Taking Control
1 01 - Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come
Notas iniciais
O começo quase sempre é chato, mas espero que vocês gostem, mais para a frente vai melhorar.
O seus saltos batiam fortemente no assoalho, seus coração estava batendo muito mais depressa do que o normal. Queria ela poder parar e tirar os seus saltos para conseguir correr mais rápido, mas não tinha tempo para isso, se parece por um segundo sequer ele a pegaria.
Mesmo que estivesse correndo com a intenção de salvar a sua vida, no fundo sabia que a qualquer momento ele a pegaria, sua situação agora era: Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
Depois de mais algum tempo correndo desesperadamente chegou a uma sala completamente fechada, agora tinha acabado, não tinha mais para onde correr.
Uma mão gelada e suada tocou em seus ombros e a virou brutalmente e tudo que ela conseguiu observar eram os seus olhos. Eram os olhos mais gélidos e escuros que tivera visto em toda sua vida.
Natalie pulou da cama, estava suada e algumas lágrimas escorriam de seus olhos.
Era apenas um pesadelo, apenas um pesadelo Natalie, pensou. Fazia tempo que não tinha um pesadelo.
Lembrou-se de sua infância, quando criança, Natalie tinha pesadelos com tubarões, desde que assistira a um filme de ataque tubarão com seu primo. Toda a noite acordava suando, chorando e gritando depois de ter um pesadelo onde um horrível e enorme tubarão a engolia, seu pai vinha e a acalmava até conseguir dormir novamente.
Ela estava com a boca e a garganta seca, precisava beber água. Lembrou-se novamente de sua infância, desde pequena seu pai lhe dissera para deixar uma garrafa de água sempre ao lado da cama, se sentisse sede não precisaria se levantar parar beber água, mas nunca o obedecia, sempre dizia que a água ficava quente e nojenta.
Levantou-se de sua cama, procurou pelos seus chinelos que sempre ficavam do lado da cama, eles não estavam lá, talvez tivessem ido para de baixo da cama, ficar um pouco descalço não a faria mal.
Desceu as escadas até chegar a sua grande cozinha. Até hoje não entendia porque tinha uma cozinha daquele tamanho, nunca cozinhava e dificilmente almoçava em casa, aquela cozinha não tinha utilidade alguma, a não ser servir de abrigo nos dias de insônia. Abriu a geladeira que estava cheia de comidas enlatadas e ‘besteiras’, se abrisse aquela geladeira em busca de frutas ou algo saudável, seria uma busca frustrada. Pegou uma garrafa de água da geladeira e bebeu diretamente do bico.
Ninguém nunca imaginaria que a grande e elegante empresária Natalie Todd beberia água direto da garrafa ou que teria comidas enlatadas enchendo a sua geladeira.
Na verdade, eles nem deveriam pensar nela como elegante, mas sim como vaca, estúpida, arrogante ou algo do tipo, isso já não a incomodava mais, fazia parte do seu trabalho.
Seus pensamentos foram parados quando observou uma faca e uma laranja descascada em cima de sua pia, observou também que os seus chinelos se encontravam logo na frente da pia.
Seus olhos se arregalaram, alguém tinha entrado em sua casa.
Seu coração voltou a pular e sua respiração ficou acelerada, estava entrando em pânico. Seu ‘’coração estava na boca’’, e o pânico não a deixava pensar no que fazer, então, como em um choque lembrou-se que uma vez tinha lido que trancar a respiração poderia parar um ataque de pânico.
Imediatamente trancou a sua respiração, colocou devagar a garrafa de água em cima da pia e tentou fazer a mesma trajetória de antes calmamente. Toda a sua calma foi por água abaixo quando escutou um barulho, agradeceu silenciosamente que já estava na porta do seu quarto, entrou rapidamente, fechou a porta e trancou-a.
Pegou o seu celular que estava em sua cômoda e discou um número rapidamente, sem nenhuma demora a atenderam:
– 199. Qual é a sua emergência? – Uma voz feminina falava tranquilamente.
– Alguém entrou na minha casa, talvez ainda esteja aqui. Mandem alguém aqui rápido, por favor! – ela sussurrou.
– Senhora mantenha a calma, vamos mandar uma viatura imediatamente.
Outro barulho mais alto foi feito no andar de baixo, e seu corpo estremeceu.
– Senhora, está tudo bem?
– Um... um barulho veio do andar de baixo – estava entrando em pânico novamente.
– Onde a senhora está?
– No meu quarto, a porta... a porta esta trancada. Por favor, mandem alguém aqui rápido!
Fale com o autor