Notas iniciais
LITERALMENTE MORTA FEAT. RESSUSCITADA. COM ESSE CAP.

Os primeiros ataques foram simultâneos, um contra a prisão de segurança máxima em Iwagakure, o outro numa base de treinamento em Kirigakure.

Os estragos renderam a perda de vidas, soltura de criminosos, roubo de pergaminhos e plantas importantes.

Mais ameaças chegavam e gente importante foi sequestrada para chantagens.

Touka observou grupos e mais grupos de ninjas cruzando a aldeia de forma incessante, as pessoas passavam pela rua com medo e muitas lojas não abriram, a aulas da academia foram suspensas e todos o Chunnins convocados.

Um verdadeiro exército estava parado em grandes fileiras em frente o prédio que concentrava o poder administrativo da aldeia.

Os dois conselheiros saíram primeiro, logo atrás ela viu o Nanadaime, o vento açoitando sua capa branca, o queixo rígido e o olhar duro, os punhos completamente fechados.

Ela viu seu pai, não, ela viu Uchiha Sasuke, capitão da ANBU, pilar da base militar da aldeia da folha.

E ali, ela era apenas mais um de seus soldados.

O veneno que o pegara não fora um grande perigo, muita coisa ainda estava confusa, sob a luz do dia, o campo de batalha daquela noite pareceu ainda mais devastado.

Apenas cinco ghouls foram mortos o que só mostrava quão bem organizados eles estavam.

Seu foco era definitivamente Sakura, e conseguiram, foi tarde para localizar o local onde eles haviam pousado e lá, encontraram apenas resquícios de um jutso de teleporte.

Eles haviam pego ela, viajado o mais longe possível e depois a teleportado para sabe-se lá onde.

Touka manteve a atenção na fala do Hokage, o colete chunnin a fazia se sentir sufocada, o ar estava tenso, pesado.

Ela sentia o peso de cada arma que usava.

Cada palavra de Naruto era dotada de um poder impressionante e ali, ela viu o cara que conseguiu unir vários países em um só em nome da paz de todos.

E ele estava novamente os convocando, os mais velhos ouviam-no com atenção, eles concordaram completamente. Naruto explicou que esta guerra realmente não deveria ser deles, mas eles tinham uma aliança firme, eles estavam lutando porque eles sabiam que, lutaria por eles quando necessário,

E também esta ameaça fez questão de jogar sobre eles, que fingir que não era sua guerra era impossível, a ameaça era para todos independente dos motivos.

Aquilo era o prelúdio da quinta Guerra ninja.

E ela estava com medo.

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— Duas guerras em menos de um século...- Shikamaru comentou, soltando uma baforada do cigarro — Estamos indo bem, não?

— Oh, cale-se – Naruto resmungou, estressado.

Sasuke adentrou a sala com uma carranca enorme, largou sobre a mesa uma pasta.

— Temos alguns rostos, não que adiante algo – proferiu, venenoso.

Naruto a pegou e abriu, as imagens eram de algumas câmeras públicas de segurança, e nelas via Sakura cruzando a rua perseguindo uma mancha negra que sabiam ser o felino de estimação da família.

As imagens a seguiam até onde ela entrava no bosque e depois havia apenas vultos de destruição e uma pessoa fugindo do local, o zoom foi o bastante para pegar seu rosto, que não devia estar em qualquer banco de dados, era um rosto feminino, e marcado com kanjis que formavam a palavra Omocha, que significava Brinquedo.

Ele nunca entenderia como alguém se deixava marcar de forma tão banal, ou porque alguém o marcaria assim.

— Nada sobre ela? – Shikamaru disse. Sasuke negou, jogando-se numa das cadeiras.

— Já falou com Yuzuru? – Indagou ao Uzumaki, que suspirou.

Ainda tinha isso.

— Sim...

— E?

— Ele quer que mandemos os garotos de volta, e isso inclui Yato e os irmãos.

— Faz sentido, Yato é o herdeiro, e Sesshoumaru tem sangue puro.

— Tem algo que precisamos discutir sobre a mensagem enviada pela Aogiri – Naruto lembrou. Sasuke o cortou.

— Que aliás, você não me deixou analisar.

— Vamos ter todo o tempo do mundo para isso, mas preciso que você vá comigo até o Diamante.

— Está brincando? Você não pode sair da vila! Muito menos eu!

