Take you in

1 Orelhas e rabo


Notas iniciais
- Eu apenas traduzi essa fanfic com a permissão da autora -

Sanji acordou de manhã, desligando seu despertador depois que tocou três vezes. Ele permaneceu alguns minutos no mesmo lugar depois de alongar-se e ficar pronto para ir trabalhar. Apesar de Sanji ser chefe de cozinha, ele não tem que ficar no Baratie o dia todo. Ele tem o privilégio de sair cedo e chegar tarde, no entanto, o chefe loiro se orgulha do que ele faz e vai estar lá na hora que abre e na hora que fecha.

O loiro faz o seu caminho ao banheiro para ficar pronto para o começo do dia. Outra coisa que ele tem extremo orgulho é de sua aparência e como se apresenta. Ele garante que seu cabelo está perfeito e sua roupa sem rugas. Ele é conhecido por sempre vestir um terno preto. Ele tenta sempre estar cheirando bem para as mulheres. Uma coisa que ele não quer fazer é decepcionar qualquer mulher que ele encontre, isso seria muito ruim.

Quando o loiro fica satisfeito com sua aparência ele está pronto para o trabalho. No entanto, há uma coisa que ele tem que enfrentar para chegar lá. Seu vizinho irritante e falador. O garoto é demais para o seu próprio bem, e sem mencionar seu cachorro irritante que late todas as manhãs para ele, algumas vezes isso faz ele ter uma dor de cabeça.

Enquanto Sanji abre lentamente a porta e vai na ponta dos pés para o corredor do apartamento, ele fala para si mesmo “Não me escute, não me escute...”

“SANJI!”

Sanji encolhe-se, antes de se virar com um sorriso falso. “Oi, Luffy! Eu vejo que você acordou cedo de novo!”

Luffy é uma criança baixa que mora com o seu irmão mais velho, Ace. Ele sempre anda com seu cachorro Chopper, um Terrier marrom com pelos encaracolados e um estranho nariz azul. Se não fosse porque Luffy está namorando a gerente do apartamento ele não teria sequer tido o cachorro. Este é, afinal, um complexo de prédios em que não está permitido animais de estimação. “Eu sempre acordo cedo!” Luffy grita do outro lado do corredor. “Eu estou com fome SANJI! Carne!”

“Quantas vezes eu tenho que te dizer, se eu continuar alimentando você todos os dias eu vou ficar sem comida. E apare de gritar no corredor... As pessoas ainda estão tentando dormir” Sanji responde, repreendendo o menino pela sua boca grande.

“Vamos Sanji, você sabe que eu não posso viver sem sua comida! E os vizinhos já me conhecem!” Luffy continuou implorando, quebrando a distancia entre eles. Isso foi quando Chopper decidiu falar a sua opinião e começou a latir para Sanji.

Desesperado para ficar longe do jovem adolescente, Sanji promete “Tudo bem, eu vou trazer para você alguma comida do meu trabalho... Eu vou trazer para Ace e Smoker também, feliz?” Levantou as mãos para cima em derrota.

Um sorriso mostrando todos os dentes foi a resposta de Sanji. Luffy é fácil de agradar, desde que receba comida.

Com isso, Sanji vira as costas e quase foge. Ele entra no elevador e pressiona o botão do lobby. Eu vou estar muito atrasado para o trabalho.

Sanji desce em seu piso, o hall de entrada, quando o elevador finalmente para. Seus planos eram ir em linha reta através da porta, mas algo laranja chamou sua atenção, e seu corpo vai automaticamente para essa direção.

“NAMI-SWAN!” Sanji praticamente flutua para ela. “ Meu doce, como foi o começo de seu dia?!”

Nami é uma ruiva com a pele pálida e olhos marrons escuros. Ela é a segunda em comando quando se trata de dinheiro, Robin, uma mulher alta e de pele escura, ela é a proprietária do complexo.

“Você já sabe que eu tenho um namorado Sanji... Quantas vezes nós temos que passar por isso?” Ela começa a falar, conhecendo muito bem a personalidade do loiro. Nami na verdade está com alguém. Essa pessoa é o garoto magricelo, o loiro só apareceu para atrapalhar tudo. Ele ainda não entendeu como ela escolheu Luffy ao invés dele. A personalidade sensata que eles contrastavam. Nami é ponderada, linda, maravilhosa e inteligente, enquanto Luffy... Nem tanto.

“Me desculpe Nami-swan, mas a sua beleza sempre me faz esquecer... Eu apenas desejo que você se referiu a mim.” Sanji diz enquanto se curva em um pedido de desculpas.

