Notas iniciais
É algo curtinho que fiz para passar o tempo, espero que não tenha muitos erros, e espero que gostem. ☆ミ(o*・ω・)ノ

- Eu devia voltar para casa, mas estou aqui, fugindo... — Disse ofegante, já com dor nas pernas, já havia feito treino com os dançarinos, já estava cansada e com muita dor. Ouvia o grito das pessoas atrás de mim, não aguentava nada disso. Fui virar a esquina quando...



-EI! — Senti alguém me puxando para uma rua paralela a que estava.

- S-Sh....

-O que está fazendo aqui? Não devia estar no seu quarto, mofando? — Disse irônica. Afinal, por que ele estava ali? Ele não é o senhor que não se importa com ninguém?

- A-acabou... A soda. -

- Entendo. Espere, por que estou falando com você? — Não iria perder meu tempo, até por que, ele nem liga mesmo — Tchau.

- M-mas, onde vai?

- Ir cuidar da mamãe.

Nada ele disse, então se virou e foi para a direção contrária. Era de se esperar, ele não liga mais para a família. Só para ele, só.

- Que droga. — Disse enquanto suspirava e chutava uma pedra — Por que estou tão sentida assim? Se ele não liga para mim, por que eu devia ligar para ele? Ele nunca ligou para ninguém… A infância toda, tão sozinho e… ARGH! Eu não devo pensar nessas coisas. — Disse enquanto andava em direção à um parque.

Já estava anoitecendo, mas decidi ficar por ali um pouco. As ruas pareciam desertas, então pude relaxar um pouco.

- Por que ele estava ali? E por que ele me tirou dali? Babaca. Eu não preciso da ajuda de ninguém… Ou talvez sim… E-eu não queria ficar sozinha… Incrível, assim foi os meus 14 anos de vida… Sempre sozinha, e mesmo que todos me chamassem de inútil, eu resisti, mas, não tinha ninguém ali pra me apoiar. — Suspirei — Espero que aquilo não tenha sido realmente uma tentativa de aproximação, digo, por que AGORA? Justo quando eu NÃO preciso da ajuda dele… Quando eu mais precisei, eu não tinha ninguém, e agora que não preciso, por que iria precisar? Isso seria ridículo.

E pensar que realmente, aguentei tudo sozinha. Meu pai… E-eu não sei, depois daquele dia… Não, não quero lembrar daquele dia. Foi um dos piores dias da minha vida. E logo depois, Mamãe sempre esteve me protegendo, mas, está chegando momentos em que ela precisará ser ajudada, não é? Eu já estou crescida o suficiente para ajudar os outros, e eu vou.

Ele não vai me alcançar, eu quero… Eu quero ser alguém por mim mesma. Não preciso de ninguém, afinal, eu cheguei até aqui, não é?

Ele sempre esteve na linha de frente não é? Sempre orgulhoso, seguro e mimado. Todos amam ele, sempre trazendo orgulho à família. Sempre ouvi todos o elogiando.

Eu não entendo, eu nunca fiz nada, e sempre SEMPRE fui centro das atenções, não por algum feito, simplesmente fui. E se fazia, nunca dei meu melhor, minhas notas provam isso, mas parece que mesmo assim, todos me adoram do mesmo jeito. Eu só quero ser reconhecida por algo que eu realmente tenha conseguido com esforço, sozinha!

Eu invejo um pouco ele… Sempre foi tão seguro, e eu...

Aquele idiota não precisa se preocupar, ele que fiquei ali, trancado, naquele quarto imundo, vivendo o mundo dele. Cada um de nós tem um mundo, e é hora de erguer o meu.

Me levantei, e segui para casa, ainda com os pensamentos em mente.

-Cheguei… — Não ouço barulhos — Mamãe? — Sem resposta, ando em direção ao seu quarto. — Mãe? Está tudo bem? Você não está lá emb-... — Quando vejo seu corpo jogado no chão. — MÃE, MÃE, O QUE HOUVE? MÃE!



