um mar de capas vermelhas.

Corpos e mais corpos tombaram transpassados de cristais como lanças, a arma cuspia-os num raio que só aumentava de intensidade, como um farol. Ele segurou-a a lança empunhando-a para cima e foi como se raios fossem da terra para o céu. Atingiram dezenas de pássaros da Aogiri que tombaram, feras fugiram mas foram atingidas.

Yasuhiko parou quase recoberto por uma nuvem massiva de pó. Empurrou os óculos sobre a ponte do nariz.

— Fáceis de abater como presas tolas – comentou, encarando os corpos, alguns ainda agonizando entre as pontas de cristal.

— Ainda sobraram – Kakashi encarava o céu.

— Longe disso – ele declarou, baixando a arma que se desativou, desmontando-se até tornar-se nada mais que uma tira de cristal envolta de seu antebraço direito.

— Eles vão me levar exatamente aonde quero que levem.

— Eles?

— Vão me levar até Sakura – declarou, um sorriso no mínimo macabro, destoando em sua boca.

Ela se alargou mais que o necessário, seus dentes cresceram, as presas afiaram, enquanto os olhos enegreciam mais e seus músculos expandiam retalhando as roupas por baixo.

Sua coluna se alongou num estalo tétrico, e pelo branco recobriu todo o tronco enquanto braços e pernas tornavam-se patas longas ele foi crescendo e crescendo, e então começou a levitar o corpanzil cada vez maior se tornando uma fera branca de olhos vermelhos e dentes arreganhados, cujo tronco era encoberto de pelagem espessa e ondulada, a enorme lobo subiu quase como se fosse ao encontro da lua, e deslizou pelo ar na direção que os poucos sobreviventes do ataque recente haviam seguido.

Sua grande sombra passando pela terra ia assombrando que estava abaixo.

— Não pode ser...

— É a sombra do antigo Shinju...?

— O demônio branco?!

Exclamaram por todos os lados.

— Quanta discrição – Sasuke suspirou.

Aquilo é a forma animal dele? – disse Kakashi, estarrecido.

— Ele foi o primeiro, okaa-san deu vitamina demais – disse Ren com bom humor embora revirasse os olhos. — Temos que ir agora, algo me diz que ele já pegou o rastro que precisamos – declarou.

— Ele conhece a região bem – disse Yuzuru — Sigam-no, eu não me surpreenderia de Sakura estar mais perto do que imaginamos, se tem uma coisa que a Aogiri tem se mostrado boa é em tripudiar sob nossos narizes.

Sasuke mordiscou o dedo polegar, em seguida Garuda estava sob seus pés, alçando voo. Kakashi pousou mais atrás, mas ele encarou mesmo foi Ren em sua forma de gato negro, e ele se encolheu como um gatinho pidão.

— Qual é, duas asas são melhores que quatro patas, certo? Hehehe – O Uchiha bufou e a ave seguiu em frente, não foi difícil alcançar a grande sombra prateada.

Uma planície árida silênciosa os recebeu após passarem por uma pequena cadeia de montanhas, agora estava muito ao leste, bem longe das fronteiras com o país do Fogo e o do Vento, praticamente no interior de Cristal.

— O que é aquilo? Formações rochosas? – Kakashi indagou, estreitando a vista para baixo.

Haviam estranhos pilares a alguns quilômetros de onde estavam, sua base era triangular e o corpo meio retorcido, por isso Sasuke duvidou que fosse. Além de estarem distribuídas numa linha quase semi circular, como se cercassem algo. Algo que não parecia existir.

Ele olhou para frente e viu o grande cão branco começar a descer cada vez mais ligeiro. O pelo ondulou e se expandiu enrolando-se em torno dele transformando-o num tornado que girou na direção do solo, bateu violentamente contra ele, e quicou indo para a frente e diminuindo aos poucos até que desaparecesse, deixando apenas a figura humana parada a frente da nuvem de poeira levantada.

Yasuhiko olhou em volta e se aproximou da primeira coluna, enquanto Garuda começava a pousar, puderam perceber que as colunas eram de cristal, cristal escuro e opaco, não refletindo a luz, mas ainda eram cristal.

— Muito interessante – o antigo Shinju comentou, alto quando eles pousaram no chão.

— O que é?

— Desconfio do que seja, mas só saberei quando for ativado.

— E o que poderia ser? – indagou Ren, rodeando um dos pilares.

— Técnica Yumi, antiga, esquecida, e principalmente, proibida. – ele respondeu, seguindo em frente. — Se isso está aqui, é porque chegamos ao lugar certo.

— O que?! Não pode ser...

— Sakura está aqui?

Yasuhiko olhou em volta e então encarou o chão.

— Nem em cima, nem dos lados... Então, está embaixo. – Apontou a mão aberta para o solo que tremeu e rachou, grandes pontas de cristal expeliram para fora, o solo foi se desfazendo e um caminho se revelou, uma escadaria que afundava para dentro da terra.

Ele seguiu em frente descendo.

— Isso está fácil demais. – Sasuke comentou.

— Sim, está, significa que uma etapa do plano deles já foi concluída.

— Qual etapa? – Kakashi indagou quando pararam diante de portas que agora eram de metal e foram destruídas pelo cristal que a atacou-as. Eles adentraram no que parecia ser um prédio uma grande sala de metal repleta de mesas de aço com que logo concluíram serem corpos cobertos com panos brancos sujos de sangue, se revelou.

