Notas iniciais
JÁ ESTOU CHORANDO.

A música que tocava dessa vez, não era a coisa barulhenta que a maioria dos adultos detestava, era a musica que todos eles queriam que os jovens apreciassem, seja por gosto ou hipocrisia.

Um perfeito dueto de piano e outro instrumento de corda que Touka não se recordava o nome, vinha do terraço, vinha de uma casinha de vidro que não estava ali quando visitaram da última vez, pelo verde que se via através do reflexo devia ser uma estufa, ela e os amigos entraram era maior do que parecia e haviam dezenas de plantas e flores, por um momento pareceu o jardim dos fundos de casa, pensou a jovem mas ali a luz entrava com maior incidência porque não haviam arvores ao redor. A música não era chata, mas cheia de uma vivacidade contagiante, melancólica mas ao mesmo tem revigorante, o piando hora era a voz delicada, hora era o timbro mais forte, e no centro em meio a grama mesmo, como num paraíso musical, havia um piano branco, de cauda, enorme, a tampa aberta mostrava as cordas saltando a cada pressão ritmada das teclas, o que era feito por Yukine que parecia ainda menos ali, mas com seus olhos brilhando de paixão por cada nota executada, o entusiasmo mas também a pericia em sua postura.

Ao lado o grande violoncelo de um vermelho sangue vibrante era tocado por Yato os dedos se moviam pelas cordas com tanta perfeição como quando tocava guitarra, muito bem harmonizado com a vareta. Ele estava sentado numa das cadeiras da mesa de fora e as roupas, calça preta camisa social e jaqueta azul denunciavam que mesmo cedo ele lembrara que tinha um compromisso, obviamente optando por não interromper os irmãos ela e os amigos se calaram.

Yato não só tocava da maneira convencional como girava o instrumento e batia na maneira buscando outros sons e as vezes tocava sem vareta como se fosse um violão, a atenção concentrada nas cordas, os olhos azuis mergulhados na harmonia musical e natural.

Com outro passeio pela estufa eles viram Sakura abaixada, usava uma saia longa verde e uma blusa branca solta e curta, usava um chapéu de sol na cabeça para se proteger dos raios e luvas grossas para mexer a terra dos vasinhos onde plantava mudas. E como não podia faltar, o cara das tintas estava lá, concentrado no que pintava, Touka se perguntou se ele retratava a cena de musica a ou a mulher. Talvez os três.

De toda forma, ela queria ver.

E eles enfim acabaram.

–outra? – Disse Yato.

–só se for com a okaa-san!- Yukine pediu – okaaa-saaann.

–que cruel, Yukineeee.- Yato resmungou.

–hunpf.- Sakura riu vindo até eles e tirando as luvas.

–voces mau me deixaram cuidar das minhas plantinhas, e eu gostei de ouvir meus bebes tocando, Yukine, você está muito bem querido!

–arigato!

–e eu? – resmungou Yato abraçado ao instrumento, Sakura sorriu e afagou seu cabelo sempre carinhosa.

–sempre bem, tão bem quanto seu pai.

–mas otou-san tocava violino – disse Yukine com um bico de puro ciúmes.

–seu pai tocava os dois e o piano.

–sugoi...

–e vocês estão de saída certo? Seus companheiros estão esperando – indicou o grupo. –ohayo crianças.

–ohayo senhora Haruno!

–com fome?

–Sakura, pare de entupir os filhos os outros de comida sempre que pisam aqui – disse Sai – depois que adoecer um quero ver como fica.

–ai, cara chato, se ficar deixa que eu cuido hora! – gabou-se ela.

–hunpf, fujam garotos, ou vão perder metade da manhã comendo.

–eu não ligo...- disse Mamoru.

–melhor irmos logo não? – Disse Touka – ou pegamos fila na casa de jogos.

–é, tem razão. – disse Akira, -vou pegar meu abraço e caímos fora.

–que abraço?

–ora o da tia – e dito isso ele foi se agarrar a Sakura que ficou confusa coma repentina amostra de carinho, mas retribuiu não deixando de puxar as bochechas dele.

–tão fofo!

–valeu...

–esse cara...- resmungou a Uchiha.Yato recostou o violoncelo no piano enquanto Yukine fechava a tampa ocultando as teclas animado saltou do banco e foi abraçar a mãe.

