Taking Chances
1 Capítulo único: What do you say to taking chances?
Notas iniciais
Don't know much about your life…
— Então, vai me dizer seu nome? – perguntou ele com aquela voz suave que a havia encantado no começo da noite.
Ela estava solteira, e isso deveria ser razão suficiente pra conversar com um rapaz e se permitir viver uma aventura de uma noite com ele, mas aquilo ia mais além do que ela era capaz de admitir. Ela estava sozinha. Se sentia sozinha. Não só seu corpo, mas seu coração pedia algo, algo real. Imaginava-se com aquele cara que acabara de conhecer, deitados na cama, após uma longa noite de amor, aninhados, sentindo-se completos, trocando palavras de carinho. Era sintoma de carência, Lea se deu conta que a situação estava realmente precária para ela.
Se perguntou se ter uma aventura com ele a preencheria, nem que fosse apenas pelas horas que eles estivessem juntos, mas não teve respostas pra suas dúvidas, ela só saberia tentando, mas teria coragem de fazê-lo? A verdade é que ela não estava acostumada a nada disso. Não estava acostumada com esse bar, nem com essas pessoas afogando mágoas no álcool, como se ele fosse um amigo que pudesse entender e consolar, quando na realidade só faz piorar as coisas, mas ela havia estado ali, pensando em fazer o mesmo, afogar sua solidão no álcool. E então, ele simplesmente... apareceu.
Se dissesse que não sabia nada dele estaria exagerando. Sabia seu nome. Cory. E sabia que ele tocava bateria, em uma espécie de banda de pop rock alternativo, que por casualidade ou não, havia ido tocar nesse bar, nesta noite. Ele havia citado o nome do grupo, mas ela não lembrava, estava meio que perdida entre o álcool e o sorriso de flerte que ele lhe dava.
Sempre havia sido muito cuidadosa quanto a sentimentos, sempre havia sido cuidadosa em relação a tudo. Sempre certinha, sempre tentando fazer as coisas direito pra não quebrar a cara depois. Nunca agia por impulso, nunca agia sem pensar bem antes. E aonde todo esse cuidado a havia levado? A nada. Resposta simples e exata. Ela continuava sozinha, sem ninguém que a compreendesse e que quisesse ajudá-la a fazer as coisas darem certo. E ali estava ele, seguro de que a vida era mesmo uma droga, mas fazendo de tudo para melhorá-la, enquanto ela apenas se martirizava. Esse aspecto dele a atraía. Mas mais uma vez sua cabeça estava a confundir-lhe. Ela não conseguiria parar de pensar? Queria sair por aí com ele, fazer bobagens e não lembrar que ele era um “quase” completo desconhecido.
Porque a verdade era que não o conhecia, e ela queria encarar isso como se não fosse importante, queria se jogar, apesar do medo, ela queria ser impulsiva, pelo menos dessa vez, pelo menos com ele, porque ele a atraía. De verdade. Mesmo sem conhecê-lo a fundo.
Don't know much about your world but…
— Não precisa ter medo de tentar, sabe... A gente só descobre até onde certos caminhos nos levam quando os cruzamos. É difícil de prever, mas é fácil de aceitar que tudo é incerto, e que essa incerteza pode ser superada e que vale a pena se dá uma oportunidade.
Ou ele a lia muito bem e era capaz de enxergar tudo que ela tinha dentro, ou ela havia falado demais, o que era provável já que não estava bastante lúcida pra ter certeza do que estava falando.
— eu nunca fui do tipo “foda-se tudo, vou me jogar de cabeça e aproveitar” – disse sem querer esconder mais nada, havia feito mistério com o nome porque era charme, mas ele era capaz de lê-la mesmo sem nome, sem endereço, sem pertencer a algo – as coisas normalmente me afetam demais. Tanto que eu só consigo me lamentar por elas e esqueço de viver.
— e a vida é curta, e é uma só, e se você não viver essa, saiba que não vão te dar outra.