Nami revira os olhos. “Sanji-kun, você sabe para quantas garotas você diz isso? De qualquer forma, você não vai se atrasar?” Ela pergunta tentando fazer com que Sanji vá embora.

“Sim, meu querido amor, eu estarei vendo você hoje anoite. Não fique esperando por mim minha querida!” Sanji sai correndo do hall com corações nos olhos.

“Não estava planejando.” Ela murmura baixinho girando em sua cadeira para que pudesse voltar ao trabalho.

/

Sanji chega ao Baratie justamente quando seu pai, Zeff, está virando a chave para abrir a porta do restaurante. Zeff é um homem loiro com um longo bigode, Sanji é cerca de um pé mais alto que o homem mais velho, e ele usa um chapéu grande quando vai trabalhar. Zeff é o homem que continuou criando ele depois que sua mãe morreu em um acidente de carro há cinco anos atrás. Zeff perdeu uma das pernas no acidente e agora tem uma perna de pau, mas ele ainda pode chutar a bunda de qualquer um quando está com raiva.

“Berinjela, quantas vezes eu tenho que te dizer para ficar mais tempo em casa? Você acha que eu quero ver essa sua cara feia nessa hora da manhã?” O homem mais velho pergunta olhando para seu filho.

“Você sabe que eu não posso deixar você fazer tudo sozinho.” Sanji se defende ao passar por Zeff para entrar em sua segunda casa.

Zeff segue ele logo atrás com uma carranca em sua cara. “Você sabe o que eu quero dizer. Você fica o dia TODO aqui.” Ele enfatizava a palavra ‘todo’ “Como você vai fazer a sua própria vida?” O homem velho manca para um banquinho ao lado do balcão. “ Você fica aqui de manhã até de noite... Arranje um hobby, vai fazer algo com a sua vida.”

Sanji sorri para o seu pai enquanto puxa um avental sobre a cabeça. “Vamos lá meu velho, você faz o mesmo. Além disso eu não estou pronto para me estabelecer.” Sanji já usou isso na conversa. Isso é algo que seu pai sempre trás, ele sabe que seu pai está bem com isso, mas está ficando cada vez mais repetitivo.

Zeff suspira, começando a perder a esperança em seu filho. “Berinjela, você tem vinte anos... Quando vai começar a parecer ter essa idade?” Ele olha para Sanji, como se lembrasse de algo, fazendo as sobrancelhas do loiro ficarem tensas. “Aquela menina que você trouxe uma vez... A ruiva, Nomi, qualquer coisa que seja o nome dela.” Ele sugere ainda sobre o mesmo tema.

“Namorando... E o nome dela é Nami.”

“E o com cabelo preto e sardas?”

“Ace?” Sanji ri. “Vamos velho, você sabe que ele está namorando.”

Uma coisa que Sanji ama em seu pai é que ele aceita Sanji completamente. Gênero não importa para Zeff. Tudo que o homem velho quer para o seu filho é sua felicidade.

Sanji ouve seu pai suspirar novamente. “Sanji... Você só ficou desse jeito depois que ele te largou...”

Sanji levanta a mão para impedir seu pai de falar. “Isso foi há um tempo atrás... Eu já superei isso.” O loiro apertou seu punho firmemente quando a imagem de seu ex amante começou a passar por sua cabeça. Esse relacionamento terminou mal, mas ele não pode culpa-lo por isso. Essa não é a razão por ele não estar em um relacionamento e se ele for honesto consigo mesmo, ele não sabe o porquê não está em um. Talvez porque ele não encontrou um ainda...

Antes de Zeff poder dizer mais alguma coisa para o seu filho, há uma batida na porta. Ambos os loiros olham para cima vendo um jovem carteiro na porta. Ele está ali sem jeito com mão em sua bolsa.

“Usopp! Como vai? Nós temos uma carta?” Sanji pergunta enquanto anda para cumprimentar seu amigo, que também mora no mesmo andar que ele. É estranho receber cartas no Baratie, uma vez que Usopp mora no mesmo prédio com sua namorada Kaya, Usopp trás sua correspondência após finalizar o trabalho.

Usopp tem a pele escura, cabelo preto e encaracolado e um longo nariz, provavelmente devido a todas mentiras que ele diz. “Sim, você tem uma carta. Eu estava passando por aqui e decidi deixar sua carta, junto com as de Zeff. Matar dois pássaros com um tiro, certo?.”

Usopp entrega a carta para Sanji. “Vejo você depois, eu tenho que terminar o meu percurso.” Ambos os loiros se despediram.

Quando Usopp desapareceu, Zeff fala novamente. “Alguma coisa diferente, Berinjela?”

