Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS

— Yukine? Yukine? Você está bem? – Itachi indagou, sob a lúgubre luz de uma tocha, que era o que havia disponível naquele cômodo que parecia ter sido feito dentro da terra, sombrio e úmido. Sufocante.

Yukine se remexeu, no outro canto. Não parecia dormir, tampouco realmente parecia acordado.

E sob a luz tremulante, ele fitou uma parte de seu rosto que não estava totalmente virado, e ao denotar linhas estranhas enraizando-se por sua pele pálida, formando varizes escuras, soube que nenhum dos dois tinha muito tempo, se quisessem sair dali vivos.

***

— ...Sempre que estou sozinha com você

Você me faz sentir jovem de novo

Sempre que estou sozinha com você

Você me faz sentir como se eu fosse divertida de novo

Balançou o corpo suavemente, ensaiando um passo calmo de dança, os braços em volta do menino ressonando aos poucos em seu ombro.

Mesmo distante

Eu sempre vou te amar

Mesmo eu estando longe

Eu sempre vou te amar

Qualquer palavra que eu diga

Eu sempre vou te amar

Eu sempre vou te amar

Rodeou a cama, alisando os cabelos prateado entre os dedos.

Sempre que estou sozinha com você

Você me faz sentir livre de novo

Sempre que estou sozinha com você

Você me faz sentir pura de novo

Deitou-o delicadamente na cama, ajeitando uma coberta de pele sobre seu corpo. Fazia muito frio no subsolo, e sua saúde ainda era um tanto frágil.

Mesmo distante

Eu sempre vou te amar

Mesmo eu estando longe

Eu sempre vou te amar

Qualquer palavra que eu diga

Eu sempre vou te amar

Eu sempre vou te amar

Se afastou, ainda cantando, e fechando as cortinas do dossel da cama de solteiro, para ter certeza de que não despertaria repentinamente.

Mesmo distante

Eu sempre vou te amar

Mesmo eu estando longe

Eu sempre vou te amar

Qualquer palavra que eu diga

Eu sempre vou te amar

Eu sempre vou te amar

Eu sempre vou te amar

Porque eu te amo

Seguiu para fora do quarto, puxando uma pesada porta de madeira. Ao abri-la, deparou-se com a figura alta e intensa de Yasuhiko.

Que ele a tivesse seguido, não lhe era estranho.

Fitou seu rosto talhado e congelado. E suspirou, erguendo a mão, e deslizando os dedos pelas ranhuras na superfície, como uma peça de barro antiga e avariada.

Tudo dentro dela queria protestar e negar. Achava que haviam sido apenas os anos, mas tinha cada vez mais certeza de que tinha algo entre os dois.

Os empurrando em direções opostas.

Yasuhiko escondia fatos, importantes ou não. Ela não toleraria mentiras, ou omissões. Sejam de antes ou agora.

No entanto, era algo apenas entre eles, ou sobre a guerra, não sobre Sesshoumaru.

Ela soltou o ar e afastou a mão, desviando de seu caminho.

— Não o acorde. Pode assustá-lo. – Avisou, seguindo em frente.

Ainda tinha um filho para buscar.

Yasuhiko observou sua figura sumir aos poucos na escuridão, dos corredores frios e voltou-se para a porta.

E adentrou-a, fechando e indo se instalar numa cadeira próxima da cama, por entre a abertura das cortinas, podia ver as longas melenas prateadas, e perceber uma estatura inferior à normal da idade.

No entanto, uma perspicácia, bem superior.

Suspirou e apoiando um dos cotovelos no joelho, proferiu com calma, mas não menos desafiador

— É mais fácil enganar a ela, que a mim.

Sesshoumaru, assim, abriu os olhos voltados para a parede oposta.

***

Um enorme contingente de shinobi se dirigiu para noroeste das muralhas do Diamante, com a confiança retomada ao saberem da derrota de uma das estratégias do inimigo.

Agora marchariam de frente para a batalha. Novamente.

— Quando Yasuhiko vai voltar? – Ren indagou, durante a corrida.

— Sabemos bem do que ele foi atrás, o que importa é saber quando Sakura virá – Yuzuru declarou.

— Ela precisa descansar, Yuzuru, e precisamos encontrar Yukine.

— Ela não vai descansar, irmão.

***

Yato foi junto das linhas de frente, embora se mantendo mais atrás, para evitar ouvir sermão dos tios. Sem pistas de como encontrar o irmão, avançar e destroçar o que encontrasse pela frente era o mais viável.

— Yato, tudo bem mesmo? – Hiiro indagou, em sua forma animal, voando acima dele.

