Take Me To Your World.
5 Capítulo 5 - Can not be.
Notas iniciais
Terça-feira, porque chegou tão rapido? hoje voltamos para o colégio depois da pausa para natal e ano novo. Levantei cambaleando de sono, tomei um banho não muito demorado, vesti uma calça jeans justa e escura, uma regata branca e uma jaqueta de couro preta, meia manga por cima, uma sapatilha rosa clara, passei uma maquiagem leve, e escovei meu cabelo. Peguei minhas coisas e desci, minha mãe estava sentada tomando café da manhã sózinha.
- Bom dia mãe. Cadê o pai?
- Teve que ir para o hospital — minha mãe sempre muito elegante — Bom dia. — sorri.
Comi panquecas com mel e tomei um copo de suco de laranja, olhei no celular e já era 6:40, resolvi sair mais cedo, peguei minha bolça dei um beijo no rosto de minha mãe sai. Meu carro estava gelado, não me importei muito com isso, dirigi até o colégio, tinha apenas duas garotas conversando sentadas em um banco, peguei meu fone de ouvido e comecei a ouvir musica, básicamente só as da Candice Accola, estava totalmente distraida ouvindo musica e lendo, quando vejo alguem puxar meu livro.
- Cinquenta tons de cinza Elena? — Klaus ria e Rebekah também — Quem diria.
- Cala essa boca Klaus — peguei o livro e o guardei — Chegaram mais cedo também?
- Um pouco — Klaus se sentou do meu lado — Porque já está aqui?
- Não sei.
- Elena? — uma das garotas nerds da minha sala aparece.
- Sim... — não me lembrava o nome dela.
- Aimee. Pediram pra mim te entregar isso. — ela esticou a mão e me entregou um papel amaçado, e saiu andando.
Você lendo esse tipo de coisa Srta. Gilbert? não esperava isso de você. Você está linda hoje, boa aula — DS.
Ah não, olhei ao redor e as pessoas começavam a chegar, que droga, quem é? me levantei nervosa e coloquei o papel na bolça, e entrei no edificio, Klaus me segurou mas eu puxei o braço. Esse tal de DS me irritou com todo esse mistério, o que ele quer? ou será que é ela? alguem querendo zoar com a minha cara? inferno. Mal consigo prestar atenção na aula, fico me fazendo millhões de perguntas. Finalmente bate o sinal da saida, Klaus me puxa para um canto quando estou saindo da sala.
- O que houve Elena? desde hoje de manhã você está irritadinha, depois daquele bilhete, o que tem nele?
- Nada Klaus — olho para ele irritada — Só quero ir para casa ok?
- Elena...
- Tchau Klaus, até amanhã.
Sai andando até o estacionamento do colégio, entrei no meu carro e dei um soco no volante, porque você está tão irritadinha? só pelos bilhetes? diz meu inconsciente zombando de mim. Cheguei em casa e minha mãe estava sorrindo.
- Filha, seu pai vai chegar só na hora do jantar, e um amigo dele vem junto.
- Amigo? — franzo a testa, desde quando meu pai tem amigos? que traz para casa ainda?
- É.
- Tudo bem. Vou dormir um pouco mãe.
- Ok querida.
Subi para meu quarto, tirei meus sapatos e me joguei na cama, em meio a pensamentos acabaei adomecendo.
- Elena — minha mãe me balançava — Filha, seu pai jaja está ai para jantar, vai se arrumar.
- Não — choramingo e coloco o travesseiro no rosto.
- Elena, vai.
- Que droga — levanto e vou para o banheiro, tomo um banho e volto para o quarto, só de roupão, vou até meu closet, pego alguns vestidos experimento um por um, e gosto do ultimo, preto soltinho com um cinto vermehlo queimado, o vestido e coloco o cinto, passo uma maquiagem leve, e coloco uma sapatilha vermelha, penteio meu cabelo e me olho no espelho, estou bonita, ouço a voz do meu pai lá em baixo, e ouço meu celular tocar, o pego e vou descendo, atendo.
- Alô.
- Elena — Caroline — Você pode vir aqui?
- Car desculpa, não vai dar — estou no meio da escada, quase parada — Meu pai trouxe um amigo do trabalho para jantar.
- Prefere jantar com um velho do que vir aqui? — ela ri.
- Não tenho escolha Car — faço beicinho e vou em direção a cozinha onde está meu pai, e seu amigo de costas para mim, ele é alto e moreno, familiar, quando meu pai sorri para mim e ele se vira, sinto como se meu coração parasse por alguns segundos, olhos azuis hipnotizantes — Ca...Caroline, depois eu te ligo. — desligo.
- Elena, esse é o Damon — meus olhos estão arregalados e minha boca entreaberta, me engasgo com a saliva.
- Oi — sorrio.
- Oi Elena. — meu pai levanta as sombrancelhas surpreso e minha mãe me olha como uma interrogação.
- Vocês já se conhecem? — diz meu pai.
- Sim — dou um meio sorriso — Nos conhecemos naquela boate pai, a que eu fui com o Jeremy — lancei um olhar para minha mãe, e ela deu um enorme sorriso.
- É ele? — faz movimentos com a boca sem sair nenhum som. — apenas faço que sim com a cabeça.
- É, eu meio que salvei ela — ele olhou para mim, e imediatamente fiz um não com a cabeça.
- Salvou? — meu pai olhou pra mim.
- Eu, me engasguei com a coca-cola, e o Jeremy tinha ido no banheiro, e a Caroline estava com o Tyler. — Damon segurou o riso, com dificuldade.
