Tales
1 Prólogo - Como Gray se tornou presidente
Notas iniciais
Uma reunião decisiva na Tales, Dragneel ia entregar seu cargo e iria se retirar para sua casa de praia em uma cidade vizinha, todos já sabiam que ele iria entregar a empresa para o filho, ou seja Natsu, mas ninguém previu aquilo.
— Antes de qualquer coisa eu quero avisar logo que não! Eu não serei o presidente dessa empresa! – Natsu falou assim que todos os participantes da reunião estavam sentados.
— Mas, Natsu! — Dragneel levantou batendo na mesa e continuaria a falar, mas seu filho o interrompeu.
— Eu não quero o cargo papai, prefiro ficar como vice, você sabe que a vida social de um presidente é muito conturbada, vi você e a mamãe se separarem por causa disso e não estou a fim de estragar meu casamento com a Lucy em menos de uma semana. Ora por favor, vamos dar esse cargo a um cara que esteja solteiro e que é responsável o bastante!
— E quem você sugere, Natsu? – O atual assistente da presidência, que também ia aposentar-se pela velhice perguntou para o garoto de cabelos rosados.
— Eu sugiro o Gray! — Gray olhou nervosamente para o “amigo”. — Olhe bem pra ele, pai. Ele é a imagem conservadora e jovem que você precisa. Eu sou muito radical, um jovem de cabelo de cor estranha e casado com uma modelo, sou muito suspeito, mas o Gray... O Gray é o cara mais normal e único que existe... Ele tem cabelos pretos e aparência agradável, ele pratica exercícios físicos regularmente, por outro lado, tem esse jeito introspectivo e misterioso que faz o tipo das mulheres, não acha? Além disso, ele é formado em administração e em direito, ele é capacitado e o melhor de tudo: Ele é solteiro! – Natsu falava do amigo como se estivesse tentando vender um peixe, todos que estavam na mesa além de Igneel concordavam com o que ele dizia mexendo as cabeças afirmativamente.
A única coisa que Gray conseguia pensar era em como Natsu sabia de detalhes como ele fazer exercícios físicos regularmente e do por que ele estava fazendo aquilo, obviamente Igneel nunca aceitaria trocar o filho por um qualquer como ele!
— Acho que tem razão, Natsu... – Igneel concordou com o filho e Gray olhou para ele franzindo a sobrancelha.
E foi assim que ele se tornou presidente da empresa. Ele, um homem carrancudo, ríspido, esquecido e quase depressivo estava agora na frente de uma empresa. “Muito obrigado, Natsu!” até em seus pensamentos ele era sarcástico. Talvez ele fosse um bom administrador, mas não sabia lidar com pessoas muito bem, principalmente mulheres e seu maior problema com elas era quando davam em cima dele, ele não sabia lidar com isso de forma alguma, podia ser a coisa mais simples como um “Como está bonito hoje!”, e ele já achava demais.
Por causa desse pequeno problema fora quase impossível arrumar uma secretária para ele, todas falavam algo errado ou se sentiam irritadas com ele. Bem isso era culpa dele. Toda vez que apresentavam alguém Gray, por não saber lidar com aquilo nem ao menos olhava a mulher com quem trabalharia, ele não tirava os olhos dos papéis nem por um minuto e isso acabava deixando a relação de trabalho insustentável, três secretárias foram embora por causa disso, as outras foram mandadas embora pessoalmente por ele. Um mês e doze secretárias já tinham sido contratadas e despedidas, algumas até no mesmo dia.
Levy, a diretora do núcleo de recursos humanos, já estava ficando louca com aquilo, não suportava mais ter de contratar e demitir pessoas tão arbitrariamente, por isso foi tratar disso com Natsu, o “amigo” mais próximo de Gray de que se tinha notícias.
— Natsu! –Levy entrou pela porta sem cerimônias e continuou a fala sentando-se na cadeira de frente a mesa dele. — Não aguento mais ficar contratando e despedindo essas pessoas, não dá... Qual é o problema do Gray?!
— Poxa Levy, se nem você está conseguindo achar alguém... Essa situação está realmente estranha... Acho que é por que o Gray não sabe muito bem lidar com o assédio das mulheres, você sabe?... – Natsu riu, mas vendo a carranca séria de Levy parou e continuou – Sei lá Levy ele é meio difícil de lidar... Ele é meio depressivo e ríspido, não sabe como ter relações pessoais com as pessoas...
— Natsu, sinceramente, você está dizendo pra mim que ele precisa de uma psicóloga e não de uma secretária! – Levy estava para arrancar os cabelos de Natsu, foi aí que percebeu Gajeel e se endireitou ruborizando um pouco pela vergonha que acabara de passar.
— Sabe que isso é engraçado, Natsu! – Gajeel riu levemente e depois continuou – O assunto que vim tratar com você antes da nanica interromper era pra você arrumar um cargo pra minha amiga do ensino fundamental, ela acabou de se mudar pra cá e está desempregada!
— E você acha que a Juvia pode aturar o Gray? – Levy perguntou esperançosa.
— Bem é que ela era psicóloga, só que ela teve de deixar a profissão e por isso que ela se mudou. Talvez ela possa aguentar ele o que acham?
— Porque ela deixou a profissão? – Levy perguntou curiosa.
— Ela estava se envolvendo muito com os pacientes... — Esse não era o motivo real, mas Gajeel mentiu — Ela se coloca muito no lugar dos outros sabe e todas aquelas coisas, aqueles problemas das pessoas que se tratavam com ela se tornavam dela também, no final do ano passado ela teve uma síncope de tanto stress, foi parar no hospital... O médico disse pra ela parar de exercer essa profissão se ela não quiser acabar muitas outras vezes no hospital então ela fechou a clínica e se mudou pra cá onde ela pode ficar perto do melhor amigo, ou seja eu! – Gajeel falava como um metido.
— Se você achar que ela vai aguentar o batente pode chamá-la agora mesmo, por mim não há problema! – Levy falou feliz.
— Se ela for fazer bem a ele, isso seria ótimo... – Natsu pensou alto e pediu para Gajeel fazer como Levy pedira.
Levy e Gajeel saíram da sala de Natsu direto para a de Levy, de lá Gajeel ligou pra Juvia que veio prontamente. Em uma hora e meia ela havia chegado e as outras secretárias viam a mulher de cabelos azuis e ondulados saindo do elevador e se dirigindo para a sala de Gajeel.
Fale com o autor