— Hai.

Ela não contestou, voltando seus olhos para Touka, em corrida ao lado dele. Esta estava igualmente absorvida pela busca pelo irmão mais novo.

— Inimigo à frente! – Anunciaram, e todos eles pararam, para visar o grande grupo de roupagens vermelhas vindo em sua direção. Eles se quer paravam, eram incapazes de tal racionalidade.

— Mantenha-se perto de mim, Hiiro – Yato instruiu, sacando duas kunais e avançando.

— Hai!

Touka fez o mesmo, ativando sua herança ocular, evitou os primeiros confrontos diretos para estudar melhor os inimigos.

Seu pai tinha razão, manter os olhos neles, poderia ser relativamente difícil, eram extremamente rápidos e praticamente não tinham um padrão.

Mas não iria se acovardar, se não poderia ficar perto o bastante para manter um confronto corporal, então os queimaria até o fim.

***

O estalo do cadeado abrindo, ecoou pelo ambiente sufocante, Itachi permaneceu parado esperando qualquer manifestação e que notassem seu plano.

Respirou profundamente e se sentou, se livrando silenciosamente das algemas pesadas, ásperas e enferrujadas. Esfregou os pulsos reativando a circulação, e se levantou, caminhando até o outro lado da sala, e se abaixando ante Yukine.

O virou, e usou novamente a pequena linha de metal que encontrara pelo chão, para destrancar o cadeado.

Puxou-o novamente, o impelindo a sentar-se contra a parede e verificou sua pulsação. Estava um pouco fraco, e ele chutou que só houvessem lhe dado toxina o bastante para derrubá-lo, não matá-lo. Ao menos não por muito tempo.

— Yukine? Yukine? Consegue se levantar? – Yukine não respondeu, mas se moveu, e ele se levantou, apoiando-o com o ombro, os dois seguiram até a porta com passos arrastados.

Itachi sabia que não havia ninguém do outro lado, mas sua percepção não poderia dizer se haviam sentinelas ao longo do corredor.

Eletrizou a porta até conseguir derreter a fechadura, o cheiro de queimado fez Yukine torcer o nariz, muito aguçado, mas ficou mais esperto.

Sairam e olharam para os dois lados, vendo apenas um longo corredor sombrio mal iluminado.

— Isso vai ser complicado.

— Procure a brisa...- Yukine ciciou.

— Hn?

— Sempre procure qualquer ventilação, ar fresco, fica mais aparente à medida em que que se chega à superfície, o ar aqui é denso e rarefeito, quente. É como as catacumbas mais profundas do distrito.

— Aa.

Itachi parou no centro do corredor, cerrando os olhos, respirou fundo e e permaneceu parado, concentrando-se ao máximo no externo e no interno.

Não soube quanto tempo passou, e já estava para desistir, eles poderiam estar na ala mais profunda, ou numa curva longe do corredor principal, onde jamais poderiam sentir o ar fresco.

Até que suavemente como uma carícia, sentiu ar fresco tocar sua franja. E quase sumir em seguida, ele segurou o Yumi firme, e seguiu naquela direção.

Tinha um amigo debilitado, e apenas uma shuriken no bolso, seu chakra não estava em seu melhor nível, e o inimigo que o cercava não tinha fama de misericordioso.

Como diria o conselheiro do Nanadaime: Problemático.

***

Cuspiu uma bola de fogo que engoliu, vinte ghouls e os transformando-os em cinzas, sacou a espada mais uma vez, cortando a kagune que veio em sua direção traiçoeiramente.

A kagune era revestida de diamante, mas ele cortava-o agora com sua lamina em alta temperatura. Foi uma ideia inteligente.

Sasuke saltou de um cerco quase fechado, enquanto os ghouls descontrolados chegavam a morder o ar em sua direção. Ele se sentia como uma minhoca sendo arrastada na água pelo anzol, perseguida por um cardume de peixes famintos.

Grande sensação.

Girou sobre o próprio eixo, seus olhos captando o perigo se aproximar da filha, e atirou uma kunai que atingiu a nuca do ghoul que se jogava nas costas dela. Touka ouviu seu grito de dor e morte e girou sobre os pés, deviando da queda do corpo, e deixando-o atingir seu oponente. A queda fora um baque tão forte que quebrou o pescoço desde último no processo.

Eles eram bonecos descontrolados, sua mente e corpos trabalhando apenas no ataque, o que era bom, se não fossem tão ferozes e inquietos, imprevisíveis.

Viu pai pousar sobre uma pedra, girando a kusanagi de lâmina fumegante e eletrizada e recebendo um olhar severo.

