Talvez.
1 Capítulo Unico.
Notas iniciais
Flowers *-*
A pequena maga de cabelos azuis lia um livro enquanto estava sentada em meio à natureza.
Na floresta de Magnólia para ser exato, Levy lia um pequeno conto romântico.
“... – Você significa tudo para mim, mais do que o ar que respiro, mais do que o alimento que consumo. Isabelle, não faça isso comigo! – gritou Eleor desesperado.
– Entenda Eleor, eu não sinto o mesmo por você, quero que seja feliz, não que esteja comigo – disse Isabelle tentando conter suas lágrimas.
– Belle! – gritou ele chamando sua atenção. – não entendes que só serei feliz contigo?
– Perdão Eleor, não iria dar certo, não temos nada em comum, tu és sempre tão forte e másculo, exala brutalidade, enquanto eu sou apenas uma mulher frágil e pequena...”
Por alguma razão a pequena maga se identificou com esse pequeno trecho do conto. Ela estava tão compenetrada no texto que se assustou ao ouvir um pequeno pássaro cair.
Ela odiava ver as pequenas criaturas feridas. Levantou-se, marcando a página do livro antes, e foi ajudar o pequeno pássaro azul.
Enquanto Levy socorria o pobre coitado outro som maior chamou sua atenção, derrubando algumas árvores Gajeel e Lily surgiram.
— Hey Gajeel, – gritou o exceed em sua forma de batalha – Não precisava ter destruído tudo.
— Fique quieto gato.– rosnou ele se preparando para atacar novamente sem nem perceber Levy – Eu vou derrotar você!
— Hey você dois!
Gajeel parou o que estava pensando em fazer quando ouviu a voz da garota, mas não foi ele quem respondeu.
— Ah – disse o exceed mudando de forma – Oi Levy.
— Oi Levy?! – ela gritou nervosa – O que pensam que estão fazendo.
— Tsc, você é cega também baixinha? – falou Gajeel batendo de leve na cabeça dela.
— Gajeel... – foi tudo o que Lily pode dizer antes dele perceber Levy chorando.
— Por que está chorando pequena? – perguntou ele preocupado.
— Nada! – disse ela secando as lágrimas e pegando o livro. – eu vou cuidar de você amiguinho – sussurrou enquanto colocava o livro em uma bolsa e pegava o pequeno animal nos braços.
Gajeel e Lily se entreolharam com a pergunta silenciosa “O que diabos houve aqui?”.
Levy levou o animal á guilda enquanto praguejava por Gajeel ser tão burro, insensível e maníaco por brigas.
Ela não entrou na Guilda, foi até a parte de trás, onde era visível um pequeno jardim.
Ela cuidou do pequeno animal com tudo o que ela sabia sobre pássaros, o que não era pouca coisa.
Ela percebeu que o passarinho havia quebrado uma de suas asas.
— Coitado de você amiguinho, – falou ela carinhosamente – se não fosse aquele idiota do Gajeel você ainda poderia voar.
O pássaro que ao entender de Levy parecia lhe compreender se aninhou em seu braço.
— Parece que você ainda está cansado, – falou enquanto fazia-lhe um cafuné – Pelo menos aqui não corremos o perigo de ser atacados... – disse Levy, cedo demais.
Natsu e Elfman estavam medindo forças, e não pareciam se importar muito com o que estava á sua volta.
— Como um homem, vou mostrar que posso ser mais forte que você!
Natsu soltou uma sonora gargalhada antes do seu famoso “Eu estou empolgado!”
Levy analisou a cena e suspirou, não teria paz para ler?
Toda e qualquer esperança que ela ainda tinha de ler em silêncio se esvaiu quando Jet e Droy vieram correndo em sua direção gritando seu nome.
A pequena maga levantou-se, e se preparou para escapar deles novamente, não que ela não gostasse deles, ela os adorava, mas ela queria ler sozinha e em silêncio naquele dia.
Gajeel prostrou-se em seu caminho e direcionou o seu olhar ao exceed negro á sua direita. E Lily sabia exatamente o que tinha que fazer, ativando seu aera ele retirou Levy dali e a levou novamente á floresta, mesmo ouvindo seus protestos e seus diversos pedidos para que a colocasse no chão.