Ele não poria o pé para fora se não fosse para buscar Sakura, ainda era o capitão da ANBU e a vila estava sob sua proteção.

— Teremos de deixar clones, Shikamaru vai nos cobrir se necessário, mas precisamos ir.

— Só pode estar brincando.

— Não, não dessa vez, partiremos em meia hora...-

Yato adentrou a sala como um furacão, seu olhar dividido entre o vermelho e o cinza seria mais aterrador se não fosse desesperado, enquanto dirigia-se até Naruto.

— Diga que tem uma notícia!

— Acalme-se, Yato, nós vamos até sua aldeia e você também vai voltar, com os garotos.

— O que?! Eu não vou! Vou atrás da minha mãe!

— Yuzuru ordenou que você voltasse, não é só pela sua segurança, pela dos seus irmãos também, Sesshoumaru é um sangue puro e Yukine pode ser usado como chantagem, não vai querer deixar seus irmãos desprotegidos, não é? Acha que sua mãe iria querer que deixasse de fazer isso?

Sasuke arqueou o cenho, surpreso em ver o amigo jogar tanto peso nos ombros daquela criança, praticamente podia ouvir o som da cabeça dele materlando e tentando diluir toda aquela situação.

Também viu o quanto Naruto se sentia mau por jogar dessa forma, era nessas horas que via como ele verdadeiramente amadureceu e aprendeu que nem sempre dá pra amenizar ou solucionar um problema apenas com um sorriso confiante e palavras fortalecedoras.

Yato respirou fundo, buscando uma forma de contestar, e seu olhar relanceou para a mesa, quando encarou as fotos, praticamente se jogou sobre o móvel, agarrando-as com um olhar assombrado.

— Isso-Isso...

— O que foi?! Viu alguma coisa?

— E-esse... Esse rosto... não pode ser... eu conheço esse rosto...

Os três se aproximaram, vendo-o tentar digerir aquela imagem quase que desesperadamente.

— Você a conhece?

Yato engoliu em seco, seu olhar se tornou pesado e cheio de remorso, estava magoado.

— Sim... Eu sei quem ela é... a conheço desde que me tenho por gente...

— Quem ela é, Yato?

— Ela... Ela é Isuzu... Isuzu Yumi.

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Os portões da vila estavam terminantemente fechados. Ren os recepcionou na entrada de uma pequena caverna, um túnel que os levou por baixo da cidade, rumo às catacumbas do distrito Yumi, Sasuke caminhou pelo corredor estreito que parecia mais formado por cristal do que por pedra e terra.

Estar dentro daquelas paredes não era lá muito confortável quando sabia o que os Yumi e os Ghouls podiam fazer com esse singular material.

Eles saíram sob a fraca luz solar, ainda era muito cedo da manhã, o distrito estava em completo silêncio, quase sepulcral. Naruto chegou a se perguntar se Yuzuru já havia confessado ao clã sobre as exigências da Aogiri e talvez até feito uma conferencia para indagar a opinião de todos.

O clã sempre fazia isso, era a forma que a família principal encontrara para ter certeza de que todos estavam sob o mesmo teto, Yasuhiko não era apenas o Kage deles ou seu chefe, era seu membro familiar, todos ali eram seus irmãos, irmãos, tios, tias, sobrinhos e filhos.

Foram levados direto para a grande casa onde as reuniões eram feitas, por não ser na mansão, ele abandonou a ideia da conferência, Yuzuru provavelmente não contara nem para a mãe, e ele poderia imaginar, Sakurako ficaria destruída.

— Os garotos já chegaram? – indagou.

— Sim, Sesshoumaru está com a avó, e Yato... partiu com a primeira tropa paras as buscas, não tivemos como conte-lo.

— Entendo... e Yukine?

— Ele não veio.

— Huh?!

— Ele quis ficar, disse a Yato que era um ninja da folha, assim como a mãe, era na folha que ficaria.

Naruto trocou olhares aturdidos com Sasuke e Kakashi, mas no fim, não pode evitar sorrir, e Sasuke revirou os olhos, meneando a cabeça.

O garoto tinha mais da mãe do que poderiam imaginar. Ele não se importava de ter ficado para trás, por que isso era parte do caminho que deveria seguir.

— Ninja médicos devem ficar recuados, prestando auxilio – comentou.

— Exatamente – Ren, suspirou. — Mas a avó dele está louca com isso.