Não duvidava que se, vacilasse um pouco outra vez, ele a jogaria nas costas e iria embora do campo de batalha, retornando apenas após deixa-la presa num lugar seguro.

Ele estava estressado e furioso com o sequestro de Itachi. Não poderia desfocá-lo mais.

Touka sacou kunais com papel bomba e atirou-as ao chão e peitos dos ghouls que vieram em sua direção, correu diretamente para um e conseguiu imobiliza-lo num genjutso.

Eram mentes completamente acabadas pela fome, mas conseguia distraí-los por segundos o bastante.

Saltou sobre seu ombro e ganhou altura, afastando-se o bastante para ficar longe dos destroços das explosões múltiplas e parou próxima à Hiiro. Lutando graciosamente com um par de Sai’s.

— Você é máscara de ouro? – Indagou, Hiiro ficou momentaneamente surpresa, mas logo sorriu, empolgada.

— Nem de bronze, mas se sobreviver à esta guerra...

— Vai conseguir – Touka afirmou, juntando-se a ela por bons minutos. A duas puxaram numa linha de aço e correram em direções opostas, fazendo um círculo e enroscando-as num grupo de cinco oponentes. Amarrando-os fortemente, elas os prenderam contra o solo e Touka, fez as honras cuspindo uma bola de fogo que os incinerou.

— Bem que o Yato diz que você é quente – Hiiro brincou, maliciosa, e Touka a fitou, corando.

— O-o quê?! Aquele...- Ela catou uma pedra sem pensar duas vezes a tirou-a na cabeça de Yato, ele cambaleou para frente e as fitou, completamente confuso.

— O que foi?! – Hiiro riu baixinho, e Touka bufou, cruzando os braços e virando a cara.

Uma enorme sombra se ergueu atrás dele, e as duas se viraram assombradas. Aquilo era grotesco, saído de pesadelo.

Era como uma gigantesca larva negra, cuja boca circular era cheia de dentes serrilhados, e um único olho vermelho. Yato se virou de lado, encarando-o pronto para revidar e estendeu a mão.

— Hiiro.

— Hai! – Ela respondeu, segundos depois indo parar em sua mão na forma de katana, Yato segurou o cabo com firmeza, pronto para ir ao ataque, quando uma grande sombra recaiu sobre o ghoul e ele.

Deixando de ser apenas uma sombra rapidamente, esmagou a larva como se fosse apenas isso, e o choque contra o solo, jogou Yato para trás.

Touka correu para onde ele caiu, e se abaixou, ele estava apenas atordoado, e Hiiro também, chegando a voltar a forma humana.

Os três olharam para cima, vendo garras gigantes cravarem-se na larva, ou no que sobrara dela, e terminar de vez com ela.

Acima do pó viram uma grande cabeça canina se erguer, na verdade, parecia uma mistura estranha e feroz de canino e felino, os olhos eram afiados e vermelhos, o focinho pequeno, os dentes afiados. No centro de sua testa branca, havia um losango e por isso, Yato se sentou, completamente estupefato.

— O-okaa-san?

— Lhe disse para não vir – A voz imperiosa e calma de seu pai soou e ele surgiu de detrás de uma das longas patas da fera. — Que sua mãe ficaria furiosa.

— Eh...? – A fera abaixou a cabeça na direção deles, rosnando, e ele reconheceu aquele olhar que queria dizer que levaria uma sova assim que ela o pegasse.

Quando a viu se transformar, antes de sair, ainda julgava ser um genjutso, mas não deveria ter subestimado os sentimentos de fúria de sua mãe em relação aos irmãos e a si mesmo.

Sua mãe transcenderia qualquer barreira atrás daqueles que amava.

Ela ergueu a cabeça novamente, altiva e olhando para trás, voltou-se para a direção da batalha, e lançou-se ao campo, fazendo a terra estremecer com o impacto, e rasgando o que encontrava pelo caminho com garras e presas, como um predador cavando atrás dos roedores.

Yasuhiko, ajeitou os óculos, e segurando IXA, voltou-se para a briga, caminhando para ela e cortando o que encontrava pelo caminho.

— Vamos, Yato? – Touka, o chamou — Não pretende sentar e deixar seu papai e sua mamãe resolverem tudo, certo? – Provocou, ele a fitou ainda um pouco perdido, então suspirou e se levantou, batendo a poeira das roupas.

— Não mesmo, na verdade, isso é perfeito. Não achei que teria... essa chance.

Touka se levantou, sabendo a que ele se referia.

