Só o tempo talvez possa curar
8 Lagrimas
Notas iniciais
Em um lugar deserto nas propriedades da família Kuchiki, um homem trajando apenas hakama estava se exercitando. Exercícios, treinos era o que ele mais tinha feito nos últimos dias. O seu coração se acalmou, agora ele já conseguia dormir a maior parte da noite. O homem agarrou um galho para fazer tração trabalhando os braços. Logo começou a fazer o exercício, porém instantes depois estreitou os olhos em ódio.
“Oh que saúde em Byakuya-boo! O menino virou todo um homem.” Disse passando o dedo indicador pelo peitoral exposto. Byakuya ia mover a mão do galho para afastar seu toque de cima dele, mas ela desaparece com shunpo surgindo atrás dele.
“Hum como você cresceu! Está tão másculo, nem parece que é o mesmo garotinho que todos confundiam com uma menina” disse em tom de sarro. Isso foi a gota d’água, Byakuya soltou o galho pulando longe lhe enviando um olhar mortal. Como aquela mulher o irritava, não podia evitar a raiva quando estava perto dela.
“Shihōin Yoruichi” disse com fúria “o que você esta fazendo em minha propriedade?” ela riu, adorava irritar o Kuchiki, afinal era sua diversão preferida no passado.
“O mau humor ainda é o mesmo” disse se aproximando um pouco. E olhando para o homem suado a sua frente “eu vim para te convocar” disse simplesmente, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
“O que?” perguntou já sem muita paciência, se é que ainda tinha alguma.
“Amanhã é pra você ir ao piquenique no mundo humano” disse autoritária.
“Eu disse que provavelmente não iria” fez uma pausa dando as costas pra ela. “e depois de você ter invadido minha propriedade e privacidade, acabo de decidir que não vou!” disse serio tentando demonstrar superioridade.
“Unf, como é cabeça dura! Vejo que só mudou na aparência, ainda é um menino birrento.
“Se você só veio aqui pra dizer isso se retire da minha propriedade agora, antes que eu lhe mostre que também que cresci em força” disse em tom sombrio de ameaça.
“Espero que deixe de ser egoísta e vá. Então mova esse belo corpo pra lá amanhã, ou eu mesma irei chutar seu traseiro até lá!” dito isso ela apareceu atrás dele dando um empurrão. E lá se foi a ultima gota de autocontrole de Byakuya. Ele se virou para ataca-la, mas ela desvia com shunpo facilmente.
“Você nunca vai conseguir me pegar com esse nível de shunpo Byakuya-boo!” disse rindo satisfeita, ela conseguiu tirar ele do serio. Ele ainda é o mesmo menino pavio curto de sempre.
Byakuya não desistiu e continuou a persegui-la, porém a deusa do relâmpago desviava com facilidade, e parecia se divertir com aquilo. Ele já estava ficando frustrado com isso.
De repente ela apareceu na frente dele a poucos centímetros. Ele rapidamente estica o braço em direção a ela dizendo mentalmente ‘te peguei’ então ela desaparece, e no mesmo instante ele sente ser abraçado por trás quando uma mão pousa sobre seu peito e outra passa por seu ombro parando em sua clavícula, estão sente o hálito quente em sua orelha quando ela fala.
“Você ainda tem aquele garoto intenso e vivo de 100 anos atrás dentro de si, não deixe essa parte de você morrer, ah te vejo amanhã Byakuya-boo.” Disse em tom divertido e sumiu com shunpo.
Byakuya ainda estava paralisado, até que virou a cabeça de lado e suspirou. 100 anos depois e ela ainda conseguia tirar ele do serio, e o pior é que ele ainda não conseguia a vencer.
“Bakeneko, não há nada vivo e intenso dentro de mim.”
Ele sente um vazio com suas próprias palavras. Ele havia dominado sua confusão, então ele deveria ir ao mundo humano. Não! Ele não iria por um motivo Shihōin Yoruichi, ela o desafiou se ele fosse seria como perder mais uma vez. Talvez ela tivesse um pouco de razão, pode ser que a parte vingativa e competitiva de seu ‘eu’ jovem ainda existisse.