— Ele não vai para a guerra, nenhum gennin vai, mas serão ajuda para organizar o povo, distribuição de comida, e mantimentos, caso a guerra perdure demais, além da ajuda no hospital.

— Ele estará no lugar certo. – Kakashi comentou.

— Ele é uma criança, Sakura não vai querer saber que ele estava num hospital diante de gente dilacerada – Sasuke resmungou.

Os dois suspiraram, pesadamente, cientes de que era esse o quadro que se podia esperar no hospital de Konoha, ou em qualquer outro posto médico. Mas provavelmente Tsunade estava cuidando dele, e com certeza seria a primeira a impedi-lo de estar tão próximo do horror da guerra, ainda tão cedo.

Por isso, nenhum gennin iria para combate, eles não eram só crianças, eram o futuro da paz ou da guerra.

Era como uma grande casa vazia, um salão que deveria comportar todos ou os chefes das famílias que formavam o clã.Vazio e frio, agora.

Yuzuru voltou-se para eles, os ombros orgulhosamente erguidos mesmo que parecesse carregar um grande peso, e carregava.

— Obrigada por virem, sei que foi complicado, um pedido injusto.

— Tudo bem, Yuzuru, temos que conversar urgentemente, e numa base de guerra não daria.

— Sim...

— Você não contou para mais ninguém, não é?

— Não, estava tudo caótico demais, o clã enlouqueceu tanto quanto quando soube que Yato foi levado, e a declaração de guerra ergueu uma fúria gigantesca, eu não apenas mandei o maior contingente possível atrás de Sakura e para os quartéis, eu tive que mandar, ou teríamos uma revolta, o clã está furioso com a Aogiri, a aldeia está furiosa com os ataques, ninguém quer uma guerra, mas todos querem lutar e acabar com isso de uma vez.

— É compreensível...

— Estou pensando em mandar Sesshoumaru para longe, bem longe, aqui não é mais seguro, permiti que muitos saíssem com suas crianças e mulheres, ainda que a maioria esteja com medo de deixar seus entes lá fora e serem caçados, como nos velhos tempos..

Ele se sentou nos degraus do piso mais alto. E encarou o vazio com um olhar perdido e nebuloso.

— Estamos voltando aos velhos tempos, Naruto, tempos antigos, de antes da fundação desta vila, de antes da briga com os Hasegawa, e embora nossa antiga rixa com eles tenha sido sangrenta, a rixa entre ghouls ainda é nosso pior pesadelo.

— Nós temos que falar sobre aquelas exigências, Yuzuru – Naruto falou com cuidado, sentia que Yuzuru estava bastante pressionado com toda a situação, ele tinha um enorme peso sobre si, o peso que vinha das gerações que deveria guardar e proteger e também das gerações que passaram e se perderam na esperança do tempo em que haveria paz para o sangue ghoul.

O peso da responsabilidade deixada por Yasuhiko.

O Yumi assentiu, esfregando as vistas.

— Meus olhos embaçam e nem estou em batalha... que patético, esses maus de família...- resmungou.

— Vocês pensaram sobre aquilo? – o Uzumaki indagou para Ren, que assentiu, mas seu olhar disse que isso não significava que haviam chego a uma conclusão.

— Eu não posso fazer isso, é desrespeitoso, Naruto! Nada nos garante que vão soltar Sakura se o fizermos...

— Espera – Sasuke os cortou e encarou o amigo — Estão dizendo que fizeram exigências? Sobre a Sakura?

— Sim, Sasuke...

— E porque infernos não me contou?

— Não cabia a nós Sasuke, simplesmente não cabe, e Yuzuru tem razão, não temos garantias, nem sequer faz sentido!

— É da Sakura que estamos falando, desde quando você não faz tudo para resgata-la? – Naruto lhe enviou um olhar hostil a magoado.

— Acontece, que não depende de mim!

— Então depende de quem?!

— Do Yasuhiko – Yuzuru proferiu, com pesar, Sasuke o encarou rapidamente, sem entender, mas já não gostando nada daquele nome surgindo assim.

— O que?

— Parece que para soltar a Sakura, a Aogiri exige que ressuscitemos Yasuhiko.

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O vento estava mais frio, as nuvens mais nebulosas, o ar pesava contra seu rosto, as impressões de chakra cada vez mais próximas. Nem parecia começo de dia.

Aquele seria um grande embate, o primeiro, a primeira grande batida de cabeças.