Haviam filas e filas de mesas, nas paredes computadores e monitores, além de aparelhos de cirurgia completamente sujos de sangue.

Parecia um matadouro recém abandonado. Ver um braço pequeno e fino demais para ser de um adulto escapar de um dos lençóis, encheu Sasuke de asco e revolta.

Nem crianças eram descartadas pelos bastardos.

— Como podem ter conseguido uma estrutura assim? Não havia nada como isso na base em que Yato tinha sido mantido.- Ren disse, estarrecido e indignado. O cheiro de sangue fresco e também pútrido era quase insuportável.

— Kanou e todas outras cabeças da Aogiri sabem como conseguir dinheiro e aliados, sempre souberam, acumular e traficar esse tipo de material é fácil, ainda mais podendo contar com bases como essas – Yasuhiko disse — Infelizmente o país ainda tem problemas para manter suas fronteiras seguras, fincado entre países tão grandes e fortes, o Cristal se torna o lugar perfeito para bases de tráfico e distribuição de todo tipo de artigo criminoso e ilegal.

— São como ratos – Sasuke concluiu, respirando fundo quando finalmente deixaram a sala.

Um amplo corredor começou diante deles, passaram por celas abandonadas ou com corpos mortos, provavelmente, de inanição.

Um estrondo, fez todo o lugar reverberar e praticamente os jogou contra as paredes e o chão.

— Que porra...?

— Eles vão limpar o lugar – Ren concluiu logo — Temos que sair daqui!

Mais explosões vieram do que pareciam ser as partes mais externas do complexo.

Sasuke trocou de espaço logo, com uma pedra qualquer, parou diante da entrada do complexo e viu que as explosões faziam a superfície começar a se desfazer. Logo tudo desmoronaria sobre eles, lá embaixo.

Ele retornou ao corredor agora vazio e seguiu caminho, até alcançar os outros.

Pesadas portas de aço foram atravessadas por cristais e elas enfim cederam.

A sala era gigantesca mas praticamente vazia, haviam apenas alguns aparelhos médicos no canto e ao fundo dela, na parede oposta a que estavam. Havia um enorme cilindro de metal que descia do teto e parava acima de uma armação estranha e estofada. Dentro do cilindro algum líquido vermelho e negro borbulhava, e perceberam que ele se afunilava em barras de ferro, canos que se tornaram agulhas grandes e afiadas, agulhas que se encravavam na base da coluna de Sakura.

Completamente imobilizada pela armação, nas pernas e braços, o corpo pendendo para frente, os cabelos cobrindo a face e derramando-se no piso.

Sasuke deu um passo a frente, e tudo pareceu começar a desmoronar.

Pedaços de teto e de pedras despencaram pelo piso, obrigando-os a se afastarem.

— Temos que sair! – gritou Kakashi.

Yasuhiko encaminhou-se até ela, uma longa crista de cristais o protegendo dos detroços.

Espinhos escaparam das paredes, destruindo os aparelhos e o cilindro, fazendo todo o líquido escapar e banhar o chão, a armação que a prendia se abriu, liberando seus membros e ele a pescou pelo quadril.

O mundo parecia, mais uma vez, se desfazer ao seu redor, mas não seria desta vez que o impediria de toma-la para si.

Enrolou a mão em torno de seu queixo, observou e absorveu cara minúsculo detalhe que fora feito pelo tempo, era como apreciar uma obra ser construída ao longo dele. A cada período que visse, viria que um novo grau de perfeição seria alcançado.

— Yasuhiko! Traga ela! – Ren gritou para ele.

E o Shinigami branco apenas os encarou de soslaio com um sorriso traiçoeiro, e, faminto.

Os olhos se mostraram vermelhos e sedentos pode carne e sangue pela primeira vez, banhandos e um prazer intenso.

— Trazer? O que é meu? Ao contrário, vou traga-la até que se torne novamente minha...- ciciou, voltando a atenção para ela, empurrou suavemente os cabelos longos para o lado — Para toda a eternidade, e sempre sob o meu cuidado. – E nem um pouco suavemente, cravou os dentes no ombro cremoso de Sakura.

E foi a última coisa que viram antes de tudo cair sobre suas cabeças, e o grito de Sakura ecoar sobre seus ouvidos.

Yasuhiko...?!

Notas finais
Sobre esse cap: TÃO LINDO O MACHO, PENA QUE TÁ MORTO. AVISOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!! Viadaaaaaaasss quero avisar pra quem ainda não sabe, eu to com duas, duas, DUAS fics novas por agora. Uma se chama Papai Sasuke?! E é pura comédia, eu escrevo em parceria com a minha amiga de signo, de tretas #PaulaLefebvre, é retardisse master, quem quiser conferir >>> https://fanfiction.com.br/historia/703721/Papai_Sasuke/ A segunda vai estrear amanhã! (ou hj? foda-se) E vcs podem conferir a vibe dela por meio desse trailler quentinhoooo > https://youtu.be/teQUBQuOBGA Mais novidades, lançamentos, cobranças, avisos, visitem a page: https://www.facebook.com/KinesterFanfictions/ ATÉ A PRÓXIMA E BORA FAZER A RODINHA DE ORAÇÃO PRA QUE NÃO DEMORE