–voltamos logo okaa-san! – Sakura beijou sua cabeleira.

–sim, e divirta-se.

–hai! Vou falar para o pai.

–vai lá, vai.- o menino correu pra fora da estufa e Yato foi ao encontro dela, recebendo um beijo na testa e uma caricia no rosto, uma longa troca de olhares se estabeleceu entre eles – você também – ela murmurou carinhosa, e serena – divirta-se muito, nos vemos mais tarde.

Yato piscou e assentiu sorrindo de canto, gentil, calmo, meio que, conformado.

–hun – concordou. Então virou-se e acompanhou os outros para dentro da casa. Deixando Sakura acenar com um sorriso, também meio... conformado.

Na sala encontraram Yukine diante do armário negro orando, mas logo ele encerrou e saiu dando espaço para Yato que respirou um pouco mais antes de juntar as mãos e os olhos.

–otou-san...

Uma prece meio longa, um cenho franzindo vez ou outra, não era só uma prece de respeito, mas provavelmente uma conversa profunda.

Yato terminou e fechou o armário.

–yosh! Vamos lá! –

–vamos! — E saíram do apartamento, ao que planejaram seria um longo dia correndo por toda a Konoha em busca de diversão, primeiro a casa de jogos depois a feira, e uma lanchonete, não voltariam para o almoço, então mais diversão.

Yukine acabara sendo o menor entre eles, porém, pela primeira vez desde que chegara interagiu com Yato, sem brigar (muito) gargalhou e correu ao lado deste, sorriu e brincou, eles podiam não serem irmãos, mas juntos tinham uma aura contagiante de alegria e vivacidade difícil de desviar, ignorar.

Os primos de Yato se juntaram a eles pouco depois e a “festa” ficou ainda maior, a tarde meio sem ideia do que fazer, eles “decaíram” (na opinião de Touka e Yuri) a um nível de tédio tão grande que acabaram indo até uma loja de brinquedos e compraram arminhas d‘água, foram para um velho campo de treinamento com um lago, e lá se separaram em equipes para uma boa disputa, a ideia de ficar molhada não agradou Touka no começo, e no primeiro tiro que levou ficou tão furiosa que quase bateu no pobre Yukine, porém quando acertou a fuça de Akira ( mesmo ele sendo de sua equipe) a raiva deu lugar a uma enorme empolgação, ela gostou tanto, mas tanto que atirou em todo mundo, acabou sendo expulsa da equipe sendo considerada uma “desertora” e foi caçada por todos, mas até foi divertido, no fim da tarde o céu já tomava uma matiz avermelhada e laranja refletida e embaralhada na água do lago onde todos chutavam água uns nos outros.

Touka optou por se sentar na grama e tentar se secar um pouco antes de voltar para casa. E ficou surpresa quando Yato se sentou mais a frente tirando a jaqueta e espremendo em vez de continuar na brincadeira que ele mesmo começara.

–saaacoo, vou levar uma bronca enorme.

–não pensou nisso antes de pular lá.

–aaaaaahhhh- ele gemeu se esforçando pra tirar toda a água da blusa, e Touka observou os músculos saltarem sob o tecido da camisa enquanto fazia aquilo e a forma como aquelas marcas azuis se destacavam sob ela.

– você é usuário de terra não é?

–hã? Hun, — ele assentiu.

–vamos treinar?

–huh?

–eu só tenho treinado outros estilos com o meu pai, com os que ele copiou, é meio entediante, e quero copiar algo eu mesma, mas acho que de você não posso se for uma técnica do seu clã... mas de qualquer jeito, vamos? Esta Meira hora antes do fim do dia deve dar, não acho que preciso de muito tempo pra te ba-...

–não.

–hã? – Yato suspirou e continuou a torcer a roupa.

–não quero treinar agora... quero me divertir... –um grosso tufo de grama e terra acertou sua cabeça e ele se virou para fita-la vendo a moça rubra como um tomate.

–ah me desculpe, senhor lorde feudal não deve gostar de perder tempo com lutinhas não é?

–eh?

–você se acha o que o fodão? Não é o único a ter um clã e habilidades a treinar sabia? Mas deve estar cheio de gente querendo lutar com alguém tão rico e famoso, hunpf, baka! – ela se levantou e pisando duro seguiu para floresta rumo a saída do campo.

