Tales

21 XVIII - Pesadelos


Notas iniciais
AHHHH Desculpa gente TT----TT Eu não pude postar ontem pq estava tirando as fotos da formatura daí cheguei tarde em casa e não deu pra entrar pra postar pra vcs :( Me desculpem o atraso! Boa leitura! ^^

Mais 5 dias haviam se passado, Juvia entregou os relatórios para o chefe pontualmente, Gray enviou-os para a casa de praia de Igneel. Naquele dia Juvia e Gray desmarcaram os eventos que tinham porque Levy pediu que todos os amigos fossem na casa dela e de Gajeel para um jantar muito importante e claro que isso incluiria Juvia e Gray.

Todos estavam curiosos sobre o comunicado importante pelo qual Levy os havia chamado. Estavam naquele jantar os amigos mais próximos do casal que morava ali: Mirajane, Lucy, Erza, Juvia, Natsu, Jellal, Meredy, Laxus e Gray.

Sentaram-se todos no sofá da casa não tão grande de Levy e Gajeel. Comeram, conversaram e se divertiram até a hora em que Levy se levantou e pediu a atenção de todos batendo levemente em uma taça. Gajeel estava sentado em uma cadeira logo atrás de Levy que estava virada para o resto dos amigos que ali estavam, todos sentados ao longo do sofá de canto.

— Então... Eu chamei vocês aqui hoje porque... Eu estou grávida gente!

— O que? — O queixo de todos caiu ao mesmo tempo.

Perguntas eram lançadas aos futuros pais sem parar, nenhuma delas fora respondida, nem mesmo estavam sendo inteligíveis com tanta gente falando ao mesmo tempo, mas o que aconteceu a seguir foi o que mais surpreendeu a todos, até mesmo Levy, ela não sabia daquilo.

— Levy, — Gajeel puxou o pulso da mulher levemente virando-a para que ficassem de frente um para o outro. — Eu sei que sempre te disse que casamento era só uma imposição social e que nós não precisávamos disso para sermos vistos como um casal, sempre me opus a essa ideia de casamento... Mas eu andei pensando e conversei um pouco com o salamander... Acho que eu devo ceder a você nesse quesito, por isso — Gajeel ajoelhou-se e abriu a caixinha que estava escondendo atrás das costas o tempo todo. — Você vai viver essa imposição social comigo?

Levy olhou para o rapaz atônita, não sabia se continuava em pé, se caía, se chorava, se ria, se beijava Gajeel ou se simplesmente aceitava de uma vez, mas não demorou a escolher todas as opções de uma só vez. Chorou enquanto ria, atirou-se em Gajeel e o beijou aceitando o pedido, primeiramente de forma silenciosa.

— Sim, sim eu quero! — Ela falou depois de terminarem os vários selinhos.

— Um brinde ao mais novo casal que saí do time dos namorando/solteiros! — Natsu falou e todos brindaram felizes pelos amigos.

Em algum ponto da festa Levy chegou perto e começou a conversar com Juvia.

— Naquele dia que pedi para o Gajeel vir para casa eu tinha descoberto isso, de eu estar grávida... Desculpe por fazer ele te deixar na mão aquele dia.

— Não tem problema nenhum! Parabéns Levy-chan, pelo casamento e pelo bebê também! Estou tão ansiosa para ser titia! — Juvia riu e Levy a acompanhou.

Mais uma semana se passou. Gray estava ficando mais irritado a cada dia e Juvia estava estressada sem saber o que o estava fazendo voltar ao estado em que ela o conheceu. Os eventos estavam sendo extremamente chatos e no dia seguinte teria de ajudar Levy e Gajeel a limpar a casa que havia comprado para se mudar.

Na manhã seguinte os dois acordaram e fizeram a rotina matinal de higiene, Gray primeiro já que “acordara” muito mais cedo e Juvia depois de acordar, aproximadamente 20 ou 30 minutos depois do sono de 10 minutos que Gray teve naquele dia.

A verdade é que os pesadelos de Gray estavam voltando, eram quase como antes, porém dessa vez via outras pessoas morrendo além de sua família. Sonhava com uma pessoa á cada noite, primeiro Natsu depois Erza, Lucy, Gajeel, Levy, Jellal, Lyon e até mesmo Cana haviam aparecido, cada um em um sonho diferente.

