T9

4 Base Leste


Notas iniciais
Espero que gostem

Seus olhos se abriram. Sons inundavam sua cabeça. A luz o deixava parcialmente cego. Ele sentia seus braços presos em algo, ele não conseguia se movimentar.

Dora o olhava fixamente. Ele estava tentando se libertar da sedação. Os pontos já estavam cicatrizando e alguns sinais de um futuro cabelo já apareciamnele. Tom estava sentado na outra ponta na mesa enquanto o ser estava preso em outra cadeira do lado oposto do dele. Ele tinha um olhar cansado e possuía grandes olheiras. Ele tinha uma caneta na mão direita pronta para escrever no papel branco em cima da mesa.

—Você pode ficar com o Nathan se quiser? –falou Tom olhando para ela.

—Eu não estou muito afim. –Ele sorriu.

—Vai conhecer seres piores que ele.

—você diz isso como psicólogo ou como uma pessoa com experiência?

—Os dois. Você acha que eu concordo com ele, mas ele é bom no que faz assim como você. Agora me deixe a sós com a cobaia. –Ela não queria ir, mas caminhou para fora da sala.

Quando saiu se deparou com o Nathan olhando um vídeo muito engraçado no seu celular. Ela não disse nada apenas voltou seu olhar para a imensa janela de vidro, ela dava uma maravilhosa visão da sala onde estava. Pela primeira vez notou certo animo em Tom, ela sentiu feliz por seu talvez amigo.

Tom olhava a cobaia com pura atenção. Os olhos do ser abria e fechava, e, em alguns momentos, tentar focalizar algo. O corpo dele não tinha coordenação nenhuma, os movimentos atuais lembravam quase espasmos. Os olhos dele fecharam e abriram de novo, mas dessa vez fixou. Ele conseguia ver agora.

Tudo era tão branco. Os olhos da criatura ardiam um pouco com a claridade. Ele ouvia tiros. Sua pele repuxava. Ele ouvia tiros. Ele virou sua cabeça tentando fazer o som ir embora, um vulto apareceu a sua frente. Ele fixou nele.

—Você pode me ver? –Ele olhou para o ser com curiosidade. Seu olhar fixo nele o fazia sentir estranho. –Meu nome é Tom. – Um silêncio tomou a sala.

—Onde eu estou? — Falou lentamente e sua voz saiu fraca. – Onde estou? Onde estou? –Seu corpo queria correr. Ele ouvia tiros.

—Você está seguro. –Tom sorriu enquanto escrevia tudo no papel. O ser ainda estava agitado. –Você está em um hospital se recuperando de um trágico acidente. Você compreendeu?

O ser parou. Seus olhos focavam Tom e o via a cada segundo mais com nitidez. Tudo era tão branco e compreendeu que podia estar em um hospital. Ele deixou se relaxar na cadeira e acalmar a si mesmo. Ele balançou a cabeça em concordância.

—Muito bom. –Tom sorriu para ele, tentando demonstrar calma para ele. –Eu vou fazer algumas perguntas para você, tudo bem? – O ser assentiu. –Um nome de um animal?

O ser olhou para mesa. A cobra dissecada está lá. Estava viva assim como ele.

—Cobra!-sua voz saiu fraca e distante.

—Bom!

Dora olhava para tudo com muita atenção da outra sala e com um sorriso no rosto. Nesse momento ela sentiu um pouco de inveja por não estar lá conversando com a cobaia.

—Parabéns para nós! O cara funciona!-Nathan riu.

—Você não consegue deixar de fazer piadas um momento! -Ela olhou para ele seria.

—Pessoas chatas falando! Agora entendo porque está solteira. –O olhar de cachorro sínico deixava qualquer um com vontade de bater nele.

—Olha quem fala! -Ele riu.

—Assim que me agradece por ter ajudar naquele dia? Podia ser você ali.

—O que quer dizer?

—Não se faça de desentendida. –Seu sorriso saiu insano.

