Só o tempo talvez possa curar

12 Talvez... Mais que amigos?


Notas iniciais
Mais um capitulo, espero que gostem. E obrigada por ler. ^^

Rukia estava em desespero, ela falhou em proteger a criança que ela esperava... Seu filho. Em uma ultima tentativa ela tentou implorar.

“Desculpe” sua voz angustiada saiu em um sussurro, ela ainda estava sentada olhando para o chão. Ao ouvir sua voz angustiada, Byakuya se virou no mesmo instante para olhar a menina. Ao vê-la chorando no chão, seu coração se quebrou, ela estava sofrendo... Ele a assustou com sua ira de si mesmo.

“... Rukia” disse em voz baixa.

“Por favor, Nii-sama... eu não quero mata-lo, não é certo... é só uma vida inocente” suplicou entre lagrimas. Byakuya arregalou os olhos ao ouvi-la dizer ‘mata-lo’.

“Você, acha que eu seria capaz de obriga-la a abortar? contra sua vontade” sua ira foi substituída por culpa. ‘Ela pensa que eu sou um monstro, eu estou agindo como um... ’ “Eu nunca faria nada que você não quisesse”

Ela olha surpresa pra ele, mas ainda estava tremendo assustada. Não conseguiu falar nada em resposta ao que tinha acabado de ouvir.

Então ele entendeu seus motivos, ela só queria proteger o bebê que está carregando... Proteger dele. Ela estava sofrendo, se sacrificando pelo fruto de seu ato cruel, seu filho... Ela queria ter seu filho.

Ao ver o seu estado ele se sentiu péssimo, ela estava tremendo, mesmo depois dele dizer que não iria obriga-la a nada. Então ele percebeu, ‘eu deixei que minha raiva a assustasse ‘ pensou.

Ele estava irritado por ela não contar nada, por não confiar nele. Por ele ter que descobrir que seu crime deu fruto, por um exame qualquer encima da mesa de seu escritório. Mas na verdade ele estava irritado com ele mesmo, por ter feito isso com ela. Por fazê-la carregar um filho seu.

Byakuya descobriu o exame logo após ela pedir sua renuncia, ele normalmente não leria um documento endereçado a Rukia, porém no envelope estava escrito ‘Urgente’. Ele não resistiu ‘será que ela estava doente?’ ele pensou preocupado, mas quando abriu o exame ficou em choque. Ela esta gravida... Uma culpa esmagadora caiu sobre ele. ’O que foi que eu fiz? Eu estraguei a vida de Rukia... Ela vai ter um filho meu’ angustia tomou seu coração. Ela deve estar com medo, assustada... Ele nem sabia oque pensar. O motivo de sua renuncia ficou claro, ela não queria que ele descobrisse, não o queria perto de seu filho.

No fundo ele sabia, ele não tinha direito nenhum sobre o bebê que Rukia esperava. Ela podia escolher se queria levar à gravidez a diante ou não, ele não poderia se opor. Afinal ela não escolheu por ter esse filho... A culpa era dele.

Ele passou anoite acordado, não teve coragem de ir atrás dela. Apesar da sua angustia e culpa, ele se sentiu magoado por ela não ter confiado nele. Por ela não ter dividido sua angustia suas inseguranças, só ele era o responsável por tudo isso, por que demônios ela não o procurou? Mesmo sem direito sobre o bebê, ele tinha deveres, o filho era dele afinal. E ela não iria contar nada, iria deixar o clã para nunca mais voltar.

Quando viu Rukia a magoa virou ódio, ele estava com ódio de si mesmo. Ele foi possuído pela ira, e falou tão duramente que fez a jovem tremer de medo. Byakuya engoliu seco quando percebeu oque fez. Ele praticamente gritou com ela, quando o único culpado era ele’ O Deus eu sou um monstro’.

Ele olhou Rukia ainda assustada, com cabeça baixa e sentada no chão, e se aproximou dela em um impulso.