— é difícil viver, mas todos nós acabamos levando adiante isso aqui que chamamos de vida, simplesmente porque não há outra coisa a se fazer. Suicídio é complicado, causa problema pra quem fica, e não há garantia de que resolve os seus; quem sabe se tem uma vida depois, onde alguém pode ser condenado por tirar a própria vida? Se tiver você acaba igualmente fodido. A vida é uma droga mesmo, se supõe que essa deveria ser a nossa área, o nosso espaço, mas eu não entendo nada desse mundo, e se existe outro, dele eu entendo muito menos. Que caralho isso de não ter certeza de nada. Às vezes eu só queria não pensar, fazer de conta que não tem perigo de dar tudo errado e simplesmente fazer algo que eu esteja com vontade e que essa minha ação não tivesse consequências, nem boas nem ruins, que ela apenas fosse neutra.
— ações sempre têm consequências, mas não dá pra ficar preso ao medo de quais serão elas, porque medo todos nós temos, mas deixá-lo ser maior que nós, é nossa decisão.
— sabe do que eu mais tenho medo?
— você não me disse seu nome e vai me falar dos seus medos? – perguntou rindo levemente.
— digamos que até agora o que você sabe sobre mim é que eu sou uma garota complicada e cheia de problemas e conflitos internos que você conheceu em um bar. Se eu disser meu nome todos os meus problemas e confusões ficarão associados a ele. Enquanto eu for apenas “uma garota” isso ainda vai ser informal, como contar outra história que não a minha, como se fosse realmente apenas uma história. Se eu me abrir pra você como um livro, você vai conhecer quem eu sou, e como eu sou, e é muito coisa pra relacionar pra um completo desconhecido, eu me sinto vulnerável expondo quem eu sou juntamente com as minhas fraquezas.
— eu acho que você tá bêbada, e precisando desabafar, e eu não preciso do teu nome pra te conhecer, tuas características dizem muito mais do que imagina. Teu rosto expressa tua confusão em relação ao mundo, esse ódio por ele ser tão incerto, mas o teu olhar carrega um brilho esperançoso, você ainda acredita que pode dar certo, apesar de tudo. E eu acho que você tem medo de amar.
— eu acho que você errou no último... Eu tenho medo de ficar sozinha.
Don't want to be alone tonight on this planet they call earth…
— por que você acha que ficaria sozinha?
— eu não acho, eu não sei, e é isso que me assusta, não saber se vai ter alguém me esperando, ou se tenho que procurá-lo.
— quem sabe ele esteja diante de você – riu, mas o comentário havia sido sério.
Ele estava afim dela. Mais do que afim, ela realmente o atraía. Seus conflitos internos eram um desafio a ser superado. Ela era calma e ao mesmo tempo agitada, menina e ao mesmo tempo mulher, ela tinha certeza de suas incertezas, era alguém pra se desvendar, alguém pra conhecer, e ele queria conhecê-la. Tudo isso sem mencionar aquele sorriso, um sorriso um tanto triste, mas real, um sorriso que expressava, não algo vazio, mas algo que passava emoções. E aqueles olhos redondos e ainda brilhantes, apesar da solidão que tentava de todas formas torná-los opacos, mas que a esperança fazia questão de manter brilhantes.
You don't know about my past…
— nós não sabemos nada um sobre o outro percebe? Ou melhor, nos conhecemos mais profundamente do que imaginamos, mas sem envolver-nos realmente – disse ele.
— é o lance do nome, eu te disse que funcionaria assim. Você agora sabe tudo sobre mim, você conseguiu me ler, e eu te contei meu maior medo, que ninguém na Terra sabia além de mim, mas ainda permanecemos dois estranhos.
— e é isso que você quer? Que estranhos lhe deem conselhos e que conversem com você sobre a sua vida?
— eu acho que eles vão servir, os conselhos, você não acha? E eu acho que é suficiente. Eu não me conheço totalmente, e eu não sei o que vai ser de mim daqui a 5 minutos, eu sou confusa, eu não posso entender nem a mim mesma, me permitir criar uma conexão com alguém seria bagunçar tudo ainda mais.
And I don't have a future figured out...
— ou talvez isso te ajudasse a arrumar a bagunça, talvez você precise de uma mãozinha.