Despois dessa visita desagradável ele decidiu parar seus exercícios, levemente irritado ele veste a parte de cima de suas roupas e vai embora para sua mansão, provavelmente praticar caligrafia para acalmar a mente. Ele se viu tentado a ir ao mundo humano para o piquenique junto aos shinigamis, humanos junto de Rukia, Rukia... ‘Não eu não vou!’ pensou decidido.
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“Cheguei!” falou Ichigo entrando em casa.
“BEM VINDO ICHIGOOOO!” Isshin indo em direção a Ichigo pronto para lhe acertar uma voadora, mas o rapaz desvia fazendo que o pai caísse de cara no chão.
“Filho ingrato! Como pode ousar recusar as boas vindas de seu pai!” disse o patriarca se levantando.
“Cala boca! Isso é jeito de receber seu filho!”
“Ichi-nii como foi o trabalho de matemática?” perguntou Karin.
“Eu fiz quase tudo sozinho! é realmente estressante fazer dupla com o Keigo.” Disse passando a mão no rosto. ”E como estão as coisas por aqui?”
“Yuso esta preparando a sobremesa e a Rukia-chan eu não vi, mas acho que ela esta no quarto” Isshin olha pra baixo serio.
“Talvez você deva subir pra conversar com ela um pouco... Rukia-chan tem estado muito ocupada e sozinha nesses últimos dias” disse serio. Ichigo não entendeu a mudança de humor de seu pai louco.
“Eu vou subir, já volto para jantar”
Abriu a porta indo à procura de suas roupas para tomar banho, quando viu Rukia sentada na beira de sua cama com a cabeça baixa, impedindo ele de ver sua expressão.
“Yo, Rukia tudo bem?“ perguntou não tendo resposta se sentou ao seu lado. Tentando olhar seu rosto, então ele levou sua mão até o queixo da menina fazendo com que ela olhasse para ele.
“Oe?” então percebeu que ela estava chorando “Rukia! você esta bem?” ela não fala nada e de repente o abraça escondendo seu rosto em seu peito. Ele fica surpreso com sua ação, mas retribui o gesto envolvendo-a com seus braços e trazendo ela para mais perto. “Por Deus o que esta acontecendo Rukia?” diz angustiado. Ela em meio a soluços diz a única frase que pronunciaria aquela noite.
“Não pergunte nada, só fique aqui, por favor.” disse apertando mais o abraço, suas lagrimas fluíam ainda mais, agora molhando a camisa de Ichigo, ela o segurava como se fosse seu porto seguro, como se o chão estivesse partindo e ele fosse o ultimo pilar que a impedisse de cair.
Ele não entendia oque estava acontecendo com sua amiga, seu coração doía ela estava chorando... Ele nunca a viu assim antes, ele só estava fora de casa por algumas horas oque pode ter acontecido nesse meio tempo, será que ela não queria voltar para a sereitei? Ele se move para traz se encostando à cabeceira da cama puxando ela junto. Então olha para a pequena em seus braços. Céus o que estava acontecendo? Ele se sentia tão impotente agora, levantou a mão colocando sobre a cabeça da shinigami aconchegando ela contra seu peito e pousa seu queixo sobre sua cabeça.
“Eu estou aqui, não vou sair de perto de você”. Disse fechando os olhos esperando ela cessar o choro para poder lhe contar oque estava acontecendo. Mas isso não aconteceu.
Talvez uma hora ou até mais já tivesse se passado desde que ele entrou em seu quarto, encontrando Rukia naquele estado. Agora ela tinha dormido em seus braços, finalmente ela estava descansando. Ele a deitou em sua cama suavemente e ficou por um momento ao seu lado olhando seu rosto, agora sua expressão tinha aliviado, seu rosto estava vermelho por causa do choro e ainda um pouco úmido de lagrimas. Ele passa a mão tirando a mecha de cabelo teimosa que caia sobre seu olho.
Agora ela parecia um anjo dormindo, ele então acariciou seus cabelos e se levantou devagar para não acorda-la e agarrou sua troca de roupas e saiu com o olhar vazio indo em direção ao banheiro.
