Tales Of A demigod: The Twelve Moons
3 Dreams
Já era 00h00min, minha mãe devi chegar daqui a pouco.
Eu estava no quarto dela vendo televisão. Dava pra ouvir o barulho dos saltos da minha mãe, sabem àquela hora no filme de terror que a maçaneta começa a mexer silenciosamente e você sabe que o mocinho vai morrer, então, minha situação é bem pior.
–Oi querida, o que você esta fazendo ai? –minha mãe é muito bonita cabelos loiros no tom prateado, e olhos azuis, ela usava uma blusa do Ramones, calças jeans e saltos pretos os cabelos presos em um rabo de cavalo. –Como foi o seu dia? – ela sentou na poltrona do lado para tirar os sapatos.
–Oi, como foi o trabalho?- mudar de assunto é a melhor tática.
–Foi agradável. Seus avos me ligaram. Você quer passar o fim de semana com eles? Assim nas férias acho que vou estar livre pra ficar com você, que tal?
–Uhum, eu vou querer. Eu queria passar as férias em Chicago, assim visitamos Ryan.
–Claro meu bem. Eu vou tomar um banho, você já comeu? Olha a pergunta da sua mãe, como se eu não te conhecesse.
–Eu já, mas e a senhora? Eu vou pegar alguma coisa na geladeira se não vou ser triplamente órfã. –gritei pra ela no banheiro.
Fui pra cozinha e peguei algumas coisas frango, salada. Meia noite e a pessoa vai comer frango. Voltei para o quarto, minha mãe colocou Moulin Rouge para vermos.
–Frango?
–A senhora precisa de sustância. –coloquei a bandeja sobre a cama.(n/a: sim tem uma mesa dentro do quarto)
Enquanto o filme passava eu pensava como falar para minha mãe, ela não vai gostar.
–Você esta calada demais para o meu gosto. O que aconteceu?-ela olhou pra mim esperando uma resposta.
–Bom... Não é nada.
–É sobre a expulsão?
–Não esta com raiva né?!
–Não, eu não estou. Só estou preocupada, cada dia fica mais difícil achar uma escola pra você.
–Eu sei!
–Achei que você ia se esforçar.
–Eu me esforcei, eu juro. Mas que tal desta vez você me colocar em uma escola normal? Só pra variar.
–Senhorita Maria Eleonora Demetria Maldonado La Rhochefurl, se nessas escolas que eu pago uma pequena fortuna, você não se adapta, imagina uma normal.
–Humpf.
–Humpf?
–Humpf!
–O que quer dizer ‘Humpf’?
–Neste contexto quer dizer indignação.
–Tudo bem então sou eu que recebo chingamentos pelo telefone como, por exemplo, ‘A senhora não soube educar sua filha’, ‘A senhora não tem capacidade para cuidar de uma adolescente’ e blá blá blá. E é você que fica indignada? Legal.
Me afundei nas cobertas.
–Vai dormi vai, você já deu trabalho de mais pra um dia só.
Me aconcheguei nas cobertas e cai em sono profundo.
Eu tive um sonho, ou foi um pesadelo?
Parecia que eu estava em baixo d’agua, mas tinha luz do sol, havia algumas arvores acima de mim. O lugar era lindo. Mas era o mar! Comecei a nadar para a superfície, eu estava chegando mas quanto mais eu nadava eu não conseguia chegar, tinha luzes por todos os lados pontos brilhantes que se moviam. Parecia que havia peixes também vi caldas. O lugar era mesmo lindo. Plantas, arvores, algas e corais. As arvores era algas com flores arranjadas, mas de um jeito diferente em tons de azul, roxo, rosa, cores vivas e vibrantes. Parecia que tinha ficado muito tempo lá. Comecei a tocar nas coisas para ter certeza que era real, e parecia , as texturas era tudo muito realista. Me senti sendo observada na maior parte do tempo , qualquer coisa fora daquele lugar parecia sem importância, não havia por que ligar para o tempo, era um paraíso. Eu respirava normalmente, mas em sonhos tudo é capaz. Tudo parecia tão real mais ao mesmo tempo tão falso. Olhei para cima, e claro tinha a superfície só que eu não conseguia chegar lá. Eu nadei para a direita, eu não sei como, mas eu tinha certeza que era a direita. Continuei nadando cheguei ao ponto de ir para o fim mas só dava para enxergar entre os arbustos, as arvores e algas formam uma barreira tentei empurra-los mas eles se enrolaram nos meu tornozelos e braços. A luz do sol ficou mais forte coloquei meu braço sobre a testa para proteger meus olhos.
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