Só o tempo talvez possa curar

19 É errado, mas ainda assim eu queria você aqui


Notas iniciais
Demorei meia hora pra decidir o titulo...(minha criatividade pra isso só fica pior kkk) Eu não me lembro como a Rukia se dirigia ao Isshin, quer dizer alem de chamar ele de "Tio", então decidi colocar senhor Kurosaki na duvida. E também não faço a minima ideia como Isshin chama a Inoue kkk, na verdade nunca prestei atenção. Então é isso, cap 19 postado.

Inoue estava na sala de espera, em uma área isolada da clinica kurosaki. Não deixava de sentir angustia pelo ocorrido há uma hora.

“Inoue-chan, entre! Rápido!” seu coração gelou ao ouvir a voz urgente do medico, sem pensar correu entrando na sala, tendo a visão de sua amiga desacordada.

“O que aconteceu? Kuchiki-san!” disse começando a chorar, indo ao lado da amiga que respirava com dificuldade.

“Ela está tendo uma hemorragia, eu não serei capaz de para-la... você é a única esperança” o homem disse aflito, enquanto se afastava para examinar o recém-nascido em seus braços. Inoue rapidamente invocou sua técnica de cura, uma luz dourada encobrindo todo o corpo da shinigami. A ruiva ficou olhando triste para a jovem, quando sua atenção foi desviada pelos choros do outro lado da sala.

“O bebê está bem?” disse olhando o homem, que ainda estava cuidando do recém-nascido.

“Ela não corre nenhum risco, tem uma saúde de ferro” Inoue olhou para o medico por um instante “É uma menina” completou, enrolando a criança em uma manta e depositando-a em berço improvisado. Virou-se indo em direção a jovem ruiva, que voltou a olhar para a amiga.

“Acabou” disse enquanto o escudo de poder desapareceu. “Espero que tenha sido o suficiente”

“O sangramento parou, logo ela vai despertar” disse um pouco aliviado. “Vai ficar tudo bem. Não gosto de pensar no que teria acontecido, sem você aqui” disse triste.

“Oh que bom! Não foi nada... Não gosto de imaginar... m-mas está tudo bem agora” disse aliviada limpando as próprias lagrimas.

“Eu vou voltar com os procedimentos agora” disse pegando uns instrumentos.

“Eu vou esperar ela acordar lá fora” disse se virando para o berço onde a pequena menina ainda chorava, mexendo incessantemente os pequenos braço e pernas. “Está mesmo tudo bem com ela?” disse apontando para o local.

“Sim, está. Nunca vi um recém-nascido com tanto reiatsu antes, acho que os anciões do clã Kuchiki iriam deixar essas estupidezes, assim que soubessem de um descendente tão promissor.” Disse intrigado.

A jovem ruiva da mais uma olhada para a amiga, e sai. Isshin volta a olhar para a jovem inconsciente. Dando um longo suspirou.

“Você me deu um grande susto” disse enquanto passava a mão sobre a cabeça da jovem.

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Abriu os olhos um pouco desorientada, tentando se levantar. Porém seu corpo ainda não tinha despertado, ela tentou olhar para o teto quando sua visão começou ficar mais nítida. Em um flash voltam todos os últimos acontecimentos. A jovem endurece na cama em preocupação, se sentando.

“Oh você já acordou!” disse o homem aliviado. “Você nos deu um susto” a jovem olha assustada. “Graças a Inoue-chan tudo está bem”

“Senhor kurosaki. O que aconteceu?” automaticamente toca seu ventre liso e olha com desespero para o homem “O bebê? Está tudo bem?” Isshin da um sorriso para a menina, e vai até o berço pegando um pequeno embrulho, voltando para o lado da jovem.

“É uma menina” disse depositando a criança nos braços da jovem mulher, que segura desajeitadamente o bebê que estava começando a chorar. Rukia olhou petrificada para o embrulho em seus braços “é perfeitamente saudável, normalmente bebês não tem um quinto do seu reiatsu” franziu o cenho enquanto falava “certamente será um prodígio.” Olhou para o bebê que chorava nos braços da jovem ”Com licença” disse enquanto empurrava a borda do kimono guiando o bebê ao seio da mãe, fazendo-a parar de chorar “parabéns sua menina nasceu perfeita”

Rukia ainda estava paralisada olhando para o bebê em seus braços. A criança tinha cabelos negros como a noite, e sua pele clara levemente rosada. Seus pequenos olhos estavam entreabertos por causa da luz, ainda estranhando a claridade desse novo mundo. Prestando atenção aos olhos, notou que ela tinha pequenos olhos cinzentos. Igual aos do pai. Pensou.

