Tão fora da terra
10 Capítulo 10- Vai ter que assumir
Notas iniciais
Uma explosão de sétimo sentido! Hyoga e Camus entraram no embate final!
Camus voltou ao presente impressionado com o fato de que Milo tivesse que usar aquele nível de cosmo em uma batalha contra um cavaleiro de bronze. Seu pupilo estava realmente crescendo. Os outros três cavaleiros de bronze estavam chegando na nona casa. Tão fracos, tão cansados, e ainda assim, avançando...
–Seiya.
–Sim Shiryu?
–Quer que eu leve o Shun um pouco?
–Não, está tudo bem. Continuemos.
–Seiya, eu...
–O que foi?
Se havia alguma coisa que faria o Seiya entrar em choque nas doze casas, seria a cena que iria presenciar:
Shiryu chorava!
–Shiryu, o que foi?
O chinês soluçava, o rosto coberto pelas mãos.
–Seiya eu...
Seiya colocou Shun encostado em uma pilastra, e foi de encontro ao Dragão.
–Seiya...o Shun me constrangeu agora... quase morrendo pelo Hyoga... eu to meio em choque, meio assustado, e queria te dizer...
Pégaso abraçou o Dragão, que retribuiu e relaxou em seus braços. Sussurrando em seus ouvidos, Seiya disse:
–Não precisa me falar nada!
Shiryu o afastou. Encarou seus olhos castanhos, fungou e tentou ficar sério. Não conseguia olhar pra Seiya sem sorrir.
–Você me disse a pouco mais de uma hora o que sente por mim. Não quero que você tenha dúvidas.
Colocou uma mão no rosto de Seiya, que fechou os olhos com o contato da pele do chinês. O afago era terno, nada combinando com as mãos machucadas pelas batalhas, o cheiro de sangue seco nas armaduras.
–Seiya Ogawara, eu amo você. Eu nunca amei, até conhecer você. Quando toda essa batalha acabar, quando a guerra acabar... eu quero você inteiro, o tempo todo, comigo. Se eu pudesse expressar agora como te amo...
E devagar Shiryu começou a beijar Seiya que realmente estava em choque. Seiya respirou fundo e se deixou levar pelo chinês, que pela primeira vez deixou seu desejo aflorar: puxou Seiya para junto de seu corpo, deixou suas mãos percorrerem o corpo do sagitariano, afagou seus cabelos, beijou seu pescoço, o encarou mais uma vez, e com mais lágrimas nos olhos, disse:
–Se eu morrer hoje, fico feliz por ter amado você.
–E por ter sido amado por mim. Faço minhas as suas palavras. Eu te amo.
–Eu também te amo.
Sorriram. Nào havia mais tempo.Seiya pegou Shun mais uma vez, e começou a caminhar. Shiryu apenas disse pra si:
–Por você, eu vou até o fim...
E continuaram a subida até Sagitário.
Camus começou a ver o vulto dos cavaleiros de bronze logo abaixo. Se pudesse evitar aquelas batalhas... Mas não podia... assim como não pode evitar a morte de Liko.
Todos os dourados, salvo Milo e Camus saíram em busca do garoto que era a encarnação de Hefesto. Segundo informantes, e as estrelas e previsões de Shion, o deus ferreiro estava próximo, ainda na Europa. Os cavaleiros não iriam se distanciar muito, tirando Aioria que iria para a China.
Pensem em um Leão contrariado. Apenas Aioros conseguiu controlá-lo, ainda assim sob a ameaça de um relâmpago de plasma no meio da cara.
Mu e Shaka foram em direção a uma aldeia a beira mar; MM e Afrodite, ao subúrbio da capital; Shura e Aldebaram e Aioros e Saga foram juntos ao mesmo monte, porém a primeira dupla iria para o sopé da montanha, enquanto a segunda iria ao topo. Cada um deveria procurar uma família com apenas um avô, uma mãe, e um garoto. Essa era a provável família que poderia cuidar do deus ferreiro. Segundo constavam nas indicações, o ferreiro divino deveria ser criado em um ambiente tranquilo, que fosse de certa forma pacífico para evitar o despertar do deus antes do tempo.
A impaciência de Milo era evidente. Óbvio que ele estava contrariado em ficar no santuário, ainda mais ao lado de Camus. Enquanto ia em direção a sala do mestre, Camus ouviu Milo reclamando para Afrodite:
–Eu não quero ficar aqui, Afrodite. Quer dizer que todos vão arriscar a cabeça, e eu vou ficar aqui que nem uma criança de castigo?