O amanhã seria um dia melhor. Era tudo oque ele podia desejar.
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O dia amanheceu raios de luz brilhavam pela janela, Rukia estava terminando de se arrumar para o piquenique, por mais que ela não se sentia bem em sair agora, mas ela deveria ir por seus amigos e pra não preocupar mais ninguém.
Seus pensamentos são interrompidos pela porta do quarto se abrindo. Era Ichigo desde que ela se levantou não encontrou o rapaz no quarto, ele deveria ter acordado primeiro que ela. Ela olha com seu olhar morto para ele tentando achar palavras.
“Ichigo... “ ela abaixa a cabeça ”desculpe por ontem... e obrigada” disse em um sussurro. Ichigo olha com feição triste pra ela.
“Eu disse que sempre estaria aqui pra você, mas Rukia eu não aguento mais te ver assim sem saber oque esta acontecendo.” Ele cruza os braços soltando um suspiro.
“Acho que não vou mais aguentar sem compartilhar isso com alguém... já faz três semanas que estou sufocando isso.” Ela levanta o olhar para encontrar os olhos castanhos do menino.
“Conte-me oque esta te ferindo, confie em mim” ele podia ver que seus olhos estavam sem brilho algum. Ele não via mais a garota decidida e forte em sua frente, agora tinha uma menina frágil com olhar apagado sem vida, ela estava irreconhecível. O que aconteceu com ela?
“Eu vou só peço que espere esse piquenique acabar... depois eu prometo,... antes de eu ir embora eu conto” disse com o olhar tão triste que ele achou que fosse chorar de novo. Então ele viu uma única lagrima escorrer pelo seu rosto. Sem pensar ele foi até ela e a abraçou, a pequena arregalou os olhos.
“Eu espero, por favor, não chore mais!” ela então fechou os olhos respirando fundo, ele afrouxou o abraço, e com o polegar delicadamente limpou sua lagrima.
“Desculpe pela minha fraqueza.” Ele olhando ternamente para ela lhe da um pequeno sorriso.
“A única coisa que você não é nesse mundo é fraca, você é a pessoa mais forte que conheço.” Ela olha pra baixo.
“Vamos temos um belo dia pela frente, mas se você não quiser ir eu fico aqui com você...” ela o corta.
“Não! Devemos ir, eu quero ir” diz com a voz baixa e então ele pode ver um fantasma de um sorriso se formar em seu rosto. Ele franze as sobrancelhas tristemente e da um suspiro.
“Bom eu já estou pronto e você?” ela olha para ele.
“Eu também, vamos a Inoue marcou pra todos sairmos da casa dela” disse tentando parecer melhor.
“Ah vamos” os dois descem as escadas para sair quando Yuso os chama.
“Onii-chan, Rukia-chan vocês não vão comer antes de sair?” Rukia olha para traz.
“Bem eu não estou com fome...” ela é interrompida por uma voz autoritária.
“Sentem-se e tome café da manhã” disse isshin olhando serio para eles.
“Nos vamos chegar atrasados” argumentou Ichigo.
“Não foi um pedido foi uma ordem, venha Rukia-chan e você também Ichigo.” Ichigo olhou confuso, seu pai estava serio autoritário como um verdadeiro... Pai.
Diante dos olhar intimidador do patriarca os jovens comeram as pressas e seguiram rumo ao piquenique na companhia do resto da turma. Rukia parecia um pouco melhor ao chegar ao lugar pensou Ichigo, talvez esse lugar fizesse bem a ela.
Rukia ficou encantada com o lugar, o bosque era cheio de arvores, a grama estava verde e macia ela até teve vontade de andar descalça. O ar era fresco e a brisa era suave e agradável. Mas oque mais lhe chamou a atenção foi a enorme lagoa que tinha no local, um pequeno cais de madeira perfeito para se pescar.