- É — ele sorriu gentilmente por mim — É um prazer reve-la Srta Gilbert.
- Elena, por favor.
- Certo, Elena.
Todos nós fomos até a mesa, quando ia me sentar ouvi meu celular tocar em minha mão, olhei Klaus.
- Vou atender, é só um minuto.
- Elena. — meu pai me olha nervoso.
- Pai, é o Klaus, pode ter acontecido algo — ele fica me olhando sério e assente.
Volto para a sala, e atendo o celular:
- Oi. — falo com pressa.
- Oi, o que foi Lena?
- Nada, o que foi?
- Só queria saber se você está bem, hoje cedo você estava, estressada.
- Era o sono — minhas palavras saem rapidas por minha boca, quero voltar logo e apreciar a bela visão.
- Ok, pode abrir a porta para mim? — gelei, o que? porque ele está aqui? porque hoje? não.
- Claro. — desligo.
Vou andando até a porta, pisando forte, estou nervosa outra vez, abro a porta e ele está sorrindo.
- Oi — ele me abraça.
- Oi — dou um sorriso falso.
- Que foi?
- Eu estava jantando, e um amigo do meu pai está aqui.
- Ah, desculpe, não queria atrapalhar.
- Vai, entra, vamos jantar.
- Ok — ele ri, e eu me esforço para rir tamém.
Fomos andando até a sala de jantar, meu pai se virou um pouco e viu Klaus, ele deu um sorriso.
- Sr.Gilbert — Klaus sorriu. Sra. Gilbert — ele beijou a mão dela.
- Olá querido — minha mãe sorriu — sente-se e jante conosco.
- Obrigado — ele olhou para Damon, ao se sentar, e olhou para mim.
- Klaus, esse é o Damon, amigo do meu pai, Damon, esse é o Klaus, meu amigo.
- Oi — Klaus sorri, e Damon da um sorriso torto.
Nós jantamos quase o tempo todo em silencio, arrisco olhar para Damon algumas vezes, Klaus me olha com cara feia. Acabamos o jantar e fomos todos para a sala, Klaus foi embora, isso no momento é um alivio, Damon e meu pai ficam conversando sobre assuntos hospitalares, ele provavelmente é doutor, hum, meu celular começa a tocar na minha mão.
- Alô.
- Depois eu te ligo e desliga? o que deu em você? — Caroline grita do outro lado da linha.
- Caroline, eu falo com você depois.
- Se você desligar eu vou até a sua casa e vou roubar seus sapatos — dou um sorriso ironico e ela gargalha — sério, o que foi?
- Tms.
- O que?
- Códigos baby.
- Elena. — desligo e imediatamente mando uma sms.
''Tms= Te mando sms. lerda. Car, você não imagina quem está aqui na minha casa, sentado de frente para mim''
Deixo o celular no colo e fico observando os dois falarem, então sinto o celular vibrar.
''O moreno, alto lindo e gostoso? não acredito.''
Sorrio e balanço a cabeça.
''Damon, ele é lindo, sua voz é linda, Caroline, estou in love haha''
- Greyson está na minha hora — Damon se levanta sorrindo, e meu pai está de pé em um segundo.
Fico em pé, eles se despedem, com um aperto de mão, ele vem até mim.
- Tchau Elena — Damon da um beijo demorado em minha bochecha, e sua mão desliza até minha cintura. OMG.
- Tchau Damon, foi um prazer reve-lo.
- Elena, porque não leva o Damon até a porta? eu preciso do seu pai um pouquinho. — minha mãe fala com um olhar de '' não esqueça dessa vez'', sorrio para ela.
- Claro mãe.
Meu pai fuzila minha mãe, mas relaxa logo depois.
- Tchau Salvatore, nos vemos amanhã.
- Sim, amanhã Gilbert — os dois sorrindo, minha mãe puxa meu pai até o escritório. Salvatore? que sobrenome lindo, assim como ele.
- Então — sorrio e o levo até a porta.
- Obrigada pelo jantar Elena, foi ótimo.
- De nada — sorri — Sempre que quiser.
- Elena, eu cometi um erro e não pedi seu número, agora eu vou — ele riu e eu também -
Passei meu número de celular para ele.
- Então é isso, obrigada.
- De nada Sr.Salvatore.
- Ah não, só Damon por favor.
- Ok, Damon Salvatore — eu ri.
- Boa noite Elena Gilbert, espero que um dia desses você saia para jantar comigo, só nós dois.
- Pode ser, um dia.
- Vou esperar. Até mais.
Acenei para ele, e ele entrou no carro preto e foi embora, fechei a porta com um sorriso de orelha a orelha, minha mãe apareceu sorrindo.
- Pegou?
- Eu passei o meu para ele, mãe vou dormir, estou muito cansada.
- Tudo bem querida, bons sonhos.
- Para você também.
Subi as escadas devagar, fui até o meu quarto, fechei a porta, vesti meu pijama, e deitei na cama, ah Damon Salvatore, Damon...Salvatore, Salvatore, Damon, DS, Damon Salvatore, meu deus, será que é ele? eu não acredito, não pode ser, afinal, nos conhecemos depois do natal, não, devo estar totalmente enganada, ou não, meu deus, preciso falar com ele, mas não agora. Fico pensando sobre o quão assustador isso é, ele me segue? será que ele ficou amigo do meu pai só para... não não não. Em meio a vários pensamentos acabei caindo num sono profundo.
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