Tão Derepente
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Amo vcs.
Ele era louco por mim, disso eu sabia, não só eu como a comunidade inteira.
Eu era a musa dele, e isso inflava meu ego, saber que eu sempre o teria ali, pra me agradar e me elogiar...
Ele era meio desengonçado, suas roupas meio largas que deixavam seu corpo sem forma, seu cabelo bagunçado de um jeito desleixado, de fato não era muito atraente.
E seu sorriso? Ah, seu sorriso eu amava, dentes alinhados e incrivelmente brancos, sempre demonstrava sinceridade.
Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que namorava mais para os outros do que pra mim mesmo, sempre prezava a beleza exterior. Não é a toa que meus namorados sempre lutadores sarados, ou galas de olhos azuis.
Mas nenhum me fez feliz, não do jeito que ele me fazia, ele me arrancava sorrisos fáceis, me animava quando eu só queria chorar, e estava comigo mesmo em situações de perigo,e foi assim...
Foi com pequenos gestos, pequenas demonstrações de afeto que eu acabei de apaixonando pela pessoa mais improvável do mundo. Claro, no começo eu tentei negar, cheguei até a brigar comigo mesma, mas não adiantou, quando é pra ser, não adianta negar.
Chegou uma hora que eu resolvi ligar o f***-** pro mundo e ir assumir algo que me faz bem de verdade, então eu fui, então eu vou....
Meu peito estufado transbordava coragem, eu iria assumir todo o meu amor, sem me importar com aparência ou status, só me importando com o sentimento... Mas bem, não foi do jeito que eu esperava.
- Ele o que?! – As palavras saíram enroladas.
- Está namorando, querida... – Ela tentou ser doce, mas não adiantou, aquelas palavras me atingiram feito facas apontadas pro meu peito.
- Ele gostava de mim... – Pensei alto demais, nada daquilo fazia sentindo, era de mim que ele sempre gostou!
- E ele gosta! Mas, ele não poderia ficar pra sempre te amando sem ser correspondido, ele precisa viver! – Ela falou um pouco mais rude me encarando.
- E quem disse que ele não era correspondido? Você acha que eu to aqui por que? – Falei passando as mãos nervosamente pelos cabelos.
- Mas as coisas não são apenas no teu tempo, quando você começou a amá-lo ele cansou. – Fiquei paralisada com a verdade que estava sendo despejada sobre mim, eu era egoísta e mimada acostumada a ter tudo no meu tempo sem ligar pros outros.
Sai de lá com os olhos marejados e a consciência pesada, mas a vida é engraçada, quando você ta mal ela sempre arruma um jeitinho de te ferrar mais ainda... E lá a minha frente estava ele, sorrindo e conversando com alguns amigos, recostada no seu ombro estava uma garota baixinha, cabelo preto e roupas pretas.
E devagar ele veio se aproximando e me cumprimento com um sorriso larga, tentei me recompor, eu era orgulhosa demais pra deixá-lo me ver mal e ainda mais por que o motivo era ele próprio, cumprimentei-o de volta tentando parecer o mais natural.
- Então você está com ela? – Perguntei sorrindo como se estivesse tudo uma maravilha pra mim.
- Já que você não me quis. – Falou em tom de brincadeira e abriu uma risada gostosa, tentei forçar uma risada mesmo com o nó que se formara em minha garganta.
- Eu nunca disse que não te queria..- Deixei escapar e ele me olhou franzindo o cenho de uma forma confusa.
- Você sempre me esnobou. – Falou seco, senti que nossa conversa estava levando um rumo ruim.
- Claro que não! Você que nunca percebeu.. – Travei no meio da frase e fiquei apenas de boca aberta.
- Percebi o que? – Ele perguntou impaciente.
- Nada, nada mesmo. – Desconversei, sinceramente to pensando em ir até o cartório e mudar meu sobrenome para covarde.
- É isso então? Você não vai ter coragem? – Ele falou mordendo o lábio impaciente.
- Coragem de que? – Perguntei cruzando os braços.
- De dizer que gosta de mim, é tão difícil pra você? – Não sei descrever a sensação que eu senti naquele momento, mas foi algo parecido como ficar nua em praça publica, mas o que estava exposto não eram meu corpo e sim meus sentimentos.
- Da onde você tirou isso? Quem sempre foi apaixonado por mim é você. – Falei tentando manter o ego firme.
- Eu armei pra você, e você caiu. – Ele falou simplesmente dando os ombros.
- Armou? – Perguntei temendo qualquer tipo de resposta.
- Eu ouvi tudo que você disse,você foi lá atrás de mim! Foi lá por que eu ia dizer que me amava não ai?! Assume! – Ele falou totalmente alterado, suas veias estavam saltadas e isso...isso deixava ele muito atraente.
- Eu fui sim! Fui lá por eu estou completamente apaixonada apor você! – Falei sem pensar, sem hesitar, e foi como se tivessem tirado uma carga enorme de minhas costas.
- Eu sabia. – Ele falou acalmando-se significativamente.
- É mais agora não importa, por que você tem outra. – Falei no mesmo instante que virava as costas pra ele e tomava o rumo de casa.
- Eu não tenho nada! – Falou puxando meu braço com força.
- E que era ela? – Perguntei apontando.
- Minha prima, outra parte da armação. – Ela falou sorrindo de lado.
- Então....- Falei com um pingo de esperança.
- Então a gente pode ficar junto, ou pelo menos tentar, topa? – Ele perguntou sorrindo.
Eu estava brava, a armação tinha sido uma idéia idiota, mas no momento, eu não tinha forças pra brigar, eu só queria ele, sem restrições...
- É claro que eu topo! – Simplesmente me joguei nos seus braços.
Notas finais
Até.
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