Yato se levantou da pedra em que estava sentado, pondo-se a caminhar junto do esquadrão em que estava, o silêncio reverberava mais que qualquer outra coisa.

Mas seus ouvidos aguçados, seu faro sensível, captavam cada movimento, que vinha cada vez mais próximo da floresta escura que cobria os montes ao leste da aldeia do diamante, eles vinham da direção em que o país do Vento ficava, mas não achava que se escondessem lá, o Kazekage mantinha grande vigilância em suas dunas.

Eles estavam escondidos no Cristal, sempre estiveram, por baixo das pedras e troncos, arrastando-se como vermes traiçoeiros que eram, e isso só era bom por dois motivos: O país do Cristal era pequeno, e, tinha certeza, sua mãe estava mantida em algum lugar dele.

Seus pés foram ganhando velocidade, logo estava vencendo a distência contra os mantos vermelhos em passadas largas e profundas.

Os gritos de ódio encheram o ar dos dois lados, rugidos se misturaram, o choque de kagunes e armas, ossos se partindo. Vidas sendo estilhaçadas.

A Quinta Guerra Ninja começara, oficialmente, naquela noite, por que o sangue que sujou a terra parecia que ter caído como chuva, por que eram corpos demais para contar, espalhados pelo campo de batalha.

E ele tinha que confessar, que já estava meio louco demais, para se importar.

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Aquela discussão poderia durar horas.

Sasuke tinha plena certeza que faria tudo para salvar Sakura, desde mentir até matar. Mas não poderia negar que aquela exigência o fazia trepidar.

Desde a grande Quarta Guerra Ninja, o mundo conhecia a capacidade destrutiva do Edo-tensei. Mas nem mesmo ele poderia imaginar que alguém poderia ter coragem de querer usa-lo novamente, isso até porque só haviam três pessoas, que atualmente, sabiam como fazer aquela técnica.

A primeira era Orochimaru, mas ele não pode mais se dar ao luxo de faze-lo, a segunda, era Kabuto, e ele já se encontrava redimido, vivia de forma humilde, mas fazendo algo grande que era cuidar de um orfanato inteiro, crianças de pais vitimas da guerra. E pensar que se aquilo continuasse... haveriam mais crianças para ele cuidar.

E a terceira e última era o próprio Sasuke.

Não sabia se era o inconveniente ciúmes, mas pelo menos para ele, não havia qualquer sentido entre ter Sakura de volta e Yasuhiko Yumi “vivo” outra vez.

Se eles ressuscitassem aquele homem, não poderiam negar a grande ajuda que ele seria, ele entendia mais que qualquer um seu próprio sangue, era tido como um ghoul poderoso, e bastaria por um exercito do Diamante em suas mãos que todos se sentiriam revitalizados para continuarem lutando.Por que teriam um grande líder novamente comandando-os

E com Sakura, a senhora do clã Yumi, primeira dama do Diamante, e maior médica do mundo ninja ao lado, a aliança seria ainda mais forte.

Porque diabos a Aogiri iria querer isso? Era como pedir o próprio massacre.

Eles não poderiam estar tão confiantes de que poderiam ganhar... poderiam?

Enquanto ele debatia isso em mente, Yuzuru e Ren debatiam como isso atingiria o clã e a família deles, parecia momento errado para pensar em família, em vez da sobrevivência geral, mas ele já havia entendido o quanto eles eram desse jeito.

Queriam vencer essa guerra mais que tudo, e evitar mortes, mas não podiam deixar de pensar se seus métodos não atingiriam em cheio seus entes queridos.

Naruto também debatia isso internamente, e sabia que se tivesse encontrado uma solução, por mais ínfima que fosse, ele tentaria.

Eles estavam sem saída, mas Sasuke não seguiria para aquele buraco sem ter certeza de que era mesmo o único caminho.

— Não temos nem como nos comunicar com eles – Começou — Como vamos saber se vão nos devolver Sakura?

— Tem razão, mas o que me incomoda não é só isso, mas esse “nome” que deram ao meu irmão, eu na verdade não acho que vão nos devolver Sakura, como eles mesmo disseram, ela é uma Matriz, por que o fariam?

— Matriz de que exatamente? Acha que podem força-la a engravidar? – Kakashi perguntou, eles se tensionaram com a pressão de pensar nisso.