“Ela é linda” disse ainda em transe, tocando o rosto da criança que estava mamando calmamente.

“Ela é” disse se sentando ao lado da jovem, segurando a pequena mão do bebê.

“Agora eu tenho que ir. Não se preocupe, esta é uma ala isolada da clinica, qualquer coisa é só me chamar” disse saindo, deixando a menina, ainda em transe observando o pequeno embrulho.

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Isshin saiu do quarto alegre, olhando para a jovem ruiva.

“Inoue-chan! Rukia-chan já acordou, se quiser pode ir conversar com ela” disse dando um enorme sorriso “E obrigado por ajudar, não sei nem como te agradecer! Você salvou minha terceira filha” a moça olha aliviada para o medico e sorri. O velho isshin estava de volta! Isso significava que tudo estava realmente bem.

“Não foi nada, Kuchiki-san é minha amiga! Eu faria de tudo para ela ficar bem!”

“Já vou indo! Tenho que providenciar algo urgente!” disse um pouco preocupado “Qualquer coisa é só me chamar” disse indo embora. A jovem ruiva respirou fundo, aliviada, entrando no quarto que estava com a porta aberta. Ficou parada ao lado da porta, olhando para a shinigami.

Rukia estava olhando ainda como se não acreditasse no que estava vendo, contornando suavemente o rosto do bebê com as pontas dos dedos. Seu rosto era tão pequeno, seus traços delicados, passou o polegar sobre a palma da mão da filha, que agarrou o dedo com força. Uma mão tão pequenina, mas tão bem formada. Ela ainda custava acreditar que esse pequeno ser foi gerado dentro dela. Era tão surreal, incrível... Por mais que analisava cada traço e expressão da filha, mais se lembrava de Byakuya. Byakuya pensou triste.

Nos últimos meses ela tinha tentado esquece-lo, esquecer esse amor... Mas era impossível, parece que tudo a fazia recorda-lo, especialmente o fato de ter um pedacinho dele se desenvolvendo dentro dela. Ela sabia que não era possível esse amor acontecer, era errado... Mil vezes errado. Em todos os idiomas existentes, em todos os mundos, mas ela queria, nem que fosse apenas sentir sua presença... Olha-lo, voltar a viver ao seu lado. Voltou a olhar para o embrulho em seus braços. Minha filha. Permitiu-se pensar.

Saindo de seus pensamentos, percebeu a presença da amiga, olhando-a com um sorriso bobo. A menina então se aproxima se sentando ao lado de Rukia.

“Sua filha é linda, Kuchiki-san” disse sorrindo meiga. E logo olhando para o bebê que estava calmo nos braços da amiga. “Como você está?” disse um pouco triste.

“Você me salvou, muito Obrigada Inoue, sua técnica é incrível. Eu estou quase sem nenhuma dor” voltou a olhar melancolicamente para o bebê “Inoue, eu queria tanto que ele estivesse aqui” disse triste acariciando a pequena mão. A ruiva abaixa a cabeça, não conseguiu reunir palavras para confortar a amiga.

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“Kuchiki taichou?” perguntou espantado ao ver seu taichou entrar no escritório, todo respingado de sangue. O homem só lhe dirigiu um olhar rápido, e foi rumo a sua mesa.

“A missão já acabou, vou fazer os relatórios em casa” disse pegando algumas coisas sobre sua mesa. Entre eles uma missão que ele estava recusando há alguns dias, mas que em breve não poderia mais negar-se a fazer. Olhou para a mesa de Renji que estava empilhada de relatórios não terminados “Espero que você tenha terminado essa papelada até amanhã” disse com seu olhar frio, indo em direção à saída.

Renji ficou paralisado.

