Tókio Jigen

7 Quase um dia normal


Dia dois de janeiro do ano de dois mil e trinta e um, às oito horas e trinta e sete minutos.

Akimi acorda, olha ao redor para saber em que lugar está. Então ela sente um cheiro magnífico, um cheiro que se assemelha a doce de leite, geleia, creme de amendoim, creme de avelã, pão fresco, suco de manga e melancia, café e bacon com ovos fritos.

— Nossa, será que o Nakagawa está cozinhando? Ou ele tem alguma empregada? — Akimi pergunta para si mesma maravilhada com o cheiro bom.

Então ela levanta-se devagar, ela olha para a janela e vê as persianas da janela fechada, então ela abre a porta e bate na porta do quarto de Nakagawa. No entanto ela ouve o barulho de uma batedeira, então ela sai correndo atrás de Nakagawa, passando pela sala ela percebe que as portas de vidro foram substituídas por novas portas, ela dá um sorriso de canto, então ela volta a olhar para frente, mas a cada passo que ela dava parecia que ela o chão esticava fazendo-a andar mais. Então ao passar pela sala de jantar ela chega na cozinha e vê Nakagawa preparando uma vitamina.

— Então você cozinha? — Perguntou Akimi

— Oh! Bom dia, sim, eu cozinho. Se esqueceu que ao contrário de ti, eu cresci sem pais? — Rebateu Nakagawa colocando a vitamina em uma jarra

— Bom... Acho que já devo ir embora, melhor eu ir indo. — Afirmava Akimi se virando e indo embora

— Espera, fique Akimi. Vamos comer juntos, preparei um pão fresco, café, suco de manga e melancia, bacon, ovos fritos, doce de leite eu preparei durante a madrugada e a geleia eu fiz na quinta passada. O que acha de tomar café aqui comigo? — Perguntava Nakagawa sorrindo

— Tudo bem, seria uma honra. — Afirmava Akimi enquanto calmamente para Nakagawa

Nakagawa ia em direção a mesa já arrumada, puxava a cadeira para que Akimi se sentasse, então ele se sentou na ponta da mesa.

— Então Akimi o que quer beber? — Perguntou Nakagawa

Então assim seguiu até às nove horas e vinte e nove minutos da manhã, ambos tomaram café e passearam.

— Então Nakagawa, obrigado pela manhã agradável, mas agora preciso ir. — Afirmou Akimi

— Então deixe-me lhe levar. — Disse Nakagawa sorrindo

— Tudo bem então... — Concordou Akimi com o pensamento longe.

— Vamos? —Perguntou Nakagawa

— Claro! — Exclamou Akimi

Então ambos começaram a caminhar pela rua em silêncio, viram belos jardins, viram pássaros, no meio do percurso Nakagawa parou para olhar uma bromélia.

— São lindas não é mesmo? — Perguntou Akimi sorrindo

— Sim, são espetaculares. — Respondeu Nakagawa — Adoro flores, mas o que eu posso fazer? — Nakagawa rio e voltou a caminhar

— Também adoro flores. — Afirmou Akimi, voltando a caminhar

— Quer ir ao cinema? — Perguntou Nakagawa

— Claro, mas não tenho tempo. Me desculpe. — Afirmou Akimi

— Relaxa, está tudo bem. — Respondeu Nakagawa sorrindo

Então ambos continuaram caminhando, passaram por avenidas movimentadas, foram em lojas e sem perceber o tempo foi passando em até Akimi receber um telefonema de seu pai.

— Alô?! Pai? — Atendeu Akimi com uma fisionomia preocupada, então ela foi ao banheiro para evitar que Nakagawa ouvisse.

Então minutos depois Akimi volta, puxando Nakagawa pelo braço e ambos saíram correndo.

— Hey! Onde estamos indo? — Perguntou Nakagawa confuso

— Não temos tempo, depois respondo qualquer pergunta. — Afirmou Akimi

Mesmo que fossem quase atropelas eles continuavam correndo, sem pensar nas consequências.

— Então são eles? .... — Analisava uma figura estranha