Tales Of A demigod: The Twelve Moons
6 O shopping
Notas iniciais
O shopping era formado por uma cadeia de hipermercados, pelo menos três. O shopping em si era uma construção quadrada com quatro andares, resumindo era comum.
Passei direto pelos hipermercados minha barriga parecia um trator, imagina se eu entrasse em um supermercado agora. Entrei no shopping, era sábado então estava lotado. Famílias, adolescentes, crianças, gritaria, minha cabeça vai explodir.
Fiquei vagando um tempo, cada vez minha barriga doía mais, meu cheiro também não estava agradável eu estava toda imunda, por mais que eu andasse afastada das pessoas elas me encaravam e faziam cara de nojo o pior era as patricinhas, estava me segurando pra não dar um soco na cara de alguém, mas minha situação ia ficar mais difícil do que já estava, imagine eu em uma delegacia toda suja iam supor que sou de um orfanato e fugi, aconteceu isso uma vez, mas minha mãe resolveu tudo. Ela sempre resolve tudo.
Já passava das cinco horas da tarde e eu decidir ir embora, ia descer pelo elevador, mas eu teria que passar por uma parte mais vazia, não havia loja alguma ali, somente telões e a entrada para funcionários. Ouvi gritos, mas pensei que fosse da área de recreação lá em baixo. Passei na frente da entrada de funcionários, era de onde viam os gritos. Merda. Empurrei a porta de vagar para não fazer barulho, havia um corredor extenso na minha frente, e muitas portas também. Andei lentamente ate chegar aonde os gritos eram mais intensos a porta estava entreaberta, espiei. Havia um guarda grandão com óculos escuro e um daqueles uniformes azuis ridículos e um garoto de cabelos pretos usando uma camisa de alguma banda, jeans e all star. O guarda o segura pelos cabelos e gritava:
-Cale a boca meio sangue, você vem comigo.
-Me larga seu troglodita, eu não fiz nada cara me solta.
-Cale a boca semideus. Preciso abrir o portal, preciso fica concentrado cale a boca. — esse último foi um urro.
-Se você não me largar eu vou começar a gritar.
— Por mim que suas cordas vocais explodam ninguém vai te ouvir imbecil.
O garoto se virou e me viu. Fazendo movimentos com a boca ele pediu ajuda. Olhei para os lados procurando a tal ajuda e achei do outro lado, uma pá, ele seguiu meu olhar e balançou a cabeça positivamente. Você o distrai, sussurrei.
-Hey, pra onde vai esse tal portal?
-Não é da sua conta, só saiba que ira morrer.
-E quem vai me matar? Você???- Ele perguntou com sarcasmo.
-Não semideus eu e minha família vamos tortura-lo ate a morte.
-Duvido, por que... porque eu sou muito poderoso.
-Poderoso?
-Poderoso! Muito.
-Mentira se fosse poderoso já teria me matado.
-Eu chamei reforços. Esses gritos todos, eu estava chamando reforços. -Enquanto ele falava, eu me esquivei até o outro lado, estava com a pá na mão. Um... dois... Três. Bati com toda a minha força.
O guarda virou a cabeça lentamente e perguntou:
- Mais uma?
-Corre? –Perguntei para o garoto.
-Corre. –Ele respondeu.
Sai em disparada pelo corredor, o garoto junto comigo, e o guarda logo atrás. Eu entrei na primeira loja que vi. Sai, voltei, corri, entrei, gritei, fiz uma maratona inteira dentro daquele shopping e só estávamos no terceiro andar. Estávamos dentro de um provador masculino segurando a respiração.
-Como vamos sair daqui?- Ele perguntou.
-Vamos agir normalmente agente deve ter despistado ele naquela loja de lingerie.
-Duvido.
-Larga de ser pessimista moleque.
Saímos da loja e entramos no elevador, apertei o numero um havia um casal com seus filhos, uma velhinha, e um cara de terno.
-Seja natural. –Sussurrei.
A porta abriu lentamente.
-Er nada do grandão.
-Olha direito. –Disse uma voz grossa atrás de nos dois.
-Ahhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!! –Saímos correndo pra fora do shopping, só paramos quando já estamos no estacionamento.
-Uffa!
-Uffa? Eu nunca corri tanto.
-Pelo menos você fez exercício físico.
-Olha pra minha cara e fala se eu estou achando graça.
-Tá calma... É... Qual é o seu nome mesmo.
-Nossa eu salvo a pessoa e ela não sabe o meu nome.
-Não deu tempo de perguntar. O meu é Dylan.
-Alany.
-Valeu por ter me ajudado e desculpa qualquer coisa.
-Sério não tem condição de conversa assim.
-Concordo, vamos sentar ali. –Apontei pra área mais afastada do estacionamento. Sentamos no meio fio e ficamos um tempo sem falar, apenas descaçando, Dylan se jogou no chão.
-Então o que você fez para o guarda?
-Nada, eu esbarrei nele no meio do shopping e ele começou a me persegui, sei lá.
-Não fez nada, aham tá.
-Sério.
-E você sempre da uma de heroína e salva desconhecidos de serem mortos por guardas maníacos?
-Só nas horas vagas. Eu quero meu cache em?!
-Foi mal, mas eu estou liso. –Ele colocou a mão dentro do bolso e tirou pra fora.
-Eu também.
-E cadê seus pais ou suas amiguinhas? Você não parece ser da área.
-Você também não.
-Eu...
Mas Dylan se interrompeu.
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