—Isso foi o mínimo...

—Não, isso foi o máximo. O mundo não gira entorno de você e não será eu que vou te proteger.

—Você já se importou com alguém? Ou tudo é sobre títulos e dinheiro para você? –Um olhar triste apareceu no rosto de Nathan, mas desapareceu logo.

—Dora, o dinheiro é o álter ego do ser humano. É o egoísmo, o desejo de ser o que todos querem e precisam, o sonho de ser algo poderoso que possa mudar a vida de qualquer um. Dinheiro é poder! Eu abraço isso. –Ele falou com um sorriso atraente.

—A coisas mais interessantes para abraças, não acha? -Ela olhou para trás assim como Nathan e o viu.

—O que faz aqui?

—Visitando! Me preocupo com as pessoas principalmente a com dons de perder pelos corredores. –Ele caminhou até ela. Seus olhos a penetravam como facas.

—Você não tem autorização para estar aqui e, muito menos, é bem-vindo. Estamos fazendo teste, saia! –Ela falou séria. Nathan olhava a cena com um olhar de puro raiva.

—Eu não ligo para o que pensa. Eu tenho autorização até de entrar no seu quarto. –Ele passou uma mão no seu rosto. Nathan puxou ela, pelo braço, para trás dele e o encarou. –Algum problema?

—Não toque nela!

—O garotinho da mamãe ficou com raiva! –Nathan fechou as mãos. O raiva exalava dos olhos dele. O homem de preto encarou com um sorriso sínico. Ele estava chamando para a briga. Ele desejava isso.

—Você, seu maldito cadáver! Não se esqueça que demos suas pernas e podemos tira-las. –O sorriso do homem morreu e ódio começou a tomar ele. Nathan tocou no ponto fraco dele. Dora apenas ficou parada observando, nada podia fazer.

—Acha que é alguém daqui? – O homem de preto levantou a mão e fez uma posição de arma com ela e a deixou na altura testa de Nathan. E sorriu. –Só preciso de uma ordem! — Um som de um tiro soou. Dora demorou a perceber que veio da boca do homem. Nathan não se abalou. O homem riu e abaixou a mão. –Não se esqueça de quem é o chefe! –Ele saiu da sala, mas antes olhou para ela.

Nathan ficou parado com a mesma expressão por uns segundo depois virou. Ele deu um soco forte na mesa de centro da sala. Dora observou tudo e não se movimentou. O som do soco ecoou pelo microfone ligado para a sala ao lado sem querer. Tum.

Tom se assustou com o som e se levantou. O ser viu o homem de branco se tornar negro. Seu coração acelerar. Sua mente começou ver tudo. Corpos, corpos, corpos. Sangue. Ele gritou e todos, naquele lugar, pararam e olharam para ele. Ele tirou uma força de dentro e tudo, que o segurava, estourou. Ele ergueu a mesa e, antes que Tom pudesse fazer algo, o ergueu e o levava em direção a parede. O médico tentou parar o impacto com o braço esquerdo. Um estralo forte ecoou pela sala e, em seguida, o grito de Tom.

Ele empurrou com uma mão a cabeça do Tom no sentido da parede e com a outra segurou o braço. O médico soltou um grito de dor quando seu crânio vibrava com a batida. Os ossos quebravam do braço se quebravam em baixo de sua mão. Era uma sensação boa.

O barulho do estrondo da mesa acordou Dora, ela correu pegou uma seringa e caminhou para dentro. O ser acertava um soco no rosto ensanguentado de Tom. Ela correu para ele e posicionou a seringa pronto para aplicar. Uma mão a acertou rasgando seu rosto a desequilibrando. Nada amorteceu sua cabeça quando ela encontrou o chão. Tudo girou. Tom caiu desacordado no chão. Ela sentiu duas mãos a erguendo e a levando ao encontro da parede. Ela tentou amortecer com a mão. O grito do monstro se misturou com o som dos seus dedos entortando. Ela gritou.