A sensação de ser assistido pelo seu genitor. Quando era mais nova, achou que nunca teria tal chance.

Hiiro não precisou ser chamada, Yato a segurou e disparou rumo a briga de novo e Touka os acompanhou.

— Ainda tem alguma chama aí? – Indagou, ela sorriu ladinamente ultrapassando-o.

— Não faz ideia do quanto! – Saltou e cuspiu uma grande bola de fogo no inimigo, Yato continuou avançando, literalmente atravessando as chamas e cortando o que encontrasse pela frente.

O chão tremia com as patadas de Sakura, Sasuke bufou, ela era estabanada em qualquer formato.

Ela esmagou ghouls em forma de shinkis, ou simplesmente os transformados em monstros distorcidos por conta da canibalização.

Então ela saltou num pulo que prometia criar um verdadeiro terremoto, e ele cravou a espada no solo, esperando ficar ali, e que o chão também ficasse, no entanto. Antes de pousar, ela encolheu novamente, e pousou a poucos metros de onde ele estava, passando a desfilar pelo chão, num traje vermelho suavemente brilhante, num cinto, levava os utensílios ninja, e principalmente, Sai’s e uma máscara de ouro puro, cuja testa era adornada por pedras preciosas e no centro tinha um grande diamante lilás cortado em losango.

Ela o fitou de lado, com a expressão ainda mau encarada.

— Com medinho de cair? – Ele bufou, puxando a espada de lado e passando a caminhar também.

— Cansou de ficar uivando? – Resmungou.

Sakura sacou uma das sai’s, degolando dois oponentes num único movimento.

Ele cortou três cabeças, e fitou-a de soslaio, ela revirou os olhos, e atirou uma das sai’s, que avançou atravessando quatro troncos e prendendo o do último ghoul contra uma rocha.

Okay, ela queria competir.

Com ele.

— Cada vez mais parecida com o Naruto.

— Quem começou foi você. – Sakura rebateu antes de correr e puxar a sai de volta, ele parou, pensativo, e teve que engolir essa.

Correu também, pareando com ela, e os dois deram um fim em toda a linha de ataque que veio em sua direção.

— Eu percebi uma coisa – Ela comentou, afundando o chão com um chute.

— O quê? – Ele indagou, não havia ouvido bem, graças ao som do chidore que atirou.

— Só tem gado aqui, onde estão os verdadeiros peões? – Sakura falou, mais alto.

Sasuke entendeu, olhando em volta até com mais apreensão.

Realmente haviam apenas cães mortos de fome e sem alma vindo para eles, onde estavam os verdadeiros Aogiiri? Os que tinham alma podre, o que tinham raciocínio, os que tinham estratégia?

Os verdadeiros causadores desses massacres?

Os dois pararam vendo um enorme número de ghouls vir em sua direção.

Sakura puxou a máscara e encaixou no rosto, e então, girou as sais entre os dedos.

— Fique de olhos abertos.

— Aa.

— Destrua a mente de qualquer um que tenha uma. – Ela proferiu, sombriamente.

E ele assentiu, lentamente, acabaria com qualquer um para ter a informação de onde Itachi e Yukine estavam.

— Vamos! – Ela declarou, avançando primeiro.

***

— Como se sente?

— Acho que a movimentação está ajudando a me despertar – Yukine comentou, um pouco sonolento.

— Talvez possa expulsar um pouco transpirando? Ou vomitando?

Yuki negou, respirando fundo.

— Vai infeccionando tudo, só a antitoxina pode dar jeito... – Um rosnar chegou até os ouvidos dos dois.

Veio através do corredor, e sentiram o chão tremer com passadas. Itachi se jogou dentro de uma pequena reentrância nas paredes. E os dois se calaram, vendo apenas sombras distorcidas passaram por elas agilmente. Discutindo acaloradamente e até se agredindo.

Então se foram.

E Itachi tentou puxar o Yumi, Yukine sacudiu a cabeça, negando.

— Vá sem mim, encontre a saída, e traga ajuda.

— Você pode não sobreviver.

— Um de nós tem que ir, e você é o que está inteiro, cara.

— Isso é um problema, então.

— Tsc, achei que os Uchiha fossem pedras de gelo...

— Então ainda não nos conhece o bastante, vamos.

— Okay... mas com uma condição.

— Hn?

— Me use.

Itachi não teve tempo de responder, quando um facho de luz quase o cegou.

“— Não vamos sair dessa sem lutar, cara.”

Itachi assentiu, segurando o cabo da arma, saiu do esconderijo.