Todos os seus amigos eram mortos pelo assassino de sua família e Gray estava sempre sendo protegidos por eles. No fim tudo era bastante canastrão, aquilo era obviamente falso, mas sua mente associava a morte deles á culpa que sentia por estar escondido na morte de seus familiares e ele se lembrava daquelas coisas horríveis que havia passado anos atrás. Laxus fora a pessoa a morrer na noite que havia passado.

O dia passou como sempre, ele e Juvia foram juntos para o trabalho, ele assinou, leu, falou com clientes novos, fechou alguns contratos, organizou planilhas, supervisionou o trabalho dos setores, leu relatórios. Não almoçou ou lanchou com Juvia naquele dia, ela havia ido almoçar com Levy e Gajeel, mas pediu alguma comida para si nos horários corretos. Viu a secretária, no trabalho, apenas as duas vezes em que ela entrara em sua sala para pegar ou levar papéis.

Quando o expediente de Juvia acabou, a mulher entrou na sala do chefe.

— Gray-sama! — O rapaz olhou para a mulher.

— Sim?

— Eu vou aproveitar que hoje não temos nenhum evento marcado e... Eu vou dormir fora hoje, ok? — Juvia falou.

— Pra onde você vai? — Gray estava um pouco exaltado, “aquilo seriam ciúmes?”.

— Só vou dormir na casa da Levy-chan e do Gajeel...

— T-ta bom... — Gray ficou um pouco constrangido por ter sentido ciúmes da secretária. O que lhe dava esse direito?

Gray foi para casa sozinho naquela tarde, ouviu música e adiantou alguns trabalhos durante o resto da tarde. De noite jantou qualquer coisa que ele pudesse pedir pelo telefone, tomou banho e deitou. Tentou dormir, mas o sono não vinha, já eram quase meia noite quando ele teve a ideia de pegar alguma roupa de Juvia e dormir com a peça para se acalmar, aproveitaria que ela não estava ali e antes que ela chegasse na manhã seguinte ele devolveria a peça para o lugar, talvez o cheiro da peça de roupa o acalmasse e ele conseguisse dormir finalmente.

Gray pegou uma camisa cinza na qual sentiu o cheiro marcante do perfume dela e foi deitar-se, talvez tivesse sorte e aquilo o acalma-se. Por um lado o que fez deu muito certo: ele conseguiu dormir. Por outro deu muito errado: em seu pesadelo bizarro dessa vez quem morreu foi a linda mulher de cabelos azuis.

Juvia e Gray estavam juntos em uma casa que ele conhecia bem, era a casa em que morava com os pais. Os dois estavam deitados no sofá abraçados como um casal, ele sorria enquanto ela depositava beijinhos ininterruptos em seu rosto quando de repente ouviu-se um estrondo.

Nenhum dos dois se importou e Gray levantou para pegar algo na cozinha, que era separada da sala por uma bancada, deixando Juvia sozinha na sala. Até aqui o pesadelo com Juvia havia sido o mesmo que com os outros, agora pelo “script” ela deveria empurra-lo para dentro do armário, voltar para a sala e morrer em seu lugar, mas dessa vez havia algo diferente das outras vezes que tivera o sonho.

O armário abriu-se sozinho e uma sombra assustadora surgiu de dentro dele, puxou Gray para dentro e o segurou fixando bem seus olhos em tudo o que iria acontecer e os mantendo bem abertos, sem possibilidade de piscar.

Como das outras vezes a porta de entrada caiu e o assassino entrou gritando por ele, e como das outras vezes ele não podia se mexer, mas Juvia não tentou se sacrificar por ele, não tentou protegê-lo. Ela lutou bravamente até o fim. Ela bateu no homem, sofreu cortes horríveis que perfuraram até mesmo seus músculos, pediu pela ajuda de Gray várias vezes dizendo “Não vou conseguir sozinha, me ajuda!” ou chamava pelo seu nome. Depois de um tempo sem resposta vinda de Gray, já que ele era segurado pela sombra do armário enquanto se contorcia tentando se soltar, Juvia começou a chorar e se entregar cada vez mais, ficou mais lenta e não conseguia mais desviar dos golpes até que já não pôde mais resistir. Já toda cheia de cortes e hematomas ela foi sustentada pelo braço pelo assassino e antes que ele desse o golpe que a matou Gray pôde ouvir baixinho “porque me deixou ir, Gray-sama?” e então Deliora cortou o corpo da mulher desde seu ombro direito até a cintura esquerda num corte tão profundo que o sangue desceu quase que como uma cachoeira por alguns segundos para então o assassino soltar o braço da mulher e seu corpo cair no chão em um baque surdo deixando uma poça de sangue ao redor.