Sanji vê rapidamente todas as correspondências. “Não, apenas contas, contas, contas...” Sanji para abruptamente. “O que é isso?” Sanji pega um pequeno envelope azul.

“O que você está esperando Berinjela? Abra-o!” Sanji ouve o comando de seu pai atrás dele.

Sanji desliza o dedo para a aba do envelope e lentamente abre, no interior há uma carta, Sanji desdobra e começa a ler em voz alta para Zeff poder ouvir.

Caro: Otayo

Ele faz uma pausa e olha para seu pai, sua boca está em uma linha fina. Tem sido um logo tempo desde que ele ouviu esse nome. Otayo era o nome de solteira de sua mãe, quando ela se casou mudou para Blackleg. Zeff fez um gesto com a mão para Sanji continuar a leitura, sua expressão estava severa e séria. Balançou uma vez a cabeça, ele continua:

Esta carta é para Sanji Otayo. Eu estou ciente que toda a linha Otayo faleceu e Sanji é o único que restou. Eu sou Roronoa. O irmão mais velho de Lina. Se você está lendo isso, é porque eu faleci também. Eu deixei todos os meus pertences para Sanji Blackleg, e ele pode fazer o que quiser com meus pertences. Eu aconselho ir rapidamente, eu tenho algo guardado em minha casa. Endereço: Rua Netreare casa 43. Você pode não aceitar tudo o que está lá dentro, mas faça o seu melhor para mantê-lo seguro.

Atenciosamente, seu tio.

Sanji olha para seu pai com um olhar confuso. Mantê-lo? O que isso significa? Sanji pensa.

“O que eu faço?” Sanji está confuso; esta carta aleatória está afirmando que ele tem um tio, não fazia a menor ideia sobre ele. E para ir a este endereço e pegar uma coisa que ele não tinha ideia de que era...

“Bem Berinjela, eu digo que você vá e descubra...” Zeff se levanta e tira o avental de Sanji. “Eu estarei esperando você voltar.”

Sanji olha para a carta de novo, agora percebe as letras pequenas no final, 5 de outubro... Essa carta foi escrita quase um mês e meio atrás.

/

Sanji chega ao endereço depois que alguns cozinheiros chegaram para ajudar o seu pai no restaurante. A casa está localizada em um bairro, no entanto a casa estava extremamente separada de outras casas. A entrada é forrada com muitas árvores fazendo uma bela entrada. Não era grande, mas não era muito pequena. Do lado de fora, uma pessoa pode ver claramente que há um sótão e pelo menos cinco quartos.

Sanji fecha a porta de seu carro e faz lentamente o caminho para a entrada, ouvindo os sapatos triturar sobre as folhas mortas. Sanji finalmente atinge a entrada e os três degraus. Finalmente percebendo sua situação, Sanji fica bravo. Ele não tinha as chaves de casa. Devo apenas chutar a porta? Não é como se alguém supostamente esteja aqui... Ele pensa, começando a se sentir irritado.

Sanji coloca a palma da mão no rosto, “Eu nem deveria ter vindo em primeiro lugar. Isso tem que ser alguma brincadeira ou algo do tipo.” Sanji olha para a carta de novo, enquanto gira os calcanhares para voltar ao carro.

Caro: Otayo.

Ele começar a ler novamente.

Esta carta é para Sanji Otayo. Eu estou ciente que toda a linha Otayo faleceu e Sanji é o único que restou. Eu sou Roronoa. O irmão mais velho de Lina. Se você está lendo isso, é porque eu faleci também. Eu deixei todos os meus pertences para Sanji Blackleg, e ele pode fazer o que quiser com meus pertences. Eu aconselho ir rapidamente, eu tenho algo guardado em minha casa. Endereço: Rua Netreare casa 43. Você pode não aceitar tudo o que está lá dentro, mas faça o seu melhor para mantê-lo seguro.

Atenciosamente, seu tio.

O olho azul de Sanji se alarga, agora notando que quase cada frase tinha uma letra sublinhada. Faleceu, Lina, todos, aceitar.

“F, L, O, R?” Sanji fala, parando em cada sílaba. “Flor?” O loiro se vira para olhar a casa novamente, bem em frente da porta, à esquerda há um vaso de flor. Eu deveria realmente voltar? Eu poderia simplesmente ir para casa e deixar isso para... Ele comtempla. Tendo nada a perder, Sanji muda seu pensamento.

Suspirando, Sanji retorna para a porta, para em frente ao vaso de flores e levanta-o. Por baixo do vaso existem duas chaves. Uma é prata e outra verde, ambas ligadas. Sanji pega-as, olhando para elas por um segundo e se vira para a porta colocando a chave prata na porta. Ao ouvir um clique satisfatório, o loiro empurra a porta abrindo-a.