***

— Yasuhiko! Faça algo útil ou mando você e esse seu invocador idiota direto pro inferno! – Sakura vociferou, enquanto era literalmente laçada por dezenas de cordas, uma shiki havia se tornado literalmente uma corda de aço com vida própria.

— Viu? Eu disse que ela ia reclamar – Ren resmungou.

— Parecia estar indo bem sozinha, senhora. – Yasuhiko disse, observando-a de baixo.

Sasuke gostaria de poder ajudar, mas estava tão cercado quanto ela, só que por feras, e a louca fez a escolha de se jogar num trecho de abismo e entrar em batalha ali.

Ela rosnou, irada. E então transformando-se na grande loba, quebrou completamente as cordas, e pisoteou quem estava abaixo como insetos.

Encarou Yasuhiko agora de cima. E saltou da brecha no chão com um olhar arrogante.

— Isso ae, irmãzinha! – Ren elogiou, mas ela seguiu em frente, abanando a cauda muito presunçosa. — Vai lá... Irmãzinha...

Sasuke percebeu que talvez, ser gigante até ajudava.

— Touka, se afaste – Ordenou à garota. Ela o fitou, indagativa, mas obedeceu, tomando distância.

Sasuke se voltou para frente, deixando que o máximo de inimigo se aproximasse, alarmando a garota.

Então, uma enorme caixa torácica de cor roxa se projetou em torno dele, criando braços ossudos, e então uma cabeça de caveira. Aumentando ainda mais, com um gigante do quadril para cima, revestiu-se numa armadura de ar antigo.

Touka contemplou o Susano’o de seu pai em completo deslumbre e choque.

— Caramba... – Yato ciciou, olhos bem abertos. — Você...?

— E-eu... Não acho que possa chegar a... esse nível. – Ela proferiu, quase assustada.

Ele assentiu lentamente, os dois correram para mais longe, vendo o enorme samurai de energia destruir o que encontrava pela frente.

— Ih, carambaaaaa! – Akira exclamou, pousando ao lado deles — Maluco é como estar na quarta guerra, que daooora! Seu velho é demais, Touka.

— É mesmo, hein.

— Mamoru! – Ela exclamou, feliz em ver que os dois estavam bem.

O campo de batalha fervilhava.

Sakura agora destruía o solo com seus punhos, e demonstrando que era a sannin poderosa desde muito antes de se tornar uma Yumi, ali só faltava a presença do Nanadaime.

Yasuhiko, varreu parte do campo transformando o solo em um piso de cristal que engoliu ou perfurou o inimigo numa onda violenta.

— Ele está usando o jutso da esposa segundo – Yato comentou ­— Chamam de pista da morte.

— Porquê?

— É um chão de puro diamante manipulável, você poderia dançar nele como uma pista, mas ele vai ou te engolir ou te espetar do nada... A esposa do Segundo Shinju foi conhecida como uma mulher feroz...

— Como sua mãe?

— Hehehe, são parecidas, acho que não é atoa que ela foi parar na nossa família.

— Eu queria apreeeender! – Hiiro cantarolou em seu ombro, batendo a asas.

— Precisa muito chakra, nem o pai poderia usar por muito tempo, manipular um material como o diamante não é fácil. Mas, talvez como Edo-tensei, ele possa transcender suas capacidades.

— Oh.

— Que tal pararmos de babar os pais de vocês dois? Os meus estão à sudeste metendo o pau! – Akira afirmou, veemente.

— Ora, ora, ele tá todo orgulhoso dos papais – Touka provocou.

— Atenção! – Alguém gritou, mas foi tarde, uma verdadeira gaiola de cristais amarelos cercou os quatro, era com uma cúpula e espinhos cresceram nela, de fora para dentro e vieram e sua direção.

— Erm... Yato, pode ajudar aqui, maninho?

— Preciso achar o manipulador – Ele declarou, olhando em volta, com o olhar estreito — Isso é coisa de peão. Hiiro?

— Okay! – Ela disse, voando para fora da gaiola.

— Agora estou com inveja... – Mamoru resmungou.

— Use seu jutso de expansão! – Touka disse, eles se juntaram mais e mais.

— E-eu? Quer que esses espinhos espetem todo meu corpinho?

— Melhor, não, Touka, gatinha. Sabe deus o que acontece se esse carinha for tipo, estourar com a gente aqui.

— Argh...

— Hiiro, ali! – Yato gritou, apontando uma direção, Hiiro, voou naquela direção, e saltou sobre um ghoul, entrando em luta com ele, no entanto, a gaiola continuava ativada. Yato rosnou, e juntou as mãos, invocando seus próprios cristais, colunas se ergueram empurrando a gaiola e parando seu aperto de morte.