Rukia estava assustada tudo por culpa dele, tudo por sua ira. Sua ira não era com ela afinal, era com ele mesmo. Ele deixou sua raiva de si mesmo aterrorizar Rukia, ela só estava tentando proteger o filho... Deles. Ele só queria dizer que estava tudo bem, e parar sua angustia. Por impulso ele se abaixou ao seu lado abraçando-a, a puxando para se encostar contra seu peito.

Mesmo ouvindo de Byakuya que ele não a obrigaria abortar, a jovem ainda estava em choque, ela estava assustada, nunca viu o Kuchiki tão nervoso assim. De repente sentiu ser envolvida por braços fortes, e seu rosto se afundar em algo firme e quente.

“Desculpe” ele disse em um sussurro, ”me desculpe” podia-se sentir a culpa esculpida em sua voz, já não basta tudo que ele fez, agora ele a fez chorar... De novo. “Eu não estava bravo com você, estou bravo comigo mesmo... por ter feito isso com você” disse pousando seu queixo sobre a da cabeça da pequena. Dane-se se ele não podia mostrar seus sentimentos, ou conforta-la. Ao inferno com as regras, pelo menos dessa vez.

A menina arregala os olhos ao perceber que Byakuya estava abraçando-a, porém logo relaxa ao sentir seu rosto contra seu peito forte, e o seu cheiro calmante. Então ela o abraça apertado.

“E-eu só, não contei por que eu pensei...” ela reuniu coragem tentando falar depois de se acalmar um pouco.

“Esta tudo bem, vai ficar tudo bem... se você quer ter a criança, eu vou te apoiar, você não está sozinha”

Rukia se acalma. Ele não estava bravo, mesmo com seu jeito inexpressivo de sempre, ela podia sentir que ele estava confuso e angustiado com... Medo talvez, emoções que ela nunca cogitou vindo dele. Ela não o culpava por estar assim, ela também estava.

Byakuya pode sentir Rukia mais calma em seus braços, e sentiu alivio. Por um segundo ele se permitiu uma gota de felicidade. A mulher que ele ama estava esperando um filho seu. Seria a melhor noticia de sua vida, se não tivesse ocorrido de forma tão desumana.

“Eu estou com medo...” ela murmura sobre seu peito “os anciões...” Byakuya endurece ao ouvir a palavra ’anciões’, ele não pensou nos malditos anciões. Eles fariam sua vida um inferno. Rukia percebe que ele ficou tenso.

Ele solta o abraço se sentando de frente pra ela, olhando no seu rosto. Ela não estava mais tremendo ou assustada, porém ainda se podia ver medo em seus olhos.

“Não se preocupe com eles, eu vou dar um jeito.” ficou serio.

“Eles não vão me deixar ter esse filho... não é?” ela abaixa a cabeça. Byakuya estreita os olhos em aborrecimento.

“Ninguém vai encostar um dedo em você, ou fazer mal a essa criança. Eu não irei deixar.” seu olhar era serio, ele não estava blefando.

“Eu acho, que seria melhor para o clã se eu saísse...” ele a corta.

“Não! Eu já disse que você não vai sair do clã, e muito menos agora. Eu vou ter uma reunião com eles, para explicar o ocorrido.” Rukia gelou. “caso não houver acordo, você ficara sob proteção até que a criança nasça” ele fecha os olhos e puxando um pouco de ar. “Depois que o bebê nascer eles não podem fazer mais nada, a não ser apresentar o herdeiro, e futura 29° cabeça do clã Kuchiki.”

“Você vai registra-lo como seu... e a honra Kuchiki? As pessoas vão descobrir o incidente com o hollow...” ela pergunta surpresa e confusa.

“Não sou covarde ao ponto de renegar meu próprio filho” se levantou “não me importa que saibam”.

“Mas e sua honra, seu orgulho?” ele a olha.

