Take My Heart Back

1 Capítulo 1 - Only


Notas iniciais
Espero que gostem, porque eu amei escrever isso aqui!
Foi um pedido da minha Always, Maíra.
Beta: Maíra ♥ (Claro hahahaha)
Enjoy! :3

P.S: Os trechos destacados em negrito fazem parte da música na qual a fic foi inspirada.

“Você me disse: tudo ficará bem. Mas hoje sei que isso é uma mentira” – Kate murmurou para si mesma, jogando a caixa com as fotos dela e de sua nova família. As fotos do início de seu namoro com Castle, as festas, o casamento e até mesmo as fotos de suas noites não dormidas. – “Você me ensinou a ansiar pelas aventuras do amanhã”.

Kate permanecia de joelhos no carpete da sala de sua casa, as lágrimas caindo e molhando a camisa da NYPD que ela vestira tantas vezes. Aquilo não fazia o menor sentido: num momento o tinha para si, no entanto, num piscar de olhos, seu bem mais precioso partira sem dizer ao menos um “adeus”. Rick apenas pedira para que ela não chorasse. “Como?” – Ela se perguntava a cada segundo de seus dias.

Quando ela acordasse, ele não estaria mais ali, não a ajudaria a enfrentar todos os seus medos. Nunca mais.

Katherine sabia que precisava seguir em frente, ele não iria querer vê-la daquela forma. Ela precisava pegar seu coração de volta e guardar sem chance de entregá-lo outra vez. Ela sabia que “conseguiria” sobreviver sem ele, mas não garantiria se entregar a alguém novamente. Não depois de tudo o que passaram.

Ainda ajoelhada, Kate observava as fotos espalhadas pelo tapete: The Old Haunt, Hamptons, delegacia, a sala secreta no escritório de Rick, no quarto deles no loft, o dia em que Rick recebera o The Poe’s Pen. Várias outras imagens se espalhavam pelo tecido áspero, mas a que chamara a atenção da capitã fora a mais bela de todas, com os sorrisos mais sinceros e mais bonitos: o momento em que dançavam juntos após tornarem-se marido e mulher.

Levando a blusa cinza ao rosto, tentou secar as lágrimas incessantes. Tantos anos, tantas lembranças e tantos desafios para que tudo acabasse daquele jeito: sem sentido. Ela não aguentava mais. O jeito que ele a amou por todos aqueles anos deveria ser o suficiente para dissipar as lágrimas, mas não. Definitivamente, não.

“Há algumas semanas não tomamos a melhor decisão de nossa vida de casados, e agora você não está mais aqui” – Mais uma vez ela murmurou, lembrando do tão pouco tempo que tiveram para tornar aquilo realidade, no entanto, foi tudo o que precisaram.

Três dias após a partida definitiva de seu marido, Kate descobrira que a vida podia lhe dar uma luz e aquele pequeno processo de transição fora o necessário para fazê-la ver. Pondo a mão sobre o ventre ela sentiu a liberdade de amar voltando para seu corpo. Como aquilo podia libertá-la? Aquela criança era fruto do amor verdadeiro.

Kate precisava pegar seu coração de volta para poder compartilhá-lo com sua criança. O pequeno ser que crescia dentro de si era a sua salvação daquelas lembranças de cinco dias atrás. Era para ser um dia feliz, Rick estava com ela na fila para comprar cachorro quente para, logo depois, irem assistir ao jogo de beisebol: Yankes de New York contra o Red Sox de Boston. Um grupo de homens passou por eles zombando dos livros de Castle, o escritor tentou não se importar, no entanto, a vontade de soltar palavras sujas para aqueles homens foi maior. O que eles não esperavam era a reação de um deles, aquele que carregava uma arma. Richard tentou ao máximo acalmar os ânimos depois da explosão de gritos que ocorrera pela área do pátio depois que o homem mostrou a arma.

Rick deu as costas para tentar acalmá-la e Beckett soube, no segundo seguinte, que ele não deveria ter feito aquilo. O homem disparou a arma, tirando a vida daquele que a amava. O mais difícil naquele momento fora observar a vida dele esvair-se do corpo sem ter poder algum de ação. Ela o estava perdendo. Ela o perdera. Perdera para um motivo fútil e idiota, para alguém que não sabia receber a resposta à altura ou, até mesmo, não sabia respeitar aqueles ao seu redor.

Ela não aguentava mais, mas precisava guardar aquelas lembranças ruins, secar as lágrimas e ser forte, por ela e por seu bebê.

As boas lembranças dos anos que passaram juntos fariam suas lágrimas dissiparem. Talvez, amanhã.

Notas finais
E então?!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!