Parando de observar a paisagem ao seu redor, ela se concentrou nos shinigamis que já estavam presentes Ukitake estava embaixo de uma árvore sendo abanado por Kiyone e Sentaro, que brigavam por quem cuidaria melhor do Taichou. Unohana, Isane e Nemo estavam organizando a mesa com os lanches enquanto Yachiru comia os doces, Yoruichi e Soi Fong estavam fazendo lanças de madeira. Laças de madeira? Sim elas iam pescar com lança no rio que ficava próximo dali, Nanao e Hitsugaya estava tentando pescar, mas Matsumoto estava mergulhando a poucos metros de distancia fazendo seu Taichou e Nanao esbravejar por ela estar afastando os peixes. Renji e Ikkaku estavam tentando fazer alguma coisa com madeira...
“Rukia!” gritou o ruivo ao perceber que ela estava lá, ele largou oque estava fazendo na hora e corre em sua direção dando um forte abraço em sua amiga. “há quanto tempo! Como você esta?”
“Acho que com algumas costelas fraturadas agora” disse se soltando do forte abraço.
“Ouh desculpe” ele ri sinceramente para ela que retribui, mas logo volta sua atenção para oque o jovem estava fazendo.
“Renji... o que vocês estão fazendo?” ela olhou para o troco grosso no chão.
“Uma canoa” disse ele entusiasmado.
“Ooh que legal!”
“Bem quer se juntar a gente?” diz ele apontando para seu projeto de canoa.
“Eu acho que vou pescar!” disse apontando para a lagoa.
“Hum” ele coloca mão no queixo pensativo “onde esta Ichigo e os outros?”
“Ah ele e os meninos foram treinar e Inoue foi se trocar para nadar”
“Eles foram treinar e nem me chamaram!” disse cruzando os braços com o rosto irritado.
“Boa sorte com sua canoa! Parece ser mais interessante que o treino. Qualquer coisa eu vou estar no cais” disse apontando para o local.
“Rukia?” ela para e olha pra ele como sinal para que ele prossiga. “Você esta bem?” a menina abaixou o olhar e deu um sorriso fraco.
“Sim... só não espante meus peixes com sua canoa” disse forcando um sorriso e saiu rumo ao cais.
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Ele ainda não acreditava que tinha perdido de novo, já podia ver o olhar triunfante da bakeneko quando o visse ali, vestindo essas roupas ridiculamente humanas. Byakuya trajava uma blusa branca gola v com touca, e as mangas estavam encolhidas até os cotovelos e uma calça jeans azul desbotada, com rasgos na altura dos joelhos. Seus cabelos estavam livres de qualquer adorno. E ele calçava tênis all star preto. Vestido assim parecia bem mais jovem do que era.
Suspirou fundo, ele não conseguiu resistir a essa tentação. Um piquenique em que estariam todos descontraídos, onde Rukia estava, ah ele estava procurando sua pequena figura em meio aos outros shinigamis. Seu coração doía por vê-la, ha quanto tempo ele se sentia assim? E oque era isso? Preocupação? Ela voltaria para sua casa hoje ainda, então porque ele não esperou... Bem ele não sabia e também não se importava mais, ele só queria estar ali, afinal como Renji disse ela ficaria feliz se todos estivessem juntos, e depois de todo mau que ele fez pra Rukia ele lhe devia isso.
Ele puxou a gola da blusa que vestia em desconforto. Como humanos conseguem usar isso? Para seu alivio Yoruichi não estava por ali. Os outros mal ousaram lhe enviar muitos olhares, pois ele estava enviando olhares de morte a praticamente todos os lados. Ele comprimento os shinigamis presentes e se afastou a procura de sua inquietação.
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Rukia estava distraída sentada no cais. Ela não estava tendo muito sucesso em sua pescaria, ela olhou para o balde com água onde nadavam dois pequenos peixes. Levantando a vara ela percebe que estava sem isca. ’Isso explica o porquê de eu não estar pegando mais peixes’ pensou desanimada. No fundo essa pescaria estava fazendo um pouco de bem pra ela. Suspirou fundo se virando para pegar mais isca, porém achou a vasilha vazia.
A pequena colocou sua vara em cima do cais, se levantando para ir à procura de mais iscas. Quando se virou para sair ela paralisou em choque, seus olhos se arregalaram em desespero.
