Takenshi
7 Ódio e Amor
Notas iniciais
Alguns anos atrás em Siena:
Uma mulher pálida como a neve estava parada em frente a uma creche, com um olhar profundo, examinava a escola enquanto aparentava esperar alguém, o vento soprava com força balançando seus cabelos quando então, o sinal da escola toca e em alguns minutos várias crianças saíram correndo procurando seus pais.
Um garoto loiro correu em direção a um senhor de idade e o abraçou, então, ele percebeu que a mulher olhava para ele, demonstrava claramente ódio em seu olhar. Ele então sorriu para ela, mas ela continuou o encarando com desprezo. Então o homem com quem a criança estava abraçada, percebendo oque estava acontecendo olha para ela e puxa a mão do garoto e vai embora.
– MÃE!
Diz um menino enquanto corria para os braços da mulher que o abraça e diz:
– Filho, como foi seu dia
– Foi legal mãe, eu vi aquele menino parecido comigo de novo, ele foi bem amigável, eu acho que ele será um bom amigo para ........
Antes que terminasse a frase, a mãe o acerta um tapa com força e diz gritando
– Jamais chegue perto dele novamente, você me ouviu?
Então, todos começam a olhar para os dois
– Mas mãe! Por que você não gosta dele?
Diz ele com a cara um pouco vermelha
– Você sabe muito bem! Não quero que se misture com a família de seu pai!
– Mas mãe! Ele e tão legal
– CHEGA, NÃO QUERO OUVIR MAIS NENHUM PIO! Vamos embora, essas pessoas não sabem cuidar da própria vida. E não chegue perto dele de novo certo?
Mesmo não parecendo muito contente ao ouvir isso, ele concorda e os dois vão embora
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Ren estava apavorado, pensava em ir correndo e chamar sua irmã, mas sabia que não poderia fazer isso, pois aquela pessoa não iria permitir a ele correr.
– Não está me reconhecendo?
Diz o velho com um sorriso, um pouco decepcionado
– Desculpe-me mas, eu não conheço nenhum ladrão.
Respondeu Ren.
O senhor se irritou com a resposta, ficou sério e, então, acertou um soco bem forte na cabeça de Ren, deixando um galo bem grande.
– ISSO E JEITO DE FALAR COM SEU AVÔ? AQUELE IDIOTA DO MEU FILHO NÃO TE DEU NENHUMA EDUCAÇÃO NÃO?
Ren, com um expressão de dor e surpresa ao mesmo tempo diz:
– MEU AVÔ?
Então ele se acalma e diz:
–Sim, há quanto tempo não?
Então, o garoto diz:
– Como eu iria me lembrar de você? Eu era apenas uma criança na última vez que o vi
– VOCÊ AINDA É UMA!
Disse ele depois de uma risada.
– EU NÃO SOU CRIANÇA! E eu não vou aceitar ofensas de um defunto!
– TA QUERENDO APANHAR DE NOVO MOLEQUE?
Então outra voz é ouvida
– QUEM E VOCÊ? E COMO TEM CORAGEM DE BATER EM MEU IRMÃO? VAI PAGAR POR ISSO!
Dizia Akako com um tom alto.
– VIU O QUE FEZ? ACORDOU MINHA IRMÃ! BOA SORTE PARA SE DEFENDER.
Três segundos depois Akako estava parada, bem em frente ao velho, que segurava seu braço, então, ele acerta um peteleco em Akako e a pequena garota voa longe.
– ELE PAROU AKAKO! ELE PAROU AKAKO! AI MEU DEUS.
Gritava Ren.
Akako se levanta, e tenta joga-lo para longe com a gravidade, mas algo aparentava estar errado, pois nada aconteceu
– Você não vai fazer isso, eu garanto. Sinceramente, meu filho não sabe mesmo como criar duas crianças!
– Seu filho? O que?
Dizia Akako.
– Isso mesmo, meu filho
– Akako, esse homem se diz nosso avô.
– Impossível, nosso avô está morto.
– Foi isso que Kaio e aquela idiota da Mei disse a vocês? (Diz ele com uma risada).
– Sim.
Disseram em sincronia
–Bom crianças, eu tenho muito a falar com vocês, mas está tarde, isso não é hora de estarem acordados.
–Só estamos acordados por sua causa.
Murmura Ren
– O que você disse?
– Nada, não disse nada não.
O garoto diz, com medo de ganhar outro soco.
Enquanto dormia, Ren sonhava com o acontecido, tendo o pressentimento de que, de alguma forma, seu avô poderia o ajudar.
Longe da cidade, em uma floresta bem escura e sinistra, duas pessoas conversavam e outra estava encostada em uma arvore, quando, uma quarta aparece, os interrompendo.
– Então Junka foi ver o garoto dele?
– Ao que parece sim.
Diz um homem, aparentemente alto.
– Fiquei sabendo que o Ronan apareceu de novo, é verdade?
– Sim, eu mesmo verifiquei essa informação e é verdade, o que será que aquele retardado pretende?
– Ninguém sabe, sempre que ele aparece as coisas ficam mais agitadas.
Diz o outro homem.
Depois de alguns minutos de silêncio, a mulher que chegou depois pergunta
– Falando em crianças, Raven, você não irá ver a sua garota?
Então, o homem encostado na arvore diz:
– Ela não precisa disso.
– Argh, tinha esquecido do orgulho idiota da sua família
Raven a ignora
Outra pessoa chega na floresta dizendo:
–Ara, sabe muito bem que não deve encostar na ferida dos outros.
A mulher e os outros 3 homens começaram a rir, tentando provocar Raven, mas não funciona muito bem.
– Onde você estava?
Diz Ara ao homem que havia chegado
– Eu fui comprar leite.
Responde o homem.
– LEITE! ME DE!
Ela diz com brilho no olhar
– Eu já bebi tudo.
– SEU VERME!
Enquanto os dois brigavam, os dois homens riam, e Raven os olhava com um certo desprezo
De cima do telhado de sua casa, Akio olhava as estrelas com fascinação, quando ouve a voz de sua mãe o chamando.
– Já vou mãe.
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