“Mas TAICHOU!” Mas não havia ninguém para ouvir suas queixas, Byakuya já havia sumido com shunpo.

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Tirou suas vestes sujas de sangue e atirou nos cesto, em seguida entrou na banheira, sentindo seus músculos relaxarem com a água morna cobrindo todo seu corpo. Ensaboou-se tirando os respingos de sangue que estavam sobre ele.

Dormir havia se tornado uma coisa rara em sua vida nos últimos meses, depois que Rukia o deixou então só ficou pior.

Ele podia trazê-la de volta agora, ninguém mais iria se intrometer na criação de seu filho. O único problema é que ele simplesmente não sabia onde procurar... Talvez se contasse a Ukitake que enfrentou os anciões, e tinha resolvido o problema ela ficaria sabendo e voltasse.

Suspirou pesadamente, ela não iria voltar... Não depois do que ele fez, seria confuso pra ela voltar por vontade própria, ele tinha que conversar, convence-la. Afinal ela pensava que foi usada como um substituto... Ele estava disposto a trazê-la de volta, só não sabia como.

Saiu da banheira sentindo seu corpo reclamar, pela falta da quente e relaxante água que o envolvia, colocou seu roupão e saiu do banheiro, para se trocar.

Enxugou seus longos e sedosos cabelos negros até tirar o excesso de água. E vestiu seu kimono verde, e um haori branco. Por um instante ficou petrificado olhando para seu jardim, admirando o entardecer avermelhado.

Uma batida em sua porta faz com que ele saia de seu transe.

“Kuchiki-sama, o jantar está pronto” ele tomou um pouco de ar antes de responder.

“Vou jantar no quarto, pode servir mais tarde” ordenou desinteressado.

“Hai Kuchiki-sama” Não sentia fome, só comia por obrigação. Se sentar a mesa e não ver a pequena figura do outro lado...

Saiu de seu quarto andando pelos corredores da mansão, passando em frente ao quarto de Rukia. Abriu o shoji e entrou. Logo sua atenção foi chamada um coelho de pelúcia. ‘chappy’ como ela gostava de falar. Aproximou-se pegando a pelúcia. Em seguida olhou para o futon.

Esse quarto, tantas coisas já aconteceram aqui. As lembranças vieram a sua mente.

Suas mãos viajando por seu corpo macio e perfeito, sua boca marcando-a como sua, enquanto ela gemia de prazer. Seus corpos em sincronia, chegando ao êxtase. Aquelas pequenas mãos arranhando suas costas, sua delicada boca lhe dando mordisco sobre seu pescoço. Ela chamando seu nome na hora de seu prazer...

Seu crime monstruoso...

Seu rosto inundado de lagrimas olhando para ele. Uma lembrança que o atormenta até hoje.

Era possível que ela não sentisse exatamente nada por ele? Ele sentiu tanta paixão vinda dela aquela noite, ou será que ele só estava se enganado? Seu peito se encolheu. Será que ele se forçou sobre ela mais uma vez?

Saiu do quarto ainda com a pelúcia na mão, e olhou para o quarto que ficava de frente ao de Rukia. O quarto que foi preparado para o bebê.

O bebê que talvez ele nem vá conhecer... Seu filho. Abriu à porta e entrou, ele nunca tinha estado ali. O quarto foi todo decorado com detalhes brancos, mas os moveis eram marfim, a tonalidade clara da madeira combinava com o ambiente. Olhou para o teto e pode ver algumas lanternas brancas com detalhes dourados, sobre o berço. Tão bem feito. Aproximou-se do berço, vendo pequenos travesseiros e um wakame taishi de pelúcia (o embaixador alga), sobre uma colcha com o escudo do clã, que foi meticulosamente bordado à mão.

Byakuya colocou o coelho encima do trocador e tocou o mobile de flocos de neve cristalinos, que pairava sobre o berço. Foi checar o enxoval que foi encomendado para o ‘primeiro herdeiro Kuchiki’, assim que os servos se referiam à criança que estava por vim.

Todo o enxoval era branco. Mantas, toalhas, lençóis e poucas roupas, desde que Rukia foi embora, Kazuo o seu mais antigo servo, ordenou que parassem os preparativos.

