Take Me To Your World.
45 Capítulo 45 - Godbye life.
Notas iniciais
Mais uma semana se passou, nessa semana Damon e eu não brigamos nem discutimos, o que foi um grande alivio, mas eu estou mal, doente eu acho, desde ontem eu não vejo o Damon, e prefiro que ele não apareça, não quero que ele me veja assim, não paro com nada no estomago a dois dias, meu rosto está totalmente sem cor, e já não tenho mais vontade nem de levantar da cama, hoje é quinta-feira, não fui a faculdade por motivos obvios, fiquei a manhã e o começo da tarde toda na cama assistindo filmes, até ouvir a campainha, coloquei uma blusa larga e desci, quando abri a porta vi a baixinha morena de lindos olhos azuis.
— Ana — sorri e a abracei.
— Lena — ela me abraçou também — Lena o que houve? você está péssima. — ri.
— É, eu sei, não me sinto bem mesmo.
— Você já foi no hospital? ou falou com o Damon?
— Não, isso deve ser apenas uma virose rapida, não quero que o Damon saiba Ana.
— Eu não vou falar nada, mas cunhadinha você vai no hospital, agora.
— Ana — choraminguei.
— Nada de Ana Elena, vai se vestir eu vou te levar.
— Tudo bem — não estou com disposição para discutir.
Subi até o meu quarto, vesti uma calça jeans e uma blusa de manga comprida larguinha cinza, e uma sapatilha rosa clara com um laço preto, prendi meu cabelo num coque mal feito, peguei minha bolça e desci, Ana se levantou e nós seguimos para o meu carro. Em alguns minutos nós chegamos no hospital, estou torcendo para não encontrar o Damon. Falei com a moça e ela pediu para que eu esperasse, me sentei no fundo com Ana e ficamos esperando alguns minutos, vi Damon passar, apenas abaixei o rosto para que ele não me visse, Ana riu e eu dei um tapa nela.
— Elena Gilbert — uma moça baixa e loira me chamou, me levantei e ela sorriu.
— O Dr. Salvatore vai atende-la, por favor — e indicou para que eu andasse.
— Ah, não tem um outro médico que eu possa me consultar?
— Algum problema com o Dr. Salvatore?
— Na verdade, sim. Ele é meu namorado, e não quero que me veja assim.
— Srta. me desculpe mas não temos outro médico no momento, terá que ser ele.
— Tudo bem. — me dei por vencida.
Andei pelo corredor branco, e entrei na ultima sala, Damon me olhou surpreso, fechei a porta e ele andou até mim, parecia preocupado, segurou meu rosto.
— Elena, o que houve? o que você tem meu amor? — Ele me abraçou.
— Por isso eu queria outro médico — fiz beicinho.
— Você queria é? por isso não me deixou ir ve-la ontem?
— Exatamente isso.
— Tudo bem — ele voltou para a cadeira, e eu me sentei a sua frente. — O quê você tem?
— Eu — respirei fundo — Faz dois dias que nada para no meu estomago, hoje de manhã fiquei com um pouco de febre, e me sinto destruida.
— Droga Elena — ele bateu na mesa — dois dias? e só vem no hospital hoje? e se não viesse eu não saberia.
— Damon, brigar comigo não vai adiantar em droga nenhuma.
— Tudo bem — ele respirou fundo — O melhor a se fazer é um exame de sangue — ele me falou a onde eu deveria ir — O resultado normalmente sai em uma hora, eu saio em trinta minutos, me espera na cafeteria, e eu pego seu resultado.
— Tudo bem — me levantei e minhas pernas estavam tremendo.
— Aproveita e tenta comer alguma coisa — ele veio até mim. — Porque não me disse antes Elena?
— Não queria você preocupado comigo.
— E o que isso adiantou?
— Nada — abaixei a cabeça.
— Ei — ele segurou meu rosto — Eu te amo tá?
— Também te amo.