–Milo, qualquer um de nós daria um pedaço do corpo pra ficar quieto aqui no santuário. Você tem sorte de ficar aqui, vai aprender mais sobre o solo sagrado de Atena, vai ficar em guarda, mas em território conhecido e familiar... e nós vamos sim arriscar a cabeça, mas isso é o nosso cotidiano. Se morrermos, a única diferença é que talvez você dure um pouquinho mais. Então seja mais agradecido, e se quer tanto sair em uma missão suicida, trate de se conhecer logo pra sua armadura te reconhecer e pormos um ponto final nessa história.
Milo ficou emburrado, mas Afrodite tinha razão.Era melhor ficar mais contido enquanto a armadura ficasse com aquela frescura. Já haviam experimentado a sensação. Enquanto os outros praticamente podiam dormir com as armaduras, ele, Aioria e Camus só podiam vestir as suas em momentos de batalha, que a armadura julgasse que fosse importante para mante-los vivos, nada mais. Assim que a lição fosse aprendida, ou o perigo passasse, a armadura voltava a sua forma original. –Depois nos vemos. Me conte tudo que acontecer, e caso aconteça alguma coisa, qualquer que seja, é só me mandar uma mensagem.
–Como vou te mandar mensagem? Onde vão te achar, pra que eu te envie um bilhete?
Afrodite deu uma rosa vermelha, com o centro arroxeado.
–Essa rosa é especial, está diretamente ligada no meu cosmo. Se precisar de ajuda, acontecer algum ataque surpresa, ou qualquer ameaça que seja, queime seu cosmo com a ponta do seu ferrão, ou se estiver com Camus, peça que ele congele-a. Eu vou sentir a alteração e entender que vocês estão em perigo. Mas só use em caso de total emergência, entendeu?
Milo segurou a rosa achando aquilo simplesmente ridículo. Afrodite parecia mais feminino a cada dia, mas também ficava cada vez mais estúpido, como se aquilo o irritasse.
–Tudo bem...pode deixar....
Afrodite deu um sorriso que qualquer outro interpretaria como algo extremamente sensual.
–E quero saber tudo que você e Camus possam fazer, certo?
–Além de treinar e resmungar? Duvido que tenha muito mais que isso.
–Continua bravo com ele?
–Eu não sinto nada por ele. NADA.
–Tá bom — Afrodite ergueu as mãos — eu não estou surdo, tudo bem, já entendi.Vou indo. Boa sorte.
–Pra você também.
Camus viu o pisciano se afastando, e sentiu que mais abaixo, seu cosmo se encontrava com MM e logo em seguida com os outros dourados.
Resolveu ir até a sala do mestre.Era bom saber o que iria fazer enquanto ficasse ali.
Ao chegar nos aposentos do mestre, dois guardas vigiavam as portas.
–Preciso falar com o mestre.
–Lamentamos, mas ele nos deu ordens expressas para que não deixássemos ninguém entrar. E pediu que caso o Sr. ou o outro dourado aqui viessem, que os avisassem para irem a biblioteca, que lá encontrariam instruções sobre como proceder nos próximos dias.
–Ele está bem?
–Meditando. Pode levar horas ou dias até que saia dali.
Milo se lembrou de como as meditações do mestre podiam ser longas. Deu um suspiro, agradeceu, e foi a biblioteca. Ultimamente ia pouco por lá, apenas pegar os diários dos seus antecessores.
Sentiu o cosmo de Camus. Não adiantava fugir, então iria continuar agindo como o aquariano pediu: falando somente o necessário, evitando intimidade.
Caminhou até o centro da sala, onde viu Camus debruçado em cima de alguns pergaminhos. E sorrindo.
Milo estava meio relutante em aceitar, mas o fato de treinar com Camus havia despertado de vez desejos e emoções que, ainda mais nessa situação atual, deveriam ser postos de lado, e abandonados de preferência. Mas quando via o francês sorrindo, Milo fraquejava. Ele era lindo... era sensual sem ser vulgar. Era charmoso. Era a fraqueza de Milo.
“E me odeia também. Deixa de ser platônico, Milo!”-pensou enquanto avançava.
–Camus.
O aquariano se assustou por um segundo.
–Milo. Oi...
–Vim ver as ordens que o mestre deixou.
–Há, veio? Milo, você não vai acreditar...
Camus começou a falar como se fosse um adolescente entusiasmado com um jogo. O mestre havia preparado armadilhas que deveriam ser espalhadas pelas 12 casas, e os dois iriam fazer isso juntos.
–Por que tanta empolgação Camus?