Gray acordou de supetão, seu corpo estava suado, ele estava mais acabado do que qualquer outra vez desde aqueles novos pesadelos. Tudo havia sido tão real, exceto a parte da sombra bizarra, dessa vez que ele não pensou no que tinha acabado de viver, não pensou que fora mais afetado por estar sentindo o cheiro dela durante a noite, não pensou nem mesmo que aquilo fora só um sonho. Tudo que ele queria saber é se ela estava bem.

Correu até o quarto da mulher, mas ela não estava lá. “Gajeel” Seu cérebro lhe deu uma dica e ele saiu de casa desesperado vestindo uma calça de moletom velha e manchada e uma blusa regata preta. Desceu as escadas com pressa entrou no carro e dirigiu na velocidade de um foguete até a casa nova de Gajeel e Levy, bateu na porta sem se importar com o horário, bateu e bateu várias vezes até Gajeel abri-la.

— O que você?

Gray apenas passou por Gajeel e correu sem rumo pela casa tentando procurar pela mulher.

— Onde é que ela está? — Gray gritou preocupadíssimo.

— Quem? — Gajeel perguntou enquanto Gray o sacudia

— Que barulheira é essa Gajeel? — Levy desceu as escadas com um taco de beisebol sendo seguida por uma Juvia que coçava os olhos.

— G-gray-sama? O que você... — Ao vê-lo Juvia desceu o pequeno lance de escadas mais rápido.

— Juvia! — Gray correu e abraçou a mulher com força. — Graças a Deus você está viva! — Juvia estava achando que aquilo era algum tipo de piada até que sentiu as lágrimas do rapaz.

— Porque você... — Gray colocou as mãos no rosto da mulher olhando para seu rosto com tamanho alívio, tocou seus ombros e abraço-a de novo.

— Me desculpa? Me desculpa por não ter te ajudado? — Gray estava visivelmente muito sensível naquele momento, Gajeel e Levy resolveram subir e deixá-los ali. — Não, não... — Ele usava um tom de pedido. — Não vai embora...

— Eu não estou indo embora, Gray-sama... O que aconteceu?

— Você promete? Promete que não vai ir?

— Sim, eu prometo...

— Juvia... Obrigado... Eu acho que vou pra casa agora, a gente se fala quando você voltar, certo? — Gray riu amarelo enquanto secava um pouco das lágrimas

— Vou com você... — Ela falou segurando a mão do rapaz.

—Mas...

— Não tem problema, depois eles se viram com o resto da mudança, já ajudei a limpar, eles só vão arrumar amanhã mesmo... — Juvia deixou um bilhete e foi junto com Gray até o carro.

Voltaram para casa e Juvia sentou no sofá, pediu que Gray sentasse ao lado dela e ficaram ali conversando por mais algum tempo, Juvia assumiu prontamente o posto de ombro amigo para Gray, ela podia perceber o quanto ele estava carente, o quanto ele precisava que ela estivesse com ele naquele momento, seja qual fosse o motivo ele não estava bem.

Juvia acordou e percebeu que havia dormido no sofá, Gray estava ainda recostado nela, sua cabeça estava em seu ombro, mas ele não estava dormindo, estava piscando e parecia bem acordado.

— O que houve com você, Gray-sama? — Juvia e Gray se ajeitaram sentados no sofá.

— Tive um sonho muito ruim... Ando tendo uns pesadelos estranhos sabe? Só que na noite passada foi muito real, você morreu no pesadelo de ontem por isso fui ver se você estava bem... Eu devo ter te assustado né? Me desculpe por isso.

— Tudo bem, Gray-sama... Você dormiu bem?

— Eu não dormi...

— Eu estou bem, Gray-sama. Não morri eu estou aqui, ta bom? — Juvia abraçou Gray e ele apenas fez que sim com a cabeça.

— Obrigado... — Ele disse enquanto escondia o rosto nos fios azuis do cabelo da mulher.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, desculpem a demora e obrigada por ler ^^ Comentem amorinhas (os) de minha vida!