“Eu feri meu orgulho. Se eu não comentei nada sobre o que aconteceu aquela noite, não foi pela minha honra. Foi por você... não me importo com oque vão falar de mim”

“...”

“Eu prometi que eu não iria mais te fazer sofrer. Vou resolver tudo isso, confie em mim.” Disse a puxando para cima. Ainda se podia ver tristeza no fundo dos seus orbes cinzentos. “eu sinto muito” Rukia se levanta e olha interrogativa.

“...”

“Por todo mau que eu te fiz, eu destruí sua vida.” Rukia abaixa a cabeça e fica pensativa, mas não conseguiu encontrar palavras para dizer ao homem angustiado a sua frente. Ele se vira e vai rumo à saída.

“Nii-sama” ela chama hesitante. Ele para ainda sem olha-la.

“Vou convoca-los para a reunião, vá pra seu esquadrão... e fique com Ukitake até eu avisar se é seguro”

“E... se não for?”

“Vou mandar Renji para lá também, se der algo errado vão para o mundo humano imediatamente, e fique lá até que eu vá te buscar.” Dito isso ele sai.

****************************

Ichigo estava terminando seu dever de casa. Ele estava angustiado, tudo que ele podia pensar era como Rukia estava. Sua vontade de ir vê-la era enorme, mas os deveres o deixaram sem tempo. Ele volta a tentar se concentrar em sua tarefa, quando ouve uma batida na porta.

“Entre” disse nervoso. Isshin entra e fecha à porta, Ichigo olha irritado para o pai, porém ao ver a sua expressão seria desiste de brigar com ele.

“Eu só vim para saber sobre Rukia-chan” disse o homem com o tom preocupado “você foi vê-la essa semana, como ela esta?” Ichigo olha para o pai com tristeza e abaixa a cabeça.

“Ela pediu renuncia da família ontem... então acho que o pior problema ela já resolveu”

“Ter que passar por algo assim não é fácil, por mais que eu adore a ideia de ter um netinho, não gosto de ver minha terceira filha passar por isso sozinha” disse Isshin serio. O rapaz suspirou em decepção.

“Eu queria estar ao lado dela nesse momento, ajuda-la a passar por tudo isso” disse em um sussurro. O patriarca sorri.

“Você a ama?” perguntou voltando a expressão seria. Ichigo se surpreendeu com a pergunta.

“Que pergunta é essa? Rukia é uma das pessoas mais importantes da minha vida, eu faria tudo por ela! É claro que eu sinto algo realmente importante por ela” respondeu vermelho.

“Abra seu coração pra mim Ichigo, me fale o que você esta pensando” mais uma vez o rapaz se surpreende com o pai.

“Eu queria...” começa hesitante “ajuda-la passar por isso... queria estar com ela o tempo todo” ele respira fundo antes de prosseguir “eu queria fazer parte dessa etapa da vida dela, mas parece que é não o suficiente, queria apoia-la de verdade.”

“Entendo” ichigo olha para seu pai, que agora esta de cabeça baixa.

“Eu sei oque você vai dizer, que não é minha responsabilidade, que é loucura querer estar com alguém que é umas dez vezes mais velha que eu, que não é humana e vai ter um bebê de outro... que isso arruinaria minha vida” disse triste. “foi o que ela disse também.”

“Você seria capaz? Não estou falando sobre deixar sua vida humana, e ir viver na soul society... você será capaz de ama-la?” Ichigo agora abaixa a cabeça e da um pequeno sorriso.

“Amor... nem todos podem ter um amor intenso e arrebatador. Eu sei que sinto algo além da amizade... mas não sei se é amor, é confuso. Eu só sei que quero sempre a sua felicidade e seu bem” ele suspira “Me sinto triste com sua ausência, me sinto triste com sua dor, acho que isso de certa forma é algum tipo de sentimento não é?” Isshin da um pequeno riso para o filho.