–Essas armadilhas são ativadas por nossos cosmos, e cada uma vai conter um golpe nosso ou uma variação deles. Imagina, se um inimigo entrar aqui, pode pisar em um ladrilho bomba e morrer picado pelas suas agulhas escarlate, ou empurrar uma porta e ser congelado pelo meu pó de diamante. Isso quer dizer que poderemos armar todas as casas, e vamos patrulhá-las também. Podemos criar mil armadilhas diferentes, com os selos de Atena que o mestre deixou aqui.
–Continuo perguntando o por que de tanta empolgação. É muito improvável que surja um inimigo aqui no santuário.
–Mas isso é a chance de mostrarmos que somos úteis e necessários com ou sem armadura nos reconhecendo. Quem sabe trabalhando juntos, nós não possamos descobrir o que falta pra gente resolver essa questão das armaduras?
–Já trabalhamos juntos o bastante Camus. É só isso?
–Sim, é...-Camus estava sem graça.
–Bom, vou estudar um pouco. Amanhã nos vemos no horário de sempre?
–Sim. Pode vir a minha casa?
–Prefiro na arena.
–Tem que ser na minha casa Milo.
Milo estranhou aquela atitude.
–Se você acha necessário...
–Acho!
–Então tá. Na sua casa. Até.
Milo saiu em direção a sua casa, com um diário de Kárdia na mão.
Ao chegar em seu quarto, Milo foi folheando o livro até encontrar o ponto que havia parado:
“Hoje Degél está incrivelmente doce. Não sei o que aconteceu, mas gostaria que fosse assim todos os dias. Voltei de uma varredura curta ao redor do santuário, e o encontrei me esperando na minha casa. Ele me encarou quando cheguei, estava com um cara tão brava, achei que havia feito alguma coisa errada. Cadê a doçura de manhã? Estava com uma túnica azul clara, estilo chinesa. Ele parou na minha frente, assustadoramente sério. Quando perguntei o que foi, ele levou as duas mãos ao meu rosto, me puxou e me beijou. Uau, ele nunca havia me beijado antes, eu sempre que tomava a iniciativa. Fiquei meio sem reação no começo, mas me deixei levar. Ele foi me empurrando até uma parede próxima a meu quarto. Quando fiz sinal de entrar ele me disse:
–Não quero esperar!
Continuou me beijando. Puxou a túnica, descalçou as sandálias, e quando percebi, ele não estava usando nada por baixo. Aquilo me chocou. Devo ter ficado com cara de bobo, pois ele sorriu.
–Anda Kárdia...tira a armadura...
Ele mal me deixou respirar...assim que retirei as pernas e a cintura, ele abriu o peitoral, retirou os ombros e braços e me deixou completamente nu.
–Vamos pra cama...
–Não! Eu quero você agora, e aqui!
Eu já estava duro feito pedra, aquilo me deu uma sensação gelada no estômago. Kárdia não era de fazer isso. Ver ele comandando, falando o que queria, e querendo fazer amor comigo no corredor...fiquei mais excitado ainda. Quando toquei no meu pênis, ele rapidamente levantou minhas mãos, me prensou contra a parede e disse:
–Não. Você vai gozar sim, mas sem encostar aí. Hoje é do meu jeito!
Aquilo me deixou completamente gelado(e tem culpa o fato dele resfriar aquele pedaço do corredor também), e eu fiquei tão excitado que meu pênis começou a melar. Ele começou a me beijar de um jeito diferente, selvagem, forte. Começou a lamber meu pescoço, chupou com força, desceu aos mamilos, sugou com mais força ainda. Senti que até atrás eu estava meio melado, o que era aquilo. Foi descendo rápido e cruel, mordendo mesmo, aqui e ali. Quando pensei que finalmente ele iria me sugar, ele começou a lamber meu saco. Ele nunca quis fazer aquilo- pelo menos daquele jeito. Eu quase gozei, mas ele apertou meu pênis com força.
–Ainda não.
Olhei pra baixo ofegante. Curioso. Muito assustado. O que mais ele queria fazer?
Me beijou, e me virou contra a parede. Senti seu beijo frio no pescoço, e o arrepio realmente quase me fez gozar. Ele desceu a língua pelas minhas costas, e começou a passar a mão na minha bunda. Estranhei um pouco no começo, mas deixei, afinal era ele... quando começou a beijar minha bunda, eu pensei em sair dali. Ele não iria querer inverter tudo hoje, né?
Nem tive tempo de reclamar. Ele afastou minhas nádegas. Contraí. Ele afastou mais.
–Não Degél, eu, eu nem pude...
Senti um tapa forte na bunda.Me assustei.
–Cala a boca Kárdia!
Antes de eu responder, ele enfiou a língua lá... céus, que vergonha... era bom, mas eu não queria aquilo assim, mas a língua dele...há... só de lembrar...