— Ufa.

— Não por muito tempo...

— Hã?! – Exclamaram.

— Ele... ele não é o verdadeiro manipulador...

Não poderia tirar Hiiro de sua concentração e arriscá-la.

— E se eu queimar... – Touka arriscou.

— NÃO!

— Ora.

— Não quero morrer nem espetado, nem estourado e bem queimado, obrigado! – Disse Akira.

— Faça alguma coisa também!

— Eu já estou! – Ele reclamou, ela notou suas mãos em forma de selo, e percebeu finalmente que as sombras tinham vida e tentavam puxar a gaiola também.

— Que droga...

— Parece que precisam de ajuda. – A voz irônica de Sai chegou até eles, de cima, ouviram um poderoso bater de asas e se depararam com eles os fitando de cima de um pássaro de tinta.

— Ojii-san!

— Touka?! – Ino exclamou, entrando no campo de visão deles.

— Okaa-san?!

Ino se desesperou ao ver a condição em que eles estavam e fitou Sai.

— Faça algo!

— Eu tenho? – Ele resmungou.

— Ora seu...

— Se não fizer, eu conto pra minha mãe!

— Humpf.

— Ô Hiiro!

— Já vai! – Hiiro recuou da luta e saiu voando e gritando por todo o campo de batalha. — Hime-samaaaaaa?!

— Volte aqui, papagaia! – Sai gritou.

— E chama o meu pai! – Touka gritou.

— Senhor Uchihaaaa?!

Sasuke olhou pra cima, com o cenho franzindo e viu a pequena corujinha voar acima de si.

— Touka precisa de uma mãozinha!

— Aa.

Ela continuou indo atrás de Sakura, que não foi difícil de achar.

— Hime-samaaa, Yato está em perigo!

E o chão estremeceu por completo.

Sai bufou, e o pássaro baixou voo, enroscando as patas na gaiola e começando a arranca-la do solo ao redor dos garotos.

— Só tem isso, velho? – Yato reclamou.

— Humpf. –

Sai sentiu a kunai que veio em sua direção e desviou por instinto, Ino sentiu também, mas ao desviar, acabou escorregando do pássaro e caindo no chão.

— Okaa-san! – Touka avançou, mas Yato e Akira a seguraram, temendo que os espinhos a atingissem.

Consequentemente perderam parte da concentração em afastar e gaiola. E Sai sentiu o peso o dobrar.

Xingou olhando para baixo, Ino se levantou.

— Estou bem.

— Cuidado! – Gritaram. Ela saltou pra trás, sacando as kunais, ao deparar-se com um inimigo de capa vermelha, mas também de capuz.

— Eu cuido dele, tire-os daí! – Ordenou quando Sai fez menção de vir. Ele parou, bufando.

— Sei.

— Anda logo tio!

— Eu já to...

O chão estremeceu, Ino tentou se equilibrar e caiu, quase sendo atingida por estacas de cristal, mas desviando-as a tempo.

Viu o inimigo vir pra cima, mas então, ser literalmente abocanhando por uma fera branca, ele berrou atirando estacas para o nada, e a criatura rosnou animalescamente, o mastigando.

Definitivamente, até que o sangue manchasse o queixo branco e as presas alvas.

Ino sentiu a espinha gelar e não ousou se levantar.

A fera, deu uma passada acima de onde ela estava, parecendo não tê-la notado, mas ele ainda se encolheu temendo o pior.

— Ino?! – Reconheceu a voz de Sasuke seu toque.

— Sasuke?! – O abraçou.

— O que faz aqui? Calma, está tudo bem, é apenas Sakura, irada.

— O quê? – Eles olharam para a gaiola, vendo a fera acertar uma patada violenta que arrancou a gaiola do piso e quase acertar Sai e seu pássaro no processo.

Os garotos se encolheram no lugar, tremendo, certamente e olharam para cima como verdadeiras lebres encarando o lobo.

A loba no entanto, os fitou com um olhar maternal e preocupado, abaixando a cabeça e soltando um suave ganido enquanto parecia averiguar cada um.

Yato se levantou, ainda consternado e tocou a ponta de seu focinho.

— E-estamos bem, kaa-san.

Ela ergueu a cabeça, soltando o ar mais tranquilamente, e então, voltou-se seus olhos em fúria para o pássaro de Sai e ele. Que recuou no ar ainda a encarando assombrado.

— Que-querida...?

Ela rosnou, os olhos chamejando e ele sorriu, mais pálido do que normalmente era e sorriu fracamente.