— Eu acho difícil, mas ainda pode ser isso sim, depende de como eles pretendem levar esse plano, se acham que podem fazer essa guerra durar anos, talvez queiram mesmo ter um sangue puro com traços do DNA do meu irmão e passível de puxar as qualidades de Sakura, ou, podem estar querendo se aproveitar apenas da Kakuhou dela, Yasuhiko conseguiu implantar suas células nela, talvez tenham descoberto um jeito de implantar as dela em outros com sangue ghoul mais fraco... ou até mesmo pessoas.

— Pessoas?! Você quer dizer... pessoas normais? Como a Sakura?! – Naruto exclamou.

— Sim... Mas não sabemos se isso é possível, nem mesmo sabíamos que meu irmão era capaz disto, Sakura concluiu essa possibilidade depois de juntar alguns estudos que ele fazia e das coversas que tinham sobre genética, Yasuhiko sempre falou “por alto”, nunca deu a entender que estivesse afim de fazer isso, embora nunca negou que queria explorar ao máximo os mistérios do DNA Ghoul.

— A questão é que, Yasuhiko não era o único bioquímico a estudar nossa herança, a Aogiri tem muita gente trabalhando consigo que nós nem mesmo suspeitamos, já provamos isso como sequestro da Sakura... Não, com o de Sesshoumaru. – Ren pontuou.

Lembraram de quando Yato confirmou com veemência que a mulher das fotos era uma das integrantes do clã, a mesma que parecia ser apaixonada pelo antigo chefe, a mesma que foi praticamente a babá de Yato, destestava Sakura, e que agora tinham certeza que foi quem forjou a morte do bebê dela e o levou.

Ela definitivamente se fez de ísca para Sakura, e não poderia julga-la por ter avançando com tanta ira, ela devia odiar aquela mulher mais do que odiou qualquer outra coisa na terra.

— Ótimo, podemos sugerir então que eles tem Sakura para “criar” mais ghouls artificiais, então porque devolve-la?

— Por que podem multiplicar o gene e distribui-lo – Sasuke disse, não era um gênio da genética, mas alguns anos com Orochimaru e as aulas do seminário de genética de Sakura ajudavam, mesmo que na época, tivesse passado mais tempo admirando-a e se emburrando com os comentários acerca de sua beleza. — Não precisam exatamente dela uma vez que tiverem o código, e se tiverem condições para manipula-lo, ela provavelmente só está sendo enfraquecida para ficar quieta.

— Tem razão, mas Yasuhiko ainda não se encaixa...

— Por que querem nos provocar. – Yuzuru concluiu, todos o encararam aturdidos.

— Bem, isso é meio óbvio...- Naruto comentou, um pouco desconfortável.

Yuzuru sacudiu a cabeça e se levantou.

— Não, não se trata apenas de desestruturar a família principal, o clã ou a aldeia. Eles plantaram dúvidas sobre Yasuhiko, chamaram-no por um título, que nunca ninguém chamou, e não é só isso, meu irmão entende mais que ninguém todo o processo que eles estão usando, e que a Aogiri gosta de provocar, não é novidade, se alguém realmente quer Yasuhiko vivo, podem crer que está confiante e quer se divertir.

— E sugere que deixemos?

— Eu sei que eu tenho muitas perguntas, e sei que ninguém além do meu irmão vai nos responder, Yasuhiko morreu lutando pela nossa paz, embora sua morte possar ter sido um acidente ou provocada, ele tem as repostas que precisamos, o que eu temo é que a Aogiri acabe usando essa falta de respostas, e sinceramente, não estou afim de arriscar...

— Mas...

— Eu sei, é errado mexer com os mortos, e acredite, meu irmão não era alguém que você provocaria facilmente quando vivo, eu sinceramente temo que tipo de Yasuhiko pode ser invocado.

— Você tem certeza disso? – Naruto indagou, apertando seu ombro, Yuzuru negou.

— Eu não sei, eu não sei mais o que vou fazer, me sinto um fraco, por que meu irmão deixou a aldeia e a família dele para eu cuidar, e no fim, estou recorrendo à tira-lo do sono da paz para resolver aquilo que era meu dever...

— Yuzuru...

— Mas sim, eu vou, nós vamos, vamos ressucitar Yasuhiko Yumi.

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— E pensar que está anoitecendo... e isso não acaba...- Kyouya disse, movendo no ar a espada cheia de sangue.

Ele voltou os olhos para seu sobrinho, agachado sobre uma pedra, encarando o vazio do olhar de uma cabeça ghoul.

O corpo estava tombado no chão, e Kyouya conhecia bem aquele olhar estóico.

