Notas iniciais
Boa Leitura!!!

Na maioria dos contos de fada o príncipe quebra o feitiço dando um beijo na princesa. – disse a professora Bustier – Alguém pode me dizer o porquê? – Rose levantou a mão.

— Porque só o amor vence o mal!

— Correto. Mas não se prendam a ideia de príncipes, princesas e a paixão entre casais. Frozen é um exemplo de que o amor pode ser de família, ou até de amigos. – a professora começou a explicar, enquanto Marinette olhava para Adrien, estranhando que ele não estava escrevendo o poema como deveria fazer.

Em seguida, a azulada deu de ombros e se recostou na cadeira. Óbvio que ele não escreveria um poema romântico para a sua melhor amiga.

— E não esqueçam de terminar A Bela Adormecida de Charles Perrault e feliz dia dos namorados. – o sinal tocou e então todos os alunos foram saindo da sala.

Marinette juntou suas coisas e foi uma das primeiras a ir embora. Adrien tentou alcançá-la, porém foi parado por Chloé.

— Oi Adrienzinho! Assina aqui por favor? – o loiro revirou os olhos e assinou sem nem mesmo questionar. Sabia exatamente o que era, no entanto, queria sair logo dali e falar com Marinette. Não escreveu o poema como deveria, achou melhor falar com ela cara a cara.

Quando chegou na frente do colégio, viu Marinette e Alya falando com Max e Kim. Provavelmente incentivando este último a entregar o presente para Chloé. Adrien se arrepiou só de lembrar desse episódio e o que supostamente aconteceria nele.

Kim saiu correndo enquanto os três vibravam. Então ele tentou se aproximar de Marinette, porém o seu carro parou na frente da escola. Bufou frustrado e entrou no veículo. Teria aula de chinês e caso se atrasasse, seu pai não ficaria nada feliz. E também, quando mais cedo fosse, mais cedo terminaria e então poderia finalmente dizer o que queria para a sua melhor amiga.

Marinette viu o carro de Adrien partir e deixou seus ombros caírem.

— Eu conheço alguém que é boa em dar conselhos, mas não em segui-los. – Alya deu uma leve cotovelada na amiga.

— Você acha que é uma boa ideia? Sabe, dizer o que eu sinto.

— É claro, amiga. E que momento mais perfeito que o dia dos namorados? – Marinette sorriu.

— Eu poderia escrever uma carta. – resolveu fazer a mesma coisa que sua personagem, já que falar cara a cara não era uma opção – Operação dia dos namorados?

— Operação dia dos namorados. – fizeram um toque e foram correndo para a papelaria mais próxima.

Depois de comprar o cartão em formato de coração, as duas se encontravam no quarto de Marinette. A azulada começou a escrever a resposta para o poema do Adrien da série, mas além de não lembrar direito, parecia muito superficial. Ela não queria que Adrien pensasse que ela estava apenas seguindo o roteiro.

Então, respirou fundo e começou a escrever o que sentia, do fundo do seu coração.

— Terminei. – Alya passou rapidamente os olhos pelo texto e deu um sorriso. – Ah, é claro. – assinou antes que se esquecesse. Logo a joaninha pousou ali em cima, fazendo Marinette sorrir também.

— Ah, isso é um bom sinal. As joaninhas trazem boa sorte, principalmente no quesito amor.

— Sério? – deu uma risadinha.

— É, você mais do que ninguém deveria saber tudo sobre joaninhas.

— Pois é, tem o post do seu blog, né? – Alya assentiu com um sorriso.

Depois de uma rápida conversa sobre, Marinette e Alya foram até a caixa de correio. Antes que ela colocasse o cartão lá dentro, ponderou. Seria uma boa ideia mesmo enviar aquele cartão? Na concepção de Marinette, Adrien não parecia muito propenso a retribuir os seus sentimentos e aquele cartão poderia fazer até com que ele se afastasse.

— O que foi, amiga?

— Não sei se é uma boa.

— Marinette...

— Eu sei, eu sei. Uma hora ou outra ele tem que saber, mas... Honestamente, eu prefiro ser sua amiga do que não ser nada. – respirou fundo e amassou o cartão, colocando dentro da bolsa em seguida.