Ele então percebeu que algumas coisas ainda estavam fora do lugar, viu algumas lanternas vermelhas com detalhes dourados, que estavam em um canto no chão. As pegou e começou pendura-las sobre o berço. Sem perceber começou a organizar o lugar, distraindo sua mente.

Olhou para o quarto que agora estava perfeitamente arrumado. As lanternas brancas fazendo um contraste perfeito com as vermelhas. Os móveis em seus devidos lugares, e os pequenos enfeites nas prateleiras.

Será que ele veria esse cômodo ocupado? Olhou mais uma vez para o quarto, se virando para sair, quando viu o coelho de pelúcia que tinha trazido acidentalmente.

Virou-se indo em direção a pelúcia e a pegou. Franzindo o cenho enquanto a olhava. O bicho tinha o mesmo perfume doce inebriante de Rukia. Sorriu internamente, provavelmente ela dormia abraçada ao brinquedo.

Caminhou até o berço depositando o coelho ao lado do wakame taishi, antes de sair fechando o shoji.

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“Kuchiki-san, você pretende voltar para soul society agora?” Ishida perguntou enquanto ainda estava olhando para o conteúdo do berço.

“Claro que não!” rosnou Ichigo que também estava ao lado do amigo. “Ela só vai voltar quando a licença acabar”

“Ichigo... se fosse assim, nunca eu iria voltar! Ukitake taichou me deu férias indeterminadas” disse sentada na cama.

“Melhor ainda!” disse o ruivo feliz. A morena olha incrédula para o amigo.

“Eu sou tenente! Tenho deveres, e também minhas economias não durariam pra sempre”

“Ok, mas você não vai voltar pra lá agora, vai?” perguntou desanimado.

“Ainda não” disse aproximando dos amigos olhando para a menina adormecida. “Vou pedir para Renji arrumar a minha casa, para quando eu voltar... mais ainda preciso de um tempo antes de ter certeza que é seguro voltar, uns 10 meses, 1 ano talvez”

“Kuchiki você não vai voltar morar na mansão?” perguntou Isshida.

“Eu não seria capaz de morar lá” disse triste ‘não seria capaz de vê-lo com outra’ pensou “mesmo que ele não tenha nenhum direito sobre o bebê, ainda não sei se seria seguro morar lá. Não sei oque o clã poderia inventar” disse sinceramente.

Ichigo franze o cenho, olhando para a menina escorada na beira do berço.

“Você não deveria estar deitada? Meu pai disse que se não fosse por Inoue você...” virou a cabeça sem conseguir terminar a frase. A jovem pousa a mão sobre o ombro do amigo.

“Graças a Inoue eu estou bem!” ela da um sorriso “Eu vou poder treinar em breve. Isso não é legal? Não há pelo que se preocupar”

“Em breve quer dizer no mínimo daqui uns 15 dias. Não é bom abusar” disse Inoue se aproximando, escoltando a pequena de volta para a cama “Mesmo que não corra nenhum risco, você vai precisar de repouso”

Ishida olhou para o amigo ruivo, e logo desviou o olhar para a jovem “Kuchiki-san você já escolheu o nome?” perguntou curioso olhando para a criança que enfim dormia tranquilamente.

“Eu pensei em Hikari, gosto do nome” disse sorrindo, enquanto fechava os olhos com cansaço.

“Ah Kuchiki-san é um belo nome! Kuchiki Hikari, kari-chan!” disse Inoue que estava sentada ao lado da amiga.

“É um bom apelido, Kari” disse pensativa. “Eu não sei por que ainda estou nessa clinica” disse desanimada. “posso repousar em casa”

“O velho disse que amanhã você pode sair, mas ainda vai ficar proibida de fazer esforços” olhou de soslaio para Rukia “como sair para treinar” Rukia olhou para o amigo, por mais que quisesse treinar, seu corpo parecia que foi esmagado. Certamente ela iria demorar mais alguns dias para poder matar as saudades de sode no shirayuki.

“Eu vou ir agora. Ah Chad está fazendo prova hoje no cursinho, e pediu para mandar lembranças e se desculpou por não ter vindo”

“Oh está tudo bem” disse a jovem, enquanto bocejava com sono.