Era quase como voltar a ser criança novamente, lembrar da morte da irmã, e da loucura que atingiu a cabeça do clã Yumi.

De certa forma, estava acontecendo de novo e ele lamentava. Sakura era alguém que não merecia passar pelo o que podia estar passando, mesmo sendo sua escolha entrar de cabeça naquele mundo, ela era muito luminosa para viver na escuridão que cercava os vícios e manias do mundo Yumi.

As loucuras deles.

A dele.

Mas agora era tarde, só podiam torcer para que não fosse tarde demais, a noite já chegava, eles avançaram bastante terreno e mais floresta estava a frente, à medida em que escurecia, a batalha só prometia ser mais sangrenta e primitiva. Ele sabia que teria que segurar firme o metal de sua espada, pra lembrar que ainda era um humano, quando se visse em meio a tantas bestas.

É um belo céu carmesim... — Yato murmurou, calmamente, Kyouya não pode evitar encarar as nuvens mesmo ouvindo os rosnados e provocações cada vez mais altos se aproximando na recém formada escuridão da mata.

— Sim... é – ele já tinha ouvido esta historia também.

Ela sempre o assustava. Hoje, especialmente, fez-lhe os pelos do braço se arrepiarem, e alguma coisa no fundo de sua mente insistia que era mais que a luta sangrenta que estava por vir junto da noite.

O crepúsculo é a fronteira entre o dia e a noite...

Kyouya, o viu se levantar, e voltou-se para a frente, girando a espada entre os dedos, ela estava tingida de sangue, e um guerreiro digno deveria limpa-la e mante-la sempre limpa, mas a batalha ainda estava longe de acabar, e ele caminhou pondo-a em frente ao corpo, se pociosionando, via a sombra de Yato a atrás de si, os quatro tentáculos desabrochando como flores de hingabana.

Aqueles deste mundo temem a escuridão e se escondem dela...Enquanto os do outro mundo, se mesclam nela, e se tornam selvagens... – desta vez, foi ele quem continou o pequeno conto.

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“O por do sol ofusca tudo com uma matiz avermelhada... Enquanto as sombras do anoitecer ficam cada vez maiores e profundas.”

Haviam três esquadrões em combate naquele exato momento. E se o dia parecia não ter fim, a noite prometia ser mais longa ainda.

Todo o clã foi ordenado a ficar em suas casas, Yuzuru mandou a mãe para longe da mansão junto com Sesshoumaru e as tias, eles ficariam escondidos num esconderijo abaixo do prédio da administração. Pelo menos até terem certeza que tinham total controle do território, independentemente dele ainda não ter sido diretamente atacado.

As noticias que chegavam eram preocupantes, os números de mortos cresciam, mesmo que dos dois lados.

Tiveram total certeza que Sakura estava sendo usada.

Haviam relatos de kagunes mais que estranhas, ghouls descontrolados, e até mesmo alguns tendo mortes súbitas em meio ao campo de batalha.

Mas nada disso importava agora, porque estavam novamente nos mausoléus da família Yumi diante do túmulo do ultimo Shinjukage.

Eles já tinham até mesmo um sacrifício, mas para Sasuke, o que foi difícil foi aceitar passar o segredo da técnica para para Ren, ele insistiu que queria ser o invocador.

Sasuke chegou a se perguntar se o caso se tratava de alguma falta de confiança nele por ser um ex traidor ou mesmo pela antiga ligação dele com Sakura. Ou se apenas realmente não queriam passar para as mãos de alguém de fora, a responsabilidade e a culpa.

Yuzuru empurrou a pesada tampa que cobria o túmulo, um cheiro péssimo, pútrido, encheu o local, e ele cobriu a boca e o nariz com o braço enquanto explorava a curta abertura que fez, para arrancar uma amostra do corpo.

Se afastou tomando ar, e suspirou.

— Me perdoe, irmão.

— Vai poder pedir depois – Sasuke teve que pontuar, mesmo recebendo uma olhada repreensiva de Naruto e Kakashi.

Não era como se ele fosse insensível a isso, ele vira o próprio irmão ser usado como arma também, e foi ainda mais doloroso quando sabia de sua inocência.

A verdade era que não sabia como lidar com isso.

— Vamos terminar logo – Yuzuru disse, alheio ao seu comentário. Entregou a amostra para Ren, ele a segurou firmemente.

