Série Pacto - Conspiração

17 Armadilha em andamento (Jean Dupré)


Notas iniciais
Não resisti até amanhã, adoro fzr a Bruna feliz!rsrsrs

Ele tinha que arrumar um meio. Precisava mesmo disso, ou seu plano de acabar com todos os D'Crécy não poderia ser concretizado. Isso se já não estivesse prejudicado pelos idiotas do clã dos Stuart.

Ficara furioso ao saber que eles tinham atacado Elisa, sua única chance de voltar a ser humano, sem a mínima hesitação.

Ele gritou com James e Mary, que se não quisessem estragar tudo chamando atenção, que fossem caçar fora da cidade, porque em Dourados, havia os de Castro, e Átila sabia acertar com precisão, e portanto, certamente enfiava uma estaca e queimava um vampiro com a mesma eficácia.

Foi esse desgraçado! — gritou James, fazendo uma careta, a perna apoiada em cima de uma pilha de almofadas – Ele atirou em mim! Eu vou aca...

VOCÊ NÃO IRÁ TOCAR NELE, SEU ESTÚPIDO INCONSEQUENTE! — gritou, fazendo Mary ao lado de James dar um olhar feio – Quer MORRER com uma estaca ou ser descoberto pelos D'Crécy???

Nesse momento Emma, William e Peter entraram.

O que está havendo? — indagou William, olhando dele para James e Mary, e de ambos para ele de volta.

Sem temor algum em seu sangue, ele andou na direção do líder do bando, os olhos pegando fogo com sua ira.

O que está havendo é que se vocês atacarem mais alguém desta cidade eu mesmo avisarei aos D'Crécy o que estão armando, está bem, William??? Ficou claro??? — sentia uma veia temporal pulsar no lado esquerdo de sua cabeça – Você e James atacaram uma bruxa e depois fugiram de um caçador de vampiros!!! O que estão querendo??? Ser pegos???

William esperava, mas claramente não estava contente com a exibição dos fatos do modo que ele estava explicando. Mesmo que soubesse que Jean podia destruí-los.

Tudo bem, iremos caçar fora dos limites da cidade. E como eu poderia saber a aparência da sua feiticeira? Nem sequer nos mostrou uma foto da criatura. E também não comentou sobre o caçador. Não é bom pra nós, embora eu tenha desconfiado de imediato disso quando o vi atirar tão bem as balas de prata em James.

E o que acha que vai acontecer se matarem mais gente? Vão perceber que há vampiros fixos aqui. E uma novidade, Jacques D'Crécy viu vocês.

O medo reluziu nos olhos de todos eles, no mesmo instante. Menos nos de Emma.

Jean riu diabolicamente.

Não se preocupem, ele não os identificou, mas foi por pouco, não? Portanto, fiquem fora dessa cidade pra comer!

Como sabe de tudo isso? — desafiou Mary do sofá, seus olhos estreitos e cheios de veneno.

Conversei com Elisabete agora pouco. Não sei como sobreviveu. Provavelmente graças aos vários diplomas em Medicina e Enfermagem dos D'Crécy, sem dúvida – respondeu com acidez, enfatizando com sua afirmação o quanto os inimigos dos Stuart continuavam superiores à eles não somente em esperteza, mas também em inteligência.

Se lembrava bem porque aqueles fracotes ingleses tinham perdido a disputa com os D'Crécy a tantas décadas atrás. Falta de estratégia. Força bruta não era sempre a maior arma. Ele tinha visto isso na Revolução.

Já entendemos sua posição, Jean. Acho que não precisamos de um novo aviso – falou William, a voz dura – O que queremos saber, é quando vamos começar a captura?

Em breve. Eu só preciso de algum meio, algo, que os faça ficar juntos, no mesmo lugar. Ficará mais fácil pra vocês, hem? Como sempre eu tenho que fazer o trabalho pesado – deu um risinho de escárnio na direção dele e Peter, que retesou o maxilar. William acatou o insulto sem se manifestar, uma atitude muito sábia e que evitava desperdício de tempo, algo que os outros não tinham aprendido mesmo depois de tanto tempo. Jean admirava isso nele – Terei que vasculhar isso, e o farei hoje a noite. Acho que me matricular naquela faculdade inútil pode vir a calhar.

De que forma? — gemeu James do seu lugar, Mary movendo mais uma almofada para sua perna.

Eu posso ouvir alguma coisa que me dê a chave pro problema, sempre há festas em faculdades.

E você realmente acha que os D'Crécy irão pra alguma destas farrinhas de universitários? — William riu, a diversão evidente em sua voz – Eu posso odiá-los, mas sei que eles não são dados a festas sem champanhe e um bom salão.

Acredite, meu caro William, as coisas podem mudar. E tudo que um vampiro quer é se manter discreto, e se misturar é a melhor forma de se fazer isso. E então? Agora começar pela faculdade parece mais válido pra todos? — revistou todos os rostos, vendo que eles cortariam sua cabeça de bom grado, mas não o fariam, ele era valioso demais pra ser desperdiçado.

Faça como bem entender, Dupré. Não nos importamos com o que pensa ou deixa de pensar, desde que cumpra com sua parte. Mas não esqueça, assim que eles estiverem em nossas mãos, você está fora de tudo isso. E caso não fique... bem, acho que não irá gostar muito do modo com o qual será retirado – claro que William não deixaria Jean ditar-lhe normas demais, ele era um original, enfim. Jean não esquecera desse detalhe.

Eu sei muito bem William, a hora certa de me retirar, e o farei.

Certo. Quando chegar nossa vez, avise-nos. Amanhã, Julian estará a caminho da Escócia, e então, espero, que os outros em breve.

Eles estarão, William, e se não for pedir muito, gostaria de receber as cinzas deles numa urna.

De repente o ambiente se encheu de risos. Todos podiam ter antagonismos, mas seu objetivo era eliminar os D'Crécy, então podiam rir da perspectiva de tê-los em cinzas em uma urna.

Se tudo desse certo. E daria, Jean pensou obstinadamente, era exatamente assim que seria o fim de toda aquela família.

Só precisava do meio. Mas iria conseguir, ou não seria digno de seu próprio nome.