T.H.C Máfia
1 Capítulo 1 - The Hell Call.
A sensação de matar uma pessoa era péssima, e boa de certa forma. Eu até pensei em me convencer de que aquela mulher estava morta desde o momento em que nasceu, que não perdeu nada ao morrer, pois desde o começo, nunca teve uma vida. Mas... Eu acabo de matar uma pessoa, isso não tem volta. Mas é a lei de sobrevivência do mais forte, se eu não a matasse, ela me mataria. O mais forte é quem aperta o gatilho primeiro. Eu apertei primeiro, e matei minha mãe. Claro, tenho meus motivos. O principal, e que nossa mãe é uma espécie de puta, que abandona seus filhos para sair com seus amantes, e nosso pai era um honrado lutador de boxe, antes de ser assassinado por um amante stalker de nossa mãe. Sim, ''nossa''. Eu tenho um irmão mais velho. Seu nome é o codinome de nosso pai no ringue, ''Zero''. Zero Points. Era a quantidade de pontos que nosso pai fazia no primeiro round, mas no segundo e no terceiro, ele quase matava o oponente. Zero é igualzinho. Primeiro parece ser um estúpido, mas depois mostra-se ser um excelente estrategista. Talvez eu tenha puxado quem eu sou da minha mãe, ou talvez de algum parente distante, mas eu sempre preferi resolver as coisas no primeiro round. Por esse e outros motivos, enquanto minha mãe espancava meu irmão, eu fui até o guarda-roupa de meu pai, e calmamente peguei sua espingarda. Carreguei ela e voltei para a sala, mirei na cabeça da minha mãe e atirei sem cerimonia. Meu pai estava no corredor, tinha acabado de chegar em casa. Não planejava matar ele, mas ele viu o assassinato. Mirei na cabeça dele, e atirei, disse apenas algumas palavras antes de atirar.
— Un brindis por el cobardes. — Murmurei em espanhol. (N/A: ''Um brinde pelos covardes'') Zero me olhava aterrorizado. É, faz sentido ele olhar para mim assim. Afinal, eu matei nossos pais sem piedade e com direito a frase humilhante. Sabendo disso, vesti um casaco, peguei o rifle e o pus em uma mochila, junto com alguns mantimentos. Mesmo eu tendo apenas 8 anos, sempre fui uma criança sangrenta, nunca tive amigos, fora meu irmão. Isso claramente atrapalhava muito ele. Por isso talvez seja melhor para nós dois eu ir embora. Na porta de casa, abri o berreiro. Lágrimas saiam sem piedade, junto com um pouco de catarro também, eu as enxugava sem pause, e quando consegui parar, olhei para Zero e gravei bem a imagem de seu rosto em minha mente. Tentei excluir o sangue de nossa mãe, que estava sujando seu rosto, e sua expressão de medo, abri a porta e saí correndo da casa. Corri e corri até minhas pernas não conseguirem mais aguentar. Quando fui pedir informações, descobri que estava em Bekuburo (Cidade fictícia), ou seja, 2 cidades mais longe de onde eu morava. 3 dias de viagem. Sem comer nada. Peguei uma cenoura na mochila, no compartimento onde tinha colocado as poucas frutas e legumes que consegui recolher da geladeira. Será que Zero está bem? Depois de relaxar um pouco, prossegui com minha viagem. Eu até perderá a conta de quantos dias estive assim, até que aquilo aconteceu, e aquilo mudou toda minha vida.
— Olha só, que pirralha bonitinha... Não quer ir dar uma volta conosco? — Perguntou um delinquente, e todo seu grupo deu uma risadinha. Devia ter por volta de 15 ou 16 anos, e não pareciam ser muitos fortes. Eles me perseguiram até um beco sem saída. Um deles tentou tirar meu casaco, expondo minha roupa cheia de sangue. Pude ver que alguns deles ficaram meio nervosos, até que o líder declarou: — Não hesitem! Deve ser tinta vermelha, não é, mocinha? Qual é seu nome? — Fechei os olhos e lentamente peguei a arma da mochila, já fui avaliando como iria atirar, e em qual deles deveria atirar primeiro. O líder não, muito fraco. Talvez o segundo a sua esquerda, que parecia ser o maior dali. Usei o braço como apoio, e tirei a espingarda da mochila rapidamente, mirei e atirei. Não tinham muitos deles, apenas 4, não consegui acertar na cabeça, mas incapacitei 2 deles. Quando cheguei perto do líder, para dar o golpe final, decidi dizer meu nome.
