Notas iniciais
Mais um novo capitulo postado após a meta cumprida, meu agradecimento especial hoje vai para todas as Lucerinas de São Paulo que nos ajudam cada vez mais Obrigada e Boa Leitura.

O Domingo chegou e estava se passando num piscar de olhos já eram por volta das 18 horas quando Toño apareceu.

AH: — Estou indo buscar meus sobrinhos.

LH:- Não precisa, hoje o Manuel vai traze-los.

Antonio cruzou os braços parecendo de certa forma desconfiado.

AH: — Desde quando as coisas chegaram a esse nível?

LH:- Que nível? — Disse se fazendo de desentendida.

AH:- Ate sexta passada você e ele não ficavam a um raio de um quilometro um do outro e agora ele vem ate aqui pessoalmente trazer as crianças, isso esta estranho!

LH:- Antonio não tem nada de estranho nisso. — Disse ja alterando o tom de voz. — Nós temos 2 filhos juntos e fomos casados por anos, nada mais justo que tenhamos um bom relacionamento como pais separados.

AH:- Não precisa ficar brava, eu só estou tentando entender.

LH:- Bom na verdade nem eu entendo. — Ela deu um suspiro alto. — Ontem ele me disse ao telefone que precisávamos ter uma conversa.

AH:- Não sei não viu. — Ele franziu o cenho.- Mas bem talvez ele apenas queira apagar essa "linha" que vocês cruzaram entre si para ter uma relação amigavel . — Ele olhava o celular. — Ou não...

LH:- Não entendo onde você esta querendo chegar com tudo isso.

AH:- Acho que ja falei mais do que devia, preciso ir little sister. — Ele deu um beijo em sua testa e saiu sem dizer mais nada.

Lucero confiava plenamente em seu irmão para dizer tudo assim como em sua mãe eles sempre foram muito próximos desde a infância,mas no fundo ela sabia que Antonio estava pensando em algo muito além do que ela queria admitir para si, não queria acreditar que Antonio poderia estar certo e Mijares estava tentando alguma coisa maior que uma relação amigável entre eles, e não queria nem colocar isso como uma possibilidade, mas essa duvida acalentava sua alma de maneira que ela jamais admitiria antes.

Ela se lembrava nitidamente de todos os momentos maravilhosos que tiveram juntos, desde o momento no qual se conheceram, o casamento o nascimento dos filhos e ate os momentos juntos, porém também se lembrava bem de todas as brigas, todas as as vezes que dormiram em camas separadas após estarem magoados um com o outro sem motivo aparente, de todas as vezes que ela praticamente o implorou um pouco de atenção e carinho e ele simplesmente não o derá, o que aos poucos gerou mais e mais conflitos ate realmente já estarem a ponto de tomar uma decisão que os afastaria de uma vez por todas e tudo o que haviam construído seria dividido. Embora na época do divórcio Lucero ainda amasse Manuel ela já não podia suportar viver aquela situação que se tornou insuportável, de fato após esses anos ela não sentia raiva dele nem nada parecido apenas um pouco de amargura e decepção por ambos não terem sido capazes de resolver as coisas como se devia mesmo depois do ocorrido, mas afinal de contas ele era o pai de seus filhos e era um pai realmente incrível o melhor que ela poderia ter escolhido, então preferiu acreditar no fato de que tanto ele quanto ela apenas queriam o melhor para José Manuel e Lucerito e nada mais conivente que manter uma relação amigável entre eles, o que não se parecia nenhum um pouco o que vinham fazendo nos últimos tempos.

A campainha tocou e seu coração disparou automaticamente assim como no show no dia anterior, a frequência com que ela vinha ficando nervosa na presença dele estava passando dos limites, eles foram casados por anos e isso nunca havia acontecido, o que teria mudado naquele ponto de sua vida ela não sabia dizer.

LH:-Lucero Se controle. — Disse para si mesma indo ate a porta.

Jos e Lucerito correram em sua direção para abraça-la assim que a viram.

LH:-Meus amores,eu estava morrendo de saudades.-Disse os abraçando forte, então Lucerito disse ao seu ouvido.

LHM:-Mami eu estou ouvindo seu coração bater assim.- Tum, tum, tum, tum, tum.-disse batendo as mãos contra o peito de maneira rápida imitando as batidas descompassadas do coração da mãe.

LH:- É a emoção de ver vocês.-Logo tratou de dizer para evitar as perguntas dos filhos sobre o seu nervosismo.

JM:- Vamos apostar corrida ate la em cima? — disse ja saindo em disparada seguido por Lucerito.

Mijares vinha logo atras e parou na porta trazendo as mochilas.