Alya se sentiu mal e a abraçou. Porém logo ouviram o celular vibrando, a fatídica mensagem de Chloé.

E em poucos minutos, Kim apareceu como Cupido Negro e acertasse uma das suas flechas em Alya, que falou coisas horríveis para a melhor amiga. Marinette sabia que não era culpa dela e tratou de se esconder o quanto antes.

— Precisamos salvar o dia dos namorados. Pelo menos o de algumas pessoas. – lamentou e a kwami fez uma expressão triste – Tikki, spots on!

Depois de se transformar, Ladybug começou a saltar pelos telhados à procura do vilão. Esperava que Adrien já estivesse por aí e que ele tomasse cuidado para não ser atingido como na série.

Não demorou muito para que ela encontrasse Cupido Negro prestes a atingir Chloé, tendo o rápido conflito esperado com ele.

— Esperando por mim, meu amor? – ouviu a voz de Chat Noir, enquanto estava pendurada de cabeça para baixo. Exatamente como na série.

— Ainda bem que você chegou. – aceitou a mão dele – Nós precisamos tomar cuidad...

— Shh! – colocou o indicador sobre os lábios dela – Eu preciso te falar uma coisa. – a heroína engoliu em seco, não sabia que ele pretendia seguir o roteiro nesse nível – Marinette...

— O Kim vai aparecer daqui a pouco.

— Eu sei, mas... – o olhar dele foi para um ponto atrás de Ladybug e ambos já sabiam o que era.

— Cuidado! – Marinette se jogou por cima de Adrien e os dois caíram antes que fossem atingidos. A heroína conseguiu se segurar no bastão, ficando pendurada com uma mão e segurando Chat Noir pela outra.

Ladybug usou toda sua força para impulsionar o corpo do herói para a parede, aonde ele segurou na estrutura e ficou ali. Kim grunhiu e atirou outra flecha na direção dela, porém antes que ela fosse atingida, Chat Noir pulou na frente, segurando-se no bastão também e sendo atingido em seu lugar.

— NÃO!

— Eu te odeio, Ma... – a azulada acertou um chute no parceiro e soltou o bastão. Em seguida, jogou seu ioiô no prédio mais próximo, tratando de sair dali.

Enquanto tentava salvar Chloé, o desespero tomava conta do seu corpo. Além de Adrien ter sido atingido, ele sabia a sua verdadeira identidade e quase tinha dito o seu nome. E se ele falasse algo para o vilão?

Conduziu Chloé para a rua, junto com Sabrina. Mas como previsto, Chat Noir parou em sua frente, com os lábios negros e uma expressão maldosa.

— Ora ora, princess.

— Eu não posso lutar com você, por favor não faça isso!

— É uma pena que você não tenha escolha! – Chat Noir partiu para cima de Ladybug, que desviou dos seus ataques e lançou seu ioiô no telhado, sendo puxada para cima. Enquanto desviava dos golpes, pensava em ter que beijar Adrien para acabar com o efeito do akuma sobre ele, no entanto, a ideia a deixava ainda mais nervosa.

— Sai dessa, Chat Noir!

— O que foi, Marinette? Com medo? – riu, deixando a heroína agitada ao dizer o seu verdadeiro nome.

Desviou dos ataques, até que finalmente conseguiu prender o bastão com o fio do ioiô.

— Você sabe que o amor sempre vence no final. – assim que disse, lembrou do que a professora falou mais cedo. O amor não tinha que ser necessariamente entre um casal, mas também entre amigos.

— É mesmo? Veremos então. – o herói puxou o fio, trazendo Marinette para perto de si. Então sem pensar duas vezes, a azulada aproveitou para abraçá-lo apertado. Por alguns segundos ele parou, confuso e por um momento, quase cedeu – Você achou mesmo que isso funcionaria? – o loiro sussurrou no ouvido dela e a prendeu com seus braços. Marinette arregalou os olhos e pisou no pé dele, o afastando. – Você não é nada para mim!

Completamente frustrada com a situação, respirou fundo enquanto uma expressão determinada tomou conta do seu rosto.