And maybe this is going too fast…
— Não precisamos correr...
And maybe it's not meant to last…
— Dizem nada dura pra sempre, mas eu posso te provar que isso nem sempre é verdade. O pra sempre pode ser eterno... Enquanto durar... Talvez você devesse arriscar – continuou ele – eu posso te provar que vale a pena.
But what do you say to taking chances? What do you say to jumping off the edge?
— arriscar… me soa tão… arriscado – ela riu do próprio comentário.
— você não disse que queria fazer as coisas sem pensar pelo menos uma vez? Então, simplesmente faz, isso é arriscar, é esquecer as consequências, é não pensar, apenas agir.
Never knowing if there's solid ground below, or a hand to hold, or hell to pay…
What do you say?
— eu não sei se tenho coragem suficiente pra isso – disse com pesar.
— prazer, meu nome é Cory, quer dizer, Coragem – sorriu – vem, eu vou te ensinar a agir por impulso.
What do you say?
— como?
— agindo, garota – disse ele enfatizando o “garota”, ele iria descobrir o nome dela até o final da noite, havia se prometido isso, e ela deveria notar que ele realmente estava interessado em descobrir tal nome – manda duas doses de vodka, e duas de tequila, John – falou com o barman que prontamente atendeu – coloca pra dentro, uma atrás da outra.
— eu já tô um pouquinha bêbada, não acho que seja algo bom a se fazer.
— você tem que colaborar, né? Não pode pensar. Coloca pra dentro. Vai te deixar livre.
Lea virou a dose de vodka e seguiu com a de tequila. Mas não parou e virou as duas de Cory, antes que ele pudesse alcançá-las.
— acha que tô bem agora? – perguntou com a voz estranha de quem está realmente bêbado pela primeira vez.
— é acho que sim – disse rindo – vem.
— onde nós vamos?
— não pense, e não faça perguntas.
Tomou a mão dela e saíram do bar. A fez cruzar a rua movimentada sem olhar pros lados, esquecendo as consequências das ações. Apesar de um pouco bêbada demais pra entender, Lea conseguia sentir que aquilo estava começando a dar certo.
Entraram no carro dele e Cory baixou o teto-solar, o vento frio da noite os atingiu e ele deu partida guiando o carro até a rodovia federal mais próxima, onde não havia ninguém, só a noite, e o vento. E ele acelerou o carro, fazendo o mesmo com o coração da garota. O vento batia em seus cabelos, deixando-os emaranhados, mas ela estava linda, ele sorriu. Ela se sentia livre agora, desconectada dos problemas, apenas vivendo. No consequences. Umas doses e uma corrida a estavam fazendo sentir isso? Era assim tão simples desconectar-se de tudo? Ou era Cory que tinha o talento de fazê-la sentir-se assim?
— isso é bom, eu... me sinto bem, é como se pudesse começar de novo, me libertar de tudo o que já passei e começar de novo.
I just want to start again, maybe you can show me how to try…
Cory foi diminuindo a velocidade do carro, ele costumava correr aí e já sabia aonde dava cada estradinha que saia da rodovia e pegou uma delas, manejando o carro ainda por uns 10 minutos, para um lugar distante da estrada.
— se você quer começar de novo tem realmente que se libertar. Vem comigo – disse ao parar o carro perto de um lago bem grande que quase poderia ser chamado de rio.
— onde nós estamos?
— no meio do nada – sorriu – entra na água.
— deve tá um gelo…
— sem pensar, querida – reafirmou – deixa a água lavar tudo de ruim que você já viveu, é o que você precisa fazer pra se libertar do passado.
Lea já havia pegado o espírito da coisa, sem pensar, fechou os olhos e tirou seu vestido, ficando apenas de shorts e top, ambos negros, assim como era seu vestido. Seria algo a mudar agora que estava começando de novo: a cor das suas roupas, não ficaria mais presa às cores escuras e em certo ponto tristes, porque ela já não seria triste. Ela sentia isso.
—uff, realmente tá gelada – disse ela com os queixos tremendo ao pular na água – vai ficar aí mesmo? Acha que vou suportar o frio, sozinha?
