Taking Chances
8 Encarando a verdade
Notas iniciais
Hoje é o grande dia: meu primeiro ultrassom! Estou tão nervosa que nem consigo pensar direito. Kurt iria comigo, pois estou ansiosa demais para ir sozinha. O único problema é que ele realmente estava demorando muito...
– Kurt! Vamos logo, por favor! Não precisa se arrumar tanto, vamos apenas ao médico!
– Já estou pronto! A culpa não é minha se você decidiu ir ao médico depois de NYADA. Tive que tomar banho e me arrumar todo... De novo!
– Argh! Está bem, vamos.
Já estava com quase três meses de gestação. Minha barriga tinha crescido um pouquinho, mas era imperceptível aos outros. Não demoramos muito para chegar ao consultório, o qual estava um pouco cheio, e logo me direcionei ao balcão.
– Olá, boa tarde. Eu marquei uma consulta às 15:00, meu nome é Rachel Berry.
– Ah, olá senhorita Berry. Preciso de seus documentos um momentinho para confirmar sua consulta.
Entreguei o que ela havia pedido e ela me entregou um cartãozinho carimbado.
– Bom, como a Srta pode notar, a doutora está um pouco atrasada com as consultas, mas o seu nome não demorará a ser chamado. É só aguardar. Boa tarde!
– Obrigada. – agradeci e me sentei ao lado de Kurt no canto da sala.
Fiquei observando as mulheres ao meu redor. Cada uma delas tinha um tamanho diferente de barriga. Umas estavam sozinhas, outras com seus companheiros. Fiquei pensando se algum dia Finn viria comigo, sentia sua falta. Kurt deve ter percebido meu olhar porque colocou um dos braços ao meu redor e apoiei minha cabeça em seu pescoço.
– Rachel Berry! – chamou uma jovem.
Levantei-me e Kurt veio logo atrás.
– Olá, por favor, entrem nesta sala. A doutora já vem.
Entrei no pequeno cômodo e a moça me indicou uma grande poltrona.
– A senhora pode se deitar.
– Hmm... É senhorita. – falei baixo, corrigindo-a.
– Ah! Me desculpe. – disse a enfermeira, envergonhada.
– Oi, Rachel!! Como você está? – a Doutora falou, quebrando o gelo na sala.
– Estou bem, acho. E a senhora?
– Ótima! Vamos ver como está esse bebezinho. – disse ela colocando o gel em minha barriga. – Oh! Me desculpe! Não notei que estava acompanhada! Muito prazer sou Sandra.
– Olá, muito prazer, Kurt. – respondeu apertando a mão da Doutora.
– É você o sortudo papai? — perguntou ela, desviando o olhar.
– O quê?! Eu não, cruz credo! Haha eu amo a Rach, mas ela é minha melhor amiga. O pai é meu irmão.
– Ah, entendo... Bom, vamos logo com isso!
A Doutora colocou a maquininha em minha barriga e depois de alguns segundos eu ouvi. Não consegui conter as lágrimas e elas lentamente deslizaram pelo meu rosto. O som era tão mágico que era a única coisa a qual ouvia. O coraçãozinho do meu bebê.
Senti a mão de Kurt apertar a minha e o olhei. Seus olhos brilhavam de alegria. Demos risada e olhamos para a tela. Era tão pequeninho! Nem dava para acreditar que estava dentro de mim.
Depois de alguns minutos, limpei o gel e agradeci a Doutora. Estava tão feliz e ao mesmo tempo era uma felicidade tão diferente. Enquanto esperávamos o resultado sair, Kurt falou:
– Estou muito feliz de ter vindo, mas... No fundo você sabe que não era eu quem deveria estar aqui.
Eu sabia que Kurt estava certo. Mas o que eu poderia fazer? Eu não podia simplesmente jogar a bomba em cima dele, não depois de ele perder tudo. Finn não sabia o que fazer da vida, estava sem confiança e sofreu muito por se sentir um nada. Se eu contasse para ele, o que aconteceria? Eu sei que não posso esconder isso dele e muito menos cuidar de um bebê sozinha, mas ao mesmo tempo tenho medo de ele se afundar. Não podia fazer isso com ele. Como eu iria contar?
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