Só Que Não

21 É, acho que nos acertamos


Notas iniciais
Hey!!!!! FELIZ ANO NOVO! Que 2015 seja um ano de paz para todos nós, ok? Que as nossas fanfics decolem!!!!!!! Foi pequenininho, mas... surpresa! Hahaha, bem... Boa Leitura!

Estávamos de volta ao quarto, eu já estava com uma roupa confortável, e estava deitada na cama, de ponta-cabeça, mexendo no celular e conversando com Alejandra pelo WhatsApp. Contei para ela toda a minha deprê, e adivinha o que ela disse? Que aquela Branca não era a que ela conhecia, que eu estava enlouquecendo, e que ela estava melhor sem mim.

Eu fiquei: Como assim?

Alejandra mudou, disso eu tenho certeza.

Levantei-me da cama e disse:

– Vou dar uma volta por aí.

Kioko e Larissa assentiram, sem prestar atenção em mim, então joguei meu celular na cama e calcei minhas sapatilhas, caminhando para fora do quarto.

Rodeei toda a escola, mas parei numa sala de aula vazia ao ver uma cena. Isso mesmo que você está imaginando: Leandro e Clara se engolindo. Estavam meio que deitados na mesa do professor, se beijando ferozmente.

Respirei fundo, sentindo meu choro prender na garganta, e continuei meu caminho. O tempo continuava ruim, já estava chovendo, na verdade.

Eu me sentei num banco refletindo tudo o que passei desde que cheguei no Internato Fox.

Minhas aventuras foram realmente muito boas – risos – desde que cheguei aqui. Respirei fundo outra vez e continuei minha jornada por aquela escola que eu estava tentando conhecer.

Quando ouvi passos apressados atrás de mim.

Virei-me e vi Leandro correndo até me alcançar. Meu coração disparou, minha boca secou, e eu senti minhas bochechas corarem.

– Vamos para o jardim – disse ele.

– O quê? – perguntei. – Como assim, está chovendo e você...

– Vamos logo!

Contra minha vontade, corri atrás dele.

Ao chegarmos, meus cabelos começaram a grudar no rosto. Ele se virou para mim, os olhos apertados, o cabelo molhado, e disse:

– Desculpa.

Franzi o cenho.

– Pelo quê?

– Por tudo. Eu... fiquei com ciúmes de você, eu... fui idiota.

– Foi mesmo.

Ele ergueu a sobrancelha esquerda, mas não reclamou.

– Eu sempre fiquei com todas as garotas desse colégio. Mas quando você chegou... foi diferente. Você não era como as outras. E... ah, meu Deus... – ele passou as mãos pelo rosto.

– Eu vi você engolindo a Clara numa sala de aula vazia. – falei amarga.

– Sim, eu não vou negar. Mas eu me toquei que eu preciso de você. Eu terminei com a Clara. E eu te amo.

Meus olhos se arregalaram e meu coração batia freneticamente.

– O-o quê?

– Isso. Eu já te falei antes, mas agora tenho certeza, Branca. Esses dias que eu estava brigado com você... eu fiquei com a Clara, para tentar te esquecer, mas não deu certo. Piorou tudo.

– Eu não acredito em você. Sabe, você me fez chorar muitas vezes, eu me magoei, me machuquei. Não tenho certeza.

– Eu sabia que você iria dizer isso.

Ele me olhou triste. Aquilo me desesperou. Lágrimas começaram a cair e eu comecei a berrar:

– Quer saber?! Eu amo você, mas isso parece não fazer diferença, não é mesmo, você...

Ele me calou com um beijo. Beijávamos-nos com intensidade, e aquele foi o melhor beijo que já recebi na minha vida.

Um frio percorreu minha barriga e meu coração batia veloz. Eu sentia o coração dele bater veloz contra o meu, e suas mãos enlaçarem minha cintura, apertando-me contra ele. A chuva nos molhava, e ele sussurrou dentre o beijo:

– Eu acho que ficamos melhor assim.

Ri e passei meus braços pelo seu pescoço.

Notas finais
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