O monstro só possuía ódio em seus olhos. Anjos. Tiros.

Ela gritou o nome do Nathan. Um soco acertou suas costelas e uma por uma quebrou. Tudo ficou sem som para ela. Nathan foi rápido, pegou uma nova seringa com o medicamento e correu até a cobaia. Aproveitou a distração dela com a Dora e enfiou a agulha. O ser gritou e virou para ele. Ele se esquivou de um soco, mas o outro a certou seu nariz o deixando completamente torto no rosto. Ele caiu. O mostro voltou-se para ela. Ela podia o ver perdendo a consciência, mas isso não parou as mãos dele ir para seu pescoço. Ela tentou tira-las, mas suas mãos estavam lesadas demais. Ela tentava puxar o ar e rezava para seu pescoço resistir. Ela estava sufocando.

Quando o viu caindo no chão e suavizando seu aperto, uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Sua cabeça estava encharcada de sangue e tudo girava. Ela empurrou para o chão e viu Nathan colocando o nariz no lugar. Crack. Ele finalmente começou a se recuperar do soco. Ela foi escorregando pela parede. Sua consciência... Tudo estava estranho. Nathan olhou para ela e depois correu para Tom. Pegou o celular e ligou para alguém enquanto verifica se seu colega ainda estava vivo.

—Nathan!-Ele olhou para ela. Aquele olhar de cachorro sem dono. –Meus dedos.

Ele entendeu e correu para ela. Ele olhou sua mão e olhou sem emoção as posições estranhas de seus dedos. Um por um ele foi colocando no lugar. A cada puxada uma lagrima escorria pelo seu rosto. Quando ele colocou o ultimo dedo, o mindinho em formado de um L, tudo começou a apagar. Ela podia ver o sangue escorrendo pelo rosto de Tom. Metade do nariz dele estava para esquerda, o lábio superior tinha um corte profundo, ela podia ver a parte onde o rádio havia quebrado saindo pela pele do braço dele. Ela viu sangue manchando o chão imaculado.

Pessoas começaram a chegar. Eles pegaram tanto ela e Tom e colocaram em uma maca. Ela pode ver o tórax dele subindo e descendo. Ele estava vivo. Seu mundo começou a perder cor enquanto a maca era movimentada rapidamente.

[Sala 130]

Ele pode ouvir a batida e o barulho da porta abrindo e fechando. Ele girou sua cadeira e olhou diretamente para o homem de preto a sua frente.

—Devo te dar os parabéns! Dois médicos inconscientes em um dia foi seu recorde.

—Minhas ordens eram para ficar de olho na doutora.

—Eu sei muito bem quais eram as ordens, mas nelas não envolviam esse desastre. –Ele se levantou com fúria em seus olhos.

—Senhor eu...

—Eu não quero desculpas, James. Nesse momento só quero seu silencio. –James olhou para ele com um olhar de desafio.

—Você precisa de mim. –O homem riu.

—Um homem de preto é fácil de ser substituído. Muitas pessoas fariam de tudo para ter a mesma chance que você. –A mão de James socou a mesa dele. Ele não se assustou. –Não me desafie. Não se esqueça que eu posso tomar o que te dei e eu terei gosto de afetar outras partes do seu corpo. Quem sabe você aprende quando estiver em estado vegetativo. –Ele falou suavemente, mas seu olhar era frio e impiedoso.

—Isso não irá mais acontecer. –James recuou.

—Não irá mesmo! Você parte daqui a duas horas.

—Como?

—Eles precisam se sentir seguros e você, nesse momento, não dará essa sensação andando pelos corredores livremente. –O homem respirou fundo, todo esse caos só havia dado uma dor de cabeça infernal para ele. –Quando sair estará sobre as ordens dela. Faça o que é ordenado e não sai dos limites. Você sabe como ela é carinhosa com aqueles que não segue a ordem dela corretamente e você já está na mira dela a muito tempo.