Yato se levantou e seguiu para a água pra lavar sujeira, encarou o próprio perfil tremulando.

Se levantou encontrando Akira.

–liga pra ela não, é uma fanática por treinos, mas eu bem queria te encarar também.

–heh, valeu, eu também, vamos?

–claro.

–vamos Yukine? – Yukine parou de rir da água e fechou a cara numa expressão emburrada, e seguiu, encontraram Touka no portão e continuaram agora seguindo Yato, o que deixou Touka menos satisfeita ainda. Aos poucos foram seguindo rumo a saída da vila e só então os Vira-latas notaram o silencio cada vez maior vindo dos Akumas e as bochechas infladas e olhar inconformado de Yukine.

Nos portões abertos, notaram uma boa quantidade de gente e Touka correu assim que reconheceu o pai e Itachi se perguntando se ele ia a alguma missão sem nem se despedir.

–tou-san...

–nee-chan?- Itachi cumprimentou e ela acabou por descontar um pouco a raiva nas bochechas dele.

–tampinhaaaaa....

–naaaaniiii...?

Touka o soltou para olhara volta e vero Hokage o Shinjukage e o Kazekage reunidos junto as suas respectivas comitivas, ou seja, a familia Yumi estava toda ali, Sai e Sakura também.

–o que está havendo.

–uma despedida- Disse Sasuke de braços cruzados.

–que?

–aí está ele – Disse Ren quando Yato se aproximou – foi divertido?

–claro, você não foi... – Ren o abraçou de novo dando-lhe mais um daqueles cafunés violentos.

–meu garoto, sempre tão carinhoso né?!

–itaaai! Velho! – Ren o soltou empurrando-o.

–vai, agradeça e vamos embora a viajem é longa e quem te espera é impaciente.

–hun. – Yato suspirou e seguiu até os três governantes se curvando com respeito.

– eu Yato Yumi, agradeço por sua hospitalidade e generosidade, Hokage-sama.

Naruto apenas sorriu e afagou seu cabelo negro quando ele se curvava.

– e eu também, Yato, levante a cabeça, não estou aqui como o Hokage, estou aqui como seu tio, você é o filho querido da minha irmã, e te amo tanto quanto ela, eu sempre quis te conhecer, demorou, mas estou feliz de te pegar nessa fase, e ansioso pra quando te vir de novo, e sei que não vou me decepcionar.

–arigato.

–você tem um potencial grande, mas não se deixe engolir por ele – disse Gaara – seu pai foi grande porque sabia os próprios limites, e os ultrapassava pelo o que julgava correto, pelo seu bem, pelo bem da familia, de sua mãe, não por egoísmo ou qualquer sentimento de busca de poder.

Yato se voltou para todos ali e se abaixou novamente.

–Arigato.

–ce tava indo embora? Porque não avisou, cara? – disse Inugami. O rapaz se levantou coçando a cabeça.

–nah... foi divertido, ter um dia comum em Konoha, tão bom quanto uma festa de despedida, então até a próxima?-

–cara, você é mais sacana do que aparenta – disse Akira apertando sua mão.

–valeu, mas um ninja tem que saber ser sorrateiro não?

–verdade, então não demora a dar as caras aqui pra gente se vingar.

–hehe vou tentar – Yato então seguiu até o Uchiha e se curvou.

–arigato.

– boa viajem – disse Sasuke.

–desculpe por te provocar, de novo... – disse Itachi, Yato riu.

–tudo bem!

–o sol está se pondo, Yaboku, é a nossa hora – avisou Sakurako, sua avó, calmamente. Ele olhou para o céu vendo o sol já se ocultando atrás das arvores.

–verdade...- Ele deu as costas rumo ao portão, mas parou diante da mãe. Ela agora usava um vestido simples mas um xale maravilhoso a volta de si com desenhos de asas que a fizeram parecer um pássaro quando ergueu as mãos para pousar nos ombros do rapaz.

–minha vez – decretou. E ele sorriu fracamente.

–não devia ser primeiro as damas?

–dessa vez eu deixo passar, veja, lembra desta tiara? – ela usava uma magnífica tiara de ouro branco diamantes e pedras azuis, Yato assentiu atento .

