Notas iniciais
ultimo cap! te vejo lá embaixo, com novidades!

Eu estava na varanda, observando a chuva cair. Elisabete entrara pra dentro de casa a pouco tempo. Estava encharcada e com a expressão mais distante do mundo.

Ela não falou comigo. Não falei com ela.

Eu a amo, é minha irmã. Mas sei quando uma ideia é equivocada. E a dela estava nadando em equívoco. Me admirava que ela acreditasse que os D'Crécy quebrassem um acordo e ainda assassinassem alguém daquele jeito bestial.

Quem o fez sentiu prazer na matança, uma coisa que eu não conseguia imaginar.

Esperava que Alê lembrasse de alguma coisa relevante. Qualquer pista pra decifrar um enigma tão complexo. Porque eu tinha uma certeza plena: a família D'Crécy não era culpada.

Por um simples motivo: por anos eles correram atrás da solução pra sua maldição, então nos acharam, e estava óbvio que Elisa e minha avó reverteriam a situação, pra acabar com a confusão de mortes e sangue derramado ao longo dos tempos. E então eles vão lá e matam o pai do Átila, quebrando o acordo, e perdendo a confiança das feiticeiras da família.

Tá brincando, né. Eles podem ser instáveis, mas não burros. Um deles me deixou no segundo lugar de mais inteligente da classe, convenhamos – tudo bem, Amelie teve a vantagem de ter passado pelo ensino médio mais vezes, mas isso é apenas um detalhe. E sei muito bem que Julian D'Crécy tem mais de um P.H.D., e todos eles são formados em mais de uma área. Por favor, ninguém é decerebrado naquela família.

Elisabete não consegue enxergar nada disso, e minha avó muito menos. Ela é ressentida demais com vampiros pra ser mais racional – os D'Crécy não foram os únicos que ela conheceu, infelizmente.

A vida realmente pode ser complicada.

Folheei as páginas do exemplar de Drácula, que Amelie me dera de presente. Era um original, do século XIX, e tinha a assinatura do autor na contracapa. Eu tinha dito que ela estava maluca por me dar aquela relíquia, mas tudo que Amelie fez foi dar de ombros e sorrir.

Puta merda. Se eu descobrisse quem a tinha levado – isso era óbvio, a mansão estava deserta – eu queimaria a bunda do desgraçado. Não, melhor, ia transformá-lo em pó.

Minha mão parou numa das páginas iniciais. Onde o protagonista descrevia os Cárpatos. Devia ser um lugar assustador, mas fantástico. Gostaria de conhecer um dia.

Peraí. Amelie tinha comentado algo sobre uns conhecidos romenos. Vampiros também. Parece que uma vez houve uma aliança entre eles, só que não recordei o motivo.

Forcei a lembrança de seu rosto suave, ao me contar o fato. Ela tinha dito o sobrenome deles.

A capa do livro me deu a resposta. E me senti um completo inútil por não ter relembrado antes.

Corri pra dentro de casa. Meus pais estavam em sua jornada diária de serviço, e como ninguém estava na sala, não havia aparelho eletrônico ligado. Um silêncio melancólico.

Agarrei o telefone e disquei o número da casa de Alexandra.

Mas então, notei que o meu celular dançava em meu bolso. Desliguei o telefone e atendi Alê.

Você lembrou – eu disse, sem rodeios – Eu também.

Graças a Deus – ela suspirou – Eu sonhei com o dia que Marc me contou. Sabe o que temos que fazer, não é?

Contatar os Drácul – respondi.

Não vai ser fácil. Talvez eles não estejam mais na Romênia, vampiros são doidos varridos, sade disso.

Sim, muito bem – disse veemente – E então? O que acha?

Certo, o primeiro lugar em que temos que procurar é na casa deles.

Está completamente trancada. Quem fez isso foi cuidadoso, e executou bem a coisa.

Alê suspirou, impaciente.

Acorda, pirralho. Vamos invadir, não está óbvio? — ela parecia incrécula de eu não acompanhar seu raciocínio. Bem, era meio presunçoso da parte dela querer isso, eu não fui educado pra arrombar casas abandonadas.

E que essa parte fique por sua conta.

Não se preocupe, Jeff. Eu arrumarei as coisas. Esperaremos uma semana pra começar.

Está louca? — exclamei, indignado – Não podemos perder tempo!

Eu sei! E estou louca pra me mexer, mas não podemos erguer suspeitas! Vai ser muito estranho se nós começarmos a passar tempo junto demais, vão querer saber o que estamos aprontando! Acho que em uma semana todo mundo já estará menos ligado em mortes aí na sua casa, especialmente sua irmã e sua avó.

Muito bem. Ponto pra ela. Vovó não ia gostar nada do que íriamos fazer.

Tudo bem, Alexandra. Posso aguentar uma semana. E que a sorte nos dê uma ajuda.

Ela dará. Esteja preparado daqui uma semana.

Estarei.

Até logo.

Até logo.

Fim da chamada.

E o começo de um longo período de buscas.

Que nos levaria à verdade.

Eu lutaria até o fim por isso.

Notas finais
Bom, Conspiração acabou, mas Sacrifício, o ultimo livro vem aí!
Mas ele só vai ser postado na semana que vem, devido a suas curtas paginas ate agora, afinal foi um intervalo bem grande entre um e outro, e eu tinha minha faculdade pra aguentar ¬¬', então perdi muito tempo, mas prometo recuperá-lo!
Até mais gente!

p.s: Bruna, se tu quer mais historias assim, le Mafia de Sangue, ou qlqr outro dos meus contos! ou eles saum dark ou saum de romance-drama ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.