LH:- Entra! — Disse dando lhe passagem.- Se quiser se sentar fique a vontade.

Só então ela percebeu que ele mantinha um sorriso de certa forma enigmático enquanto a olhava de cima a baixo, seus olhos se encontraram com os dele e foi como sentir uma corrente elétrica passando por seu corpo,o que a deixou atônita dando dois passos para trás praticamente imitando o ocorrido no show, parecendo se desequilibrar.

MM:- Esta tudo bem? — disse acompanhando os passos dela com os braços estendidos para segura-la caso ela viesse a cair.

LH:- Estou bem! — Ela levantou os braços para evitar que ele a tocasse.

MM:- Tem certeza?- ele novamente deu uma risadinha.- Você me parece nervosa.

Ela o deu as costas "Merda, você é atriz Lucero deveria aprender a disfarçar melhor as coisas " pensou e respirou fundo ainda de costas para ele e resolveu mudar de assunto.

LH:- Aceita alguma coisa para beber?

MM:- Não, estou bem obrigado. — Ela notou que Manuel deu alguns passos adiante ficando a apenas poucos centímetros dela, ja podia sentir a respiração quente e tranquila dele em sua nuca.

Ele tocou o braço dela deslizando os dedos ate o pulso, ele a virou para si novamente os olhos se encontraram, seu coração parecia estar a ponto de ter um ataque cardíaco de tão acelerado, suas pernas novamente começaram a bambear, um arrepio percorreu por todo seu corpo.

LH:- O que você tinha de tão importante para me dizer? — Sua voz saiu em tom de sussurro, a respiração começará a ficar ofegante,os olhos ainda em contato com os dele em sintonia.

MM:- Bem, eu só queria dizer que...- Ele foi interrompido pela voz de Kuri.

MK: — O que ele esta fazendo aqui?

Ela se distanciou de Mijares que soltou seu pulso de maneira quase instantânea.

Michel veio na direção de Mijares como um cão raivoso e se colocou entre ele e Lucero.

Os dois se encararam com ódio sem dizer uma palavra.

MK:- Fala logo o que você quer aqui com a MINHA MULHER!- Ele fez questão de enfatizar as ultimas palavras.

Mijares não disse uma palavra mas o ódio em seu rosto era aparente o sangue parecia ferver pelas têmporas fazendo suas veias saltarem, resolveu dar as costas a eles e sair, ela logo tratou de ir atrás.

LH:- Manuel espera!- ele parou de andar porém não se virou para ela.- Nós precisamos ter essa conversa.- Soou quase em tom de suplica.

MM:- Quando seu guarda costas não estiver por perto conversamos.- Ela pode sentir novamente a amargura e frieza se manifestando na voz dele.

LH:- Mas Manuel...- Ele saiu andando e a deixou falando sozinha.

Quando olhou para trás viu Kuri parado na porta de braços cruzados.

Ela foi ate a porta e entrou sem ao menos olhar para ele que veio logo atrás.

MK:- O que ele queria aqui na sua casa? — Ele ainda parecia alterado.

LH:- Você esta se esquecendo que ele é o pai dos meus filhos?- Disse sem o olhar indo em direção a cozinha.

MK:- E ele ser o pai dos seus filhos da a ele o direito de ficar te agarrando na sala da sua casa?- Kuri segurou o braço dela a fazendo olhar para ele.- Se eu tivesse chegado alguns minutos depois sabe-se la o que eu poderia ter encontrado.

LH:- Kuri para com essas tuas paranóias, isso não tem sentido nenhum.

MK:- Esse cara não aceita que te perdeu.- Ele dizia indignado.

LH:- Você pode me soltar esta me machucando.

MK:-Não estou gostando nada desse história de ele querer frequentar sua casa.

LH:- Não me importo o que você acha, ele é o pai dos meus filhos e não vou priva-los da presença do pai, já sou bem grandinha para saber o que eu quero ou não da minha vida.

Ela desvencilhou o braço da mão dele.

LH:- Escuta bem o que eu vou te dizer Michel pois só vou dizer uma vez, o fato de o Mijares querer se aproximar dos meus filhos e ter uma boa relação comigo não significa absolutamente nada e não vou privar meus filhos disso.- Ela gritava praticamente irada e ele permaneceu calado olhando para ela sem mover um músculo se quer. — Se o meu casamento com ele acabou tiveram inúmeros motivos para isso e tanto você quanto ele deveriam saber muito bem disso.

Ele abriu a boca para protestar mas ela o interrompeu.

LH:- Olha não quero saber de mais nada, vai embora agora da minha casa.

MK:- Mas meu amor...

LH:- Mas nada Michel vai embora.

Ele saiu sem protestar era melhor deixar ela esfriar a cabeça e depois conversar.