— Se isso não deu certo, hora de você ganhar um beijinho, kitty! – ele arregalou os olhos e passou a fugir, enquanto Ladybug corria atrás dele.

— Sai de perto de mim, sua maluca!

Após amarrar Adrien no poste e tentar beijá-lo sem sucesso, Ladybug estava escondida atrás da árvore, enquanto Cupido Negro e Chat Noir esperavam por ela.

— Cataclysm! – gritou, acionando seu poder – Parece que finalmente vamos descobrir o que acontece caso eu acerte alguém com ele. Não é, Bugaboo?

— Lucky Charm! – segurou a maçã do amor e se concentrou no episódio. Um movimento errado e poderia falhar. – Tenho um presente de dia dos namorados para vocês! – correu, executando o plano. Quando o Cataclysm passou em frente ao seu rosto, parecia que estava tudo em câmera lenta assim como na série, aquilo era completamente assustador. Mas mesmo assim seguiu com o plano – Parece que você se meteu numa situação... Ah, eu não vou fazer isso. – suspirou depois de ter atirado a maçã do amor no vilão.

— Ladybug! – Cupido Negro gritou irritado, sem conseguir atirar flechas nela.

— Sua vez, kitty. – correu fugindo dele, até que Chat Noir conseguiu saltar por cima de si.

— Pega o Miraculous dela, Chat Noir!

— Com prazer. – sorriu perverso, fazendo com que Marinette ficasse mais nervosa. Ela não podia fazer aquilo, não conseguiria. Não, não. – Chegou a hora de todos saberem que é a garota por trás da máscara, Marin... – antes que se arrependesse, segurou o rosto do loiro, fechou os olhos e o beijou.

Sinceramente nunca imaginava aquilo acontecendo, mesmo que soubesse o que acontecia no episódio. Porém, Marinette podia dizer que a sensação de beijar o seu melhor amigo, não podia ser descrita com palavras de tão incrível que era.

Chat Noir ficou confuso, porém fechou os olhos em seguida, retribuindo. Logo, Ladybug afastou ele e os dois se encararam.

— Mas o q...

— Eu explico depois, agora pega o broche! – Ladybug, que tinha certeza que seu rosto estava da mesma cor do seu uniforme, ergueu o parceiro e o atirou na direção de Cupido Negro.

— Não! – o vilão protestou.

— Foi mal, mas eu vou precisar dele. Feliz dia dos namorados, my lady!

— O-Obrigada. – gaguejou e pegou o objeto, em seguida o atirou no chão, liberando o akuma. – Hora de aniquilar a maldade! – capturou a borboleta e logo abriu o ioiô, fazendo-a sair purificada dali – Tchau, tchau borboletinha. – sorriu e jogou a maçã do amor para cima – Miraculous Ladybug!

— Zerou! – depois de fazerem o toque, Marinette foi até Kim.

— É um presente lindo.

— É, pena que a garota que eu gosto não achou isso.

— Você me parece um cara legal. Não se preocupe, vai encontrar alguém tão legal quanto.

— Obrigado, Ladybug. – agradeceu e acenou, saindo.

— Ladybug? – Chat Noir chamou a atenção da parceira – Por acaso, nós...

— H-Hã, eu preciso... Eu preciso ir. – apontou para o brinco – Nos falamos depois. – lançou seu ioiô na estrutura do prédio e saiu de cena.

Adrien apenas sorriu e colocou a mão sobre os lábios. Podia não lembrar exatamente do beijo, mas sabia que se tinha sido com Marinette, com certeza foi incrível.

Notas finais
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA EU SOU MUITO JEREMY ZAG! Ok, agora falando sério. Decidi postar esse capítulo antes do previsto, porque eu estou muito feliz com o apoio que vocês estão dando para as fics (inclusive pra oneshot sobre Oblivio que eu lancei algumas horas antes) e também porque eu estou muito satisfeita de ter comido um lanche muito bom de janta kkkkkkkkkk! E mais uma coisa, esse não é o fim da ladeira. Mais surtos nos próximo capítulo que, dando uma dica, é bem horripilante. Muito obrigada por terem lido e nos vemos capítulo 9! Espero que tenham gostado ♥ xoxo