Ela nem precisaria pedir, mas ele estava esperando que ela o fizesse, e ela o fez.
Cory retirou a camisa e dobrou as calças até os joelhos, entrou na água lentamente e se aproximou da garota, tocando-lhe o ombro, pois ela havia virado de costas.
— e então, sente como a água te lava de tudo? – perguntou ao vê-la virar-se.
— é, eu… nunca me senti tão bem – sorriu – exceto pelo frio – riu.
— vem cá – chamou ele atraindo-a pra perto e a abraçou transmitindo calor do seu corpo para o dela.
Ela era pequena e frágil. Ele era alto e forte. Complementavam-se.
— eu gosto disso – disse Lea, ajeitando-se dentro do abraço e aproximando o rosto do de Cory.
Ele a levantou, tomando-a pela cintura e acabou de aproximar seus rostos. Os lábios de Lea estavam entreabertos e se moviam de forma sexy por causa do frio.
— você é linda – disse e no minuto seguinte sentiu as mãos da garota envolvendo seu pescoço e puxando-o para levar sua boca ao encontro da dela.
Maybe you could take me in somewhere underneath your skin...
A língua dela deslizou lentamente sobre os lábios dele, umedecendo-os e logo foi substituída pelos dentes que morderam levemente o lábio inferior do rapaz. Cory aproximou mais seus corpos, levantando as pernas de Lea de forma que envolvessem seu quadril. Suas peles, suas bocas e seus corpos se confundiam. Apertou-a contra seu corpo, antes de beijá-la suavemente.
Lea entreabriu os lábios esperando ansiosamente a invasão da língua de Cory e ele atendeu a necessidade dela. Suas bocas se completavam de uma forma quase irreal, suas línguas enroscavam-se mostrando o quanto se desejavam e o quanto estavam apreciando aquele momento.
As mãos de Cory deslizaram pelas costas de Lea, em uma carícia sexy e quente e ela sentiu um tremor leve quando as carícias ameaçaram alcançar suas nádegas. Oh, Deus, ela queria aquilo... Queria tanto! Arranhou levemente as costas dele, sentindo a paixão subir de tom e o beijou com mais intensidade, tirando-lhe o ar. Separaram-se por isso, precisavam respirar, mas não demoraram muito tempo. A boca de Cory foi descendo pelo pescoço de Lea, sua língua a acariciava devagar, fazendo seus pelos arrepiarem-se. Inconscientemente, já que apenas a paixão ditava as ações dos dois, Lea começou a fazer movimentos com os quadris, levando sua intimidade ao encontro da de Cory. O rapaz respirava rápido e forte, enquanto suas carícias iam baixando do pescoço ao colo de Lea. Inclinou-a um pouco para trás para facilitar o trabalho, e beijou o espaço descoberto pelo top que a garota usava. O corpo dela vibrava, ansiava pelo dele.
Lea soltou-se do abraço de Cory por um segundo e retirou o próprio top.
— beije-os – disse com a voz falha pelo desejo.
Cory se inclinou sobre o corpo de Lea, e passou a língua levemente ao redor dos seios da mesma, após admirá-la por uns bons minutos. Estava escuro, mas a luz da lua sobre a pele de Lea a tornava ainda mais linda aos olhos de Cory. Era realmente linda. Seu corpo pequeno e perfeito o atraía mais do que ele poderia explicar com palavras. A mão dela foi descendo pelo peito dele, acariciando-o até alcançar a calça, onde tocou seu membro, ainda coberto pelas roupas. Aquele toque fez Cory delirar, prendeu o mamilo da garota entre seus lábios e sugou com vontade, fazendo-a gemer de excitação.
Meio sem jeito, Lea desabotoou a calça de Cory, após afastarem-se um pouco. Ele a retirou com a ajuda dela, ficando apenas com a box. Os dois estavam molhados, em parte pela água, mas em parte também pelo suor de seus corpos excitados. Já não sentiam frio, na verdade neste momento o calor os consumia.