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Byakuya caminhou pelo bosque verde, até que ele avistou na linda lagoa uma menina sentada em um pequeno cais. Era Rukia e felizmente não estava na companhia do menino ryoka, ele decidiu ir até à pequena, porem ela não percebeu sua presença. Ele então parou próximo ao cais observando-a, ela estava vestindo uma blusa cinza simples, mas que se caia perfeitamente em seu pequeno corpo e um short jeans que deixava suas pernas expostas.
Sua pele era branca como o luar. Será que é tão macia quanto parece? Seu corpo era pequeno mais muito bem feito, com formas discretas, mas deslumbrantes. Suas pernas eram longas, mas não finas, tinham belas formas eram perfeitas, tão delicadas. Seus brilhantes cabelos curtos eram negros como a noite e se movendo graciosamente com a leve brisa. Pareciam tão macios e sedosos.
Com a brisa soprando em sua direção ele pode sentir seu suave e inebriante cheiro doce, ela era perfeita e parecia ter sido feita a mão. Ele observou ela colocar sua vara de pesca sobre o cais e se levantar, seus movimentos eram tão graciosos. Era errado olhar para ela dessa forma, Rukia era sua irmã caçula, mas ele não podia se ajudar, seus olhos estavam magnetizados a ela como se fossem imãs. Ela se virou em sua direção para sair, seus olhos se encontraram aos seus belos olhos violetas, que eram como joias raras. Byakuya apesar de estar deslumbrando com Rukia mantinha seu olhar inexpressivo de sempre, sua mascara dificilmente ia sair de seu rosto.
Os olhos da pequena shinigami se arregalaram em susto. Byakuya ficou surpreso por sua reação. Seus olhos violetas estavam em choque, olhando mais pra eles o chefe do clã Kuchiki pode ver desespero, dor e medo... Não pavor. Ela estava paralisada olhando para ele, Byakuya viu como ela ficou pálida, estava com medo... Medo dele?
A pequena caminhou para traz, e suas pernas fraquejaram ela sentiu que ia desmaiar.
“Rukia...” ele chamou ao perceber que ela não estava bem.
A pequena respirou fundo para não perder a consciência, ela não estava preparada para olhar para ele, não agora ela tremia seu coração estava acelerado. Mas ela não tinha escolha ele estava ali.
“Boa tarde, Byakuya... Nii-sama” sim ela estava com medo dele, seu coração se apertou ao concluir isso. Tudo que ele podia pensar era que ela já não suportava mais esconder seu desespero, pelo oque ele a fez passar. Ela tinha medo dele, ela sempre teve as outras vezes que eles conversaram ela só estava tentando ser forte. Um leve suspiro foi tudo oque ele consegui fazer agora.
Em meio ao seu choque Rukia percebe que Byakuya estava pensativo e a encarando. ’oh droga ele vai perceber, tenho que fazer algo rápido’
“D-desculpe pela minha reação nii-sama, você me assustou... eu não o vi chegar” disse desfazendo o medo em seu olhar, esquecendo-o no momento que ela olha para seus olhos cinzentos. A expressão de Byakuya suavizou, talvez ela só tenha se assustado, era oque ele queria acreditar, mas não o que ele sentia que aconteceu.
“Sinto muito por tê-la assustado, você estava tão concentrada no que estava fazendo que preferi não te chamar” ela da um sorriso fraco para ele, e então percebeu que ele estava vestindo roupas humanas. Ele estava tão lindo com estas vestes, deveria ser proibido alguém ser tão belo assim. Sua distração durou pouco quando a voz firme a despertou.
“Você está bem?” a resposta honesta seria um não. Ela engoliu seco antes de responder.
“H-hai” ele podia perceber que tinha algo errado com ela. Ela estava nervosa. “er bem pensei que o senhor não tinha vindo, eu não o vi por toda a manhã” Byakuya desviou o olhar de cima de Rukia e direcionou para a lagoa.
“Eu cheguei agora, decidi vir de ultima hora”
“Bem... eu vou me juntar aos outros agora... vou comer algo, com sua licença Nii-sama” dito isso a pequena correu em direção a onde estava a mesa.
Byakuya só observou Rukia correr longe dele, seu olhar foi tomado por um só sentimento... Tristeza, ela estava mesmo o evitando, estava com medo dele.