E se afastou deles, rememorizando a sequência de sinais de mão.

— Ainda podemos desistir disso – Naruto afirmou, mas os irmãos negaram.

— Não podemos desistir de mais nada.

Ren juntou as mãos respirando fundo, o sacrifício aos pés dele era um ghoul capturado e levado para interrogamento.

Pra ele, era um desrespeito ainda maior usar um infeliz como aquele, mas por outro lado, parecia até mesmo uma oferenda.

Uma oferenda macabra, mas uma oferenda.

Ele respirou fundo, deixando a sequência de sinais fluir por suas mãos e dedos.

“Enquanto as sombras do anoitecer ficam cada vez maiores e profundas.

Agora é a hora quando aqueles na divisa, conseguem com maior facilidade, cruzar a fronteira.”

O ninja despertou, começando a ser engolido pelas cascas cinzentas, contorceu-se e seus berros de dor e maldições encheram todo o lugar até que sua garganta foi forçada pelas cinzas, o selo do ritual pintava o piso abaixo dele.

Sua forma foi completamente engolida, e um chakra poderoso começou a se tornar cada vez mais visível na percepção deles.

E maior.

E pesado.

E primitivo.

E opressor.

O bolo de cinzas foi tomando forma novamente, ganhando altura, estrutura.

“Um povo uma vez disse que, está é a hora do dia em que os monstros saem de suas tocas.”

E nesse momento uma onde de chakra eclodiu dele jogando uma ventania violenta que varreu tudo, a tampa do túmulo foi arremessada contra a parede.

Sasuke e os outros fixaram os pés no piso com chakra e assistiram tudo ao redor ser destroçado, as paredes se abriram cedendo a pressão, e o piso foi sendo engolido por cristais cinzentos e negros, o teto voou e foi substituído por um de estalactites de cristal afiadas, de repente estavam numa caverna formada apenas por elas e suas nuances de tons.

De repente o vento cessou, mas o chakra permaneceria ali, tétrico, denso, envolvendo-os de forma sufocante, eles sentiam o estomago revirar, e pelo menos para os irmãos e para Naruto, houve uma pesada sensação de nostalgia, enquanto Sasuke e Kakashi se afogavam na tensão de ver o corpo lentamente tomar toda a forma que tinha em vida.

Ele se surpreenderiam apenas depois, por agora estavam chocados demais com o todo, pois, a pele não passava de algo além de um profundo pálido, mesmo com rachuras, a luz refletia nas lentes dos óculos.

E ele ergueu a cabeça e pareceu encara-los.

“...Está agora é...”

O vento de chakra eclodiu mais uma vez, e eles poderiam sentir a agressividade eminente nele mesmo que o corpo não se movesse, as estalactites acima deles tremeram ameaçando caírem como lanças em cima deles, no chão, as longas pontas formando espinhos começaram a crescer na direção deles, fazendo-os recuarem num espaço pequeno, Sasuke sacou a espada, e Naruto começou a formar um rasengan numa das mãos.

— Ora, ora...- a voz profunda e apática ecoou por todo o espaço, mas com um leve toque de ironia, quase imperceptível se Yuzuru ou Ren não o conhecessem tão bem.

— Irm-...

— O que temos aqui? Algo definitivamente parece estar acontecendo... Porque posso sentir o cheiro de sangue vindo pelo ar... E principalmente... – ele ergueu o queixo, levando uma das mãos até os óculos e ajeitando a armação sobre o nariz.

A lentes relevaram seus olhos prateados, mas sem a escalera cinza, como esperava-se ver se um invocado impuro. Seu olhar era afiado com as lascas acima deles, e mesmo estoico, até mesmo calmo, parecia muito mais imprevisível que a queda delas.

— Pelo fato de... Eu estar vivo... Isso não me parece nada bom... para vocês, claro.

Antes que alguém ousasse dizer algo, o teto se esmiuçou completamente o vento de lá fora atingiu-se e chegou a ser um alívio dispersar aquele ar denso, e o cheio de morte. Olharam para trás vendo o por do sol, o as nuancezsde laranja, vermelho e roxo tingindo-o em pinceladas profundas e suaves.

— Mas que belo céu carmesim... – ele proferiu — Está realmente é... a melhor hora.

“A Hora do Diabo.”

Notas finais
Eu não disse que tava morta feat, ressuscitada? Sinceramente gnt? FODA-SE! DALE NECROFILIA NESSA PORRA :v