Não houve resposta, e o desespero começou a tomar conta. Ela ainda estava viva, porém desacordada, logo, resolvi chamar logo o médico particular, eu não aguentaria levá-la á um hospital… Sozinha.

- Um tempo depois, logo após o médico chegar -

- Ela vai ficar bem?

- Ficará sim, Momo, mas terei de levá-la á um hospital. Ela está fraca, e… Bem, espero que não seja nada grave. — Disse o médico terminando de arrumar sua maleta.

- Hospital? Então é grave? E-eu…

- Não precisa se preocupar, Momo, ela vai ficar bem, confie nos médicos.

- Certo…

Depois de um tempo, uma âmbulância chegou em casa, e entrei em casa, ainda assustada.

- O que aconteceu aqui… — Disse com as mãos no rosto — O que… Muito bem, não é nada demais, ela ficará bem. — Disse trêmula indo em direção ao quarto de meu irmão, olhei entre a porta, e não havia ninguém lá ainda, ou seja, ele não havia chegado.

Não podia fazer nada, não tinha o que ser feito.

- B-bem, vamos cozinhar algo para comer, não é? — Disse sorrindo meio torto. — O que eu estou fazendo…

Disse me sentando á mesa com os pratos, havia 4 lugares, mas apenas eu sentada á mesa…

- Anh… Obrigada pela comida! — Disse agradecendo com as duas mãos.

Saber se virar sozinha é um tanto complicado, eu não tenho amigos, não em quem posso confiar, no caso.

- Ah… Chega. — Disse colocando os pratos na pia, logo subindo para meu quarto.

Que droga, por que tudo isso agora? Eu tenho que sair para ensaiar mais tarde… O que eu vou fazer… E-e… E se ela não ficar bem? O que vou fazer, o que vai… O…

- Ouço a porta bater do lado do meu quarto -

Ele chegou…

- Ei, sua comida vai esfriar, desça, e deixe sua roupa no corredor. — Disse num tom autoritário.

- Onde ela está? — Disse ele, sem expressão nenhuma.

- Hospital. — Disse rápido, enquanto fechava a porta já indo em direção ao quarto.

Não quero dar satisfações para ele, se ele não dá satisfações para mim, não tem por que eu fazer isso. Droga… Mil vez, eu quero morrer. Eu só queria ser alguém normal, ter uma família normal e unida, eu nunca quis tanto assim ser Idol… Por que, por que tinha que ser eu? Eu, eu não tenho nada à oferecer. Não tem o por que de eu ser a escolhida.

-Eu não quero… Ficar sozinha… — Disse choramingando baixo, sentada de costas na beira da cama.

-Ouço a porta abrir levemente- Não ouvi mais nada, mas apenas continuei soluçando baixo, ninguém precisava ouvir esse choro. Eu preciso crescer, apenas.

-Sinto um abraço-

-E-eh, o que pensa que está fazendo? — Disse tentando me soltar, sem sucesso. — Me solta! Me solta! — Disse ainda chorando, mas irritada. — M… e Larga… — Senti o abraço mais forte. Estava sentindo algo, o que era… Conforto? Ele nunca havia me abraçado antes, me senti… Protegida, por um momento.

- Ela vai ficar bem, ela sempre fica. — Disse ele sussurrando em meu ouvido, não sei o que ele estava tentando dizer, mas me senti, como eu disse, mais protegida. Nunca me senti tão confortável assim. Continuei a chorar, e agora, eu o abraçava mais forte. Foi um momento que eu não queria que acabasse. — Você não está sozinha. — Disse ele mais uma vez, não conseguia parar de chorar.

Talvez eu estivesse errada sobre ele.

Talvez ele realmente se preocupe comigo.

Não sei.

Quem sabe.

Eu não entendo-o.

Mas talvez eu não preciso. Gestos e palavras podem dizer por ele.

Notas finais
Bem, é bem curtinho, fiz isso para mostrar como seria um dos meus pontos de vista sobre os dois, bem bem... Só (´・ω・`)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!