“Nós marcamos com o pessoal na lanchonete, você vem Inoue?”

“Acho que não, eu vou ficar aqui com Kuchiki-san” disse olhando para quincy, que pareceu de um pouco triste com a resposta.

“Inoue, pode ir eu posso me cuidar. Você já fez demais por mim, saia com o pessoal e depois vá pra casa descansar” disse dando um sorriso para a amiga. “e também, não vou perdoar você se não for viajar com a família da Tatsuki daqui a duas semanas” disse brava.

“Eu fico com ela Inoue” Ichigo disse olhando para a amiga. Rukia da um aceno de cabeça positivo para a menina ir.

“Eu então vou, amanhã cedo volto para irmos para casa. Vou pensar sobre a viagem” disse saindo na companhia de Ishida.

“Até mais Kuchiki-san, parabéns pela menina. descanse”

“Até mais! E obrigada pela visita!”

Rukia olha os amigos saindo fechando a porta, e fecha os olhos cansada. Um choro a faz abrir os olhos novamente. A jovem já ia se levantando para ir pegar a criança. Mas Ichigo pega a menina indo em direção a ela.

“Eu a levo ai” disse olhando para a menina no seu colo, e franziu o cenho antes de entregar a criança, se sentando ao lado de Rukia.

“Obrigada” disse dando um beijo sobre a cabeça do bebê, aconchegando a filha em seu seio. “Acho que posso dar adeus às noites de sono” disse sorrindo. Ichigo ainda estava olhando com o cenho franzido para a pequena criatura.

“Maldito Byakuya” murmurou de repente. Rukia se virou para encarar o amigo, sem entender muito a sua declaração. “Ninguém iria acreditar que ela é minha” disse triste “Ela é a cara dele, mas apesar disso... ela é linda” disse olhando com ternura.

“Ichigo” sorriu para o amigo encostando a cabeça sobre o ombro do rapaz, que a envolve em um abraço. “você sabe, eu não iria deixar que você assumisse essa responsabilidade. Mesmo que ela tivesse nascido parecida comigo”

“Eu sei” disse beijando o topo da cabeça da shinigami. “mas não custava tentar!” ele ri “Bem agora nem adianta mais, seu bebê veio praticamente com uma etiqueta escrita ‘Kuchiki’.” passou o polegar sobre a cabeça da criança “Espero que você puxe a personalidade da sua mãe”

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“Nossa isso é tão incrível” Ishida disse pensativo “parece que foi ontem que estávamos em guerra, e agora Kuchiki-san já tem uma filha. O que vira depois? Chad se casando?” disse rindo.

“É uma situação muito complicada, Ishida-kun. Eu realmente torci tanto para Kuchiki-san e Kurosaki-kun ficarem juntos” Ishida olha abismado para a amiga.

“Inoue... por quê?” perguntou confuso. Não era segredo que Inoue sempre foi apaixonada por Ichigo, alias os únicos que não percebiam eram Rukia e o próprio Ichigo.

“Sabe Kurosaki-kun gosta da Kuchiki-san, seria bom para ela dar uma chance a ele. Curar as feridas de seu coração... e também Kurosaki-kun seria um ótimo pai para a pequena Hikari” disse tentando esboçar um sorriso.

“Curar as feridas?” o rapaz ficou mais curioso com as palavras da amiga.

“Tantas coisas aconteceram” disfarçou, não devia contar os conflitos da amiga para ninguém “sabe eu só queria que ela desse uma chance a ele, mas acho que não acontecerá” disse desanimada.

“Inoue eu pensei que você...” Inoue o interrompe.

“Que eu o amava?” perguntou triste “sim eu o amo, mas nunca Kurosaki-kun me veria com outros olhos. Eu quero que ele seja feliz, eu sempre vou admira-lo, mas isso que sinto só deve ser um amor de adolescente!” disse rindo tristemente “Um dia eu vou achar um amor de verdade, que possa levar a serio” o rapaz suaviza a expressão, olhando-a com ternura.

“Inoue, você tem um coração tão puro... qualquer homem que ficar com você, será um cara de sorte” a moça cora, e segue seu caminho ao lado do amigo quincy. Que também corava, ao lado da ruiva.