— Saika. — Sussurrei, o suficiente para que apenas ele pudesse ouvir. — Diga para meus pais que eu mandei eles irem se ferrar. — Atirei em sua cabeça, bem entre os olhos. Ouvi o barulho de sirenes e percebi que estava encurralada. Atrás de mim tinha uma porta de ferro enferrujada, ela abriu fazendo um rangido, e eu fui puxada para dentro. Foi assim que eu conheci Jeremiah, o ''terrorista do bem''. Ele é um cara meio maluco, que mata pessoas porque acredita na revolução. Era assim que ele costumava pensar, foi o que ele disse. Mas a revolução nunca chegava, então ele decidiu fazer ele mesmo a revolução. Primeiramente exterminar os ricos desonestos. Eu me tornei uma pequena assistente dele. Ele meio que admirava eu ter matado 5 adolescentes sem hesitar, e eu sempre dizia que ele fazia parecer mais sangrento do que era. Mas foi mesmo um massacre, eu apenas estou tentando tirar um pouco da culpa dos meus ombros. Eu continuei no caminho da carnificina, até que hoje, aqui estou eu. 19 anos, faço serviços do tipo de transporte até assassinato. Conhecida como Gold Killer Saw, apenas Jeremiah e a Karen-san ainda me chamam de Saika. Karen-san é minha atual chefe, é uma mulher jovem e... Saudável, por assim dizer. Acho que ela gosta do meu senso de humor, e simpatizou comigo. ''Gosto de pessoas interessantes, ho ho!''.
— Jeremiah, qual sua opinião sobre matar crianças? — Perguntei a ele, para ouvir sua respostas em seu Modo Drogado. Jeremiah gosta bastante de consumir umas drogas exóticas, nada contra, acho até que ele fica mais legal drogado. A maioria fica.
— Hm... NÃO! Matar crianças é chato! — Murmurou ele, com uma voz estranha que parecia a voz do Bob Esponja.
— Mas veja bem Jeremiah, estamos no Carnaval, daqui a 9 meses vai ter um monte de crianças novas! — Respondi. Kaito, um rapaz quieto que nós acompanha em nossas aventuras doidas de entregas olhou para nós dois um pouco depressivo. Jeremiah drogado, e eu fazendo piadas ruins, ele deve estar pensando se existe parceiros piores que nós.
— A quanto tempo está segurando essa piada? — Perguntou Kaito.
— Uns 20 minutos.
— Gold, Jeremiah, vocês não acham que devíamos ser um pouco mais sérios? Quero dizer, somo da máfia Italiana, de uma das famílias mais antigas, Lagoon.
— Kaito, você devia virar uns copos também dá próxima vez que formos para o Tiozinho Feliz. Você nunca bebeu, tem 21 anos e é virgem! — Resmungou Jeremiah. — Somos os entregadores da Máfia, nem somos direito da família!
— Seu sonho sempre foi ser líder da família Lagoon, não é? — Perguntei para Kaito. Ele ficou quieto por uns instantes, e começou a roncar. — Ele sempre dorme quando pergunto isso. — Resmungo. — Certo, eu entrego o pacote! E depois voltamos para casa, certo? — Perguntei.
— Claro! — Jeremiah dirigiu cantando por mais uma hora, até que paramos na frente de uma mansão branca e amarela. Era meio nostálgica, como se fosse antiga. Peguei o pacote, uma maleta leve, como se tivesse vazia. Bati algumas vezes na porta, e como ninguém atendeu, peguei minha arma predileta, 10 mm, arma dupla, automática e fácil de carregar. Inteiramente branca. Balas de prata. Eu a batizei de Nina. Arrombei a porta com dois chutes, e apontei para o escuro. A porta atrás de mim se fechou lentamente, com um estrondo. As luzes se acenderam e diante de mim estava um garoto de cabelo laranja e olhos azuis. Eu o reconheci imediatamente.
— Zero?!
— Nee-san, que bom encontra-la! — Murmurou ele, alto e claro, como se estivesse fazendo um discurso. — Sinto muito, mas terei de sequestra-la, minha linda maninha!
Fale com o autor