— Agora vai lá, em trinta minutos estarei lá com você.
— Ok.
Sai da sala e Ana veio até mim, fomos até a cafeteria, pedi apenas um suco de laranja, em uns qurenta e cinco minutos Damon apareceu, ele estava com um envelope branco nas mãos e pálido, muito pálido, sem expressão, isso me assustou.
— Damon, o que foi? — ele se sentou, fiquei esperando ele dizer algo e ele nem piscava — Damon, é tão grave assim? — mais uma vez nada — Droga — peguei o envelope das mãos dele.
Passei meus olhos por todo o papel, e no final estava uma pequena palavra que fez meu coração acelerar, encostei na cadeira, sem reação, meu Deus, isso não pode estar acontecendo, eu estava igual Damon agora, sem nem piscar.
— Droga, vocês dois podem falar o que está acontecendo? você vai morrer Elena? — Ana estava preocupada.
Tentei de várias formas voltar para a sala, no momento meus pensamentos estavam em imagens, Ana me balançou.
— Elena, fala.
— Ana — agora provavelmente eu estava mais pálida do que antes — Eu estou grávida.
— Você o quê? — ela gritou, e parecia feliz — Eu não acredito, vou ter um sobrinho, Elena parabéns — não, isso não é parbéns, eu não quero um bebê, não agora, ela me abraçou e eu continuei imóvel, olhei para Damon ele estava parecendo uma estatua.
— Damon? — lagrimas invadiram meus olhos, não, ele só pode estar com muita raiva de mim, mas eu tomei a ingeção no ultimo mês. — Damon, por favor fala comigo. — eu estava chorando.
É como se o meu mundo tivesse parado, e se ele me largar? não isso não, pelo amor de Deus não, estou em panico, e Damon parece estar também. Ele se levantou jogando a cadeira no chão e saiu batendo o pé, nesse momento minha vida acabou, mais e mais lagrimas surgiram, Ana me abraçou e me ajudou a me levantar, nós andamos até o estacionamento, eu não parava de chorar, entrei no carro e Ana fez o mesmo, ela dirigiu até minha casa, o caminho todo ficamos em silencio.
— Elena, você está bem? — ela perguntou parando na frente da minha casa.
— Não. Ana, eu não quero isso — eu chorava, e ela me abraçou.
— Lena, calma.
— Não Ana, não tem como ter calma, eu estou desesperada, eu estou no primeiro ano da faculdade, tenho só vinte anos, e ainda pra ajudar o Damon não quer o bebê.
— Elena, calma ele está em panico, é claro que ele quer, se lembra do discurso dele no aniversário? — as palavras dele voltaram, a mulher que eu escolhi para ser a mãe dos meus filhos.
— Ana, pode me levar a um lugar?
— Claro Lena.
Falei para ela o caminho, em vinte e poucos minutos paramos na frente do prédio.
— Ana, eu vou subir, pode levar o meu carro, para onde quiser.
— Vou deixar ele na sua casa.
— Tudo bem — sorri — Obrigada — a abracei e ela sorriu.
— Conte comigo Lena, para tudo.
Nos despedimos e eu subi, quando o elevador se abriu vi Nate sentado no sofá, ele se levantou ao me ver.
— Lena, o que foi? — andei mais rapido até ele e o abracei, meu rosto em seu peitoral, ele me apertou — Lena, calma, o que houve?
— Nate — eu não conseguia falar, só chorar.
— Ei, vem cá — ele me guiou até o sofá, nos sentamos e ele ficou acariciando meu cabelo, por uns cinco minutos.
— Nate, eu estou grávida. — seu olhos se arregalaram.
— De mim?
— Não — dei um tapa nele, e nós rimos — Claro que não Nathaniel.
— Isso é um alivio — ele riu — O Damon já sabe?
— Sim — abaixei a cabeça — Nate, por favor só me distrai.
— Tudo bem — ele sorriu — Vamos assistir algum filme.