Quando comecei a gostar, estava bem mais relaxado, ele começou a passar o dedo em volta, e então, devagar, começou a fazer um vai e vem. Arqueei o corpo pra facilitar, e fiquei bobo com o fato de não doer. Estava tão confuso com cada sensação, que quase gritei quando ele parou de me lamber, foi subindo os beijos, colocou uma mão na minha boca, e entrou em mim.
De uma vez. Sem dó nem piedade.
Nossa, achei que ia morrer no começo. Tentava me mexer, e no meio daquela confusão, achei que havia visto algumas sombras pelo corredor, e fiquei tenso, o que fez doer mais.
–Relaxa. Só saio daqui quando você gozar. Pode ficar bem calminho.
Queria matar ele. Mesmo. Até pensei em dar pra ele, como retribuição, mas não daquele jeito, e algum dia, bem distante...
Agora ele estava ali, me controlando, me possuindo... Comecei a relaxar. Ele estava imóvel, as vezes sentia ele pulsar dentro de mim. Quando consegui me acostumar um pouco, empurrei o corpo de leve pra trás. Ele gemeu alto. Agarrou minha cintura,e começou a se movimentar devagar, mas tirava e colocava tudo de uma vez. Quando eu realmente comecei a relaxar, ele aumentou o ritmo, e foi selvagem. Eu pedia pra parar e ele grunhia que não. Aquilo foi tendo um efeito em mim que eu nunca havia experimentado. De repente, ele começou a gemer alto na minha orelha, a resmungar, grunhir, e disse:
–Acho bom você gozar logo, eu não quero mais segurar!
Aí ele abraçou meu peito, começou a morder minha orelha e gemer, e eu não aguentei mesmo. Era tão forte, intenso, rápido, senti minha semente vazar sem mesmo encostar em mim, como ele prometera. E o melhor foi que enquanto eu contraia, ele também inchou dentro de mim, e gozou alto, me lambuzando inteiro e gritando meu nome.
Acho que desmaiei, por que depois disso só lembro de olhar pros seus olhos na cama já, ele de lado me encarando, pelado ainda, sussurrando baixinho:
–Te amo...”
Milo fechou o diário de Kárdia. Aquilo era quase uma fantasia que ele sonhara com Camus- ele fazendo as vezes do dominante da situação.
Olhou pra baixo. Duríssimo. Sabia que não ia conseguir fazer mais nada enquanto estivesse daquele jeito. Arrancou a roupa, deixou o diário na mesa de cabeceira, pulou na cama, e começou a se masturbar devagar. Quanto mais demorasse, mais iria ser intenso o orgasmo, e mais tempo ele aguentaria até a próxima leitura.
Nu em pelo, na cama, começou a passar as mãos pelo corpo. Apertou um mamilo. Como era bom. Alisava a parte interna das coxas, começou a massagear o saco. Há, iria gozar muito...
Seus pensamentos voaram pra Camus. Seu corpo nu aquele dia que se viram a primeira vez... os arrepios que sentia quando estavam lutando, e ele se deixava ser pego de propósito pelo aquariano... Lembrou da cena de Kárdia e Degél, imaginou que fossem ele e Camus ali... então quis provar algo... estava sozinho mesmo...
Lambeu um dedo, e começou a passar a mão no períneo...e foi escorregando...até chegar lá... lambeu mais o dedo, e começou a passear pra cima e pra baixo...era estranho, fazia cócegas, mas era quente...ficou de quatro na cama, molhou mais ainda o dedo, e continuou o vai e vem...colocou a pontinha do dedo e fez força... doeu um pouco, parou, e depois foi um pouco mais fundo... hum... começou a gemer, era bom aquilo...será que sentiria aquilo com Camus? Colocou mais um dedo...doeu mais, preferiu continuar com um só... e começou a se masturbar enquanto se penetrava com o dedo... sentiu que iria gozar, e deixou levar... chamou por Camus... e veio em maior quantidade o gozo, e mais líquido. Mais forte...intenso...céus...desabou na cama, tão leve, tão satisfeito...respirando fundo...agora sim ia relaxar...
Já Camus, que havia ido até lá para explicar o por que de se encontrarem no dia seguinte na sua casa, e que havia assistido Milo se tocando daquele jeito, pois ele deixara a porta do quarto meio aberta, estava rubro de vergonha, e decididamente melado, a ponto de sua calça mostrar um sinal disso. Milo estava dizendo seu nome, e céus, como ele estava bonito...
Camus saiu correndo. Milo sentiu que sua energia cósmica estava próxima, mas achou que era ilusão...
Há Camus.
Fale com o autor