Lucerito apareceu logo em seguida descendo as escadas correndo.

LHM:- Mami porque você estava gritando com o Kuri?- o medo nos olhos da menina era evidente.

LH:- Por nada meu amor, ja passou.-Filha a abraçou parecendo assustada.- Você jantou na casa do seu pai?

LHM:-Sim mami.

LH:- Então o que acha de comer um docinho que a mami deixou la na geladeira para você.

LHM:- Sim, Sim, Sim! — Ela vibrou e foi direto para a geladeira procurar por algo.

LH:- Minha vida cade seu irmão?

LHM:- Ele disse que não estava se sentindo muito bem e ia se deitar.- disse enquanto se sentava na sala com chocolate nas mãos.

Ela decidiu ir ver como o filho estava, chegando la o encontrou deitado enrolado numa espécie de casulo que ele havia feito com o cobertor virado para a parede.

LH:- Meu príncipe, você esta se sentindo bem?- Ela se sentou atrás dele, colocando a mão na em sua testa.

JM:- Eu estou com frio.- disse baixo ainda de olhos fechados.

LH:- Você já estava se sentindo assim quando veio da casa do seu pai?

JM:- Não mãe, começou a me dar frio aqui em casa.

LH:- Você esta com febre! — fez uma curta pausa.-quer ir ao médico?

JM:- Não mãe eu odeio médicos. — Disse imitando uma voz cômica cobrindo a cabeça.

Ela riu e descobriu a cabeça dele dando dois beijinhos em seu rosto.

LH:- Mas do remédio você não vai escapar não mocinho.

Lucero foi ate uma caixinha de primeiros socorros que tinha em seu quarto e voltou trazendo ate o quarto do filho.

LH:- Toma rapidinho para não sentir o gosto meu amor.

Ele bebeu de uma vez e a cara feia foi inevitável.

JM:- É muito ruim! — ele colocou as mãos na boca como se fosse vomitar.

LH:- Mas vai fazer você se sentir melhor.- Ela passou a mão nos cabelos do filho.- A mamãe vai ver o que a Lucerito esta fazendo,qualquer coisa me chama.

JM:- ah não mãe, deita aqui comigo ate eu dormir como você fazia quando eu era pequeno.- ele impôs as mãos e fez biquinho implorando.

LH:- Que bebê manhoso! — Ela riu se deitando com ele os dois ficaram ali abraçadinhos por certo tempo em silêncio ate José Manuel quebra-lo.

JM:- Mãe o meu pai esta estranho esses dias!

LH:- Estanho como?- Ela disse olhando para ele.

JM:- Ah ele fica fazendo um monte de perguntas sobre você!

LH:- Perguntas sobre mim? — Ele pareceu ficar confusa.

JM:- É tipo sobre coisas que você gosta, sobre como você esta se sentindo e ate sobre o seu namorado.- Ele disse revirando os olhos.

LH:- E eu posso saber o que você responde pra ele? -disse brincando e fazendo cócegas nele.

JM:- Que eu não me meto em assuntos de adulto.-disse rindo tentando segurar as mãos da mãe.- Um dia desses eu vi ele assistindo um dvd do casamento de vocês.

Ela parou de fazer cócegas nele um pouco chocada com a informação a ultima coisa que ela podia imaginar era que Mijares ainda guardava alguma recordação dos tempos de casado, quanto mais que o viesse a rever algum dia.

LH:- O video do casamento? — ela repetiu ainda pasma.

JM:- Sim, e ele estava chorando.- ele parou pensando .- Meu pai é o cara mais durão que eu conheço, nunca tinha visto ele chorar antes.- ele se virou ficando de frente pra mãe.- Ele anda muito triste esses dias sabe mãe,ele nunca foi de ficar assim pra baixo.

Ela permaneceu muda sem reação a inocência de Jose Manuel ao lhe contar aquilo só lhe fazia ficar ainda mais em choque, Mijares realmente nunca fora de chorar assim por nada e ainda mais vendo algo que possivelmente o fazia lembrar dela, aquilo tudo era confuso demais para ela, que foi retirada de seus pensamentos por José Manuel que continuou.

JM:- Mãe eu não entendo muito sobre separação, nem nada dessas coisas de adulto mas eu acho que meu pai sente sua falta.

LH:- E porque acha isso?- Disse tentando se fazer de desentendida.

JM:- Sei la,eu sinto.- Ele pensou mais um pouco e disse.- Mãe você sente falta do meu pai?

Ela engoliu seco com aquela pergunta não sabia o que responder, se por um lado ela afirmasse que sim poderia fazer o filho criar esperanças sobre uma possível reconciliação entre os pais, mas dizendo um não poderia deixa-lo triste, então começou a falar ainda procurando as palavras certas.