O interior da casa está todo escuro, apenas dá para ver o que a luz exterior proporciona. Sanji vai em passos lentos para dentro da casa, caminha ao longo da parede, passando a mão tentando encontrar o interruptor de luz. A mão do loiro toca no interruptor e vira-o com um “Aha!” Ele tem que proteger os olhos por alguns segundos até que seus olhos se acostumem com o quarto iluminado.

A sala está cheia de livros e artigos antigos espalhados pelo chão e mesa. A casa tem poucos móveis, sem televisão, e um enorme tapete no centro, que é principalmente coberto por papel extraviado. Sanji faz seu caminho para dentro e começa a revirar as gavetas, armários e portas. Nada de interessante chama a atenção do loiro, apenas coisas sujas e velhas. Nada parece valioso...

O loiro chega ao fim da casa, efetivamente não encontrando nada de interessante. Ele pega o celular depois de acender um cigarro e coloca-lo entre os lábios. “Sim, Zeff...” Ele diz uma vez que ouve a voz do homem loiro através do telefone. “Não há nada aqui.”

“Absolutamente nada? Dinheiro, eletrônicos, utensílios de cozinha?” Sanji pode ouvir seu pai perguntando incrédulo.

“Nada, nada.” Sanji responde preguiçosamente, dando uma longa tragada. “Eu vou voltar agora. Vou tirar uma foto da casa e enviar para você. Talvez a casa vale algo agradável.”

“Tudo bem Berinjela, então até.”

Sanji ouve quando a linha fica muda. “Vamos ver se eu posso obter algo de você casa velha.” Ele comenta olhando para o teto.

Sanji está quase com a cabeça do lado de fora, quando ele se lembra que não havia verificado o sótão. Ele ia deixar para fazer isso outro dia, mas ele acha que checar não vai fazer diferença. Talvez ele possa encontrar algo.

Sanji puxa a corda do sótão, deixando a escada descer. O loiro sobe as escadas com cuidado, não sabe quantos anos a casa tem. Quando ele chega, ele encontra o interruptor e liga-o. Era difícil ver alguma coisa no começo, a lâmpada estava balançando fazendo com que a luz fosse de um lado para o outro, mas ele pode ver que o sótão estava cheio de caixas intermináveis, praticamente empurradas para a parte de trás do quarto apertado. Sanji é capaz de ler alguns dos rótulos de onde está em pé, como livros, roupas, computadores e outras coisas.

“Então é aqui onde todas as coisas estão... Material de cozinha.” Sanji lê o rótulo. Vou ter que voltar com Zeff. O loiro pega a caixa nomeada de ‘cozinha’ e está prestes a vira-la de cabeça para baixo quando um barulho atrás dele chama sua atenção.

Sanji se vira e olha por todo o sótão com um de seus olhos azuis. Não encontrando nada e pensando que era a sua imaginação, ele desce as escadas.

(CHACOALHAR)

Agora eu sei que não estou doido. Isso soa igual a uma corrente? Sanji pensa enquanto olha por cima do ombro.

“Olá, tem alguém aí?” Ele diz devagar, não esperava alguém aqui, parecia que não estava vivendo alguém na casa há um tempo. O chefe loiro coloca a caixa para baixo e vai para onde havia escutado o barulho, onde ele pensou ter ouvido a gaiola. Sanji empurra as caixas para o lado até ver a corrente que estava ouvindo.

Seguindo a corrente com os olhos, ele viu uma cauda? “O QUE!?” Sanji cai para trás em cima de sua bunda. Tem um animal vivendo aqui? Sua mente está pensando em animais de grande porte, um tigre, um leão? Isso está ficando cada vez pior. Ele não tinha dado uma boa olhada na corrente, desde que sua reação instintiva era fugir.

Observando, Sanji fica de joelhos e se rasteja para as caixas que está escondendo o animal. Lentamente, ele empurra as caixas, com braços esticados para fora, temendo que qualquer coisa poderia ataca-lo.

Sanji consegue ver o que está por trás das caixas. O loiro fica um longo tempo tentando fazer com que sua mente registre o que está vendo. É um garoto adolescente. Ele tem a pele bronzeada e está acorrentado pelo pescoço. Mas o que faz Sanji não acreditar no que está vendo é que este garoto, animal... Coisa, tem o cabelo verde, e se isso não for o suficiente, ele tem uma cauda verde longa e macia e grandes orelhas verdes iguais as de um gato.

Isso tem que ser um sonho...

Notas finais
Queria agradecer ao Velhote por revisar a fanfic para mim