– essa, de todas as joias que aquele exagerado do seu pai me deu, ou me forçou a aceitar, foi a única que eu mesmo escolhi ganhar, ele sempre as dava de surpresa não? E raramente eu comprava algo eu mesma, sempre por orgulho, pra fazer pirraça com ele, mas esta tiara, que para o clã e o povo significa que sou sua senhora, foi escolhida por mim, eu poderia ter aceitado escolher uma d as dezenas de tiaras de esmeraldas e diamantes rosas, mas eu preferi essa, com essas safiras azuis, porque foi um azul tão bonito quanto o delas, que me fez chegar ao posto de primeira dama, Yato, eu me casei com seu pai, porque amava você, só você, e que queria ser sua mãe mais do que tudo, eu gostava muito do seu pai, mas não confiava nele, eu era só uma estrangeira tentando fazer a diferença naquele lugar, eu queria entrar na sua vida, protegê-la e guia-la e o fiz, e amei seu pai, acho que no fim, ele fez por mim, o que fiz por você, e quando ele me deixou, nos deixou, eu temi muito, muito te deixar e te fazer passar pela mesma dor, duas vezes, mas agora, eu vou te soltar, a partir de agora, com o fim desse dia, nossos caminhos se separam, e coma chegada da noite, você, filho do Akuma, vai traçar um novo caminho, você vai treinar mais e brincar menos, nesse seu caminho, para ninja, chefe e herdeiro, você vai se tornar um homem, e, em nome desse homem que eu posso enxergar vir no próximo amanhecer, eu, não vou chorar, nem você, já choramos o bastante, não? Podemos chorar depois, e na próxima vez que nos virmos, eu vou ser aquela, a única pra quem você vai chorar, a única que não vai te julgar, até que você encontre outra pessoa, ou até que eu morra, ou os dois, não importa, como seu tio disse, você é a minha criança adorada, você adoçou a minha vida, e trouxe cores novas para meu mundo, e uma delas, é o seu irmão, foi o seu amor por ele que me fez ama-lo também, né, Yukine-kun?-

Os dois voltaram-se para o garoto, vendo-o vermelho, teimando em segurar as lagrimas.

–Yukine...

–cala a boca, Baka-onii-san.Yato sorriu e afagou sua cabeça.

–tenho uma missão pra você, otouto...

–não vou lavar suas meias!

–hehe, lie, não mais, vou fazer isso agora, o vovo não iria gostar, sua missão é outra, você vai cuidar da nossa mãe, e até mesmo do Tio certo? – Yukine assentiu rápido com soluços e fungados. – yosh, então não tenho com que me preocupar... – ele disse satisfeito, começando a alongar os braços como se fosse fazer um exercício- okaa-san?

–sim?

–você também é a minha criança adorada – Sakura o fitou surpresa – você também era uma criança quando chegou lá lembra?

–oh, você acha? – ele assentiu meio corado coçando o queixo desviando o olhar pensativo.

–sim, você queria amor tanto quanto eu...ou queria dar...- Ela o abraçou forte surpreendendo-o no começo mas ele retribuiu – obrigado por me escolher...- murmurou.

–lie... foi você que me escolheu, quando correu pros meus braços assim que me viu, obrigado, por não ter pensado duas vezes antes de me escolher, Yaboku.

Sakura se separou dele e segurou seu rosto, nisso o símbolo Yin apareceu em sua testa e o chakra fluiu de suas mãos para seu rosto. Ela o encarou seria, altiva.

–no caminho que vai trilhar agora, você vai precisar de muita força, não poderei olhar por você, curar suas feridas, nem dar-lhe a força que precisa, seu poder deverá ser conseguido por você mesmo, mas, esse caminho é longo, e como sou uma mãe que mima suas crianças, eu vou te dar um pouco desse meu poder, pra que inicie sua jornada, vou te dar um pouco da minha força, e toda a minha fé, e vou te assistir daqui, e até você ganhar sua própria força, e descobrir sua própria fé, e onde deposita-la, eu vou estar te assistindo, e você sabe que não serei só eu, seu pai e sua mãe também estão, e como meus olhos,até chegue seguro em casa, Zankyou também te seguirá.

–Zankyou...