“E se eu tiver que escolher alguém, para viver ao meu lado, seria ela” ele olha para o pai e da um sorriso “e sem falar que ela é linda, sempre me vi em um relacionamento mais calmo, baseado no companheirismo... acho que consigo me imaginar vivendo isso com ela”

“E se ela não quiser... você sabe, e se ela não achar suficiente, só amizade e companheirismo como base de um relacionamento? E se um dia ela amar outro?” pergunta testando a maturidade do seu filho.

“já disse que é confuso!” disse coçando a cabeça com aborrecimento ”Eu continuarei a ser seu melhor amigo, se ela for feliz com essa pessoa eu ficarei feliz por ela. Acho que ela sente o mesmo carinho por mim, só não sei se vale a pena por nossa amizade em risco, para tentar descobrir oque isso é” disse triste. “Mas talvez um dia possamos tentar, se ela quiser.” Disse envergonhado.

“Fico feliz em ouvir isso” ele toca no ombro do filho “Se vocês um dia tentarem desenvolver esse afeto especial, você tem meu apoio. Vou torcer por vocês”

“Ah, mais isso não seria algo que aconteceria de um dia pro outro, ainda é confuso. Não sei se é isso que quero” disse se virando para sua tarefa. Isshin se levanta e abre a porta pra sair. “Pai” O homem para “Obrigado por me ouvir” Isshin sorri.

“Unf, eu só quero o melhor pra vocês, me mantenha informado sobre minha terceira filha e o bebê. Afinal é meu primeiro neto!” Isshin olha pra traz sorridente e sai.

Ichigo sorri pelo jeito bobo de seu pai, e volta se concentrar na sua lição de casa. ‘se não fosse por tantas tarefas e trabalhos de escola, eu estaria apoiando Rukia, ela deve estar tão triste com a saída do clã’ suspirou fundo e continuou com seus estudos, desejando tem umas horas livres o mais breve possível, para visitar sua amiga.

‘Sei que somos mais que amigos, mas será que poderíamos ser algo mais... Algum dia?’ pensou

**************************************

A shinigami obediente parte para seu esquadrão, indo à procura de Ukitake imediatamente.

“Ku... er Rukia?” olhou confuso “você já voltou? Onde estão suas coisas?”

“Nii-sama descobriu” Ukitake ficou surpreso, porém ansioso pelo o que a menina ia contar. Rukia virou o rosto de lado observando se não tinha ninguém por perto. “ele me pediu para ficar aqui com o senhor, enquanto informa os anciões...” Ukitake da um sorriso aliviado.

“Eu sabia, no fundo eu sabia!”

“Er oque o senhor acha que os anciões iram fazer?” perguntou amedrontada.

“Eu não sei, mas se Byakuya mandou você para ficar sob minha proteção, é porque ele não está seguro se vai conseguir bons resultados.” Ukitake se senta, Rukia segue seu exemplo “ele te deu alguma outra instrução?”

“Caso o clã se impor, ele me disse para ir ao mundo humano na companhia de Renji e não sair de lá até que ele me busque.” Ukitake coloca a mão no queixo pensativo.

“Se isso ocorrer, teremos uma longa jornada...” nervosa Rukia levanta e começa andar de um lado para o outro.

“Kuchiki!” Rukia para e olha pra ele. “assim você vai fazer um buraco no chão”

“Oh, desculpe taichou eu só estou nervosa, se Nii-...Essa reiatsu é do...” de repente Renji abre a porta cansado.

“RUKIA!” gritou fazendo os cabelos de ukitake e Rukia balançarem.

“Ren... ji” disse enquanto uma gota surgia em sua cabeça. “por que tanto escanda-lo?” o ruivo olha para pequena, e a pega pelos ombros.

