Só Que Não
1 Brasil?
Notas iniciais
Acordei levemente tonta em meu quarto enorme, diga-se de passagem. Claro, a festa ontem havia sidodemais, mas meu pai TINHA que acabar com tudo. A propósito, meu nome é Branca, tenho 15 anos, tenho 1,70 de altura, sou branca, loira e moro com meu pai, Joseph, em Londres. Ah, lá vem a empregada mechamar.
– Honey, your daddy is calling you to his office.
*Querida, seu pai está a chamando no seuescritório.
Eu nunca entendi direito porque essa empregada me tratava deste jeito, mas deixo passar. Não acordei (ainda) com paciência para ser rude. Consento comminhacabeça e me levanto. Tomo um banho bem rápido, me visto e saio correndo para o escritório de meupai. Ele não era o tipo de cara que gostava deesperar.
– Atrasada. — disse ele assim que fechei a porta.
– Desculpe, mas acabei de acordar. Queria que eu viesse de pijama? — falei rude.
– Se sente. — ele me ignorou.
Sentei-me com relutância e ele me disse.
– Serei rápido e direto. Você anda aprontando demais aqui, garota. Eu não estarei para sempre deolho em você.
– Você nem se preocupa comigo.
– Você irá para o Brasil.
Ele me falou tão curto que nem acreditei.
– Oh, god. Pai, deixe de brincadeiras idiotas.
Ele ergueu uma sobrancelha.
– Eu tenho cara de quem faz brincadeiras?
Eu fiquei de boca aberta.
– Não pode estar falando sério. — eu disse.
– Você tem até o final do dia de hoje para se organizar e se despedir. Amanhã, bem cedo, estará partindo.
– Shit.
*Mer***
– O que disse, garota?
– Eu? Nada.
– Então pode ir se retirando.
– Que delicadeza. — falei me levantando.
– Obrigado. — disse ele irônico.
Que ótimo. Brasil. Não podia ser o Tibet?
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