—Sim, senhor. –James sabia muito bem do que ela era capaz.

—Seu novo tratamento. –O homem puxou um vidro de remédio da gaveta mais próxima e colocou em cima da mesa. –Ele irá controlar seu temperamento e deixa-lo mais calmo. –James se sentiu dissecado pelo olhar dele, ele sabia.

—Eu vou voltar. — Sorriu para o homem e pegou o frasco. –Se eu não fosse tão importante para você, Isaac, não me protegeria assim. –Isaac olhou para ele e sorriu, um sorriso indescritível.

—O criador sempre tem um laço com a sua criatura, mas não é indestrutível. –A porta se abriu e Samuel entrou.

—Vejo que estou interrompendo a briga do casal. –Ele sorriu indo para uma mesa no extremo da sala cheia de bebidas.

—E vejo a minha sala se tornando uma sala comum onde qualquer um pode circular. – Samuel colocou uísque em um dos copos.

—Eu não sou qualquer um. –Ele sorriu antes de beber um gole.

—Com certeza você não é doutor. – Falou James caminhando até Samuel. –Infelizmente preciso ir arrumar minhas malas, minha carona não irá me esperar provavelmente. Até mais velho. –James começou a andar para fora da sala.

— James! –Samuel chamou fazendo o parar e olhar para trás. – Nem todos conseguem chegar a minha idade porque morrem e isso é muito trágico principalmente quando são jovens como você. – O homem de preto observou o olhar de diversão e sarcasmo no rosto do velho. – Gosto de você, menino, mas não jogue pedra quando o seu adversário está muito melhor armado. –James mostrou um sorriso comportado e saiu da sala enquanto os dois homens observavam. –Ele está instável e perigo, não sei se foi uma boa ideia colocar ele lá. Ela não tem controle nem dá própria vida, imagina ele.

—Você nunca é gentil com ela? -falou caminhando até a sua mesa e sentando sobre ela.

—Não, está errado, algumas vezes eu sou. Só aproveito quando estou com um amigo para dizer o que realmente penso. Eu prefiro fingir que gosto a ataca-la junto com você, Isaac. Sou velhinho demais para brigar com uma loira que nem ela. –Ele piscou. -Dividir para conquistar. –Os dois sorriram.

—O pacote?

—Está no lugar dele. Você já pode começar os seus testes. –Bebeu o ultimo gole e caminhou para a saída.

—Você só veio ver o meu lindo rosto?

—Eu vim observar o meu inimigo. – Ele abriu a porta e saiu.

[17h30]

Dora tentou abrir seus olhos, mas a luz estava forte demais. Seus dedos das mãos estavam rígidos, doloridos e estavam enfaixadas. Ela podia sentir sua pele da face repuxando. Levou sua mão até o local no canto esquerdo da testa e sentiu pelo menos cinco pontos. Ela abriu os olhos totalmente e viu-se em um quarto branco em algum lugar do primeiro andar. Ela seguiu equipo até ver a bolsa de soro pendurada acima dela. Tentou ver a descrição dos medicamentos na composição, mas sua vista ainda estava turva. Ela tentou se movimentar, mas a dor percorreu todo seu corpo.

—Relaxa, não é todo dia que recebemos folga. –Ela olhou e viu Tom. Ele estava tentando ler um livro no tablet, mas estava sendo difícil com dois braços quase imóveis. Ela ficou feliz em vê-lo bem. –Achou que eu tinha morrido? Sou duro na queda. – Ela sorriu.

—Quanto tempo dormi?

—Dois dias, eu acho. Eu acordei a mais ou menos meia hora. E fiquei entediado. –Ele falou erguendo o tablet. Ela notou os pontos no rosto dele.

—Eles tiveram que reconstruir sua face?

—Sim. Os socos deles eram muito fortes e causa um grande trauma. Ninguém queria me ver deformado. – Ela riu com o tom brincalhão dele. –Você não ficou atrás de mim. Oito pontos. Como diabos conseguiu isso?