Rukia chegou à mesa ainda tremendo um pouco, quando viu Ichigo, Ishida e chad se aproximando. Ela queria ir embora ela não podia aguentar mais ficar aqui, não agora que Byakuya estava aqui. Ela precisava de mais tempo para pensar. Quando uma suave voz chamou seu nome.
“Kuchiki-san não se esqueça de passar na 4° divisão para alguns exames, são obrigatórios quando um shinigami volta do mundo humano.” Disse Unohana com um sorriso sereno.
“Hai Unohana taichou”
“O pessoal esta se divertindo muito hoje” disse a taichou com seu ar sereno.
“Oh sim, eu vou ir embora... er juntar minhas coisas” Unohana olha interrogativa.
“Mas você não vai voltar com a gente mais tarde?” Rukia segura às mãos juntas e respira fundo.
“Eu poderia ir embora um pouco mais tarde?” disse olhando com tristeza nos olhos da taichou. “eu prometo que quando chegar passo na 4° divisão.”
“Bom se assim que você quer, pode ir” Ichigo chega por traz de Rukia e fala.
“Eu vou com você então, não vou te deixar voltar sozinha.” Rukia só assente com a cabeça e parte com Ichigo.
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Rukia estava separando seus pertences, enquanto Ichigo a observava com expectativa. A menina percebe o olhar do rapaz em cima dela, bem não tem mais jeito ela precisava desabafar ou ia ter um colapso nervoso.
“Rukia... nos já estamos em casa...” ele suspirou sem saber como pedir para ela começar a falar. A shinigami senta na cama encostada a cabeceira com seu olhar triste direcionado a janela.
“Eu acho que se eu não falar isso, vou explodir...” ichigo olha surpreso e senta perto dela. “uma noite antes de eu ser mandada aqui... eu estava encarregada de transportar antídotos” ela faz uma pequena pausa ”um hollow incomum tinha o poder estranho de fazer os shinigamis que ele cortava agirem como bestas feras, agindo por institos... sem noção do certo e errado.”
Ichigo estava prestando atenção a cada palavra de sua amiga em silencio. A pequena continuou.
“Eu fui instruída a levar uma dose do antidoto para meu irmão, por precaução... já que ele foi quem teve a missão de destruir o hollow.” Ela abraçou os joelhos não sabia como continuar “ quando cheguei em casa, percebi que ele foi atingido pela droga do hollow... ” ela suspirou fundo buscando coragem pra continuar “ eu não consegui aplicar o antidoto antes que ele...”
Ichigo não conseguiu ficar em silencio, ela estava pálida e não conseguia falar mais, sua cabeça estava baixa.
“Antes de ele fazer oque?” perguntou angustiado. Ele olhou no seu rosto ela estava envergonhada. Não pelo amor de Deus ele não fez isso, não! Não pode ser... “ele te...” Ichigo não conseguiu terminar de falar, mas Rukia entendeu oque ele iria dizer. E afirmou com a cabeça.
“E-eu... o meu Deus Rukia” ele olho com dor tristeza para ela, ‘oque aquele monstro fez pra você?’ ele se sentiu péssimo só de pensar que ela passou por isso... Não era pra menos que ela estava agindo estranho. Então o que ele ouviu Rukia dizendo no seu pesadelo fazia sentido ‘pare... por favor,... nii-sama!’.
“Aquele desgraçado! Eu... eu vou matar ele! Como ele ousa fazer isso? Maldito!” Rukia olha para Ichigo quando percebe sua explosão de ódio.
“Não Ichigo!” ele olha assustado para ela. “ele não teve culpa, estava sob o efeito das drogas... ele não se lembra de quase nada daquela noite... ele sentiu tanta culpa.” Disse ela olhando para baixo. Puxando o folego. “sabe eu decidi não contar isso pra ninguém... eu realmente não ia contar, mas agora vai ser impossível que pelo menos alguém não saiba da verdade.”
“Por quê?” ele pergunta com voz tremula. Rukia olha triste pra ele quando uma lagrima escapa de seu olho direito.
”Eu estou gravida”
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