Cory tocou o corpo de Lea com as mãos e com beijos por vários minutos, não se cansava de sentir o cheiro e a maciez daquela pele. A garota se limitava a gemer e deleitar-se naquelas carícias. As mãos de Cory deslizaram-se finalmente por suas nádegas e suas coxas, e logo baixaram seus shorts. A roupa íntima dela era negra, como todas as outras partes de seu vestuário, e aquilo era malditamente sexy.
Trocaram carícias e beijos permitindo agora maior contato entre seus corpos e suas intimidades, já que estavam quase nus. Cory fez Lea virar-se e afastou o cabelo dela, depois de trazê-la pra perto, encaixando seus corpos, e pôs-se a beijar o pescoço e o ombro dela, enquanto ele se movimentava lentamente, acariciando o membro dele com suas nádegas.
As respirações foram acelerando, as carícias foram subindo de tom ainda mais, como se fosse possível. Seus corpos pediam urgentemente pelo encontro. Cory voltou a virá-la e agarrou o elástico da calcinha de Lea.
— eu... posso? – perguntou timidamente. Ele era muito cuidadoso e extremamente bom em tudo que fazia.
— sim – respondeu Lea tremendo – eu quero você.
Tiraram as peças íntimas e desceram pra debaixo d’água juntos. Queriam esfriar por uns segundos, mas sabiam que aquilo não seria possível. Cory a tomou nos braços, admirando-a enquanto a carregava para a beira do lago, que era coberta de grama, fria em contraste com o corpo dela. Posicionou-se entre as pernas de Lea e sorriu.
— você está pronta pra isso? Pra arriscar? Isso implica envolvimento, mesmo sem saber seu nome... Até porque eu não vou permitir que acabe aqui.
What do you say to taking chances?
What do you say?
Lea sorriu de repente apaixonada como uma adolescente, que já havia deixado de ser há alguns anos.
— ah, não? – perguntou.
— não.
— então acho que terei que me arriscar, que me envolver – sorriu – Lea, é o meu nome.
— tão bonito quanto você – disse galanteador e pressionou seu membro contra o clitóris dela.
— oh, Deus – gemeu ela – faça, por favor.
— agora eu a conheço totalmente – disse e voltou a pressionar seu membro, agora contra a entrada da vagina dela – Lea, um pouco medrosa, muito entregue, e extremamente linda. Você é perfeita pra mim, e eu vou ser perfeito pra você. Não há nado como sentimentos pra nos resgatar.
There's nothing but love to pull you up, when you're lying down on the floor…
Deslizou seu membro dentro dela suavemente fazendo gemer de prazer.
— oh, Cory, sim – gemeu – mais forte, por favor.
Acelerou os movimentos, seus corpos agitavam-se junto com o aumento do prazer.
— diz meu nome – pediu ele – mais uma vez.
— Cory – gemeu – diz o meu nome – exigiu – me diz o que você tá sentindo.
So talk to me, talk to me, like lovers do…
— Lea... você me apaixonou, eu acho – gemeu entre as palavras.
Lea convulsionou debaixo do corpo de Cory, sentindo o prazer atingi-la com um impacto que ela nunca havia sentido antes. Estava quase lá, e não eram apenas os movimentos do rapaz que a estavam fazendo sentir isso. Eram também as palavras dele. Aquilo que havia começado do nada entre eles era... real e por isso valia a pena arriscar-se.
— eu quero ficar com você – continuou ele – dividir as coisas com você, trilhar caminhos com você.
Yeah, walk with me, walk with me, like lovers do…
O prazer finalmente atingiu seu estágio de plenitude, alcançando os dois ao mesmo tempo, unindo-os no ato de compartilhar aquele momento. Beijaram-se suavamente e Cory aconchegou Lea em seu peito depois de um tempo, abraçando-a.
— já não há razão pra ter medo – afirmou ele – você não está sozinha. E nunca ficará.
— é uma promessa? Uma promessa de amor?
— não há nada como o amor pra te fazer perder o medo. E sim, é uma promessa. Você está pronta pra arriscar, aceitando-a?
What do you say to taking chances?
What do you say?
— sim, nós vamos fazer isso... Arriscar. Juntos.
— juntos – reafirmou ele e sorriu.
Like lovers do.
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