—Eu acho que foi quando ele me deu um tapa, sei lá. Só lembro da dor. – O clima ficou pesado na sala.

—Eu só lembro-me da mesa caindo. Foi rápido demais a situação. – Ele parou e olhou para o branco das paredes. – Nós ativamos algo, mas como? –Ele falou pensativo.

—O soco. – Tom olhou para ela com questionador. – O barulho? Você não se lembra?

—Não, sinto muito.

—Nathan socou a mesa e o barulho deve ter feito a cobaia se lembrar de algo.

—Jura? Disserte mais sobre seu posicionamento obvio. –Ela revirou os olhos. – A mente dele está em confusão e isso era esperado. Preciso mais tempo com ele.

—Nós precisamos. Somos uma equipe. –Ele olhou para ela e viu seu olhar de determinação. Ele sorriu.

—A única coisa que não entendo. Como ele conseguiu quebrar seis amarras feitas de um material que segura dois leões sem quase nenhum esforço? Estou fascinado mesmo com todos os problemas que essa descoberta me trousse. – Ela olhou suas mãos e ele olhou para ela. – você sabe de algo?

—Não mais do que você.

— Sério? Nathan não teria feito sem sua permissão, chefe. –Ela olhou para ele e sentiu-se envergonhada.

—Por que apenas regenerar se você pode melhorar. –Ele parou e ficou chocado com suas palavras. – Eu juro que eu não sábia que essas melhorias resultariam nisso. Era um teste.

—O que mais você tem omitido de mim?-Ele se sentiu traído e com um pouco de raiva.

—Tenho omitido no mesmo nível que você. –Foi um soco na barriga de Tom e pela primeira vez a menininha de lindos olhos cinza e cabelos cor de mel longos possuía um olhar de mulher. Um lado desconhecido para ele – Desculpa. – Seu olhar voltou ao que ele conhecia.

—Não, me desculpe. Acabo de julgar um livro pela capa. –Ela olhou para ele com um olhar de tristeza.

—Eu não sou o Nathan.

—Eu não sei mais de nada.

—Fala alguém que se intitula Tom. Eu cometi um erro e eu não farei isso novamente. Eu sei que minha cabeça está a prêmio. –Ela cresceu naquele lugar e ele não percebeu.

—Nossas cabeças sempre estão a prêmio, Dora.

Dora sorriu para ele e ele retribuiu enquanto deixava um lembrete. Não confiar nela.

[18h00]

James entrou na sala e pode ouvir o som de um assobio. Ele deixou se perder um pouco na melodia. Ele podia ver sua casa. Sua namorada estava ali esperando com seus cabelos cor de fogo. Ela sorria para ele. Olhando para escuridão daquela sala, ele foi levado aquele dia. A luz dos faróis e som da buzina. O caminhão vindo. Ele tentou desviar sua moto, mas o caminhão acertou sua roda traseira e o lançou. O barulho de um osso sendo partido o acordou. O assobio havia parado.

O local era escuro e a pouca iluminação vinha de lâmpadas vermelhas que imitiam muito calor. Tanques de água estavam por toda a sala e um homem, dono do assobio, cortava algo no fundo dela. Ele usava avental azul, luvas, óculos para proteção e máscara. O homem sentiu a presença de alguém e logo cobriu com um lençol branco o seu trabalho. O ser misterioso virou e começou a caminhar até ele, e quando estava chegando perto ele tirou a máscara. O homem possuía marcas de expressão por todo seu rosto, olhos negros e barba branca por fazer. Ele possuía um olhar frio.

—O que faz aqui em baixo, garoto?-Falou o homem enquanto tiravas as luvas.

—Vim ver um velho amigo. –Ele falou em tom sarcástico.

—Uhau ganhei meu dia. –Falou rindo. –Você não foi transferido?

