Tainted

2 Black Sand Eyes


Notas iniciais
Muito obrigada as leitoras do último capítulo, vocês foram um ótimo incentivo! Aqui está o capítulo dois, espero que gostem! Boa leitura!

– É um prazer. – ela balançou a cabeça enquanto forçava um sorriso agradável de ver, quando apertaram as mãos.

– O prazer é todo meu. – uma olhada que começou no topo de sua cabeça e desceu até seus pés a fez se sentir desconfortável por dentro. Sakura fitou o chão, tentando disfarçar.

– Vocês devem ter tanto em comum! A mãe do Sasuke também é escritora, sabia?

Ela levantou as sobrancelhas e olhou para ele, na esperança de ouvir o resto da história.

– Mesmo?

Sasuke assentiu, mantendo um sorrido de cafajeste no rosto.

– É algo legal, sabe, ser escritor. Tem que ter bastante imaginação, mas é o tipo de trabalho que se faz com gosto.

Sakura pendeu a cabeça para o lado, tendo certeza que fazia uma expressão mais curiosa do que devia.

– Ah, você também escreve?

– Na verdade, não. – o sorriso aumentou mais, e os olhos caliginosos se estreitaram – Sou mais um cara de desenhos, se é que me entende.

Olhando para o lado em busca de Hinata, Sakura estremeceu. A amiga simplesmente não estava mais lá! Agora havia entendido. Era todo um esquema armado, agora restava a pergunta: por quem?

– Porque não caminhamos um pouco? – Sasuke sugeriu, estendendo um braço para guiá-la naquela direção.

Começaram a andar lado a lado, e por ser uma gata assustada, Sakura sempre se alvoraçava a cada movimento que Sasuke fazia. Qualquer alteração que sua respiração sofria, qualquer passo em direção diferente, qualquer olhar malicioso, tudo era cuidadosamente anotado por seu cérebro e ela recuava instantaneamente.

– Soube que não era daqui. – ele puxou assunto, a olhando com convicção.

– Vim da França. Mesmo sendo naturalmente japonesa, vivi grande parte da minha vida em Paris.

– Jura? Meus pais moraram em Paris por um tempo, e então vieram para os Estados Unidos. Deve ser coincidência que quem more em Paris comece a gostar de escrever.

– Não é. – ela riu, abraçando o próprio corpo. – Paris é uma cidade encantadora, de uma língua deliciosa de falar e com o melhor paladar do mundo. Tudo lá é algo para se tornar história. As músicas que tocam nos bares à noite, as luzes da Torre Eiffel, as ruas, as próprias pessoas. É apaixonante.

Com um empurrão inebriantemente deleitoso para seus padrões, Sasuke a empurrou contra a árvore mais próxima e não esperou que ela protestasse para que começasse a beijá-la diligentemente.

Sua reação instantânea foi mordê-lo com força e empurrá-lo para longe. Mesmo que logo a seguir tivesse desejado não ter feito isso.

– O que você pensa que está fazendo?! – sua voz saiu mais altiva do que ela tinha intenção, mas agora era tarde demais para voltar atrás.

– Você me mordeu? – sua mão estava pousada sobre a própria boca, mas sua tonalidade para falar era tão calma que a fez concluir que isso deveria acontecer três vezes por semana, no mínimo.

– Eu nem te conheço! Você acha que pode simplesmente sair beijando pessoas aleatórias porque tem um rosto bonitinho? Bem, acontece que você não pode!

Ele arqueou as sobrancelhas sorrindo, se aproximando novamente devagar.

– Acha que eu tenho um rosto bonitinho?

– Você acha que eu sou o que? – ela mudou o assunto imediatamente, tentando recuar. O problema é que atrás de si havia uma árvore enorme. Sasuke a prendeu colocando seus braços um de cada lado, e abaixando a cabeça para olhá-la de maneira nivelada.

– Acho que você se faz de santa, mas no fundo ferve por uma transa decente.

Ela arqueou as sobrancelhas e abriu a boca, indignada pelo o que acabara de ouvir.

– E eu acho que você é uma vadia que não tem nenhuma DST por pura sorte! – havia respostas melhores.

Desviou de seus braços venenosos e se distanciou pisando duro na grama. Não ligava se ele fosse falar mal dela pros amiguinhos ou o quê. Estava irritada, e seu desejo era sair dali o quanto antes. Pegou seu celular e chamou um táxi.

Não esperou sequer sete minutos até que ele estivesse na porta. Entrou forçando uma aparência calma, mas por dentro estava revirada. Como havia sequer chegado a pensar que ele estava realmente interessado no que ela dizia?

Quando chegou em casa, não se deu nem ao trabalho de limpar o rosto. Tirou o vestido, e desse jeito mesmo, enfiou-se dentro das cobertas e forçou a cabeça a abster-se das imagens constrangedoras que insistiam em açoitá-la.

҈*

Acordou pela manhã com o celular vibrando sobre a cômoda. Quer dizer, não era mais tão manhã assim.

– Alô?

– Onde você se meteu, criatura? Te procurei depois da festa e você tinha desaparecido!

Deixar sobre as cobertas a confusão com Sasuke pareceu a melhor ideia na hora.

– Cólicas. Pedi um táxi e vim pra casa mais cedo.

– Ah, certo. E já está melhor, certo?

– Sim, estou ótima.

– E como foi com o Sasuke? Gostou dele? Tenho a breve impressão que ele simpatizou bastante com você.

– Ah... – droga – que legal, hein! Espera, Hina, tenho outra pessoa na linha. Se importa?

– De jeito nenhum. Pode atender, conversamos mais tarde, OK?

– OK!

Desligou a conversa com Hinata e ligou na outra linha, sem mudar de posição na cama.

– Alô?

– Alô? Senhorita Haruno?

– Sim?

– Boa tarde! Quem fala é Temari, sou assistente da sra. Uchiha. Como vai?

– A-ah, bem, bem! – Senhora Uchiha? Era a cabeça da editora que ela mandou seu livro, dois meses atrás! – Se não for rude, posso saber o porque da ligação?

– Sim, senhora. A senhora Uchiha leu o exemplar dos primeiros nove capítulos da sua estória.

– E...?

– Ela adorou. Gostaria de marcar uma reunião para que discutissem os termos. Essa quinta-feira está bom?

– Claro! Claro, está maravilhoso! Onde será a reunião?

– A senhora Uchiha insiste que seja em nosso edifícil Augury & Co. central, na cobertura. Ele se encontra nas ruas Perro Bay com Dupline Boulevard, cinza, cento e treze andares. Vou me certificar que seu nome esteja na portaria para que não haja nenhuma confusão. Se possível, leve a cópia mais atualizada do seu livro e identidade. A reunião será às três da tarde. Alguma pergunta?

– Não. Muito obrigada, Temari!

Desligou o telefone, jogando o corpo para trás, comemorando. Finalmente, esse era o primeiro passo da seu objetivo.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.