— O-olá, querida, cheguei!

Sakura mordeu o ar em sua direção, e então voltou a formosa forma, parando no solo, o queixo ainda sujo de sangue.

Sasuke ajudou a esposa a se levantar, e então ela abraçou a filha.

— O que faz aqui, okaa-san?

— Como chegaram até aqui? Porque veio, disseram-me que Sai estava no encalçou da coisa que levou as crianças – Sasuke disse.

— E estamos. – Sai declarou.

Ino soltou a filha e fitou Sasuke ainda mais alarmada.

— Nós seguimos, Sai conseguiu implantar um rastreador naquela aberração...

— Finalmente algo útil – Sakura rosnou na direção dele.

— Querida... Eu quase consegui levar Yuki, juro.

— Eles não vão estar seguros em nenhum lugar onde eu não esteja – Ela trovejou.

— Onde eles estão? – Sasuke indagou.

— Aqui. – Ino soltou. — Abaixo deste... Inferno.

O choque os tomou por pouco tempo.

— Como eu suspeitava – Yasuhiko declarou, em seguida de um gemido de dor, ele soltou no chão um corpo espetado pela IXA.

Sai recuou para trás.

— CARALHO, QUE PORRA É ESSA?!

Faça o que tem de fazer— Sakura exigiu, a voz quase completamente diferente de tão bestial.

Ele a fitou e estendeu a mão para ela, recebendo um olhar desconfiando de volta.

— Façamos isso juntos, minha senhora.

Sakura pareceu afim de negar, mas no fim, queria pegar seus meninos em segurança ela mesma.

Seguiu em sua direção, pegando a mão dele, os dois caminharam rumo ao centro da batalha.

Se separaram apenas para se transformarem ao mesmo tempo em bestas que alçaram voou para atingir o solo num único golpe, e destruir o solo completamente por uma gigantesca faixa de terra que começou a se desfazer como uma tampa de vidro acima de um abismo escuro.

— Eu saio por uns três dias e o mundo vira de cabeça pra baixo? Cacete! – Sai rosnou, saltando para um novo pássaro.

— Vamos – Sasuke declarou, começando a caminhar.

— Onde?! – Ino indagou, assombrada.

Ele pegou sua mão e puxou.

— Buscar nosso filho.

Ino o fitou, e assentiu, determinada. Apertando a mão dele.

— Vamos!

***

— Você está bem?

“— Continue.”

— Hn.

Itachi aumentou o passo, girando a arma e trocando a posição dos pés, Yukine era u katana o-dachi, quase tão longa quanto uma lança, bastante encurvada, ele não estava acostumada com esse tipo, mesmo tendo tido um treino bastante duro com ela.

Entrou numa esquina, e parou, percebendo ter entrado numa espécie de sala quase circular, acidentada.

Haviam várias entradas, mas os dois sentiram uma lufada de ar vindo da maior delas.

Itachi disparou para ela, no entanto, parou, quando se viu deparou com três Ghouls vindos de outras entradas.

— Foi quase.

“— Foi bom ter conhecido você.”

— Quanto otimismo...

Itachi revidou o golpe da kagune de um deles, o tilintar de cristal contra metal ecoou pelo ambiente.

“— Ele é um Bikaku, só tem uma cauda.” — Yukine avisou.

— Okay.

“— Não estão nos levando a sério.”

Itachi desviou, de um golpe da bikaku, e girou, com a lâmina em curva, dilacerou a garganta e o ombro do oponente, que tombou no chão sob o olhar chocado dos outros dois.

Eles rosnaram liberando suas kagunes.

“— Agora estão nos levando a sério...”

— Acho que teria sido melhor permanecer em modo “indefeso”.

“— Dois koukakus, eu não acho que possa quebrar qualquer uma, vai ter de achar pontos cegos.”

— Pontos cegos?

Ele era hereditariamente especializado nisso.

Um deles saltou em sua direção, com os olhos em carmim, Iatachi desviou, correndo com os pés fixados nas paredes que foram destruídas logo atrás dele pelos golpes das armas.

Ele chegou a entrada, e correu para ela sem hesitar, deixando dois ghouls furiosos logo atrás.

“— Genial”

— Você disse que não daria conta. – Itachi rebateu, girando por um momento e cuspindo uma bola de fogo no corredor. — Só posso atrasá-los, e aqui não é o lugar mais vantajoso para cuspir fogo.

Ele voltou a correr, até chegar a uma grande parede de cristal puro.

Parou, não vendo nenhuma outra entrada.

— Isso é...?