“Oh que bom você está bem! Taichou me mandou vir aqui imediatamente, e te acompanhar para o mundo humano se necessário!” disse soltando a menina e suspirando de alivio “pensei que tinha acontecido algo”

“Er bem na verdade está para acontecer... acho que tenho que contar algo pra voc...” tentou dizer, mas foi interrompida por o taichou da 13° divisão.

“Abarai-kun, sente-se. Logo veremos se será necessário ou não partir ao mundo humano.” Ukitake não deixa Rukia falar nada sobre os últimos acontecimentos, pois provavelmente Renji iria largar a tarefa de acompanha-la ao mundo humano, para ir ‘tentar’ matar Byakuya, sem sucesso é claro.

“Hai Ukitake taichou” disse o ruivo se sentando impaciente, ao perceber o clima pesado na sala.

“Ah vou preparar um chá!” disse Ukitake tentando descontrair o local.

Horas já se passaram Rukia estava impaciente sobre o seu destino, sua cabeça doía só de imaginar, passar os próximos meses se escondendo dos caçadores de elite do clã kuchiki. Ukitake continuava a servir mais chá e doces.

“Eu não sei o que esta acontecendo aqui, mas por que você não come uns doces pelo menos?” Renji disse entregando a bandeja para Rukia, que se afastou enjoada.

“Er... ultimamente não consigo comer doces” disse desanimada.

“Mas você sempre gostou de doces... che está convivendo demais com Kuchiki taichou, até está copiando suas preferencias” Rukia olha irritada pra ele. Ukitake fica pensativo com a mão no queixo.

“É talvez... mas a culpa não é minha” responde suspirando derrotada.

“Oh que interessante!” diz Ukitake sorridente. Os dois shinigamis olham sem entender para o homem. “Er... está tarde. E não tivemos noticias de Byakuya.”

“Vocês poderiam me dizer oque diabos está acontecendo aqui?” perguntou Renji irritado.

“O assunto em questão não lhe diz respeito Abarai.” Falou o homem abrindo a porta.

“Taichou!”

“Byakuya, como foi a reunião?” perguntou Ukitake serio. Rukia se levantou nervosa.

“Eu consegui negociar, eles não iram perturbar Rukia” Byakuya estava com seu olhar frio e inexpressivo. “portanto que eu cumpra suas ordens” Rukia olha preocupada após a ultima frase dita por Byakuya.

“Ah que alivio!” disse Ukitake feliz.

“Vamos embora Rukia, você deve descansar por hoje, com sua licença Ukitake.” se virou indo embora sendo seguido por Rukia.

“Vocês podem me dizer oque estava acontecendo aqui?” disse Renji suplicante, correndo atrás dos dois.

“Abarai, eu acabei de sair de uma reunião extremamente estressante, não me perturbe ou irei fatia-lo com meu bankai!” Renji paralisou enquanto Byakuya seguiu seu caminho, emanando uma aura negra. Rukia parou ao lado do amigo.

“Renji depois conversamos sobre isso” disse olhando nos olhos do rapaz e voltou a seguir seu irmão.

Caminharam por todo o trajeto sem falar uma palavra, Byakuya parecia uma pedra de gelo. Ao chegar à mansão Rukia quis perguntar sobre as ordens impostas.

“Nii-sama...”

“Eu vou para meu quarto, não me espere para o jantar.” Disse sem olhar pra trás. Ela tentou insistir.

“Byakuya Nii-sama e sobre as ordens dos anci...”

“Preciso ficar um tempo sozinho, amanhã conversamos sobre isso.” ao terminar de falar, ele saiu rumo ao seu quarto.

O que quer que seja que os anciões ordenaram a Byakuya, tinha o deixado extremamente descontente.

Em seu quarto o líder do clã Kuchiki só queria dormir e nunca mais acordar. ‘Velhos malditos’, se não fosse a única saída, ele nunca iria se submeter a isso. Por Deus, como ele queria ser uma pessoa normal, sem um clã nas costas.

Notas finais
Então é isso, até quarta :)