Sakura encerrou a transferência de chakra e se afastou dele erguendo uma das mãos, uma grande sombra surgiu uma grande ave de penugem cinzenta e branca agarrou o delicado braço de Sakura como se fosse arranca-lo, o grasnado dela foi alto e bateu as grandes asas de forma meio ameaçadora, olhando a volta com seu olhos de um cinza intenso.

–Yooo, Zankyou,- Yato tentou um toque e quase teve um dedo perdido – continua não gostando de mim...

–ele sentirá sua falta,do jeito dele, como eu, agora vá, Yato Yumi, Yato... Haruno.

–vamos, até mais Naruto, meu amigo – Disse Gaara indo embora – Sakura-

–boa viagem Gaara, obrigado por trazer minha criança e por levar a outra até onde for possível.

–disponha –

–nos vemos na próxima meu amigo – Disse Naruto, e o Sabaku se foi a frente.

– vocês, formação de viajem numero quinze, protejam o Shinjukage e o fedelho também – ordenou Ren e então o show de luzes e transformações começou os felinos dispararam a frente exuberantes.

–ja ne! Foi bom tocar com vocês! – disse a gatinha Yuri.

–oh você é uma gata hein? – disse Akira ela riu e seguiu os tigres que eram Haru e Yabo.

–péssima cantadaaa! Nos vemos na próximaaaa!

Yuzuru seguiu até a mulher e o pássaro dando o singelo beijo fraterno em seus lábios.

–comporte-se, não preocupe seu irmão.

–digo o mesmo, para os dois, e não preciso dizer para que cuidem da minha cria certo?

–cuidaremos, e deixaremos crescer como deve.- ela assentiu num suspiro.

–sim, mas sem força-lo, é claro.

–sim, eu prometo.

–obrigado, anii-sama.

–ah, eu vou sentir falta disso, tarde pra te jogar nas costas e levar?

–sim – riu Naruto.- vamos cuidar bem dela.

–obrigado, bom hora de ir, até mais pessoal.- ele correu juntando-se ao bando, Ren se despediu ganhando um ultimo cascudo e um puxão de orelha, ela abraçou a sogra e ouviu seu discreto conselho, a mulher partiu como a grande ave que era e seguiu o grupo que já era ocultado pelas sombras da noite.

–Yosh! Hora de ir pra casa! – anunciou Yato e acenou para vila como se tivesse um grande publico a assisti-lo – ATÉ MAIS KO-NO-HAAAAA!!

–Vá criança! – Sakura ordenou ríspida, ele rindo roubou-lhe um beijo na bochecha e um cafuné na cabeça de Yukine, correu para fora dos portões, batendo é claro, o punho com o tio quando passou ele acenou e correu parecia que não ia alcançar os felinos nunca e a grande ave que era sua avó até parou no ar, grasnando uma censura.

Mas o rapaz apenas riu e correu mais até enfim saltar e se tornar aquela fera negra que parou e olhou para trás como se ainda espera-se algo, encarando os olhos verdes de longe.

Sakura ergueu o braço de uma vez forçando a grande ave a alçar voo.

–VAI!- ela reclamou mas seguiu num bater forte das grande asas. Até passar sobre a pantera que só então voltou a correr e a enfim desaparecer na noite.- vai, sob meu olhar, meu cuidado, minha criança adorável, essa é a ultima vez que te vejo assim, eu sei.

Yukine veio abraçar sua cintura e fungar.

–ele vai vir nos visitar não é?

–sim, mas talvez o visitemos antes disso, seu treino vai começar, e só o tempo dirá quando vai terminar, e então ele estará talvez pronto para assumir o clã.

–isso vai demorar, ele é lento- resmungou.

–lie, não viu como se foi rápido? Ele é como seu pai, sorrateiro apenas.- ela consolou.

Naruto se aproximou pondo a mão em seu ombro.

–você vai ficar bem?

–por que não ficaria? Está esperando que eu chore? – falou ríspida.

–não... bem... sim, você é mãe, ninguém vai te julgar.

–hunpf, eu estou bem, por agora, minhas lágrimas de mãe só interessam a mim, e nem tenho porque chorar, eu devia soltar fogos, acabo de mandar minha criança ao mundo, sinto agora, de verdade, como se tivesse acabado de... dar a luz.

Notas finais
CONTINUO CHORANDO. a música que os meninos tocaram >> https://www.youtube.com/watch?v=QgaTQ5-XfMM