“— A porta”

Itachi se voltou para trás, vendo os dois ghouls se aproximarem com risadinhas triunfantes.

Antes que os atacassem, tudo onde estavam tremeu, fazendo-os caírem. Itachi se ajoelhou, mas Yukine se desfez em sua mão.

E caiu de lado.

— Yukine?

— Acho que já deu...

Outro tremor, e o teto começou a rachar, a parede cristal foi completamente atravessada por dezenas de estacas, e pedras desabaram sobre um dos ghouls. O outro recuou, mas foi pisoteado por uma para enorme que atravessou o teto.

Rosnados encheram o sala e o teto foi aberto como uma grande casca.

Itachi tossiu pó, e olhou para cima, ainda cobrindo a cabeça com os braços, Yukine não se moveu ou reagiu, apenas encolhido.

Quando o barulho passou, ele viu a poeira baixar, e divisou o céu escuro, e a lua, a frente deles, duas enormes sombras animais.

Elas regrediram de tamanho, se tornando humanas, e a feminina se aproximou da entrada, olhando para baixo.

Outras duas sombras surgiram, masculina e feminina, e as duas mulheres saltaram para baixo.

— Itachi?!

— Yukine?!

Itachi se sentou, recebendo o abraço da mãe, e Sakura virou o filho, o puxando para si e apertando.

— Você está bem? Está bem?!

— Ele precisa do antidoto. – Avisou, Sakura o fitou, assustada e seu desespero se ampliou. Ela se levantou, segurando o filho.

— Yasuhiko? Yasuhiko?!

Saltou para a cima. Sasuke desceu, indo ver o filho, ele parecia apenas atordoado, e arranhando, um tanto sufocado pelo abraço da mãe, também.

— Vamos.

Os três saíram daquele buraco, vendo Sakura analisando o estado do filho, agora num dos braços do marido.

— Foi uma dose leve, mas ele precisa de atendimento!

— É impressionante que tenha conseguido se movimentar, deveria estar em parilisia – Yasukiko observou.

— Os órgãos dele vão paralisar se não for atendido logo.

— Vamos – Ele seguiu em frente o levando, e Sakura o acompanhou, parou, e olhou para trás, pondo os olhos em Itachi.

— Ele está bem?

Ino assentiu, passando os olhos para a costa do homem invocado.

Aquele...?

— Si-sim, está.

— Que bom. Yasuhiko, anda logo!

Ele não respondeu, transformando-se na fera e partindo sem esperar.

— Não me deixe para trás, montanha de cinzas – Ela rosnou, seguindo-o.

— Leve-o para atendimento – Sasuke ordenou.

— O quê? E você?

Ele saltou para dentro da cratera.

— Vou terminar isso aqui, eu mesmo.

Ino e o filho se afastaram, vendo a cratera se tornar um enorme poço de chamas, chamas negras.

Sasuke acabara de ultrapassar um limite de paciência.

Ela já deveria esperar que ele fosse estourar, independente de Itachi estar bem ou não.

— Okaa-san, isso é...?

— É, o Amaterasu. Seu pai está irado.

Notas finais
VAMOS CONVERSAR Como devem ter notado, a fanfic está com "EM HIATUS" Agora. Sim DD vai entrar num pequeno Hiatus a partir deste cap. Isso porque, eu não tenho conseguido fazer caps com a qualidade de antigamente, tenho muitas fics pra atualizar, e as mais antigas são as mais prejudicadas. Então, eu decidi que vou focar em atualizar apenas JDA, YAKUSA, e IZANAMI, para que elas possam ser finalizadas logo, Vingador vai permanecer em att, pelo menos por enquanto. Eu to fazendo isso porque quero trazer mais qualidade pros caps, esse de DD eu fiquei por semaaaanas pra fazer, então tava foda, sabe? LI também já está como em Hiatus, mas vou mandar mais um cap também, pra galera de lá ficar informada. Enfim, é isso, espero que compreendam que estou fazendo isso, pelo bem geral, e vou usar esse tempo, pra escrever DD com mais folga e planejar melhor como as coisas vão acontecer. Deixando claro que pretendo postar novos projetos sim, mas como terão caps já feitos, a teeempos, não vão atrapalhar as fics já postadas q quero encerrar, pq só vou postando mesmo. Ja ne e obrigado pela compreensão E sigam a page para ficar informados > https://www.facebook.com/KinesterFanfictions/ E aí, o que acharam do cap? Tentei deixar o maior possível. É GUERRAAAAAAAAA, NUM MEXE CAS CRIA, NUM MEXE!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.