Nos deitamos no sofá e ele colocou um DVD, pra ser honesta não consegui prestar atenção em nenhuma cena, não me lembro nem qual era o filme, mais tarde Nate me levou para minha casa, assim que cheguei Caroline estava sentada no sofá, subi direto ao meu quarto, tentando esconder o rosto, tomei um longo e relaxante banho de banheira, vesti meu pijama e me deitei na cama, fiquei acariciando minha barriga.
— Não é uma boa hora para você existir — o que deu em mim?
Tenho duas opções, ser forte e aguentar isso tudo, cuidar do meu bebê, ou... Não, isso está fora de cogitação, em meio a várias lagrimas peguei no sono.
— Elena? — um voz me chamava — Elena, acorda, tem alguem que quer falar com você.
— Quem? — abri os olhos e vi Rebekah me balançando.
— Você vai ver, mando subir ou você desce?
— Manda subir, não estou disposta.
— Tudo bem — ela sorriu e saiu.
Me sentei cama e prendi meu cabelo, as lembraças de hoje a tarde me vieram a tona, mais lagrimas ameaçaram sair, mas eu respirei fundo, chega de lagrimas, a porta se abriu e o Damon, entrou, fiquei o olhando.
— Me desculpa — ele se sentou e me puxou para um abraço, o abracei forte e agora as lagrimas escorriam — Me desculpa por ter te deixado no momento que você mais precisou de mim, eu estava em pânico, me desculpa por favor.
— Eu também estava... Estou apavorada Damon — eu não conseguia parar de chorar, ele me abraçou mais forte.
— Eu te prometo que vou estar ao seu lado, todos os minutos, para poder cuidar de você... E do nosso bebê — ele acariciou minha barriga, nos afastamos.
— Eu estou com medo.
— Eu também estou — ele pegou minha mão — Mas vamos passar por isso juntos ok?
— Ok. — ele me abraçou.
— Você quer ficar aqui, ou prefere ir para minha casa?
— Honestamente? nenhum dos dois.
— Então, coloca uma roupa, vou te levar a um lugar.
Me levantei e vesti uma calça jeans e uma camiseta preta, coloquei uma sapatilha e nós saimos, entrei no carro e Damon pegou uma estrada, encostei a cabeça no vidro, imagens de um lindo bebê de olhos azuis e cabelos castanhos invadiram minha mente, Damon o segurava sorrindo no alto, e ele ria, isso me deixou um pouco mais feliz, Damon parou o carro, olhei pela janela era a praia em que ele me pediu em casamento, nós descemos e fomos até a areia, ele se sentou e me puxou para que me sentasse em seu colo.
— Eu te amo Elena.
— Também te amo Damon.
— Não importa o que você decida fazer, eu vou te apoiar.
— Eu vou seguir com a gravidez, isso se me deixarem viva.
— Ninguém vai encostar em você.
— Eu não posso esconder das pessoas, eu não posso voltar para minha casa, Caroline e Rebekah vão querer saber o que aconteceu, e se formos para a sua casa, lá tem o Stefan, se ele souber vai falar para o Jeremy, e...
— Amor calma, nós vamos para a minha casa, onde eu posso te progeter de perguntas que você não quer responder. — ele acariciou minha barriga.
— Damon, eu estou com tanto medo.
— Não fica com medo, seremos ótimos pais.
— Espero que sim.
— Amor — ele me virou — Eu estava pretendendo te levar para jantar hoje, mas como fomos surpreendidos por isso, eu mudei de idéia — ele pegou uma caixinha no bolço da calça — Quer se casar comigo? — ele sorriu e eu também.
— Claro que eu quero. — nos beijamos.
Ficamos alguns minutos apreciando o céu e ouvindo a musica das ondas, voltamos para o carro e Damon dirigiu até a casa dele, ao chegarmos, Stefan veio até mim, e vi Katherine no sofá.