De alguma forma, assim que pousaram, não demorou para que Gajeel aparecesse.
— Feliz agora?
— Seu idiota! – gritou ela irritada.
— Mas por que você está irritada?! – ele começou a gritar também – eu ajudei você!
— Como é que você ajudou?!
Lily que assistia a discussão aproveitou para fugir para o mais longe possível.
— Você não queria ler em silêncio!? – gritou ele ficando mais próximo – Ai está o seu silêncio!
— Não, não está!
— Sim, está!
— Por que é que você está gritando?
— Porque você começou a gritar primeiro! – gritou ele antes de vê-la virar com uma carranca.
— Foi você quem começou... – ela resmungou.
— Eu vou embora, – disse irritado finalmente notando a ausência de seu gato – Mas onde ele...?
— Gajeel? – chamou ela quase em tom inaudível.
— O que é?
—Obrigado. – ela disse ainda olhando para o outro lado. – Mas você ainda é um idiota.
— Vou encarar isso como um elogio. – resmungou ele.
O Dragon Slayer partiu em busca de seu exceed desaparecido, enquanto Levy aproveitou que não podia fazer mais nada e sentou-se para finalmente ler.
“- Isabelle querida... – chamou o homem enquanto se aproximava dela. – Se tu és pequena e frágil, estarei sempre aqui para proteger-te.
– Não Eleor, não posso aceitar, – disse ela debruçando-se sobre a grade da varanda – seja livre, seja feliz.
– Não serei sem você. – disse se aproximando ainda mais.
– Mas você é sempre tão grosseiro e não costuma se importar com minha presença. – continuou a mulher enquanto as lágrimas aumentavam.
– Minha pequena, se nunca lhe disse o quanto era importante para mim, perdoa-me, daqui para a eternidade não deixareis que tu esqueça. – falou Eleor enquanto a abraçava. – Eu te amo Isabelle, não poderei viver sem você...”
Levy fechou o livro quando sentiu lágrimas teimosas escorrerem por seu rosto. Mas afinal por que ela estava chorando? Era só um livro, não tinha relação com a vida real, né? Por alguma razão, aquelas palavras a faziam recordar de algo doloroso.
— Você está chorando de novo? – perguntou a voz grave que Levy sabia a quem pertencia.
— Não. – respondeu simplesmente.
— E por que está chorando? – continuou ele ignorando a resposta dela.
— N-Não estou chorando.
— Afinal de contas, sobre o que é esse livro idiota?
— Você não se preocupa com isso na verdade. – disse ela se levantando.
— Você não queria ler? – perguntou ele com uma sobrancelha arqueada – eu enganei aqueles dois idiotas e a loira dizendo que você tinha ido pra casa, e você vai desistir?
— E-eu não...
— Me dá esse livro aqui! – disse ele rudemente tirando o livro da mão dela e lendo o mesmo trecho. – Não entendi por que você tava chorando, não tem nada demais aqui, é só um romance mal feito.
— Não é mal feito!
— é claro que é, você tava até chorando. – ele disse com um sorriso zombeteiro.
—Você é um idiota mesmo. – disse ela irritada antes de arrancar o livro da mão dele.
Levy foi direto para Fairy Hills, não demorou muito pra chegar lá.
Após tomar um longo e relaxante banho ela deitou-se e pegou o livro novamente.
“ – Mas somos opostos Eleor. – disse ela se aninhando contra ele – nunca daria certo.
– Não diga isso Isabelle, podemos ao menos tentar.
– Talvez Eleor, mas eu não quero magoar-lhe...
– Me fará o homem mais feliz do mundo se ao menos tentar.
– Então, tentaremos, juntos. – disse ela olhando profundamente em seus olhos.”
— Por que você não podia ser um pouco mais sensível Gajeel? – murmurou Levy antes de sucumbir ao sono.
Gajeel que estivera a observando pela janela com a ajuda de Lily fez sinal para que o gato o colocasse na janela.
E ele o fez, quando no interior do quarto da maga, Gajeel a cobriu completamente com o lençol que a envolvia.
— Talvez eu possa tentar... – ele falou antes de ir embora.
— Talvez... – ela murmurou.
Notas finais
REVIEW REVIEW!
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