Tale as old as time
11 Jeitinho brasileiro
Notas iniciais
Por Annia:
Eu havia acabado de almoçar e voltei para o dormitório pois queria descansar um pouco, toda aquele ambiente diferenciado me deixava um tanto indisposta. De qualquer forma, teria que correr para a próxima aula, pois já eram 12h50 e eles odeiam atrasos.
Eu levantei bem devagar da cama, adoraria pular, mas estava totalmente sem ânimo, as outras meninas não me seguiram, encostaram em uns bancos próximos, ou nem descansaram. Eu não poderia agir assim com a criação que tive.
Eu arrastei-me até o banheiro e joguei água no rosto, infelizmente ele parecia estar brigada comigo, pois resolveu sair quentinha.
— Chegarei atrasado.
Eu não poderia correr, chegaria toda suada, minha tia ficaria decepcionada e é ela que me mantém aqui. Perderei o horário.
—Bem, se eu vou perder mesmo, então eu vou voltar a dormir.
Foi o que fiz. Fui dormir.
As aulas se encerrariam 15h, então fui tomar um banho para ir à biblioteca estudar.
A Biblioteca não estava vazia, possuía alunos prováveis pertencentes a outros períodos.
Peguei o “Minha Luta”, já tinha lido várias vezes, mas teria um gosto diferente em solo Europeu.
— Senhora, poderia passar para mim?
— Vou precisar do dedo.
Entreguei-a um livro e percebi outro, bastante bonito em um cofre aberto próximo à bibliotecária.
— O que é aquele livro no cofre?
— É um manuscrito com a história da AUSLTT, um dos poucos existentes.
—Por que ele não fica em uma estante de vidro ou algo parecido?
— Ele não deveria estar aqui, garota! E, pelo que eu vejo, nem você, não é mesmo?
Ela falou quando havia acabado de apertar meu dedo contra uma maquininha.
— Eu... Eu posso explicar...- Falei com certa insegurança.
— A mim não deve explicação alguma, mas seu dedo não pode pegar o livro, sinto muito. Eu terei que encaminhar seu nome para a sala do diretor. Acho que esse livro que tem em mãos vai combinar com você.- Falou rindo com um certo sarcasmo de mim.
Não gosto dele.
— Sim, senhora. É o certo a se fazer. Eu admiro que faça o seu trabalho de forma tão correta, decerto o diretor desta Universidade já reparou no seu esforço.
— Reconhecimento? Só tem o reconhecimento daquele velho aquela mulherzinha que separa as salas, ele não repara em mais ninguém. Além disso ele já não cuida bem nem do... Oh! Vá embora. Não adianta me jogar contra ele, quando registrarem sua falta, será levada à secretaria.
— Ah, aquela dona que esqueceu de passar as salas de forma correta? Tão incompetente.
— Ela esqueceu.
—Sim-Percebi que meu caminho seria por alí
— Acho que ele só reconhece quem burla regras, pois burlas prazos é burlas as regras, não é mesmo?
— Sim, aquela vaca que fala tanto em regras.
— Talvez ele reparasse mais na senhora se me ajudasse a passar a perna nele, pense comigo, todas ganhamos!
— Não é por você e não pense que me enrolas, mas se aquelazinha pode errare não sofrer punição acho que também posso. A que você tem alergia?
— Camarão.
— Bingo. Diga que experimentou o Chá da Yang. É uma garota maluca que as vezes vem aqui. Ela coloca de tudo no chá. Você passou mal, mas tinha antialérgico na bolsa.
—Eu tomei e comecei a melhorar sem a enfermaria, mas sem tempo para voltar á sala!
E foi assim que eu me livrei da primeira punição na AUSLTT
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