— Elena, o que houve? — ele ficou preocupado vendo meu rosto pálido e inchado pelas lagrimas.
— Nada Stefan, cuida da sua vida — Damon me puxou para a escada.
— O que você fez com ela Damon? — Stefan gritou e puxou o Damon pelo ombro, Damon virou e deu um soco na cara do Stefan que caiu no chão, Stefan se levantou rapido e bateu no Damon, comecei a chorar de novo.
— Parem os dois, por favor, parem, por favor. — eu me sentei na escada abaixando a cabeça e chorando, mal estou grávida e isso já está afetando minhas emoções, nada legal.
— Elena — Damon correu até mim — Desculpa, desculpa — e me abraçou, passei os braços pelo pescoço dele, Stefan se sentou ao meu lado.
— Sério? vocês pararam a briga só porque ela começou a chorar? que garota drámatica.
— Cala essa boca Katherine. — Damon rosnou.
— Essa garota é pior que criança, chorona, parece uma menininha de cinco anos que não pode ver uma briga.
— Eu não sou Katherine, só não... Só não estou bem.
— Ah claro, não suporta ver os dois brigando por sua causa.
— Chega Katherine — Damon se levantou.
— Não, eu não chego Damon, essa garota é uma insuportavel, criança, chorona, o que você viu nela? chorar assim...
— Katherine eu estou grávida — gritei me levantando — Por isso estou assim, satisfeita? agora pode calar essa porra dessa sua boca?
Stefan me olhou com os olhos arregalados, Charlotte se encolheu no sofá, e Katherine olhou boquiaberta.
— Ah claro, estava demorando — ela riu — finalmente começou a dar os sinais do futuro golpe.
— Katherine, eu não sou você.
— É muito pior, é uma oportunista, uma vádia que está com um homem só pelo dinheiro.
— Chega Katherine. — Stefan gritou.
— Outro para te defender, cuidado Damon, se eu fosse você faria um teste de DNA. — só ouvi um estralo, Damon deu um tapa na cara da Katherine, e ela levou a mão no rosto, Damon veio até mim, e me puxou para subirmos as escadas.
— Você vai se arrepender por isso Damon, os dois vão.
Não suportei mais olha-la, fui até o quarto do Damon, eu já estava chorando de novo, Damon se sentou ao meu lado, puxou minhas pernas, tirou meus sapatos, e minha calça, depois minha blusa, andou até o guarda-roupa dele e pegou uma camisa preta, voltou até mim e ele me ajudou a vestir.
— Você não vai querer fazer um teste de DNA né? — perguntei choramingando.
— Claro que não amor, eu sei o que eu fiz, sei o que nós fizemos, e sei que você nunca teve nada com o Stefan, nem com outro... Alem do Nate.
— Não é do Nate, isso eu posso te garantir.
— Eu sei disso, eu vi que você está grávida de duas semanas.
— Estou cansada.
— Eu sei amor, pode dormir, vou tomar um banho e já venho — ele foi se levantar e eu segurei a mão dele.
— Não, fica comigo, por favor.
— Tudo bem, não fica assim — ele passou a mão no meu rosto.
Damon tirou a calça jeans e se deitou atrás de mim, me puxando contra seu corpo, sua mão alisando minha barriga, e então eu consegui dormir.
POV Damon.
Elena está dormindo, fui até o banheiro liguei o chuveiro, a água caia em meu rosto, respirei fundo, meu Deus do céu, eu vou ser pai, eu... Pai, de dois ainda o que é pior, meu Deus do céu, o que vai acontecer se eu não conseguir? eu não posso deixar a Elena sózinha, esse bebê com certeza será muito amado, por mim também é claro, mas eu estou com medo, medo de não ser um bom pai, medo de ela me largar e fugir, está tudo de ponta cabeça, mas eu sei de uma coisa, eu vou lutar para fazer tudo por ela, e pelo nosso bebê.
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