LH:- Deixa a mamãe te explicar Jos, eu e seu pai nos amávamos muito quando nos conhecemos e nos casamos, nos amávamos tanto que desse amor vieram dois presentes maravilhosos, você e a sua irmã. -Disse tocando a ponta do nariz dele. — Mas as vezes os adultos tem muitas diferenças e acabam decidindo que é melhor ficarem separados.

JM:- Mas e o amor, ele não conta para que eles continuem juntos?

Ela novamente ficou sem resposta diante da pergunta dele era algo profundo ate demais para uma criança na idade dele pensar. O que a levou a concluir que se o mundo fosse feito aos olhos e inocência de uma criança jamais haveriam tais conflitos.

Não havia duvidas que logo ao se divorciarem ela ainda o amava,amava tanto que sofrerá por longa data com isso, mas e agora,será que todo aquele amor continuava ali recluso dentro de seu coração como um vulcão adormecido apenas esperando uma

faísca para voltar a vida ou ja era tarde demais e todo aquele amor havia ido embora deixando apenas as lembranças.

Ela passou um tempo assim olhando para o nada pensando em tudo aquilo e quando se voltou para o filho viu que ele já havia adormecido, tomou cuidado ao tirar o braço de baixo dele para não acorda-lo o cobriu e deu um beijo em sua testa saindo, assim que passou pelo quarto de Lucerito viu que ela também já dormia, entrou no quarto da filha também a cobriu lhe dando um beijo na testa.

A casa estava em completo silêncio o único som que se ouvia era os ruídos da noite como os grilos em sua sinfonia interminável do lado de fora e a agua caindo em cascata na fonte de seu jardim.

Lucero desceu ate a sala e pegou seu celular querendo ligar para Mijares, para lhe fazer inúmeras perguntas e exigir um porque para tudo aquilo,porém aquela famosa voz da consciência a fazia perceber o quanto isso era insano e de certa forma ate meio constrangedor.

Ao pegar o celular viu inúmeras chamadas perdidas e mensagens de Kuri, ela não sentia nenhum pouco de vontade de falar com ele,ainda sentia raiva.

Decidiu subir e tomar um banho calmo. A agua morna caia em seu corpo o anestesiando por completo, muitas lembranças lhe vieram átona naquele momento, o primeiro encontro que teve com Mijares, o primeiro beijo, sua primeira noite de amor todas as juras que fizeram um ao outro que agora se tornaram apenas palavras sem o menor significado ditas ao vento levadas sem a mínima consciência do que isso lhes causaria de fato, lágrimas brotaram de seus olhos ao se lembrar do que fora a gota d'agua que os levou ao divórcio. Lá estava Manuel deitado na cama deles aos beijos e carícias com outra mulher, mas não era uma simples mulher qualquer, era sua ate então amiga Mayte Lascurain, no calor do momento eles demoraram um pouco para notar sua presença ali, Lucero não conseguia acreditar no que estava vendo as lágrimas brotavam de deus olhos de maneira insistente ela estava sem reação, quando Mijares notou sua presença saiu as pressas atras dela querendo se explicar o que foi em vão, ela tratou de sair dali o mais rápido que pode com o coração aos pedaços completamente desolada.

Tudo se seguiu rápido a partir daquele momento, não demoraram muitos meses para que o divórcio fosse aprovado os afastando completamente e os propondo vidas separadas a partir dali, tudo era diferente agora a magoa que um sentia pelo outro ainda era forte o suficiente para impedi-los de ter qualquer contato que fosse.

Seu choro vinha carregado de tristeza, lamúria,magoa e ate mesmo saudades por mais que não admite-se a ninguém ela não tinha porque mentir para si, sim depois de tudo ainda o amava como se fosse algo vital que faltava em seu corpo, um pedaço que fora arrancado dela sem aviso prévio, porem o orgulho e a magoa sempre acabavam falando mais alto, e desde então sempre dava ouvidos muito mais a razão que ao coração.

LH:- Chega de pensar nesse homem que te fez tanto mal, você sobreviveu por todos esses anos sem ele e não é agora que vai ficar feito uma idiota correr atrás dele.

Disse para si mesma desligando o chuveiro e se enrolando no roupão, sua cabeça estava a todo vapor o que a deixava ainda mais esgotada, por fim depois de muito tempo o cansaço falou mais alto e ela caiu em sono profundo do jeito que estava.

Notas finais
Então é isso galerinha espero que tenham gostado não se esqueça de comentar e divulgar para os amigos Criticas e sugestões // tt: @Opslucerina Bjos e abraços da tia vivy