Taking Chances
4 No limite
Notas iniciais
Na segunda-feira depois da aula, cheguei em casa e não encontrei ninguém. Coloquei uma roupa de moletom bem confortável e fiquei no sofá da sala fazendo a unha. Pouco tempo depois, Santana chegou.
- Oi Rachel, preciso conversar com você. – disse ela com a voz séria.
- Claro, pode falar, está tudo bem? – perguntei.
- É isso o que você vai me dizer. Lembra-se daquele dia em que vasculhei toda a casa?
- Sim, me lembro. O que tem? Você não mexeu nas coisas de novo, certo?
- Não, mas eu entrei no seu banheiro e encontrei uma coisa no lixo. Estava coberto por diversos papéis, mas no fundo eu vi o palito. Você tem alguma coisa a dizer?
- Não acredito que você mexeu no meu LIXO! Pelo amor de Deus! – disse com a voz nervosa e bem falha.
- Rachel... Eu sou sua amiga, vou te ajudar no que precisar... Pode confiar em mim. Mesmo assim você não vai me contar sobre o palito?
- Você não tinha o direito! — Foi a única coisa que consegui responder. As lágrimas começaram a deslizar pelo meu rosto incessantemente e Santana me abraçou.
- Ai meu Deus... Vai ficar tudo bem, você vai ficar bem. – ela me consolava.
***
Na quarta-feira Santana chegou ao seu limite. Brody me ligou e contou que ela o havia humilhado na frente de seus alunos em NYADA e feito uma apresentação nem um pouco amigável cantando e dançando “Cold Hearted” para ele.
Ele estava furioso e eu também, por isso contei a Kurt e ficamos esperando por ela em casa. Isso tinha que acabar de uma vez por todas.
— Hola amigos! Por que estão com essas caras? – perguntou ela ao chegar.
— E você ainda pergunta? – disse Kurt.
— Como você teve a capacidade de ir para NYADA e humilhar o Brody? Santana, a gente estuda naquela universidade, o que você tinha na cabeça? – falei.
— Foi a melhor apresentação que aquela escola já teve. – foi a única coisa que respondeu.
— Bom você chegou ao limite e nós dois conversamos sobre isso. – disse Kurt apontando para nós dois.
— Me desculpe Santana, mas você vai ter que sair daqui, morar em outro lugar. O Brody chegou antes de você e até agora você não fez nada além de criticá-lo. – disse com convicção.
— Tudo bem, eu não preciso disso. Sei me virar muito bem na rua. Vou descobrir o que o Ken é e depois vou lhes mostrar para ver se vão querer ele aqui. Sei que critico vocês o tempo todo, mais eu os amo. Vocês são como minha família e eu quero proteger vocês. Principalmente depois da conversa que tive com você, Rachel. Tchau. – disse saindo da casa.
Foi horrível expulsá-la, mas não dava mais para aguentar. A paranoia dela era muito grande. E mais uma vez o Brody ia demorar a chegar. Resolvi me retirar depois de todo esse stress e dormir.
Acordei na manhã seguinte com barulhos de gavetas abrindo e fechando. Sentei na cama e vi Brody fazendo as suas malas.
— O que você está fazendo? – disse já fora da cama, vestindo meu roupão.
— Não aguento mais Rachel... Não vai dar certo entre a gente. Tenho que ir embora. Me desculpe, mas não consigo mais viver aqui. Nós ainda seremos amigos. – disse fechando a última mala, quase correndo para a porta.
— Espera, como assim? O que você está fazendo? Vamos conversar direito. – disse puxando seu braço e ele virou o rosto para mim... Estava roxo do lado do olho. – O que aconteceu com o seu rosto?
— Nada, não aconteceu nada. Por favor, Rachel não insista.
Deixei-o sair e me senti devastada. Não queria mais sofrer por nenhum menino, mas não podia lutar contra as lágrimas. Voltei para a cama e chorei até dormir. Por que ele havia feito isso?
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