—Claro. Os desgraçados acharam um lugar mais legal para eu poder brincar. –Ele tocou um dos tanques ao seu lado. –O que tem aqui?

—Algo que não está autorizado a ver. –Ele sorriu descaradamente.

—E você também não.

—Isso é verdade, mas desde quando eu preciso de autorização.

—Finalmente concordamos com algo. –Os dois sorriram. – Preciso da minha belezinha, Met.- O homem começou a caminhar para escuridão.

—Gente folgada já basta os que estão lá em cima, James. –Ele riu. O homem voltou logo depois com uma linda maleta. -Aqui está. Mantenho-a sempre impecável. Cuide do meu bebê. – Ele entregou a maleta para James.

—Eu vou cuidar bem. Está aqui também?

—Sua belezinha está, é claro. E essa é a última dose.

—Não pode fazer isso comigo. Eu preciso demais.

—Eu não vou pegar nada para você se eu não tenho segurança sobre minha vida. As coisas acabam deveria saber.

—E o que você acha que eu devo fazer? Tomar aqueles malditos comprimidos dados a mim?

—Faça o que quiser, garoto.

—Babaca!

—Não fui eu o causador do problema nos teste da doutora. –Met olhou para ele com um olhar gelado tão oposto daquela sala tão quente.

—Achei que estava comigo. Achei que queria isso tudo para você.

—Eu quero, mas nesse momento sua instabilidade me deixa inseguro. Não desafio gente como Isaac ou Samuel se eu não estou cem por cento protegido. Eles são perigosos.

—Mas, não como nós somos. –Met sorriu e caminhou de volta para a mesa no fundo da sala, colocando todos os aparatos novamente.

A melodia do assobio retornou. James girou o corpo para ir embora, mas parou. Olhou para o lado e caminhou até o tanque mais próximo, e olhou para dentro. Ele congelou. Era uma maravilha.

[20h00]

Donovan olhava fixamente para as sete amostras no cubo de vidro extremamente espesso. Ele sabia o que era e o que aquilo podia fazer, e temia o que mandariam fazer com aquele vírus. Ele não lembra exatamente como entrou nessa, mas agora tinha que proteger sua equipe acima dele. Ele não deixaria isso causar outra tragédia como na base norte.

—O que vamos fazer? –Ele virou para a doutora ao seu lado. Ela era jovem, uma prodígio em sua área e, por sorte, ele havia descoberto.

—Ainda não sei. –Ele ouviu a porta principal do laboratório de abrindo e viu Isaac. Ele saiu do sala de controle biológico e foi ao encontro do homem. –Não achei que o veria aqui tão cedo.

—Precisava verificar se tudo estava perfeitamente bem pessoalmente.

—Não confia em Samuel?

—Depende do dia. –Isaac exprimiu um pequeno sorriso, mas seu olhar era desgastado. Por um segundo ele abaixou a guarda e ele pode ver claramente. –Chega de problemas por algumas semanas.

—Concordo. Mas, direto ao ponto, ainda não sei o que deseja que eu faça. Você estipulou eu e ela nesse trabalho e não minha equipe inteira. A grande pergunta é: Quem mais faz parte dessa equipe?

—Realmente, direto ao ponto. Um dos membro irá se juntar a vocês logo quando a condição dele melhorar. A segunda pessoa ainda há uma burocracia para resolver, mas logo ela estará de volta a sua casa.

—Se for a pessoa que estou pensando que é, terá um problema maldito na base sul.

—Sim terei, mas isso é alguma coisa extremamente importante e nada irá me impedir. Nem a minha linda Kate irá conseguir me parar, Erica não conseguiu.

Donovan sentiu um mal estar, um aviso para sair dali, mas agora não havia escapatória. Ele sorriu para Isaac, um sorriso nervoso. Péssima hora de inventar deixar sua marca no mundo.

Notas finais
Até o próximo cap que não posso garantir que será rápido para postar, mas tentarei.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.